O Mundo De Uma Sonhadora
2 Novos amigos?
Notas iniciais
Outro dia começa... Mais uma jornada...
Bom dia mundo...
Me levantei, fiz tudo como de costume: tomei um banho, vesti minha farda, escovei os dentes, penteei meu cabelo, peguei minhas coisas e fui para a escola.
Estou com uma sensação estranha...
Cheguei na escola. Nada de diferente aconteceu.
Entrei na sala. É... aconteceu sim. Mas nada demais, provavelmente ele também não se socializaria comigo.
Havia um aluno novo ali, quieto, bem na dele.
Nossa, eu adivinhei. Ele não falou comigo. Só falou com um menino chamado Christian (eu acho que é Christian o nome dele).
Será que eu nunca vou me entender com alguém? Queria tanto um amigo...
Fiquei ali, pensando, desenhando, escrevendo... até que o sinal tocou. Já era o intervalo.
Será que eu devo falar com o novato? Bom, vou tentar...
– O-olá... – eu disse, muito tímida, me aproximando da mesa em que ele estava.
– Oi. Qual é seu nome? – ele respondeu, sorrindo.
– Luana. Mas... me chame de Lua. – eu respondi, ainda tímida. – E o seu?
– Kevin. Não tenho apelidos. – ele riu.
O silencio reinou por alguns segundos, até que, o Christian chegou.
– Oi menininha, oi Kevin. – ele falou.
– Oi... – eu respondi.
– Oi Chris. – Kevin falou.
– O seu... nome é Luana, não é? – Christian perguntou.
– É sim. Mas me chame de Lua. – eu respondi.
– Nunca te vi andando com os alunos daqui. – ele disse.
– Eu não sou muito de me socializar... – falei, tímida.
– Entendi... – ele falou.
– Eu também sou meio anti-social. – Kevin falou, rindo meio sem graça.
– Então, quer ser minha amiga, Lua? — Christian perguntou, sorrindo.
– Quero sim! – eu também sorri.
– Quer ser meu amigo, Kevin? — Christian perguntou.
– Sim sim sim. – Kevin respondeu.
Que bom! Estou tão feliz! Tenho amigos agora.
– Vamos marcar para sair? Ir no parque? – Christian sugeriu.
– Vamos sim! – eu respondi, sorrindo.
– Vamos! – Kevin também concordou. – Quando?
– Pode ser hoje? – Christian disse, parecia ansioso.
– Claro! – Eu e o Kevin, falamos.
– Às 15:00 em ponto?
– Sim!
*prim prim*
Tocou o sinal, informando que o intervalo acabou.
– Droga. – Christian disse.
– Droga 2. — Kevin falou.
Eu ri deles dois.
Segurei no braço do Christian. Ele me olhou meio tímido e assustado. Eu corei imediatamente.
Fomos andando até a sala de aula (eu ainda estava segurada no braço dele). O Kevin estava nos olhando com um olhar diferente...
Chegamos na sala. Pena que os meninos sentam longe de mim.
Assisti o resto das aulas. Quando o sinal bateu para a saída, fiquei aliviada. Estava cansa de tanto ouvir aulas chatas.
Na saída, Christian colocou a mão no meu ombro.
– Lua, você é linda. – ele disse.
– O-obrigada. – eu agradeci, muito tímida.
– Vem bobinha. Quer carona?
– N-não precisa.
– Precisa sim. Vem.
Eu aceitei a carona. A mãe dele busca ele todo dia, de carro. Fomos para a minha casa.
– Muito obrigada!
– Não foi nada, querida. – disse a mãe dele.
Eu me despedi deles.
Até que não foi uma manhã tão ruim. Ninguém zoou comigo, não fui excluída, fiz amigos. Espero que tudo continue indo bem...
Estou sem fome, não vou comer. Ok... eu deveria, pois não tomei café da manhã. Mas não estou com fome.
É, eu não almocei. Se eu sentir fome mais tarde, eu como. A minha mãe não está em casa mesmo. Ela nem vai reparar.
– 13:15 da tarde –
Vou começar a me arrumar. 14:00 vou parar o parque com os meninos.
Tomei um banho, coloquei um vestido simples, florido, mas discreto. Escovei os dentes, passei um batom clarinho, passei um perfume.
– É, estou pronta.
Peguei minha bolsa com dinheiro e com meu celular. Fui para o parque.
Nossa... eu esqueci de comer. Mas não tem problema, aqui perto tem uma lanchonete, mais tarde eu vou lá.
Peguei meu celular, fiquei olhando o WhatsApp.
– Oi Lua!! – falou Kevin, me dando um abraço.
– Kevin!!! – retribui o abraço.
– Como você está linda... – ele sorriu.
– Ai, para. – eu ri. – Mentir é feio.
– Eu não estou mentindo. – ele também riu.
Eu fiquei corada.
– Oi pessoas. – Christian disse.
– Oi Chris. – eu disse, sorrindo.
– Oi! – Kevin disse.
– Perdi muita coisa na conversa? – ele perguntou.
– Não. – Kevin riu.
Christian sentou do meu lado. Ele é um garoto de 17 anos, é alto, tem pele bem clara, cabelo preto, tamanho médio, com uma franja no olho.
Kevin, também tem 17 anos, é alto também, é moreno, um moreno muito bonito, assim como o Christian.
Ficamos conversando um tempão, até que o Christian perguntou se a gente queria comer alguma coisa, o Kevin respondeu:
– Você.
Eu fiquei um tempo sem entender, fiquei tipo, voando. O Christian parece que também ficou assim. Mas, depois, eu entendi o que Kevin quis dizer.
Eu comecei a rir, rir muito, rir muito mesmo. Até que Christian entendeu. Ele riu também, mas ficou muito sem graça.
– É pura zoeira, ok? – Kevin falou.
– Ok. — Christian riu.
– Lua lerda. – Kevin riu muito.
– Idiota. – eu ri.
– Mas, vamos lá na lanchonete? – Christian perguntou.
– Vamos. – disse Kevin.
– Vamos. – eu falei.
Levantamos do banco da praça, concertei meu vestido.
Comecei a sentir uma coisa estranha, um sono pesado, comecei a ficar meio surda, tonta, de repente, tudo escureceu.
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