Notas iniciais
Esse capitulo ficou BEM intenso, então leiam com calma.

Acordei procurando minhas coisas pela bagunça que antigamente eu chamava de quarto. Não, será que eu tinha dormido mesmo? Porque sinceramente, continuava completamente exausta. Olhei para a cama, onde Ichigo ainda dormia tranquilamente, ele ficava tão lindo com aquela cara que decidi deixá-lo descansar mais. Estava disposta a ir até o apartamento de W buscar Aoi e Kei, por isso tinha de me preparar para ouvir mais algumas piadinhas sem graça. Deixei um bilhete do lado da cama, e peguei a moto para ir cumprir minha obrigação, mas quando cheguei na metade do caminho, avistei o próprio W.

“Ei o que diabos está fazendo fora de casa ao cedo?” Gritei, parando a moto e torcendo pra ele escutar enquanto dirigia. Por sorte, o transito naquela hora não estava muito barulhento.

“Oy ruivinha pare de piadas. Conte logo o que você sabe.” Ele respondeu enquanto parava também e nós sentávamos num banco.

“Do que está falando?”

“Como assim? Você ligou pra Aoi e disse que a Cherry tinha te avisado sobre alguns laboratórios ilegais.” Não. Eu não tinha feito isso, então porque...

“Eu nunca fiz essa ligação. Isso significa que elas realmente não estavam do nosso lado, temos que ir rápido!” Sai correndo, mas W segurou meu braço. “O que foi?”

“Isso não faz sentido. Eu não sou idiota, também pensei nessa possibilidade, por isso... Eu falei com você no telefone. A mesma voz, o mesmo numero.”

“Então isso quer dizer que...”

“Fica quieta.”

“O que?”

“Silencio. Fale devagar e mexendo a boca o mínimo possível, suba na moto e acelere. São eles.”

“Eles quem? Não me diga que as pessoas que podiam estar por trás de tudo isso finalmente decidiram tomar uma atitude?”

“É o que parece.” Nos aproximamos das motos, mas quando demos a partida, minha visão começou a ficar embaçada.

“W, eu acho que não tô legal...”

“Droga, como isso é possível, parece até que me acertaram com uma placa de transito. E que maldito cheiro enjoado é esse?”

“Não sei, mas temos de sair daqui.” Tentando esquecer a tontura acelerei a moto, mas antes que ao menos virasse a esquina, meus olhos começaram a fechar. Depois disso tudo virou um borrão confuso. O barulho de uma batida ali, a dor insuportável nos meus ossos... Até que eu finalmente perdesse completamente a consciência.

Normal’s POV

“Os dois caíram quase ao mesmo tempo, foi bem surreal. Sem nenhum motivo as motos ficaram descontroladas, parecia que tinham desmaiado. Ninguém sabe quem os dois são.” Uma mulher na rua explicou a um homem de máscara médica que tinha acabado de chegar com uma ambulância para buscar dois jovens que tinham sofrido um acidente de moto não faziam nem três minutos. Ele tentava parecer interessado no depoimento da moça, mas só queria sair dali o mais rápido possível.

“Tudo bem senhora, obrigado pelas informações. Vamos levá-los ao hospital e lá identificaremos quem são. Mas isso tudo provavelmente foi causado por drogas, sabe como são os adolescentes de hoje.” O homem deu algumas ordens aos outros que tinham vindo junto com ele e todos entraram na ambulância, que desapareceu do lugar em tempo recorde.

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“Chegamos!” Ichigo ouviu a voz de Aoi na porta enquanto tomava café.

“Aoi, Kei? Onde está a Ori, ela não ia buscar vocês?”

“Do que você está falando Kurosaki, perdeu o juízo?” A garota de cabelos negros falou com um tom de desprezo.

“Acho que a única louca aqui é você, ela deixou um bilhete dizendo que ia até o apartamento do W buscar as duas.”

“Agora você está falando bobagens Ichigo! A Ori ligou pra Aoi dizendo que queria falar com o W sobre alguma descoberta sobre os tais laboratórios ilegais que aquela tia maluca do bar tinha falado pra ela ou algo assim.”

“Isso é impossível.”

“O que? Agora você vai duvidar de uma coisa que eu a Kei e o W ouvimos?”

“É impossível porque a Ori teria contado se fosse algo assim e não teria chamado só o W.”

“Analisando assim... Não.”

“O que Aoi? Você tá com aquela cara estranha de novo.” Kei falou, até ela estava ficando preocupada.

“Vocês dois não percebem. Aquela ligação veio do celular da Ori e era a voz dela, mas mesmo assim... Esperem um minuto.” A garota de cabelos pretos pegou o telefone e começou a discar um numero. “Oi Nina, você pode vir aqui na casa da Ori? E aproveita e passa na casa da T-suki ok?”

“Porque você ligou pra Nina?”

“Raciocina Kurosaki. A Ori estava com você. Ai eu recebo uma ligação de alguém dizendo ser ela e pedindo pra falar com o W. Isso obviamente foi uma armação. Eles queriam pegar o W, e acho que ainda podem ter levado a Ori de bônus.”

“Eles quem?”

“É isso que estávamos tentando descobrir esqueceu Ichigo?”

“Já chegamos, o que foi?” Nina falou, enquanto ela e T-suki jogavam algumas coisas no sofá.

“Como você sabe que aconteceu alguma coisa?”

“Ichigo querido, eu sei detectar pavor na voz de alguém. Agora me falem, o que rolou?” Aoi começou a explicar tudo que tinha acontecido naquela manhã, inclusive as horas estimadas que Ori e W tinha saído. “Vamos logo.” A loira falou enquanto pegava só uma bolsa pequena.

“Pra onde? Você tem alguma pista?” T-suki perguntou.

“Mais ou menos. Pelos meus cálculos eles se encontraram no caminho, então vamos andando pelo percurso normal e ver se encontramos alguma coisa. Mas por favor, se acharem alguma coisa disfarcem, porque nesse exato ponto alguém que trabalhe pras pessoas que pegaram eles pode estar observando. Vamos logo!”

Ori’s POV

Acordei completamente tonta e não conseguia mover nenhuma parte do meu corpo. Aquilo era definitivamente ruim. Observei a sala em volta, estava cheio de pilhas de papeis e coisas confusas, além de algumas ferramentas médicas. Eu estava amarrada numa versão mais suja de uma mesa que se usa em consultórios, e do meu lado W ainda estava apagado.

“Ei W acorda! W!” Sussurrei, tentando não chamar atenção de seja lá quem tivesse nos levado pra lá.

“Não adianta o Leonard não vai ouvir. A droga surtiu mais efeito nele do que em você.” Uma voz soou no cômodo, e porque eu tinha a sensação de conhecê-la tão bem? Levantei minha cabeça só para entrar completamente em pânico. Não... Era só uma alucinação, aquilo não fazia sentido.

“Já faz alguns anos não é Orihime? Realmente faz bastante tempo desde que os vimos ao vivo.” A pessoas de cabelos negros parou na minha frente, seus olhos me observando com ironia. Aquilo só podia ser um pesadelo.

“Oni-chan....”

Notas finais
Até semana que vem!