O Novo Conto Da Bela E A Fera
13 Little things, Little secrets - Part I
Notas iniciais
Finn acabara de chegar em casa. Adentrou com a velocidade de um vento em um dia de tempestade.
Quando o som da porta batendo atrás dele ecoou por toda antessala, Alfred apareceu em sua frente. Vestia um roupão de cetim azul escuro.
– Senhor? Está tudo bem?
O rapaz nada disse, apenas jogou-se atormentado sobre o divã presente no aposento.
– Sabe que sempre pôde conversar comigo, não é Finn? [ O idoso sentou ao lado do rapaz e tratou-lhe como um avô, conversando com seu doce neto]
Finn suspirou forte antes de respondê-lo.
– Por que algumas coisas são tão complicadas, Alf? [ Seus dedos cortaram seu cabelo, demonstrando que ele estava realmente preocupado]
– Devo concluir que estamos falando sobre aquela adorável jovem de dias atrás?
– Está tão óbvio assim? [ Um acanhado sorriso surgiu em seu rosto]
Alfred o correspondeu sorrindo também.
– Oh meu caro jovem, as coisas sempre serão complicadas quando se tratarem de questões amorosas. Você conhece um dos sinônimos da palavra “amor”?
Finn negou, balançando a cabeça.
– Pois bem. Se procurar no dicionário, encontrará a palavra “apego”. Não há como gostar de alguém e simplesmente não se preocupar, não “perder a cabeça” como vocês dizem, hoje em dia. — Nessa parte, ambos sorriram.
Finn abaixou a cabeça, sinal de que entendia muito bem o que lhe estavam dizendo.
– Mas esse é o problema! Não posso me preocupar, não posso me importar. Eu não posso arriscar...!
Finn não precisou continuar, pois Alfred rapidamente entendeu do que se tratava.
O velho mordomo está na família desde que o pequeno Finn nasceu. Por isso, ele acompanhou todo o crescimento do garoto. Presenciou inclusive todos os motivos de seus medos e suas aflições.
– Escute, filho. [Ele colocou a mão sobre o ombro do garoto] Você é um garoto bom. É doce e gentil, mesmo que na maioria das vezes tente provar o contrário. Quem nós somos por dentro não depende de quem nós viemos.
Finn o olhou intensamente. Em sua mente, apenas a imagem de seu pai permanecia.
– Agora é melhor subir, tomar um bom banho e depois ir dormir. Amanhã será um novo dia e você poderá correr atrás do que quiser.
[...]
Após o banho, Finn se deitou sobre a cama. Olhava para o teto, afinal não conseguia sentir sono.
Sabia que já era tarde e que amanhã precisava falar com Bella. Então, pouco antes de afundar sua cabeça nos travesseiros, esticou a mão e abriu uma gaveta que ficava logo ao seu lado.
Uma foto surgiu em suas mãos. Ele a analisou rapidamente e depois a beijou. Segundos depois a foto voltou para o mesmo lugar e ele fechou os olhos.
[...]
Era uma bela manhã de sábado. Bella havia acordado cedo, mas relutou em levantar. Desse modo, já passava das 10h00min quando seus pés tocaram as plumas do seu tapete branco.
Não se preocupou em trocar de roupa, apenas resolveu descer e tomar seu café da manhã. Seu rosto ainda estava amassado e seus belos fios louros caíam desordenados sobre os ombros. Mas nada daquilo importava.
Logo chegou a cozinha. Pegou uma tigela e encheu com seu cereal e leite. Sem perceber, quando fechou a porta da geladeira ela se deparou com seu reflexo sobre o alumínio das portas. Assustou-se ao encarar-se.
– Urgh!! Essa sou eu? Se nada der certo, The Walking Dead aqui vou eu!
(* Pra quem não sabe, The Walking Dead é uma sobre sobre zumbis)
Bella não prestava atenção em nada ao seu redor, apenas no seu desjejum. Mas foi quase impossível não ouvir os gritos vindos do jardim, mais precisamente, da piscina.
[...]
Ao sair, a loira deparou-se com Brianna e Brooke na piscina.
– Ah...São vocês. [Bella se preparou para dar meia volta, mas Brianna chamou sua atenção]
– Hãm..Bella, por que não vem até aqui?
Quando a garota foi até lá, recebeu um baita susto. Chad acabara de dar uma última braçada, e então voltou à superfície.
– Ah, oi Bella. [Ele sorriu]
– Chad? O que faz aqui?
– As garotas me convidaram, então... Aliás, por que não se junta a nós?
– O que? [Disseram Brianna e Bella simultaneamente]
– Hãm...Eu acho melhor não. Quem sabe outro dia, não é?
Disse Bella e depois saiu.
[...]
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Bella estava sentada nos degraus da sua varanda. Os raios de sol e a brisa suave do vento enfeitavam a bela tarde de sábado.
Chad e as garotas já tinham partido. Então, ela estava sozinha com seus pensamentos. Uma coisa não saía de sua cabeça : uma das coisas que Finn disse, no dia anterior.
– Como assim a gente “não tem nada a ver”? Não estou dizendo que eu gostaria que tivéssemos, é só que...Quer dizer... Ugrh! Quer saber? Não me importo. Não me importo com ele nem com a sua arrogância!
– Não me importo com seu jeito de andar esquisito e muito menos com aquela cabeleira estúpida! A qual cai perfeitamente em seus ombros...( Ela parecia começar a amolecer) Ou naqueles belos olhos castanhos... E o sorriso tão...
Como ela parecia hipnotizada, não percebeu que alguém se aproximava. Então, foi surpreendida.
– Sorriso? De quem? [Disse Finn, sorrindo para ela]
Ele sorria tão docemente para ela, que quando a moça tentou se levantar às pressas, suas pernas amoleceram, cambalearam.
– O que faz aqui?
– Ora, eu..
– Não se atreva a chegar até aqui. Não sei o que veio fazer em minha casa.
– Eu preciso conversar com você.
– Ah não precisa não. Você deixou bem claro isso ontem.
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E assim, ela se virou bruscamente, tentando correr para dentro de casa. Mas o rapaz foi mais rápido.
Ele foi até ela e fechou a porta. Pegou em seu braço e a virou para si. Daquele modo, ela estava presa. Presa entre a superfície da porta e o calor convidativo dos seus braços.
Bella encontrava-se perdida encarando aqueles misteriosos olhos, enquanto isso, suas pernas tremiam e sua respiração ofegava ao perceber que o peitoral do rapaz estava, agora, pressionado contra o seu.
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