O Oráculo do Meio
1 Prólogo: A Traição
Notas iniciais
O velho ancião barbudo com olhar austero terminou de examinar as runas, enquanto coçava o queixo pensativo. Ele estava numa sala ampla e muito clara, com paredes tão brilhantes como raios de sol, sob um teto transparente que permitia uma nítida visão do céu.
—Realmente, as runas apontam que são eles — virou-se para um segundo homem presente no aposento e perguntou: — Mas quando eles se conheceram? Como não chamaram nossa atenção antes, Teine?
—Ao que sabemos, eles se reuniram pela primeira vez no ultimo solstício de verão no sul, Esimen — o homenzinho não tão velho quando o primeiro respondeu.
—Hm, na época em que estão mais iluminados — Esimen sorriu quando se deu conta do que significava. — Que curioso, não acha?
—Foi no mesmo dia em que o Grande Guia escureceu ao norte, senhor — lembrou o segundo ancião com pesar.
—Por isso não notamos a presença deles.
—Creio que sim, senhor.
—Não temos mais tempo a perder, não é verdade? — o ansião chamado Esimen caminhou apressadamente em direção a única porta presente no aposento, mas antes de sair completou: — Teine, mande os raios! O mais rápido possível.
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