P.O.V. Hope.

Isso vai ser... estranho. Primeiro vou ter que contar a verdade pra Bay e espero que ela não fique com medo.

—O que foi amor? Tá nervosa.

—Bay, eu não sou como você.

—Como assim?

—Olha, não fica com medo tá? Eu não machuco as pessoas, as outras que são como eu também não.

—Do que se tá falando?

—Bay, sou uma bruxa. Sou metade bruxa, metade lobisomem.

—Essas coisas não...

—Não existem? É o que vamos ver. Vem comigo.

P.O.V. Bay.

A minha namorada pensa que é uma bruxa lobisomem. Estranho.

—Uma vela?

—Fica olhando tá?

—Tá.

Ela encheu a sala de estar da minha casa de velas e então fechou os olhos e eu vi as velas acenderem sozinhas.

—Acredita em mim agora?

—Caramba! Isso é demais. O que mais você faz?

—Feitiços, talismãs, amuletos, corrente de verbena. Dei uma pra você.

—O colar?

—Impede que o meu pai controle você.

—O seu pai? Ele é bruxo como você?

—Era pra ele ser, mas ele não é. Ele é um híbrido, o primeiro da espécie dele, os meus tios e o meu pai são Os Originais. Os primeiros vampiros do mundo, mas como a minha avó que já morreu é uma bruxa eu sou também. Eu e minha meia irmã Rebeca.

—E a sua mãe? Ela é o que?

—Ela era lobisomem. Mas, ela morreu quando eu nasci.

—Lamento.

—Querida, porque a nossa sala de estar está cheia de velas?

—Desculpe senhora Kennish.

Hope apagou todas as velas de uma vez.

—Como você fez isso menina?

—Sou uma bruxa. Meu nome é Hope, sou a namorada da sua filha.

—Katheryne. Sou Katheryne Kannish.

—É um prazer conhecê-la.

—Igualmente.

—Não sinta medo. Eu não vou machucar você, as bruxas protegem as pessoas.

—Como consegue fazer isso?

—É um dom que nos foi concedido pela natureza. Somos servas da natureza senhora.

Depois da Hope ter conhecido todo mundo e sacado o que se passava fomos até a casa dela. Eu, ela e a Dafne.

—Pai cheguei!

O cara apareceu do nada.

—Jesus!

—Não, sou Klaus.

—Pai essa é a minha namorada Bay e a irmã dela Dafne.

—Meia irmã?

—Elas foram trocadas na maternidade pai.

—Oh! É um prazer.

—Igualmente senhor Mikaelson.

—E aquele ali quem é?

—Dafne, Bay esse é o meu tio Elijah. Tio Elijah, essa é minha namorada Bay e a irmã dela Dafne.

—É um prazer conhecê-lo.

—Igualmente senhoritas Kannish.

—Eu sou Kannish, ela é Vasquez.

—Posso oferecer alguma coisa?

—Não obrigado. Ai Meu Deus! Isso é um Michellangelo?

—Meu pai é o Michellangelo.

—Uau! Você é incrível! Adoro seu trabalho.

—Um amigo meu vem vindo ai. Ele é de Nova Orleans.

—Legal.

—Aquele mala do Marcellus?

—O próprio.

Uma moça desceu as escadas.

—Oi, você deve ser a Bay certo?

—Eu sou Dafne. A irmã da Bay.

—Essa é Caroline, minha mãe pra todos os efeitos.

—Prazer senhora Mikaelson.

—Igualmente senhorita.

—Se importam se eu sair um pouco? Ambientes fechados me deixam nervosa.

—Claro.

Assim que eu sai fiquei tipo uns dez minutos lá fora até o meu ex aparecer num porsche.

—Liam?

—Sou Marcel Gerard lindinha. Que tal dar uma volta no meu porsche?

—Não valeu.

—Qual é vai ser legal.

—Não.

—Eu posso te levar pra fazer compras.

—Cara não vai rolar.

—Em Beverly Hills.

—Eu sou lésbica. Sou namorada da filha do dono da casa.

—Marcellus, mulherengo como sempre.

—Klaus!

Eles entraram e eu fui atrás.

O pai da Hope estava chamando a Dafne.

—Dafne!

Eu fui até ele.

—Não importa o quão alto você grite ela não pode ouvir você. Dafne é surda.

—Oh!

—Ela é vegetariana e agnóstica. Eu sou carnívora e católica.

—Bom saber.

Vi o tal Marcel sentar perto da Dafne. Eles disseram oi e logo ele estava levando um tapa na cara.

P.O.V. Dafne.

Começamos a conversar e logo ela me fala:

—Ninguém está confortável sendo surdo.

—Eu estou.

—Sabe, eu podia curar você e te dar a imortalidade. Imagine, ter o mundo aos seus pés.

—Eu gosto de ser quem eu sou.

—Qual é todos querem a imortalidade.

—Eu não.

—Estou muito confortável sendo imortal e poderoso. Você podia experimentar.

—Você também está confortável sendo um cretino imbecil?

—O que?

Eu meti a mão na cara dele. E saí.

De repente o cara me puxa e eu sinto os dentes dele no meu pescoço.

—Dafne! Solta a minha irmã seu demônio depravado!

A Bay quebrou um vaso na cabeça dele. E ele se voltou para ela.

—Socorro.

—Chega Marcellus!

O tio da Hope se enfiou no meio. E a Bay veio me ajudar.

—Mantenha pressionado.

—O que aconteceu aqui?! Meu Deus!

A mãe da Hope veio me ajudar também.

—Beba meu sangue. Vai te curar.

Ela se mordeu e deu o sangue pra eu beber.

—Sinto muito. É o que dá você trazer esse povinho pra dentro de casa Klaus! Você, sai da minha casa agora!

—E o que faz você pensar que pode mandar em mim? Só porque você é a ficante do Klaus não quer dizer nada.

—O Klaus não tem nada a ver com isso. Sai da minha casa!

—Marcellus, saia.

—Certo. Foi um prazer.

—Queria poder dizer o mesmo.

Eu fiquei sem saber o que fazer. Então eu chorei.

—Dafne.

—Porque você não podia arrumar uma namorada normal Bay?

—Não é culpa da Hope que o colega do pai dela é um louco!

—Eu quero ir pra casa. Vou ligar pro Emmett.

—Valeu mesmo pai. Você é demais!

—Hope...

—As amigas da mamãe não mordem as minhas amigas! E elas são vampiras também. Diga-me com quem andas e te direis quem és. Venham, vou levar vocês pra casa.

P.O.V. Elijah.

A minha sobrinha caçula voltou para casa e foi direto para o quarto.

—Hope?

—Veio defender o seu amado irmão?

—Querida, o seu pai não tem culpa do que houve.

—Ele ensinou aquele homem a ser como ele é hoje! Se não fosse por ele a Dafne não teria sido atacada e agora a Bay me odeia.

—O seu pai é...

—Um imbecil! A mamãe é mais nova que o cara e enfrentou ele, tomou uma atitude! E ela nem é minha mãe biológica!

P.O.V. Klaus.

Eu podia ouvi-la falando sobre mim e não era nada bom.

—Ele faz o melhor que consegue. Ele te ama.

—E eu o amo, mas ele sempre consegue estragar tudo pra mim tio. Quando a professora me deu uma bronca ele quebrou o pescoço da mulher e eu fui expulsa da escola! Como você consegue? Como consegue aguentar todas as merdas que o meu pai faz?

—Ele é meu irmão.

—E daí?

—Ele é sangue do meu sangue.

—Isso não significa nada. Metade do seu D.N.A. É totalmente diferente do nosso.