O Orfanato: Orfanato Ou Hospício

11 É Difícil Dizer Adeus


Notas iniciais
Oi genteeeee! Primeiramente eu quero agradecer pelas reviews. Qualquer autora (a) ama saber que estão gostando do que ele (a) escreve! Obrigada por lerem. Queria dizer que a fic já ta acabando, mas terá uma continuação com o nome O Orfanato: Adotada. E por último, mas não menos importante, eu gostaria de dizer que criei uma página da fic no face para quem quiser acompanhar tudo de pertinho. Lá eu colocarei informações adicionais sobre a fic e anunciarei quando os capítulos estiverem prontos. A pág no face tem o mesmo nome da fic. Obrigada por tudo, bjs.

Seus lábios tomam os meus enquanto ele se inclina sob mim. Eu dou um tapa estalado no seu rosto que deixa a marca vermelha da minha fúria no formato da minha mão.

Amber: Canalha!

Ele ri.

Peter: Eu não mereço um beijo de despedida?

Ele faz um biquinho.

Amber: Claro, eu tenho certeza de que a parede adoraria um beijo seu.

Hayden me ajuda a levantar.

Hayden: Sério, Peter. Eu já entendi que você quer ferrar a minha vida, mas deixa a Amber fora disso.

Peter: Você não faz ideia, né?! Você realmente não se toca. Cara, você e eu crescemos juntos. Nós éramos irmãos! Aí você conheceu ela.

Ele aponta pra mim.

Peter: Aí você fica diferente de uma hora pra outra. Agora você é todo romântico. Cara, você esqueceu quem você é. Acorda.

Ele se levanta e sai.

Amber: Por mim já chega. Cansei.

Saio do auditório e vou até o 21.

Ao chegar, olho no relógio. São cinco e quarenta. Sou a primeira a chegar no quarto. Eu pego uma toalha e entro no banheiro. Tomado o banho, coloco uma calça jeans, sapatilha preta e uma blusa branca. Penteio o meu cabelo e o prendo em um coque. Saio em direção à sala da Tia Hattie;

Ao chegar, bato na porta e ela se abre.

Tia Hattie: Oi, Amber. Está pronta?

Amber: Sim.

Nós andamos até a garagem, a Tia Hattie abre o portão e nós entramos.

Tia Hattie: Boa noite, Bessie.

Ela destrava o carro e nós entramos. Afivelo o cinto e ouço o barulho do motor sendo ligado. Volto a minha atenção ao tempo. Hoje não choveu, mas também não fez muito sol...

Lilly P.O.V

Peter me olha com lágrimas nos olhos.

Peter: Tchau bafo-de-bode.

Uma lágrima escorre pelo seu rosto.

Peter: Eu te amo.

Nos abraçamos.

Lilly: Eu sei.

Lilly: Venha me visitar.

Peter: Tá.

Ele me solta e bagunça o meu cabelo. Eu rio. Não me incomodo com essas coisas.

Ethan me beija intensamente, soltando a sacola que carrega.

Lilly: Tchau.

Digo com a voz embargada. Uma lágrima rola pelo meu rosto.

Ethan: Eu vou cuidar do seu irmão. Voltarei para te visitar sempre que puder. Eu nunca vou te esquecer.

Eu começo a chorar. Ele enxuga as minhas lágrimas.

Peter: Bafo-de-bode, você está chorando?

Lilly: Não, os meus olhos estão suando!

Kyle: Lilly, os olhos não suam.

Lilly: É IRONIA!

Kyle: Essa moça é bonita? Se todo mundo fala dela, deve ser.

Nós rimos. Então o Peter e o Ethan entram no carro vermelho e vão embora junto com o sol, em uma explosão de cores: amarelo, laranja, rosa, vermelho, roxo e azul.

Amber P.O.V

Entro no quarto e lá está ela. Usando roupas de hospital, seus cachos dourados soltos, um braço e uma perna engessados, respirando pela cânula, como sempre.

Amber: Oi, Kate.

Amber: Eu sinto a sua falta. Todos os dias. Melhora, tá?

Amber: Hoje o Peter me beijou no meio da peça. Eu dei um tapa na cara dele... Sempre quis dar um tapa desses...

Amber: Já até imagino o que você diria agora: To confusa. Eu deveria chamar ele de Tio Peter?

Eu rio.

Amber: Não, Kate.

***

Eu entro no 21.

Alex: Am, que bom que você chegou. Você perdeu a despedida do Ethan e do Peter, mas eu acho que você não liga... O problema é que a Lilly tá meio triste. Ela aponta para a Lilly que enterrou o rosto no colo da Alex.

Lilly: MEIO triste?!

Ela se levanta, com os cabelos azuis caindo sob o rosto.

Amber: Eu sei, Lilly. Não é fácil... Mas a gente tem que seguir em frente.

Lilly: Mas eu não quero seguir em frente, eu quero o meu irmão e o meu namorado de volta.

Eileen: Não é como se eles estivessem mortos, Lilly. Você pode ir visita-los e eles virem te visitar...

Amber: Se eu te der um pirulito você engole o choro?

Ela fica quieta e acena positivamente.

Eu pego um pirulito que eu tinha ganho da Tia Hattie há alguns dias e a entrego. Ela agarra o pirulito, o desembala e enfia na boca.

Lilly: Meu precioso!

Ela fala, imitando o Smeagol (de O Hobbit e Senhor dos Anéis).

Nós rimos.

***

Alguns meses se passaram desde a apresentação da peça. O Jason foi embora semana passada. A Amy também, mas eles não foram juntos. Então, quem sobrou foi o Hayden, o Kyle, a Alex, a Lilly, a Eileen e eu. Estou na Bessie à caminho do hospital para a rotineira visita.

Tia Hattie: Chegamos.

Eu desafivelo os cintos e nós saímos.

Entramos no hospital, cumprimentamos a Janet e andamos pelo corredor até o quarto em que a Kate tem estado. Desta vez, a Tia Hattie entrou junto comigo. Ela costuma ficar esperando na sala de espera. Que estranho, o doutor também está aqui. O que será que ele está fazendo aqui no horário de visitas?

Doutor Perkins: Olá, Amber e Hattie.

Tia Hattie: Já foi confirmado, doutor?

Doutor Perkins: Sim, já está tudo pronto.

Amber: Do que vocês estão falando?

Doutor Perkins: Amber, é melhor se sentar.

Eu me sento. Agora estou começando a ficar preocupada...

Doutor Perkins: Amber, você sabe quanto tempo faz que a sua irmã está aqui no hospital?

Amber: Uns sete a oito meses, por quê?

Doutor Perkins: É um bom tempo, não é?

Amber: Aonde o senhor quer chegar?

Doutor Perkins: Amber, como médico, a minha função é dar o meu melhor para salvar as vidas dos meus pacientes. E nós temos tentado com todas as nossas forças, mas não há mudança nenhuma. Nós já tentamos de tudo, mas não encontramos nenhuma solução para o problema de Kate. Está vendo essa máquina conectada nesses “tubinhos”?

Amber: Sim.

Doutor Perkins: Essa máquina consome muita energia, sabe. Energia é dinheiro e nós não podemos mais gastar com um paciente improdutivo, entende?

Eu limpo a garganta, que parece estar com algo entalado.

Amber: Vocês vão desligar a máquina?

Doutor Perkins: Nós não podemos nos dar ao luxo de continuar..

Eu o corto, falando mais alto.

Amber: Vocês vão desligar a máquina?

Doutor Perkins: Sim, me desculpe, Amber. Mas não há nada que possamos fazer.

Amber: Ela sobreviverá sem a máquina?

Doutor Perkins: Bem, a probabilidade é mínima.

Enxugo impacientemente uma lágrima que cai.

Amber: Quando?

Doutor Perkins: Ainda hoje, eu presumo.

Amber: Então não foi pra visitar que você me trouxe aqui, foi? Foi pra dizer adeus!

Tia Hattie: Eu sinto muito, eu... Não tive outra escolha...

Amber: Vocês não sabem o quanto eu tentei, o quanto eu me esforcei pra que Kate tivesse uma vida normal. Eu era praticamente um pacote três em um: mãe, pai e irmã. Vocês acham que foi fácil?! NÃO FOI. Eu desisti de muito por ela. Aí vocês vem e me dizem que vão desligar a máquina. VÃO DEIXAR ELA MORRER! Ela não merecia isso. Ela merecia uma vida boa, uma vida normal. Ela é uma menina incrível. Uma vez, ela achou um cachorro na rua, mancando, todo ferido, à beira da morte. Ela o levou pra casa e cuidou dele por um ano. Ela fazia maravilhas, era lindo ver como ela alegrou o cachorrinho. Um dia, o cachorrinho escapou e foi atropelado na rua. Ela sofreu tanto... Eu jurei pra mim mesma que eu nunca mais deixaria ela sofrer.

As lágrimas invadem-me a face, rolando em uma explosão de tristeza, raiva e o mais forte: dor. Não a dor física, uma pior, a dor que se sente na alma, que perfura o coração.

O doutor deixa a sala, sem consolo, nem palavras.

Tia Hattie me abraça.

Amber: Dói. Dói muito.

Eu digo entre soluços.

Tia Hattie: Eu sei, eu sei. Mas, vai ficar tudo bem.

Eu olho para a Kate, deitada na maca, em um sono do qual não vai acordar.

***

Estou sentada à mesa no salão principal. Cutucando um prato de macarrão. Acabo de contar o que houve.

Eileen: Come, Am. Macarrão é o seu preferido.

Amber: Eu não estou com fome.

Eileen: Eu sei que você está triste, mas precisa comer.

Amber: Eu não sinto fome, não sinto calor, não sinto frio, só sinto o vazio que me preenche.

Notas finais
Eu sei, eu sei. É triste. Vou sentir falta da Kate... Próx capítulo é o últimoooo! Depois vem a continuação (O Orfanato: Adotada). Bjs.