O Pequeno pedaço do céu
25 Os misteriosos seios
Notas iniciais
Lydia Martin
Respirar nunca foi tão difícil quanto naquele instante. Puxava o ar pelo nariz, mas desperdiçava cada gota do fôlego pela boca, arfando com sons ruidosos.
Mesmo com a água fria que caía sobre mim, sentia a nuca suar pelo nervosismo e expectativa que me domavam. Tentava conter as reações dentro de mim, mas era incapaz. Meu estomago girava e minha garganta parecia fechar, dificultando ainda mais a respiração.
Apoiei as mãos sobre os ombros largos de Stiles, sentindo os ossos salientes com as pontas dos dedos, arrastando as palmas até a clavícula nua e voltando a subir para alcançar o cabelo castanho que tinha crescido o suficiente para os fios escuros e úmidos caírem sobre a testa dele.
Lambi os lábios, recolhendo gotas da água do chuveiro para minha boca seca. Foquei o olhar no rosto a minha frente, sem me intimidar por nossa proximidade excessiva. Pisquei algumas vezes para lutar contra a água e continuei fitando a íris castanha transbordante de emoções.
Larguei o cabelo bagunçado para tocar no nariz largo e empinado, descendo para as bochechas marcadas por pintinhas, até por fim, reconhecer a textura dos lábios finos com os dedos aflitos.
— Céu.
Ele me chamou de céu e isso foi o suficiente para meu coração estupido acelerar e falhar repetidas vezes nos poucos segundos que se estenderam. Então, feliz como há muito tempo não me sentia, impulsionei a cabeça para frente e o beijei.
Assim que tirei a roupa, fui tomada por arrependimento e vergonha. Percebi pela primeira vez que não me olhava o suficiente desde que... desde que fui sequestrada.
Encarei meu próprio corpo e notei como os ossos do quadril estavam salientes, se destacando por baixo da pele, meus seios já pequenos pareciam murchos, a barriga que antes me incomodava estava chupada. Tinha emagrecido de um jeito doentio e nem sequer tinha notado.
Quase peguei a roupa no chão e voltei a me vestir, mas isso foi antes de olhar para Stiles. Ele permaneceu em silêncio, porém seu rosto, a forma como me olhava, fez com que eu parasse de me preocupar com minha estética.
Não sei ao certo em que momento tomei coragem. Só sei que mesmo em silêncio, Stiles me deu segurança o suficiente para que eu fosse até a banheira. Por não ter muito espaço, sentei sobre as coxas dele, me expondo ainda mais ao entreabri as pernas.
Stiles arfou, se remexeu, mas continuou calado, os olhos arregalados e a boca aberta. Tomei cuidado para não forçar a perna inchada na altura do tornozelo. Ele tinha tido uma torção horrível enquanto fugíamos do cárcere, o que claramente lhe causava muita dor.
Enquanto Stiles dormia, já tinha me certificado de que ele não tinha quebrado nenhum osso, então não tinha o que fazer a não ser esperar que o inchaço saísse e que os arranhões causados por pedras e arvores se cicatrizassem.
Foi assim, no colo do garoto, que eu comecei a ter dificuldade para respirar e passei a acariciar seus ombros, seu rosto. A primeira fala de Stiles desde que fiquei nua foi a palavra “céu” dita com o carinho, a devoção, que eram responsáveis por me fazer suportar o inferno que alcançou minha vida no momento em que fui sequestrada.
Eu o beijei e para meu total alivio, fui correspondida de imediato. Selei nossos lábios, me movi sobre a boca conhecida e ele foi rápido ao imitar os exatos movimentos que eu fazia.
Stiles suspirou, derramando a respiração para dentro da minha boca e finalmente suas mãos grandes tocaram meu corpo, segurando-me pela cintura com certa insegurança. Adentrei com a língua entre os lábios finos, suprimindo uma saudade que nem lembrava de sentir.
Agarrei mais uma vez os fios castanhos compridos, puxando na altura da nuca por já saber que aquilo o arrepiava. Ele começou a fazer carinho em minha pele nua, apertando e soltando minha cintura, os dedos se atrevendo a desenhar círculos na base da coluna.
Nos beijamos devagar, Stiles cedia o controle a cada segundo, permitindo que meus lábios engolissem sua boca tão fina. O mordisquei repetidas vezes e o senti estremecer abaixo de mim e me puxar para mais perto.
Meus seios tocaram seu peitoral em uma intimidade que eu desconhecia, no entanto, apesar de ainda me sentir nervosa, ansiosa, confiava o suficiente nele para conseguir apreciar o contato responsável pelo calor do meu corpo.
Stiles imitou o que eu tinha feito segundos antes, mordendo meu lábio inferior e chupando para sua boca. Grunhi de prazer e afastei a cabeça alguns centímetros para tentar respirar enquanto ainda era refém dos dentes afiados que causavam uma dor pequena e estranhamente gostosa.
Joguei a cabeça para trás, separando nossas bocas por alguns segundos, sentindo a água fria cair com grosseria em meu rosto ardente. Stiles me surpreendeu com um beijo delicado no maxilar.
Abaixei a cabeça ainda sem folego, pronta para beijá-lo de novo quando sua voz insegura interrompeu minha atitude:
— V-você não está com nojo?
Franzi o rosto e arrastei uma mão de volta para o rosto bonito. Fiz carinho nas bochechas magras demais, pressionando com delicadeza as pintinhas que desciam em direção ao pescoço longo em que se formava uma barba rala.
— Por que eu teria nojo de você, Stiles? — Devolvi com outra pergunta, sem entender o motivo da angustia nos olhos castanhos.
— Você viu o que Alex faz comigo. — O novo sussurro me fez arregalar os olhos. Stiles abaixou a cabeça, o rosto tomado pela vermelhidão, mas eu nem consegui mensurar o quanto ele precisou ser corajoso, forte, para dizer aquilo em voz alta.
Fechei os olhos por alguns segundos. Lembrei da cena horrenda que eu tentava a todo custo arrancar da minha mente. Era tão cruel, nojento, que me recusava a acreditar que de fato tinha acontecido, que Stiles tinha sido humilhado daquela forma.
Pensei em como ele chorou de joelhos no chão em frente ao abusador, em como implorou para que não fizesse aquilo na minha frente. Aquela violência, aquela humilhação que eu sofri por algum tempo presa no quarto horrível, era o que Stiles sofria durante toda a vida e sozinho, ele não teve ninguém para ajudar.
Abri os olhos ao entender por completo a preocupação dele. Apesar da vontade de chorar, forcei um sorriso para tranquilizar Stiles. Não ia permitir que a insegurança dele, muito menos que a lembrança de Alex, atrapalhasse aquele momento.
— Ele nunca mais vai fazer isso com você, Stiles. Por isso que a gente fugiu, que eu....
— Não quero falar disso. — Stiles manteve os olhos fechados ao falar e reconheci a magoa mais uma vez o invadir.
Suspirei com desespero e puxei seu maxilar para cima, fazendo com erguesse a cabeça para mim. Na esperança de fazê-lo abrir os olhos, selei nossas bocas por breves segundos.
Funcionou. A íris castanha me encarou com afeto e surpresa.
— A gente não precisa falar disso agora, mas não pode fugir disso para sempre, Stiles. — Murmurei com certeza, tentando controlar minha impaciência. Eu não queria falar sobre aquilo, não queria falar sobre nada, só desejava beijá-lo mais uma vez. — Ainda está irritado comigo?
Ele fez beicinho. Apesar de ser algo quase infantil, só me fez desejar ainda mais juntar nossas bocas. Perguntei-me como ele estava conseguindo falar tanto, os olhos fixos em meu rosto quando tudo que eu pensava, que eu queria, era tocar e olhar para sua nudez e beijá-lo sem parar.
Meus seios ainda estavam espremidos contra seu peito nu e por mais que eu tentasse ignorar, era cada vez mais difícil não prestar atenção na ereção grudada em meu abdômen.
— Eu amo você. — Foi a resposta que recebi da voz quase melancólica.
Lambi os lábios e percebi tarde demais que demorei muito tempo para responder. Fiquei perdida com o tom dos olhos expressivos e marejados com lágrimas reprimidas.
Beijei sua bochecha antes de forçar a voz através da garganta seca:
— Nunca vou ter nojo de você, Stiles — O beijei uma vez mais no mesmo lugar, respirando fundo, lutando contra meu nervosismo. — Você é lindo, tudo em você me faz querer beijá-lo.
— Para mostrar que você gosta de mim? — Sorri com a pergunta, minha boca ainda tocando em sua pele. Lembrei que foi daquela forma que ensinei o que era beijo, que era uma demonstração de que gostava da pessoa.
— Sim, Stiles. Mostrar o quanto eu gosto de você.
Aquela frase pareceu ser a chave mágica para de repente a atenção de Stiles se voltar para meu corpo. Ele abaixou a cabeça dessa vez com curiosidade e fez um mínimo movimento para trás, descolando nossos corpos o suficiente para que ele olhasse minha nudez.
Meu rosto voltou a ruborizar por estar me expondo pela primeira vez para um garoto. Eu nem sequer percebi o movimento de Stiles, quando dei por mim, uma de suas mãos já tocava em meu seio direito, apertando com curiosidade.
Estremeci de surpresa, me movendo no colo do garoto. Ele interpretou aquilo de forma errada, pois logo em seguida o toque me abandonou e os olhos inseguros voltaram a encarar meu rosto.
— Está tudo bem — Murmurei sem folego e com a mão tremula busquei a mão dele.
Apesar de estar nervosa por tudo ser tão novo para mim, tinha consciência de que era ainda mais novo para Stiles. Eu pelo menos sabia sobre o corpo masculino e sobre sexo na teoria, já Stiles... tudo era uma descoberta completamente desconhecida.
Segurando a mão grande de dedos compridos e finos, levei de volta ao meu seio direito. Fiz com que ele apertasse com delicadeza, pegando por baixo o pequeno volume.
Ele arfou alto e eu suspirei de satisfação. Apesar do toque simples, a sensação era muito boa, confortável. Seus dedos compridos se ajeitaram por vontade própria, cobrindo com facilidade meu seio.
— Você é linda... tão linda. — As palavras dele se embaralharam e aceleram meu coração sensível. — Seu corpo é perfeito.
Nunca deixava de me assustar a forma madura como Stiles conseguia pronunciar certas frases e como apesar de ele conhecer tão pouco do mundo, sabia palavras até mesmo difíceis e o mais importante: sabia quando dizê-las no momento certo.
Ele era inteligente o suficiente para só com a leitura repetida dos únicos três livros que tinha, saber se expressar com perfeição. E quando suas palavras eram usadas para mim, para me elogiar, eu me sentia cada vez mais refém, mais rendida a ele.
Não tenho ideia de quanto tempo passou desde meu sequestro, desde que conheci Stiles. Era impossível tentar contar a passagem de tempo em um quarto sem janela, sem saber quando é dia e quanto é noite, mas esse tempo foi o suficiente para me apegar cada vez mais a Stiles.
E ali eu estava, em dos primeiros momentos de felicidade completa desde o dia em que me vi presa no quarto, me expondo para o garoto responsável pelo meu primeiro beijo.
Soltei a mão dele e aproveitei para sentir seu peitoral magro, esfregando os dedos ali. Tentei contar quantas pintinhas se derramavam na pele pálida, mas era uma missão impossível. Ele tinha tantas... e eu desejei poder beijar cada uma delas.
O corpo de Stiles era lindo. Mesmo tão desnutrido, mesmo com a pele frágil abaixo dos meus dedos, ele era lindo.
No momento em que notei pela primeira vez as pequenas cicatrizes rosadas perdidas em seu tronco, os dedos de Stiles me distraíram ao apertar mais uma vez meu seio. Abri a boca mesmo sem saber o que dizer e então, olhei para mim mesma e vi quando o polegar comprido do garoto se esfregou no meu bico eriçado e sensível.
Minha boca proferiu um som baixo de aprovação ao sentir o ventre se contorcer em desconforto e ansiedade, provocando um calor incomum entre minhas pernas.
— Stiles — Sussurrei o nome com dificuldade graças a respiração entrecortada.
Ele ergueu os olhos castanhos repletos de doçura na direção do meu rosto. Encontrei desejo, insegurança, alegria, tristeza, tudo junto na íris atenta a mim. Lambi a boca seca, me remexi em busca de algum tipo de alívio, mas só consegui chocar nossas intimidades nuas.
O toque não planejado foi tão bom, que chegou a ser quase doloroso. Fechei os olhos com força e meus ouvidos explodiram de prazer com a exclamação baixa vindo de Stiles.
A mão grande voltou a apertar meu seio, os dedos compridos conhecendo aquela parte do meu corpo. Inclinei a cabeça ainda de olhos fechados, apoiando a testa sobre o ombro de Stiles e assim que me aconcheguei, senti sua outra mão me tocar no alto da coluna.
Suspirando, estremecendo, arrepiada, voltei a fazer carinho peitoral magro e fui arrastando as palmas até a lateral da cintura, deslizei para o abdômen, apreciei os poucos pelos presentes ali.
Foi assim que, estabanada, sem muito controle do que fazia com o corpo, esbarrei de leve na ereção do garoto. Abri os olhos de rompante ao perceber o que toquei e ele, por instinto, apertou meu seio com mais força.
— E-eu... — Erguei a cabeça e tentei falar com nossos rostos tão próximos que meu nariz roçava no dele.
— Eu preciso brincar, Lydia. — Ele interrompeu com um clamor, a voz arrastada e pedinte. — Precisa ser agora, eu sei que você não gosta de ver, então...
— Hoje não. — Foi a minha vez de interromper, juntando nossas bocas por um segundo após dizer a frase certeira. Queria tanto beijá-lo por dias seguidos. Deus! Como ele era lindo.
— O quê?
— Hoje eu também quero brincar.
Stiles primeiro franziu o rosto, depois sorriu. Um sorriso lindo, inocente e repleto de expectativas. Sorri também, apesar de todo nervosismo que corroía meu estomago.
Ele permaneceu olhando para meu rosto quando sua mão desapareceu de minha coluna. Pensei em reclamar, pensei em segurar seu braço e fazê-lo tocar em outra parte do meu corpo, porque só o contato com meu seio já não era o suficiente, mas nada falei, nem sequer reagi, pois Stiles foi mais rápido.
Enquanto eu estava ocupada com meu próprio desejo e perdida encarando o rosto masculino tão de perto, a mão de Stiles encontrou caminho para o centro de minhas pernas.
Arfei, ergui a coluna com os olhos arregalados, a boca escancarada de surpresa. O toque foi curto, gentil e inexperiente, apenas dedos curiosos fazendo um carinho rápido ali, sem saber como fazer.
— Você brinca aqui? — Ele perguntou tão entretido com que o fazia, que nem pareceu perceber minha surpresa. Inclinou a cabeça para baixo e encarou minha parte mais intima com muito interesse, me fazendo corar. — É tão bom quanto é para mim?
Como não fui rápida ao responder, Stiles olhou para meu rosto. Ele deve ter percebido minhas bochechas queimando de vergonha ou talvez, encontrado algo meu olhar, pois suas mãos abandonaram meu corpo por completo por dolorosos segundos e depois seguraram meu rosto como eu tinha feito com ele.
— Não fica com vergonha do fazedor de xixi, céu. É lindo!
Acabei rindo por causa do jeito que ele falou, por causa do nervosismo, da vergonha, da satisfação. Ele me encarou com curiosidade, mas sorriu mais uma vez.
Foda-se o Alex.
E a vergonha.
E o medo. Medo de tudo, medo por estar em uma casa qualquer que entrei em um momento de desespero para me esconder com Stiles.
Naquele dia, naquele momento, eu estava livre. Verdadeiramente livre de tudo.
Stiles não tinha visto ou conhecido quase nada do mundo, mas ele sabia muito bem sobre o próprio corpo. Já eu, apesar de entender quase tudo na teoria, nunca tinha nem sequer ousado experimentar me tocar, me conhecer, da forma que ele fez comigo.
Fui eu que voltei a beijá-lo, ansiosa demais para tentar dizer qualquer coisa. Não tinha mais o que falar, eu só queria sentir, tocar e ser tocada. Eu queria ele com uma intensidade até então inexplorada por mim.
Como a jovem que eu era, deixei que os hormônios me guiassem e superassem qualquer pudor. Beijei o melhor beijo do mundo. Puxei o cabelo castanho, arranhei a nuca, dedilhei o peitoral frágil e magro demais.
As mãos grandes de Stiles voltaram a conhecer meus seios, apertando com uma delicadeza assustadora, esfregando os dedos e depois, voltou a se infiltrar entre minhas pernas.
Nós não sabíamos como fazer funcionar da forma certa, como fazer com que a brincadeira ficasse de fato boa para mim, mas a luta pela descoberta se mostrou ser muito gostosa.
Ele era infinitamente gentil, carinhoso e transbordava de curiosidade e atenção. Toda a minha existência se resumiu a suspiros, apertos e gemidos que soavam estranhos aos meus ouvidos, mas parecia incentivar Stiles de alguma forma.
Tenho que lembrar de ser grata ao meu corpo até o último dia em que estiver viva por me proporcionar contrações torturantes e ao mesmo tempo, tão deliciosas. Era tão bom, tão diferente de tudo a que eu possa tentar comparar.
Quando Stiles acertou o toque de forma magnifica, só consegui tremer em seu colo e implorar para que continuasse a me acariciar daquela mesma maneira. Foi assim que eu tomei fôlego e coragem para levar a mão para o lugar em que o garoto tentava se estimular ao mesmo tempo que me enchia de prazer.
Ele se apressou em me ensinar, evolveu a mão enorme por cima da minha e movimentou da forma como queria, em um vai e vem ritmado que o fez fechar os olhos e morder a própria boca.
Com algum nervosismo, me esforcei para agradá-lo e percebi que consegui quando ele me soltou, permitindo que eu o masturbasse sozinha. Os dedos compridos se concentraram somente no interior das minhas pernas e eu, com muita dificuldade consegui continuar a massageá-lo mesmo me desfazendo com as sensações do meu corpo.
Stiles me olhava por inteiro. Encarava meus olhos, minha boca, meus seios, mãos. Ele me olhava com tanto carinho, tanta admiração, que eu não sabia como reagir, apenas devolvia o olhar com desespero.
O prazer chegou a uma proporção surreal no momento em que Stiles teve a maravilhosa ideia de deslizar a boca por meu pescoço. Seus lábios distribuíram beijos molhados até meus seios e aí, meu ventre explodiu de vez e se rendeu ao cansaço.
Gemi mais alto e ainda atordoada com a sensação nova que me rasgava ao trazer um desconhecido alivio, vi o líquido branco ser expulso do corpo do Stiles, nos sujando e sendo levado pela água do chuveiro quase que no mesmo instante.
— Céu... — o apelido soou tão rouco em sua voz que eu tive certeza que Stiles estava tão perplexo quanto eu.
Não tinha fôlego para respondê-lo, meus seios se moviam de forma brusca graças a respiração ruidosa dos meus pulmões despreparados para a repentina falta de ar.
Agarrei os fios castanhos com força, usando ambas as mãos. Em resposta, Stiles me agarrou pelo quadril e me puxou para mais perto, me abraçando de modo que toda nossa nudez se tocou.
Não havia mais motivo para ter vergonha.
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