O Pequeno pedaço do céu

2 O Paraíso acha que sou louco


Notas iniciais
Como eu sou muitooo boazinha (acreditem se quiser) já estou postando capítulo novo no primeiro dia do mês hahaha ♥ Já disse para vocês que os capítulos dessa fic são pequenos, certo? E que vão demorar um pouco para entender a história, maaas se prestarem BASTANTE atenção nos detalhes, já vão ter algumas respostas nesse capítulo! Eu estou um amorzinho hoje, então nas notas finais vou dar a vocês algumas explicações e também dizer algo que vocês me perguntaram bastante nos comentários. Boa leitura! LEIAM AS NOTAS FINAIS

Verde. Verde. Verde. Verde.

Os olhos dela eram verdes. Olhos lindos, tão lindos. Grandes, enormes. Eu amei seus olhos no momento em que os vi. Eram tão expressivos. Lindos.... Ela era meu pedaço do céu! Eu queria ela para mim. Toda. Minha.

Ela olhou para mim por pouco tempo. Por segundos. Por que ela parou de olhar para mim? Queria prender seus olhos na direção do meu rosto. Precisava gravar na mente os detalhes de cada traço delicado de suas feições.

Ela parou de gritar e se abaixou no chão. O pedaço do Paraíso ficou de joelhos. Os olhos lindos e verdes, muito verdes, começaram a derramar lágrimas.

Ela chorou. Chorou. Paraísos conseguem chorar? Eu não queria que ela chorasse. Eu queria ela. Queria o pedaço do céu para mim. Ela tinha que sorrir! Precisava fazer ela parar de chorar!

— Não precisa chorar. — Murmurei apesar de ainda estar com medo dela me bater de novo. Continuei abraçando as próprias pernas, a olhando. Ela devolveu o olhar. — Você é linda.

Linda. Linda. Linda.

Queria repetir a mesma palavra mil vezes seguidas. Se o pequeno pedaço do paraíso soubesse como era linda, não choraria. Se ela soubesse que era perfeita, não ficaria triste. Se ela fosse minha, eu a faria sorrir.

Os verdes de seus olhos estavam voltados para mim. Os lábios grossos, muito grossos, infinitamente grandes, estavam espremidos. O cabelo ruivo, tão ruivo, era lindo. Alguns fios eram dourados, loiros. Parecia que alguém tinha espremido morangos em cima de sua cabeleira, formando aquele tom.

Ela continuou chorando. O pedaço do céu não parou de derramar lágrimas. Mas ela ficou de pé. A primeira mulher do mundo se ergueu do chão e andou. Andou na minha direção!

Linda. Ela era linda e parou a minha frente. Eu estava encolhido no chão e ela estava erguida, linda. Tão linda. Mesmo com ela em pé, percebi o quanto era pequena. Eu poderia envolver todo seu corpo com meus braços. Eu queria fazer isso. Precisava.

Ela ia bater em mim se eu tentasse abraçá-la?

— Quem é você? — Ela estava brava. Brava comigo. Mas sua voz era linda. Linda como seu rosto. Linda como os misteriosos seios. — Por que eu estou aqui?

Arregalei os olhos quando ela gritou a última frase. Apertei os braços contra minhas pernas e me arrastei no chão. Parei quando a parede entrou em contato com minhas costas.

— Quem é você? — Ela repetiu a pergunta. Eu queria que ela falasse mais. Precisava ouvir melhor a sua voz.

Olhei para suas mãos. Mãos pequenas. Tão menores do que as minhas. Eu poderia esmagar seus dedos. Poderia fazer com as mãos dela se unissem as minhas e sumissem debaixo das minhas palmas.

— Stiles. — Respondi baixo. Bem baixinho. — Stiles Stilinski.

Eu sabia meu nome. Sabia meu sobrenome.

Alex nunca me contou! Eu descobri sozinho. Já sabia como ele devia me chamar. Sabia como o mundo devia me conhecer. Mas não existia ninguém no mundo. Só eu e Alex.

Porém, isso foi antes do pequeno pedaço do céu chegar. Ela era uma mulher! E era real. Não era um sonho. Não era uma alucinação. Ela existia. Se ela surgiu no meu quarto, ela era minha. Tinha que ser! Eu queria ela para mim.

Não ia deixar Alex bater nela. Nunca. Nunca ia deixar. Ela era minha. Ela era linda. Ela era mulher! Uma mulher de verdade, com seios de verdade. Eu queria levantar o vestido que ela usava. Queria ver seu corpo. Precisava ver.

Você sabe como são os seios? Já viu com seus próprios olhos? Não, você não deve ter visto. Se eu nunca vi, não teria como você ver. E ela é a primeira mulher do mundo! Antes dela cair do céu, só existia Alex. E eu. Eu também existia.

— O que você quer comigo? Por que eu estou aqui?

Ela parecia confusa. Muito confusa. E irritada, triste, preocupada. Ela estava com medo. Eu não queria que ela tivesse medo! Não parava de chorar e eu queria enxugar suas lágrimas.

— Porque você acabou de nascer. — Expliquei com medo. Muito medo.

Ela era linda, muito linda. Mas eu não queria apanhar de novo. Não queria que ela batesse em mim. Por que ela tinha me dado um tapa? Eu queria tocar em seus seios, mas ela não deixou. Por que não?

Então, a raiva dominou seu rosto. Dominou toda sua feição bonita. A raiva pareceu cobrir todos os outros sentimentos. Suas mãos, suas pequenas mãos, se fecharam em punho.

Fechei os olhos, retrai os músculos. Esperei ser atingido por suas mãos. Alex sempre fechava as mãos em punho quando ia me bater. Sempre. Doía. Doía muito. Eu ficava com marcas roxas e pretas e amarelas e esverdeadas por todo corpo. Às vezes eu sangrava. Odiava sangrar!

— O que você quer comigo? Onde eu estou?!

Ela não me bateu, mas gritou. Com seu grito, pude perceber a raiva que ela sentia. Era muita raiva, muita. E muito medo, muito. Eu não queria que ela se sentisse assim. Por que ela estava tão assustada?

— Você nunca viu um homem? — Perguntei ainda mais baixo. Muito baixo.

Abri os olhos com medo, vi a confusão em seus olhos. Seus olhos verdes. Olhos lindos, muito lindos. Ela devia estar com vergonha. Vergonha de dizer que nunca viu um homem.

— O quê?

— Está tudo bem. Eu também nunca vi uma mulher. — Confessei um pouco mais alto. Tomei coragem para isso. — Você foi a primeira.

Ela franziu as sobrancelhas. Sobrancelhas ruivas. Ruivas como o cabelo. Isso era tão lindo. Tão diferente. Nunca tinha visto alguém com aquele cabelo, aqueles pelos.

— Você é maluco?

Reprimi o corpo com aquela ofensa. Fechei os olhos por alguns segundos e os abri. Eu não gostava de ser ofendido. Alex usava palavras ruins comigo. Muito ruins.

— Não.

Não podia ser grosseiro com ela. Não com uma mulher. Não com um pedaço do céu que caiu no mundo. Mas tive que responder aquilo. Tive que dizer “não”. Eu não fui grosso. Eu gostava dela. Gostava muito do meu pedaço do céu. Ela era linda. Eu ia cuidar dela.

— Preciso sair daqui!

Foi a minha vez de a olhar com confusão. A primeira mulher do mundo começou a andar de um lado para o outro. Ela voltou para perto da porta. Socou e chutou a madeira repetidas vezes. Ela não percebia que estava trancada?

— Preciso sair daqui! — Dessa vez ela gritou a mesma fala.

Soltei minhas pernas, movi o corpo. Ela achava que eu era maluco! Por isso ela queria fugir. Ela não queria ficar comigo. Meu pedaço do céu não gostou de mim. Ela não gostou de mim!

— Eu não sou maluco. — Tentei me defender com a voz baixa. Sempre baixa.

Ela olhou para mim.

Ela olhou para mim.

Para mim.

Aqueles olhos verdes. Aqueles olhos grandes. Olhos lindos. Eu podia mergulhar naquela cor? Queria deixar de existir. Queria desaparecer e me fundir com a íris clara de seus olhos.

— Por que você me sequestrou, Stiles?

Meu nome. Ela disse meu nome! A mulher. O pedaço do céu. Minha porção do Paraíso disse meu nome. E ela olhava para mim e eu queria tocá-la. Precisava tocar.

— S-sequestrar? — Sim, eu gaguejei.

Conhecia aquela palavra. Já tinha lido no livro. Um dos livros. Eu tenho três livros. Mas não entendi o motivo dela dizer aquilo. Como assim “sequestro”? Ela tinha acabado de nascer!

— Não foi você. — Ela ainda olhava para mim. Eu queria que ela continuasse olhando. Eu queria ela. Precisava dela. — Não pode ter sido.

O rosto lindo, muito lindo, se franziu. Novamente ela estava confusa. Queria tirar sua confusão. Queria afundar os dedos em sua pele. Ela parecia tão macia... ela era linda.

A porta do quarto abriu. Só uma pessoa podia fazer isso. Só uma pessoa decidia quando eu podia sair do meu pedaço do mundo. Alex. Era ele. Foi automático, fiquei de pé.

Meu pedaço do céu ia conhecer Alex.

Notas finais
LEIAM! ~ Eu consegui adiantar bastante a fic durante janeiro, porque estava bem inspirada hahaha estou feliz com isso, então..não vou prometer nada, mas PROVAVELMENTE esse mês vou postar mais um capítulo..e bem, nesse próximo capítulo vocês vão conseguir entender um pouco mais a história. ~ Esclarecendo duas coisas: Stiles não é autista. Alex não é bonzinho. ~ Vocês me perguntaram bastante sobre onde tirei minha inspiração e tudo mais hahhaah... e bem, a maioria percebeu as semelhanças com o " O quarto de Jack", apesar de que nem foi onde tirei minha maior inspiração..hahaa, mas resolvi listar para vocês de onde tirei essa ideia maluca. Só para deixar claro, eu só tirei dessas obras a inspiração para a ideia, mas não vou seguir o enredo de nenhuma delas! Enfim, minha inspiração veio de: — "O quarto de Jack" (se chama Room em inglês). Eu usei esse filme como uma ajuda para minhas ideias depois que eu já tinha começado a planejar essa fic! Me inspirei na forma inocente que o Jack enxerga tudo e em como chama o quarto de mundo. — "Acorrentados" (tem esse filme na Netflix). Esse filme foi o PRINCIPAL para minha ideia. Foi depois de ver a história fascinante do filme que eu pensei no enredo dessa fic. Segui a ideia principal que é retratada e juntei com minhas outras inspirações junto com a criatividade da minha própria cabeça. — "Estilhaça-me" (livro maravilhoso da Tahereh Mafi). Eu amo demais esse livro, já reli algumas vezes e a loucura da personagem principal depois de passar um longo período de tempo presa em uma cela, me ajudou a pensar na fic. — "As vantagens de ser invisível" (livro e filme perfeitos). Apesar de ter sido onde eu menos tirei ideias, achei importante citar. Afinal, o Charlie (protagonista) vê o mundo de forma completamente nova, diferente das outras pessoas e é muito observador, atento. Essa personalidade também me ajudou na hora de pensar no Stiles dessa fic. Caso vocês já tenham lido ou visto alguns desses responsáveis pela minha inspiração, vocês vão entender BEM melhor a minha fic hahaha. Quase dá para considerar que isso foi um spoiler. Mas..espero que tenham gostado de saber, já que me perguntaram tanto como tive essa ideia hahaha Fiquei bem feliz por cada comentário e por cada mensagem que recebi falando a respeito dessa fic! Espero que vocês continuem gostando e amem tanto quanto eu, o desenvolver da história. Afinal, estou bem animada e inspirada escrevendo. Beijinhos e não deixem de comentar.