O Mundo De Uma Sonhadora
1 Minha vida, ou, quase vida.
Notas iniciais
Espero que gostem!
Estou tão triste, tão sozinha... Agora que meu pai morreu,não tenho ninguém...
A minha mãe não me dá atenção necessária, se dedica muito ao trabalho. Não tenho irmãos, e não sou próxima dos meus parentes.
Gosto de ficar sozinha, me sinto bem. Mas também preciso de um pouco de atenção.
Eu sou uma pessoa muito reservada. Não tenho amigos, nunca tive, nunca me socializei.
Algumas pessoas acham que sou depressiva, outras acham que sou do mal. Não sou nada disso, apenas sou eu mesma.
Apenas nunca encontrei alguém para me entender completamente, saber sobre todos os meus sentimentos, saber dos meu sonhos, dos meus planos... da minha dor, e da minha alegria.
Às vezes, me pergunto por que ninguém gosta de mim... Talvez seja porque sou estranha, quieta demais. Mas... eu gosto de ser assim! Qual é o problema? É tão tosco, ridículo ser igual a todo mundo. Se você não for igual aos outros, você é excluído. Se você não for bom em tudo, é um inútil. Que mundo em que vivemos? Que mundo é esse?
Meu pai sempre foi meu companheiro. Eu dava altas gargalhadas com ele. Ele me fazia feliz.
Quando ele se foi, parece que meu mundo desabou, parece que as portas da felicidade se fecharam para mim.
Renato Toledo, meu herói, meu pai.
Meu pai tinha câncer no intestino. Ele só tinha mais três meses de vida.
Eu havia saído com a minha mãe, para fazermos uma surpresa para ele. Quando voltamos, ele é que havia feito uma surpresa. Quando chegamos em casa, percebemos o silêncio total, quando eu entrei e abri a porta do quarto dos meus pais, me deparei com meu pai caído no chão. Ele estava morto. Foi um susto para todos, ele foi assassinado.
Até hoje me lembro da cena. Há 7 meses que meu pai morreu. Há 7 meses o meu mundo desmoronou.
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