O Olho do Fim

5 Capítulo 5: A Aparição de Merry!


Notas iniciais
Demorei bastante pro update. Bem... Boa Leitura!

– Bem, quando você disse seis... Eu me lembrei. A um mês alguns indivíduos vem causando um alvoroço na cidade. A cidade está sendo engolida pelo crime. Mas... Seis? Não é o número certo. Will te disse isso?

– Sim. Foram as exatas palavras dele.

– Hm. Contando com Will, são apenas cinco. Tivemos cartazes de procurados, revestimento blindado de policiais... Mas tudo é em vão. Eles tem algum tipo de força sobrehumana ou são oniscientes, ouso dizer. Eles sabem cada movimento de cada policial.

– Quem são os sujeitos?

– Veja os cartazes por si mesmo. – O delegado entrega uma pilha com cinco cartazes. – A polícia do estado e do país estão completamente em pleno papel de idiotas. A armada de um país... Derrotada por um bando de pessoas.

– Onisciência, você disse a pouco? – Marshall olhou os cartazes e riu. – Talvez eu tenha achado alguém, finalmente, ao meu nível.

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Eles passam um tempo conversando sobre o que aconteceu na cidade por esse tempo. O médico chegou na sala.

– Paciente Marshall? Hm, você acordou. Tudo aconteceu nos conformes. Preciso que me deixem a sós com ele, senhores.

– Ah sim, claro. – Owen se levanta. – Marsh, esse é o doutor Brian. Ele ajudou na sua recuperação. Você deve agradecer a ele bastante.

Dave, Owen e os outros saíram da sala.

– Marshall Andrews. Que milagre. Achei por um momento que você não iria acordar mais. Mas como meu trabalho é rígido, eu tenho sempre que acreditar em poucas esperanças. Senão eu passo uma imagem ruim ao paciente.

– Obrigado por tudo, doutor. Foi uma péssima hora para eu perder a perna, uh?

– Foi mesmo. – O doutor parece procurar algo em cima de uma mesa. – Hm. Acho que está faltando alguma coisa. – Chama no interfone da sala. – Chamem meu enfermeiro.

Um homem entra na sala de imediato. Tinha uma aparência mais gélida e cruel do que o doutor.

– Trouxe as seringas, Ro... Espera, você não é o meu enfermeiro.

O homem tira um machado da roupa e joga o doutor pra fora da sala, atirando-o contra uma janela frágil de vidro. Marshall tenta sair da cama, mas a perna estava vegetativa demais. Ele ainda estava dormente.

– Ora, ora. Marshall Andie. Fui mandado por meus ideiais para matar você. E também por meu superior. – O enfermeiro com sangue em suas roupas dá uma risada maligna. Tão diabólica que intimidava ainda mais. – E eu estava com vontade de matar quando acordei hoje de manhã.

O homem cerra as mãos no machado. Não parava de sorrir desde que entrou. Um maníaco completo.

– Sério? – Marshall pega um vaso de plantas em um dos armários pequenos perto da cama dele. – Eu também.

Ele joga o vaso na cara do enfermeiro, mas o enfermeiro não expressa muitas afeições. Na mesma hora, Marshall pula da cama com toda sua força e se agarra no homem. Ele puxa a camisa dele com força mesmo levando socos do lado contrário da ponta afiada do machado.

– Hwahwahwahwahwahwa! – O sorriso esquisito do homem permanece.

O homem pega a ponta contrária do machado e bate na barriga de Marshall, mas o impulso faz Marshall puxar e enforcar o pescoço do homem. O homem cai para trás, tropeça e cai da janela, junto a Marshall, que está apoiado e agarrado no homem, já que não consegue andar.

Os dois caem, então, do hospital pela janela. O enfermeiro ri de novo e mexe em seu jaleco. Envolve a cara de Marshall e o deixa apavorado. Quando Marshall tira o jaleco da cara, o enfermeiro já havia saído. Prestes a cair no chão, Marshall envolve o jaleco na ponta de uma espécie de gancho que ficava em cima das janelas e se salva da queda, porém, a mão dele se solta do jaleco e ele acaba caindo no chão mesmo assim. Como a perna estava doendo, o impacto no chão, que era fraco, pareceu muito mais forte.

– Ugh... Dave... Delegado... Por favor...

Marshall fechava seus olhos lentamente. Tudo estava ficando escuro. Ele já sentiu aquilo uma vez. Mas alguma sombra tampava o Sol de cegá-lo. Um chapéu. Era um chapéu bem chamativo. Mas Marshall não teve tempo para pensar, e assim, desmaiou de novo.

Marshall acorda. Seu olho está escuro. Ele se sente abafado. Finalmente ganha consciência do que aconteceu. Está em uma cama, em uma casa que ele não conhece. Ele percebe por uma janela que tinha no quarto, que aquilo era um prédio na verdade. Há uma garota na porta. Tem um chapéu rosa enorme e usa um vestido. Estava de costas para a cama.

– Quem é você?

– Hm. Me disseram que você era onisciente. Por que você não me responde? – Fala, ainda virada de costas.

– Quem te disse?

– Por que você não me responde?

Marshall olha pras suas pernas. De repente, nota que não está machucado. Sua perna não estava mais doendo. Tinha algumas pétalas rosas no chão, e algum líquido verde-esmeralda dentro de um frasco de vidro.

– Por que eu não sinto nada?

– Por que você não me responde?

– Você vai ficar repetindo isso toda hora?

– Por que você não me responde?

– Ugh. Você é muito irritante.

Marshall pega o frasco e balança ele.

– Não encoste no meu frasco.

– Por... É melhor eu não perguntar.

O frasco começa a evaporar e tremer. Começa a sair da mão dele.

– Caso você queira saber, eu coloquei pouca folha. Agora você sabe, senhor Onisciente.

– Pouca folha? Isso foi uma reação química? Quem cria uma reação química tão instável? E além do mais, quem cria uma reação química tão instável perto de um cara que acabou de acordar?

– Por que... – Ela se vira. Ela tinha um cabelo enorme e loiro. Uma cara angelical. Tinha luvas que cobriam a mão dela, e assim como seu vestido e seu chapéu, eram rosas. – ... Você não me responde?

Marshall fica parado encarando ela por um tempo. Ele estava com um olhar cansado.

– O que foi? Por que está me olhando assim?

– Por que você não me responde?

– Não vire isso contra mim, seu idiota!

– Foi você que começou.

– Como você consegue ser tão infantil?

– E você não é nem um pouco infantil, não é?

– Gente, parem de brigar.

Alguém surge indo em direção à mulher. Ela cruza os braços. Marshall reconheceu a voz.

– Nós não estávamos brigando. – Ela estufou as bochechas de raiva e virou os olhos para o outro lado.

– Dave? É você? O que está fazendo aqui?

– Quando a Merry estava te salvando eu saí para tomar um ar sozinho. – Dave se lembra do que aconteceu na hora.

“– O que? O Marshall caiu do prédio?

– Hm. Senhor Marshall. – Ela observa Marshall com ternura no olhar. – Belo nome.

– Bem... De qualquer forma, obrigado. Ele acabou de acordar de um coma após quebrar uma das pernas.

– Coma? Isso não faz sentido.

– Obrigado novamente... Erhm... Moça. Eu vou levá-lo de volta ao quarto dele.

– Merry. E não será necessário. Eu vou levá-lo para minha casa.”

– Ela quis te levar para a casa dela e eu aceitei vir junto. Estou surpreso com você. Ela estava bem quieta perto de mim.

– Minhas pernas... Por que eu não sinto nada?

– Bem... O que aconteceu com você dentro desse quarto eu não sei ao certo. Ela me pediu para esperar fora.

Merry ajeitou o cabelo e as suas luvas. Ela era bem mais ranzinza do que sua aparência mostrava.

– Eu usei uma fórmula usando alguns elementos químicos e naturais. Uma mistura simples que alivia as dores, até para pessoas irritantes e agitadas como você. – Ainda estava emburrada.

– Como você usou isso em mim se no simples toque que eu fiz no frasco “ativou” uma reação química?

– Eu sou extremamente delicada com químicos. Sou uma cientista. Não me subestime quando o assunto for química.

– Erhm... Mais uma pergunta. Por que você se veste assim?

– Eu não posso me vestir assim? – Ela se irrita.

– Você fica muito fofa com raiva.

– Cala a boca! – Merry grita.

– Aliás, eu ainda preciso contar a vocês como eu caí do prédio. Um cara chegou na sala. Ele tinha uma risada diabólica e parecia um doente mental. A voz dele me trazia a sensação de que algo extremamente louco estava na minha frente. Ele também tinha um machado. Em um reflexo meu, nós caímos juntos. Ele colocou o jaleco dele na minha cara e sumiu de vista.

– Pode me falar como ele era? – Dave pegava uma pilha de cartazes que estava em um criado-mudo

– Branco como a neve. Olhos negros e parecia usar lápis de olho, ou ele realmente não dormia há séculos. Cabelo bagunçado. Tinha sangue em suas roupas. Eu toquei em sua pele. Ele era gelado demais.

– Mason Davis, seu idiota. – A garota estufava as bochechas, ainda emburrada, de braços cruzados.

– Tem certeza? – Dave procurava entre os cartazes. Achou o de Mason Davis. – Oh. Tem razão. A aparência dele bate com as características. Marshall. – Dave vira o cartaz para o rosto de Marshall. – É esse aqui?

Marshall encara o cartaz. A risada do homem o vêm a cabeça.

– É esse mesmo. A cara de maníaco é a mesma.

– Hm. O Cirurgião Insano Mason Davis. Ele tem uma das maiores recompensas entre os cinco.

– Como as recompensas são escolhidas?

– Bem... Pelos feitos, basicamente. Não são muitos os assassinos e ladrões que tem cartazes de procurados, então você já deve ter entendido que eles são barra pesada.

– Dave... Eu queria perguntar uma coisa desde que me contou que a calamidade tomou a cidade. O que aconteceu com a delegacia? Como a polícia do país inteiro foi feita de idiota?

– Bem... Esses cinco não agem sozinhos. Bem, agem. Eles espalham o terror pela cidade sozinhos, mas eles tem ajudantes de menor importância, que trabalhando juntos conseguem ser muito fortes. Esses ajudantes invadiram as delegacias locais e destruíram tudo. Infelizmente, quando eles vieram, nós estávamos dentro da delegacia... E...

Dave se engasga por lembrar.

– Senhor Dave? – A menina cutuca ele.

– Desculpem-me. Eles incendiaram a delegacia. Foi um terror. Eu estava reunindo os documentos do caso e tentando correr, mas a sala foi tomada pelo fogo. Foi quando alguém surgiu dentre as chamas. Usava uma máscara, que só realçava seus olhos. Ele tinha uma risada que eu nunca tirarei da cabeça. Ele estava pegando fogo, mas mesmo assim a máscara denunciava seu sorriso. Acho que estamos falando desde o início do mesmo homem, Marshall. Mason Davis. O homem sacou um martelo e se preparou pra me atacar. Mas aí o teto da delegacia despencou e quando ele tentou vir atrás de mim, pedaços do teto estavam entre nós. A parede se quebrou, e eu fugi por um buraco que o fogo formou no fundo da delegacia.

– Deve ter sido horrível, Dave. Desculpa por não estar lá na hora.

– Não tem problema. Não foi culpa sua. Eu descobri que Phillip e Anthony estavam vivos, e nos reencontramos. Eu consegui recuperar o gravador, com as falas de Zack Williams. Mas alguns documentos, mesmos que poucos e alguns inúteis, estão com o delegado.

– Vocês tem uma vida muito chata. – A mulher continua emburrada.

– Merry, desculpe incomodar você, acho que já vamos.

– Marsh, fique aí. Você não pode se levantar ainda. Não é, Merry?

Ela pega um frasco de vidro com um líquido rosa-choque e uma taça com um líquido azul-turquesa e despeja o líquido na taça. A mistura apenas troca de cor o líquido, e não causa nenhuma outra reação. Ela bebe a taça.

– Na verdade, ele pode se levantar. A perna dele... Sempre esteve boa.

Marshall e Dave encaram confusos e espantados a menina, que com suas bochechas docéis e sua cara gentil, bebia a taça delicadamente.

– Como é? Minha perna... Mas ela estava doendo. Sempre doeu. Eu vi o sangue sair, eu quase me afoguei nele.

– Você é idiota como uma porta, Senhor Marshall Andie. Se você realmente tivesse perdido tanto sangue quanto eu constatei que você perdeu, você teria morrido há tempos. Não houve absolutamente nada com sua perna. Pelo menos, não no momento que vocês imaginam.

– Por favor, você não está supondo o que eu estou pensando que você está supondo.

– Suponhando que sua vida tenha sido tirada por acidente, por alguma razão, já estabelecida ou não, você não poderia morrer ainda. Explicarei brevemente como eu cheguei a essa conclusão mais cedo, mas algo ou alguém está mantendo-o vivo. Algo não quer que você morra, pelo menos, ainda. E eu talvez saiba o que é.

– Por favor não diga algo mágico.

– É a verdade, Senhor Dave. Alguém tomou posse de um medalhão estranho, que pode fazer coisas que ainda não sabemos, e aposto que o possuidor também não. O medalhão das improbabilidades. O Olho do Fim.

Notas finais
Até mais!