O Patrono Perdido

9 Capítulo 8: O Sumiço do Patrono


Notas iniciais
OIIIIII, LEITORAS LINDAS. Desculpem o atraso, passei uma semana dificílima, de verdade. Pra compensar, espero que gostem do capítulo, eu não o fiz muito longo (pelo menos não pra uma fanfic minha, convenhamos...), mas é pra me dar créditos para os próximos, hihi. Ah, ainda sobre o da vez, preparem-se pra ficar ainda mais confusas em 3, 2, 1... (não me matem, ok) Boa leitura e comentem ao fim! :3

Deixou que Remo entrasse primeiro na sala de aula. Alguma coisa estava muito errada ali.

Entardecera. A última matéria daquele dia era de Defesa Contra as Artes das Trevas. Numa sala ampla e escura, repleta dos objetos mais improváveis do mundo bruxo, reuniam-se somente os alunos do quinto ano da Grifinória, sob supervisão do Professor Malcolm A. Fletcher, um homem alto e corcunda, de cabelos exageradamente vermelhos.

Era a matéria favorita dos quatro Marotos, mas Remo em especial era fissurado de tal forma que nunca se distraía em sala. Prestava toda a atenção do mundo no Prof. Fletcher, e assim tornava-se inacessível para o bate-papo durante toda a aula. Anotava tudo nos momentos de teoria, empunhava a varinha com mais vontade que todos na hora da prática. Era o melhor aluno da disciplina, sem precedentes. Mas naquele dia, Remo não estava se ocupando em ser o melhor aluno.

Estava avoado. Na verdade, parecia fora de órbita. Passava os olhos por cada canto da sala com aparente admiração e medo, como se nunca tivesse entrado ali — e o olhar que enviava ao Prof. Fletcher, um homem a quem ele certamente admirava, fazia parecer que não o via há muitos anos. Mas como podia, se o tinha visto ainda naquela semana?

Agora estava ao lado de Tiago e ria de alguma besteira que ele falava, mas constantemente percorria os olhos por todo o cômodo de novo e de novo, como se não acreditasse que estava ali.

Aquele não era Remo Lupin.

"Então... Hoje vamos fazer algo diferente", começou o Prof. Fletcher, à frente da sua pequena e velha mesa de docente. A sua voz era rouca e trêmula, então às vezes Sirius não entendia todas as suas palavras. Nem sempre se esforçava.

O homem prosseguiu:

"A Escola está repleta de dementadores agora, e não podemos 'ofiar' na nobreza desse tipo de criatura...". Ofiar ou confiar? Sirius estreitou os olhos na direção daquele homem e teve raiva da sua voz trêmula e estranha. Tinha raiva de muita coisa, frequentemente.

"Assim, 'amos' estudar os dementadores e como não 'er' afetados por eles."

Irritado com aquele problema de fala, Sirius desviou os olhos e procurou se distrair. Murmurou aos Marotos, que estavam próximos: "'Em' que ele 'odia' passar logo pra parte dos 'eitiços'".

Os três amigos riram ao seu lado, e aquilo chamou a atenção dos outros alunos. O Professor lançou-lhe um olhar repreendedor antes de prosseguir. Então, o Black não prestou mais atenção nenhuma àquela falação.

A risada de Remo parecia causar-lhe um efeito estranho. Talvez, às pessoas que estavam ao redor, parecesse apenas a risada normal de um menino de quinze anos — mas ao Black, parecia outra coisa. Parecia algo semelhante a uma canção, ou a um pio de um pássaro, ou qualquer coisa do gênero. Soava-lhe, claro, como uma risada, mas também como uma melodia que, depois de terminada, ainda ecoava algum tempo por dentro dos seus ouvidos, e fazia Sirius desejar que não tivesse ainda terminado. Mas terminava.

Antes que se pudesse dar conta, estava com o olhar sobre Lupin, porque o seu riso, mais raro e mais curto que os demais, parecia valer muito mais que todos os outros. Fazia desaparecer, por um curto instante, a tristeza que naturalmente o acompanhava. E quando a constante tristeza de Remo parecia ir embora, a sua parecia acompanhá-la.

Remo desviou os olhos quando se sentiu observado e voltou a ouvir as palavras do docente.

Era algo sobre concentrar-se em memórias felizes e positivas, reais ou não, mas fortes o suficiente para trazer um sentimento de genuína alegria. Aquela, disse M. Fletcher, era a primeira coisa que se fazia quando se era acidentalmente atacado por um dementador. Então, ele gastou um tempo considerável dizendo o quanto aquela magia era complexa e avançada, o quanto não esperava que eles conseguissem logo no primeiro dia, e o quanto só estava ensinando aquilo a eles porque realmente já ouvira casos em que os dementadores haviam atacado gente inocente, sem aparentes motivos.

Quando finalmente chegou a hora, ele mandou que, mantendo a concentração na memória escolhida, sacassem as varinhas e terminassem de executar o Feitiço do Patrono, proferindo as palavras "Expecto Patronum".

Sirius ficou em dúvida entre sacar ou não sua varinha. Não porque não estivesse com vontade de participar da aula — as aulas práticas eram as que mais o empolgavam, e também aquelas nas quais mais se destacava -, mas porque Remo, desde que tinha mudado, constantemente pedia para tocá-la, alterando drasticamente a sua postura de um instante para o outro. Sirius imaginava que, a qualquer momento quando a tocasse, iria também perder a memória, ou falar e fazer coisas sem sentido, ou ainda tornar-se outra pessoa por dentro, trocando de corpo com outro alguém ou sabe-se lá o quê.

Não teve escolha. Logo sacou-a, e o restante da aula foi pouco produtivo.

Tentou pensar em uma memória. Memória de quê?

Se fosse um dia comum e Sirius estivesse realmente concentrado, ao receber a instrução de pensar em uma memória, decerto pensaria em uma que envolvesse seus amigos e Hogwarts. Talvez, a primeira viagem de trem até Hogwarts, onde os havia conhecido. Talvez, o momento quando fora selecionado para a Grifinória e se vira finalmente livre dos laços que o prendiam ao restante dos Black.

Naquele dia, porém, Almofadinhas não estava produtivo, de forma alguma. Estava curioso demais em relação às estranhas atitudes de Remo para concentrar-se, e a palavra "memória" remetia-o à sua infância.

Infestado das memórias infelizes que carregava consigo desde o nascimento em uma família que não o compreendia, Sirius frustrou-se e não quis conjurar mais anda.

Ninguém conseguia conjurar o Patrono. Tiago chegou um tanto mais perto que os demais, mas nada saiu de sua varinha além de um filete tímido e tristonho de luz azul. Aquilo ainda não era um Patrono, que deveria ter, no mínimo, o formato de um escudo.

Para Pedro e Remo não parecia haver esperanças.

Lupin parecia não crer que da sua varinha não saía nada. Ele repetia exaustivamente aquelas palavras e parecia mesmo muito concentrado em uma boa memória, mas nada saía da sua varinha. Nem um filetinho sequer de luz.

"Não pode ser...", sussurrava ele, olhando para a própria varinha como se fosse ela a culpada. "Isso não pode ser..."

"Remo, ninguém conseguiu até agora", consolou-o Tiago, parando de insistir naquele feitiço complicado. "Não precisa se sentir mal por isso."

"Vocês não entendem", respondeu Aluado. "Eu sabia conjurar um Patrono. Consigo fazer isso sem nenhuma dificuldade, com uma mesma memória há anos. Só não sei por que não estou conseguindo agora."

Então, Sirius não pôde evitar intervir. Tratava-se de mais uma prova de que aquele não era Remo Lupin.

"Como é?", perguntou ele, aguçando os ouvidos para escutar bem a desculpa que ele teria a dar daquela vez. "Você sabia conjurar um Patrono? Como poderia saber, se estamos aprendendo isso hoje?"

Remo fez nova menção de falar, mas tornou a fechar a boca. Pareceu um tanto atordoado.

"Eu... Aprendi na minha casa", respondeu rápido, em seguida emendando: "Com... minha família."

"Com a família!", gritou Rabicho, caçoando daquela resposta.

"Não pode ser", insistiu Sirius. "Quantos anos você tinha? Uns cinco? Já que disse que conjura há muitos anos e com uma mesma memória."

Mas Remo dava mesmo muita sorte, porque, naquele instante, surgiu o Professor, dirigindo-se a ele:

"'Emo', meu rapaz... Você tem certeza que está 'u'ando uma boa memória?"

"É a melhor que eu tenho", sussurrou ele, cabisbaixo. "Ou melhor a que tinha..."

Ao ver a expressão confusa do Prof. Fletcher, acrescentou:

"Mas muitas coisas mudaram em mim. Talvez essa não seja mais uma boa memória."

"Qual 'emória' você está usando?"

Lupin pigarreou antes de responder, mas pareceu pensar bastante rápido.

"Uma memória... De uma coisa que ainda não aconteceu comigo. Mas... Que tolice a minha. Como posso pensar que uso uma memória, se isso nem aconteceu comigo?"

"'Emo', você pode usar falsas memórias também. Tudo bem 'ensar' em uma 'emória' que ainda não aconteceu, mas que você 'ensa' que vi'enciou.""Mas eu não penso que vivenciei", respondeu Aluado. "Eu pensei que tivesse mesmo vivenciado, mas agora... Não sei mais."

Uma coisa que ainda não lhe aconteceu.

Uma memória que pensava ter vivenciado, mas que agora não sabia mais.

Sirius não precisava de mais nenhuma prova. Aquilo explicava. Aquela era a evidência final.

Só podia mesmo ser Remo. Mas outro Remo. Vindo de um lugar diferente, com uma postura diferente. Era a única hipótese que podia explicar a sua súbita perda da memória, a oscilação de humor, o uso de palavras polidas e estranhas que não seriam naturais à sua pessoa — e muito menos à sua idade de quinze anos. E a forma como ele o olhava.

Imediatamente, deu uma boa cotovelada no braço de Tiago, que estava ao seu lado, e Pontas pareceu compreender o que ele pensava. Já tinham conversado sobre as atitudes inexplicáveis de Remo, mas nunca antes haviam chegado a uma conclusão sequer.

Pois agora chegavam juntos a uma única.

Pontas sussurrou-lhe, por entre dentes:

"Você está pensando...?"

"Eu vou fazê-lo me contar", sussurrou Sirius em resposta. "De hoje, essa piada não passa."

"Eu vou junto", rebateu Pontas. "Posso ir com a Capa. Ele não vai saber."

"Não... Você e Rabicho ficam no dormitório. Se alguém perceber que não estamos lá dentro, você o envia com a Capa para Aluado. Eu posso me transformar, mas ele... Você sabe."

"Sirius..."

"Eu preciso ir sozinho.".

Sirius percebeu a expressão desconfiada de Tiago quando o amigo ouviu-lhe as palavras.

Há alguns meses, quando os Marotos ainda não existiam com aquele nome — no final do quarto e início do quinto ano de Hogwarts -, algo diferente pareceu começar a existir entre Remo e Sirius.

Não era nenhum tipo de relação afetiva que houvesse se concretizado; na verdade, ela não havia sequer sido definida. Não era algo que se pudesse classificar, nem tampouco compreender realmente. Uma sensação estranha, não-declarada. Subentendida. Mas recíproca.

Ou aquilo era o que parecera a Sirius na época.

Olhavam-se de forma diferente e conversavam em tom diferente do que era usado com os outros amigos. Remo frequentemente procurava-o para conversar quando já estavam deitados para dormir — e o diálogo se estabelecia durante muitas horas, quando Rabicho e Pontas já tinham entrado em sono profundo.

Identificavam-se. Remo não sentia que se encaixava ao resto do mundo; sentia-se sempre sozinho, e até mesmo culpado, por ser um lobisomem. Enquanto que Sirius, com a mesma sensação de isolamento, sentia que não se encaixava também, simplesmente porque... Bem, simplesmente porque não se encaixava mesmo.

Em alguns meses, Remo Lupin tinha se tornado mais do que um amigo: uma pessoa na qual Sirius podia ver seu próprio reflexo. Com ele, não se sentia só. E apesar da sua indescritível amizade com Tiago Potter, Remo parecia o único capaz de enxergar, por trás da postura de transgressor que Sirius constantemente assumia, o seu real sentimento em relação ao mundo.

Por isso mesmo, talvez, é que Aluado ria menos das suas piadas e aprovava menos as suas brincadeiras malvadas do que o restante dos Marotos. Ele via, por trás das brincadeiras, a melancolia escondida de Sirius Black, e com ela identificava-se. Sob os seus olhos cor de mel e à sua extrema sensibilidade, tudo se podia ver. Nada se escondia.

A relação daqueles dois, no entanto, pouco tivera tempo de mudar significativamente. Porque, de súbito, Remo mudou sua postura. Havia dois meses, Lupin passara a evitá-lo, bem como ou talvez até mais do que ao resto dos Marotos. Pareceu optar por ignorá-lo, por não conversar mais, por não procurá-lo.

E agora, depois de tê-lo deixado dois meses e sem nenhuma explicação, Remo parecia estar de volta. Com outra postura; com outro vocabulário; com uma séria perda de memória. Ainda assim e mesmo com todas essas diferenças, o olhar voltava a ser o mesmo, e aquele novo Remo parecia ser exatamente a pessoa que o tinha abandonado há mais de sessenta dias.

"Ei, Remo", chamou-o Almofadinhas finalmente, enquanto Remo ainda persistia, desapontado, no Feitiço do Patrono. "Preciso falar com você hoje."

"Falar? Comigo?"

Sirius suspirou, irritado. Era possível que ele não entendesse o que o mais alto dizia, ou será que apenas fingia não entender?

"É. Falar com você, hoje à noite. No Jardim das Sombras, só eu e você."

"Jardim?"

O Black leu no seu rosto: era evidente que Lupin não sabia do que ele estava falando. Certamente estava se perguntando onde ou o que era o Jardim das Sombras. Ele jamais poderia se lembrar, já que tinha perdido a memória recente.

Sirius resolveu fazer uma pequena maldade, pra não perder o costume. Apenas para testar se Remo não conseguia mesmo se lembrar o que era o Jardim.

"É...", disse, já não podendo evitar um sorriso perverso. "Hoje, às dez horas, no Jardim das Sombras. Mas cuidado com os galhos, você sabe como eles machucam."

Era uma dica. Mas uma dica errada. E mal saberia Remo que enviá-lo para o lugar errado fazia parte do plano de desmascará-lo.

*~*~*

Apenas um lugar em toda a Escola de Magia e Bruxaria de Hogwarts tinha galhos verdadeiramente perigosos, à exceção da Floresta Proibida: O Salgueiro Lutador.

Ele nada mais era do que uma árvore extremamente violenta, com a qual os Marotos já tinham relação bastante íntima, já que mais de uma vez haviam acompanhado Remo pela passagem guardada sob ela, a caminho da Casa dos Gritos.

Tendo Sirius Black sugerido que Remo tomasse cuidado com os galhos, era evidente que aquele tal de Jardim só poderia ser nas proximidades do Salgueiro — apesar de Lupin ter certeza absoluta de nunca ter visto jardim algum por ali, mesmo porque a árvore não era receptiva a outras plantas e organismos.

Estranho era ele ter dado uma sugestão como aquela. Pois os Marotos, como o Black muito bem sabia, não corriam riscos quando próximos ao Salgueiro, já que conheciam seu segredo: bastava que apertassem um nó em sua base, ou que usassem um feitiço já muito conhecido, para desativar temporariamente a sua violência e passar por ele sem problemas.

Mesmo assim, Aluado não se perguntava muito sobre os motivos de Sirius para sugerir-lhe aquilo, porque aquele simples pensamento já lhe causava calafrios.

*

Durante o jantar daquele dia, sua mente esteve repleta de pensamentos não tão otimistas, tanto pelo fracasso na conjuração do seu Patrono quanto pelo encontro a sós com Sirius, o que de fato não parecia ser coisa boa.

Juntava, mais do que nunca, as provas de que realmente não tinha voltado ao passado e de que aquela era apenas uma falsa realidade, já que não conhecia — e jamais conhecera — o Jardim das Sombras. Ainda assim, não estava na hora de voltar; pelo menos não quando se lembrava de que aquela era a última vez que poderia permanecer naquele passado em segurança, pelo tempo que quisesse.

Ao fim da última refeição do dia, empurrado por Tiago, Remo arrastou os pés, sem ânimo, até Dorcas Meadowes. A reunião do Clube do Slugue seria no dia seguinte, à noite, e já não era sem tempo de enfim convidá-la. A verdade era que Aluado estava em dúvida em relação àquele jantar, mas, tendo já confirmado presença, seria muito mal-educado dizer a Slughorn que ele não pretendia mais ir. E se havia algo que caracterizava Remo J. Lupin, mesmo em meio àquela adolescência confusa e inconsequente, era a sua polidez.

Convidou-a sem ter muita certeza do que fazia, mas ela pareceu responder com uma afirmação um tanto animada, como se estivesse mesmo esperando por aquele convite.

Quando foi voltando à sua mesa da Grifinória, no entanto, Remo percebeu a falcatrua: Sirius Black e Tiago Potter não estavam mais ali.

"Onde é que eles foram?", perguntou a Rabicho, enquanto tornava a se sentar no comprido banco de madeira acoplado à mesa.

Pettigrew deu de ombros:

"Disseram que tinham uns assuntos pra tratar e não quiseram dizer o que era."

"Isso não é bom, Rabicho", murmurou Aluado, passando a mão repetidas vezes pelo rosto, em sinal de genuína preocupação. "Isso não é bom, de jeito nenhum."

"Não deve ser bom mesmo", suspirou o menor, com tristeza. "Sabe, às vezes você não tem a sensação de que eles te excluem desses 'assuntos secretos'?".

Antes que se pudesse dar conta, Remo suspirou com a mesma tristeza, e respondeu: "Todo o tempo."

Pela primeira vez em mais de quinze anos, sentiu-se grato por ter Rabicho ao seu lado. E se não era pra confundi-lo realmente ou levá-lo à absoluta insanidade, ele já não sabia para que podia servir a tal Ilusão de Lacre — ou qualquer coisa que fosse aquele feitiço maldito.

"Me diz uma coisa, parceiro", iniciou novamente Lupin, já habituado ao vocabulário do trio. "O que é o Jardim Secreto?"

Rabicho adquiriu uma expressão assustada, e então uma pensativa. Pensou, pensou, pensou... Para então responder:

"Isso é uma charada?"

Foi suficiente para que todas as esperanças de Remo se acabassem ali mesmo. Vendo que não haveria saída para o seu problema — e também contando com a remota possibilidade de encontrar Sirius no quarto, talvez a tempo de segui-lo -, ele deixou o Salão Principal e rumou para o dormitório, seguido de perto por Pettigrew.

A sua intuição certeira sugeria que fosse o quanto antes e, quem sabe, se o fizesse, aquela noite tivesse menos chances de acabar em problemas. Não sabia, portanto, que não importava o quanto corresse, os problemas estariam prestes a multiplicar-se nas horas seguintes.

Notas finais
Manifestem-se, povo amado, puuuurfa!