O Outro Lado - A Verdade
3 Detetive
Notas iniciais
Normal’s POV
A garota loira se direcionou para uma mesa bem afastada, depois de sua rápida conversa com o estranho grupo novo, e logo encontrou seus colegas: Uma garota ruiva de óculos e cabelos cacheados e um rapaz alto e de olhos azuis, com cabelos negros.
“Nina, o que diabos você estava fazendo?” a ruiva perguntou.
“Do que está falando Jenni?”
“Não se faça de sonsa. Você sabe muito bem que ela está falando da sua intromissão na conversa dos novatos. Nunca vi ninguém dessa escola chamar sua atenção.”
“Fiquem frios Jenni, Mark, sério mesmo que não conseguem ver o que me chamou atenção naquela mesa?” a loira puxou sua caneta e colocou na boca.
“Tudo bem, aquela lá é a tal Kuchiki Rukia que estava envolvida no caso dos assassinatos.”
“Errado minha cara. Quer dizer certo, mas não foi ela que chamou minha atenção, sabe muito bem que eu não gosto de casos que já foram encerrados e nesse concordo com a polícia, ela não passa de uma pirralha que foi ridiculamente manipulada por alguém mais esperto, no caso a tal Milly.”
“Então o que tem de tão interessante naquele grupo?” Mark largou seu sanduíche, agora bem curioso sobre as constatações de sua inteligente amiga. “Tudo bem que alguns deles usam umas roupas esquisitas, mas fora isso...”
“Não é no grupo em sim que eu tenho interesse.” Para não despertar curiosidade e fazer com que pessoas próximas acabassem se interessando na conversa, Nina apontou com sua caneta duas pessoas especificas.
“A garota ruiva e aquele de cabelo preto?” Jenni observou cuidadosamente para ter certeza que a obsessão por investigar de sua amiga não estava a deixando paranóica.
“Vocês não conseguem ver?”
“Bem, a garota parece ser tranquila e aquele cara sinceramente é um palhaço cheio de respostas na ponta da língua. Deu pra perceber isso hoje na aula.”
“Como sempre você só está vendo o obvio Mark. E se eu te dissesse que aqueles dois têm armas escondidas?”
“O QUE?” Jenni ficou tão chocada que deixou seu suco cair.
“Calma não precisa ter um troço. Não são armas especificamente, apenas mini canivetes disfarçados. É uma coisa vendida em lojas de defesa pessoal, qualquer pessoa pode comprar um.”
“E ONDE ESSAS COISAS ESTÃO?”
“Jenni, eu já disse para se acalmar. No caso deles, os canivetes são chaveiros, é só apertar um botãozinho e a lâmina sai. Eu derrubei o celular do W sem querer no meio da aula, e quando fui pegar vi que o peso do chaveiro era diferente e apertei o botão discretamente para confirmar. A Ori tem um quase igual, então deduzi.”
“Certo Nina, mas se qualquer um pode comprar uma coisa dessas não é exagero começar a investigá-los?” Mark falou enquanto ajudava Jenni a limpar o suco da camisa.
“Não é só por isso. Nas mãos deles tem marcas. Marcas de unhas para ser mais exata. E não do tipo que se tem quando alguém lhe arranha, e sim quando você mesmo aperta suas unhas contra a pele. E pelas cicatrizes eu poderia dizer que eles dois fazem isso frequentemente.”
“E porque diabos eles fariam isso Nina? Fala logo eu já estou com medo e com minha blusa manchada mesmo.”
“É só um palpite, mas talvez autocontrole. Eu já conheci uma pessoa enquanto investigava uma coisa, e ela tinha um problema mental que a fazia ter alucinações. Quando sentia que estava tendo crises se arranhava, dizia que a dor a trazia de volta para a realidade.”
“Então você vai basear seu interesse nesses dois em chaveiros e marcas?” Mark sempre tinha dificuldades em aceitar as teorias malucas de Nina.
“Não só isso. Tem alguma coisa nos olhos deles que faz todo o meu corpo tremer, como se meus instintos de sobrevivência mandassem correr e nunca ficar perto deles. Pode ser só um palpite, ou pode ser algo realmente interessante, então acho que Ori e W merecem um pouco da minha atenção.”
“Já sabe o que vai fazer? Não vá dizer que vai inventar de invadir as casas deles como fez naqueles outros casos?”
“Não será necessário. Venham vocês dois comigo.” A loira saiu puxando seus colegas até outra mesa. “Ei pessoal, desculpe interromper vocês novamente, meus amigos Jenni e Mark queriam se apresentar.”
“Não é incomodo. Muito prazer.” Ori falou de um jeito amigável.
“Não é nada, só queremos que vocês se sintam bem vindos na nossa escola. Aqui a maioria das pessoas estuda desde pequeno, então não é todo mundo que sabe lidar direito com novatos.”
“Escuta Nina, nós vamos assistir um filme na minha casa depois da aula, porque você e sua amiga não nos acompanham?” Não que as desconfianças da ruiva sobre a “repórter” já tivessem se esgotado, mas um movimento arriscado era o melhor jeito de concluir alguma coisa.
“Sério Ori? Nossa seria muita gentileza sua. Vocês dois vão também?”
“Não, fomos deixados de lado.” Ichigo reclamou.
“Já sei. Mark, porque não leva os garotos para aquela trilha de MotoCross?”
“Tem alguma por aqui?” W perguntou interessado.
“Sim, é perto da minha casa.”
“Vai se perfeito para testar umas alterações que eu fiz na minha moto. Você vai garoto fruta?”
“Ter a chance de te ver cair de cara na lama e sua preciosa moto ser destruída? Como eu perderia isso?”
“Então estamos combinados ok?” Nina sorriu docemente estendendo a mão para Ori.
“Claro que sim.”
Melhor se preparar para me revelar seus segredos Ori.
O que você esconde, Nina Sparks?
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