O Novo Conto Da Bela E A Fera
14 Little things, Little secrets - Part II
Notas iniciais
Finn e Bella caminhavam pelo jardim. Finalmente, a jovem resolveu escutá-lo.
- Eu nem sei por onde começar...
- Que tal pelo motivo da sua falta de educação?
Finn sorriu pelo modo com que foi tratado. Ele sabia que ela mais falava do que sentia.
- Pode ter certeza que só lhe tratei assim por causa do Frank. É que ele me tirou do sério.
- Hum...
Eles chegaram a um balanço. Bella ouvia enquanto resolveu se sentar.
- E então? [Ela indagou]
- Como assim “ e então”? [Ele se sentou também]
- Finn.. (Ela olhou diretamente em seus olhos) Sei que me esconde algo. Existe alguma coisa que te faz surtar assim , do nada!
O jovem de belas madeixas apenas desviou seu olhar.
- Tudo bem. Eu entendo, mas espero que algum dia sinta-se à vontade para falar comigo.
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Os dois ficaram em silêncio. A loira passava os segundos tentando se balançar, mas o vento estava fraco, portanto ela não conseguia muito embalo.
Percebendo a situação, Finn rapidamente posicionou-se atrás dela. Com uma total força, ele a balançou.
A loira olhou para trás, o encarando. Sem poder resistir, seu sorriso demonstrava o puro estado de êxtase em que ela se encontrava.
Sem perceber, até o rapaz conseguiu se divertir. Cada vez que ela alcançava o alto, seus gritos o divertiam. Ninguém conseguia sorrir como ela.
[...]
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Já era um pouco tarde. Bella não conseguia dormir. A noite estava realmente mais quente do que o normal.
Ela se levantou da cama e foi até o banheiro. Molhou o rosto duas vezes e depois encarou sua imagem no espelho.
De repente, algo muito louco passou pela sua cabeça. Ela sorriu, mas depois afastou os pensamentos malucos de si.
Voltou para a cama, mas já não era a mesma. Uns arrepios estranhos percorriam todo o seu corpo.
Então, ela resolveu fazer o que tinha vontade...
[...]
Finn lia um livro sentado sobre a cama. Vestindo apenas uma calça de moletom, ele também lutava contra o calor.
Enquanto esperava o sono chegar, foi perturbado por algumas pedras que batiam em sua janela e depois caíam no chão.
Ele olhou intrigado para o vidro. Não demorou e logo se levantou para olhar.
A tamanha surpresa foi encontrar lá embaixo a única pessoa que fazia seu coração perder o compasso.
Bella sorria e acenava contente para ele. Com uma expressão moleca no rosto, ela fazia sinais para que ele descesse.
Finn não conseguiu esconder sua alegria ao vê-la lá embaixo, à sua espera. Então vestiu uma blusa rapidamente, trocou a calça e desceu.
- Mas o que...
Ele foi interrompido pela jovem que acabara de colocar seu dedo sobre os lábios dele, o silenciando.
- Trouxe a chave da moto?
Ele acenou respondendo que sim.
- Ótimo.
[...]
Em um estrada completamente vazia, uma moto cortava o silêncio.
Bella aconchegava-se perfeitamente no corpo de Finn. Todo o calor insuportável deu lugar a uma doce e refrescante brisa.
A jovem fechava os olhos. Não tinha medo algum. De uma certa forma, era aterrorizante sentir-se tão bem e segura ao lado dele.
[...]
Eles rodaram alguns quilômetros até chegar ao oceano. Ainda era de madrugada quando a moto parou na orla.
O cheiro inebriante do mar já alcança suas narinas. Ambos soltaram da moto. Estavam lado a lado, quando a loira o encarou.
Sem dizer qualquer palavra, Finn segurou sua mão e ,no instante em que a delicada palma encostou na sua , ele a puxou e ambos começaram a correr sobre a areia.
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Com total liberdade, eles riam alto e expressavam tudo o que sentiam naquele momento.
Brincavam de modo bobo e inocente sobre a areia. Ela o melava e saía correndo. Ele até tentava dar-lhe uma certa vantagem, mas depois acabava correndo atrás dela.
Ele a puxava para si, mas ela não desistia. De tanto remexer-se, ambos acabam caindo no chão.
Ela, ainda sobre ele, ria gostosamente.
- Viu? Não pode conter uma garota como eu!
Ela se vangloriava.
- Ah é?
- É! E não há nada que possa fazer para provar o contrário.
Finn a encarou por uns instantes. Rapidamente se levantou.
- O que está fazendo? [Perguntou a jovem]
- Isso!
Ele a levantou e subitamente a colocou em seus braços.
- FINN!!!
Ele correu com ela em seus braços em direção ao mar.
- Eu vou te matar, Finn Stevens!!
E essa foi a última coisa que ela disse, antes que a água fria tocasse seu corpo.
Ele riu de um modo que ela nunca tinha visto. De repente, a água gelada não fazia importância.
Então, ela pulou sobre ele, o fazendo mergulhar a força.
E foi nesse clima que os dois continuaram por mais algum tempo.
[...]
Exaustos, os dois caíram na areia. Ainda ouviam-se os resquícios de suas risadas eufóricas.
Como era de madrugada e a água estava realmente gelada, Bella tremia ao lado dele.
- Você está tremendo de frio...
Finn passou suas mãos sobre os braços dela, como uma tentativa de aquecê-la.
- Está tudo bem...[Ela tentava disfarçar]
Sem pestanejar, Finn retirou sua blusa e a entregou.
- Não precisa.
- Vista. Já está congelando.
Ela começou a vestir a blusa, mas dai lembrou que precisava tirar a blusa encharcada primeiro. Assim, ela parou o que fazia e o encarou.
- O que? Não vou olhar!
Ele riu.
- Aham. Agora feche os olhos.
- Tá.
Ele cerrou os olhos. Ainda sorria.
- Assim? [Ele perguntou]
Rapidamente, ela pegou as mãos dele e as colocou sobre seus olhos.
- Pronto. Assim!
Ainda sim, ela se virou de costas e trocou a blusa rapidamente.
Acidentalmente, Finn abriu os olhos um pouco antes do que devia. Ainda deparou-se com uma bela cena.
O lindo e alvo corpo dela parecia banhar-se sob a luz da lua. A cor vibrante do seu soutien fazia um perfeito contraste em sua pele.
Ele custou a fechar os olhos novamente, por isso, quando ela se virou quase o pegou de olhos abertos.
- Estava me espionando, senhor Finn?
- Quem? O que? Já se vestiu?
Ela o encarou e depois sentou ao lado dele.
Ainda estava frio e Bella estava coberta. Infelizmente, notou que Finn era quem tentava fugir do frio.
- Ótimo, agora você está com frio!. [Ela o encarou]
Finn não disse nada, apenas olhou para ela.
“Meu Deus” era tudo em que ele conseguia pensar. Aqueles belos olhos azuis, transformados em cinza pela lua , diziam-lhe tantas coisas que nem ele conseguia decifrar.
Seus lábios rosados pareciam-lhe tão convidativos, que por mais que tentasse não conseguia tirá-los de seu pensamento.
Enfim, em meio ao seu próprio devaneio, seus olhos espantaram-se ao ver que ela movia todo o corpo em direção ao seu.
Foi então que , suavemente, seus corpos se juntaram. Ela o abraçou. Tocou seu peito nu. Ele não se negaria àquele momento.
Por isso, a envolveu em si. A trouxe para mais perto e agora, os belos fios louros caíam perfeitamente sobre o seu peito.
Bella sentiu o coração de Finn bater mais forte. Sua testa sentia a respiração ofegante que saía dele. De repente, uma sensação de paz atravessou todo o seu corpo, e involuntariamente, ela passou sua mão sobre o peito dele, mais precisamente, sobre o coração.
Finn tentou conter toda a explosão que sentia naquele momento. Então, traduziu tudo o que sentia em um simples gesto. Ele , agora, acariciava os cabelos dela.
E assim ficaram até que ambos adormeceram.
[...]
Bella e Finn voltavam para casa. Totalmente amarrotados e despenteados, por causa do modo com que dormiram, eles davam risada de si próprios.
Eles foram para a casa do rapaz.
- Meu Deus! Olha só o meu estado! [Ela ria de se própria]
- Agora sabe como é ser a garota mais sexy do mundo.
- A ta, porque sujeira tem tudo a ver com sensualidade!
Eles riam um do outro.
- Eu amei.
Ele disse frente a ela.
- Eu também amei.
Eles se encaravam. Então, Finn ergueu sua mão até o rosto da garota. Retirou uma mexa do cabelo que caía sobre o rosto dela e a moveu para trás da orelha.
Agora as duas mãos estavam sobre o rosto dela. Ele a trouxe mais um pouco para perto de si. E assim, como se não aguentasse mais, ele balbuciou:
- Você é tão...
Infelizmente, todo o momento sumiu por causa de uma terceira presença.
- Ora, esse é um ótimo jeito de começar o dia , não é Finn?
Inesperadamente, o coração do belo rapaz gelou. Era tudo o que ele não esperava. Ver, logo pela manhã, o seu pai.
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