Notas iniciais
Mil desculpas pela demora^^ Essa fick não andava e eu tava me obrigando a escrever, depois quando já tava escrita veioum período de testes e provas que não parei para nada! Mas, de qualquer jeito, espero muito que vocês gostem.

Na central de investigações Watari entrava em crise, havia três dias que L havia sumido. Ninguém sabia onde ele estava e o mordomo não podia contar, tiraram conclusões como: ele havia sido seqüestrado ou ainda estava investigando alguma coisa, o que era improvável

Raito que estava acorrentado a ele percebeu seu nervosismos:

-Você sabe onde ele está, não é?

-Não.

-É óbvio que sabe para onde ele foi, só que era para ele ter voltado há muito tempo. Diga, sei que estou certo.

-Não, você não sabe.

Watari sabia que o garoto não tinha certeza, se ele tivesse a experiência do detetive teria certeza e não precisaria que o mordomo confirmasse, mas ele não tinha. Continuou firme, mesmo que por dentro estivesse cada vez mais desesperado. No segundo dia ele pensou em uma solução para o desaparecimento de L, mas era arriscada.

Raito havia tomado as rédeas das investigações e tinham posto em prática o plano de Riuuzaki sobre Matsuda ir para a televisão. Haviam conseguido um caderno, Death Note, e tinham, também, liberado Raito das correntes.

Riuuzaki gostaria de ver tudo aquilo.

No terceiro dia entrando em desespero o mordomo fez uma ligação urgente e algum tempo depois apareceu aqueles que ele havia chamado. Não permitiu que ninguém visse seus rostos e os conduziu até a sua sala, havia desligado as câmeras de onde haviam passado e ninguém sabia que eles estavam ali.

Finalmente em segurança ele pode observar mais calmamente aqueles que eram os únicos em que ele poderia confiar e, também, os únicos que poderiam descobrir onde Riuuzaki estava. Lá estavam Mello, Near e... Matt.

-Matt o que faz aqui? Eu chamei apenas o Mello e o Near.

-É, mas eu vim escondido na mala. Aquilo ali já estava muito chato e eu não sei o que esses dois podem aprontar. – Ele deu um sorriso malicioso e os dois garotos não falaram nada.

Mello comia uma de suas barras de chocolate e Near enrolava o seu cabelo com um de seus dedos, Matt era o único que parecia estar naquela sala.

-Então, Watari, o problema deve ser grave para nos chamarem.

-E é. L desapareceu.

Mello não engoliu aquele pedaço de chocolate ficando ainda entre seus lábios abertos de confusão e Near parou de enrolar o cabelo e levantou os olhos que tinham um brilho de surpresa que logo foi abafado deixando o menino inexpressivo novamente.

-Como assim DESAPARECEU? – Gritou Mello.

-Sumiu, eu não sei onde ele está.

Nessa hora todos se surpreendem com as vozes muitíssimas altas e confusas que vinham do piso abaixo deles. Watari ligou as câmeras para que aparecessem no seu painel de controle e eles viram que L entrava pela porta principal junto com uma garota loira. Ambos pareciam bem felizes e cansados, a menina tinha arranhões nos dois braços e L um machucado na nuca.

-O que? – Exclamou Watari.

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L deveria estar preocupado com as investigações, mas os dias no campo foram suas merecidas férias. Annad era incrivelmente animada e aquela alegria era contagiante, claro que o detetive tinha que se conter pois qualquer desafio era prontamente acatado e a menina fazia de tudo para ganhar, transformava-se novamente na mulher feroz que conheceu no início e que reviu no incidente do carvalho. Mesmo nas menores brincadeiras ela mudava completamente em uma determinação louca.

No segundo dia estava sentindo saudades dos seus doces e comentou sobre seu vício com a loira que apenas o conduziu até uma porta do armário na cozinha que foi aberta mostrando um mundo dos mais variados doces, todos os sabores possíveis e impossíveis estavam lá.

-Você que fez esse estoque de doces?

-Na verdade, eu ganhei todos eles.

-Ganhou? De quem?

-Amigos. – Ela deu de ombros.

-Amigos não dão chocolate em forma de coração. – L disse enquanto levantava uma caixa rosa com o formato tão comumente usado como presente entre namorados.

-Talvez eu tenha muitos amigos que queiram coisas a mais comigo e, assim, sempre que eu vou à cidade ganho muitos presentes.

-Bote muitos nisso, são quantos pretendentes?

-Sei lá, nunca parei para contar. Agora vai querer os doces ou não?

Ele já estava enfiado uns chocolates com licor de morango na boca. Mas ele não gostou muito de ouvir que Annad tinha muitos pretendentes, claro que a menina era muito linda, inteligente e era uma companhia super agradável, mas...

-Você não devia dar esperança a eles.

-E não dou. A maioria são amigos que já gostaram de mim e agora ficam me dando presentes mesmo assim, mas alguns realmente gostam muito de mim e continuam com os presentes mesmo que eu esteja sempre falando que não quero e que não teria nada com eles.

O detetive não comentou mais nada, apenas se empanturrava com todas as delícias. Rui foi embora na segunda feira deixando-os aproveitar aqueles dias sozinhos.

No terceiro dia Annad lembrou a L que já havia dado o tempo necessário de espera e o detetive se surpreendeu ao perceber que havia esquecido totalmente do caso, eles haviam ido dormir tarde e foram acordados cedo para que fossem as investigações.

A mulher instruiu Sem, um funcionário do sítio, a cuidar do trabalho que seria dela na fazenda e disse que talvez não voltasse tão cedo. Despediu-se do homem de pele queimada pelo sol e foi embora com L.

Chegaram cansados por terem dormido pouco e estavam entrando no prédio com L mostrando tudo a Annad. Eles haviam trazido o Death Note de Annad ao qual L já havia visto e investigado.

Quando entraram na sala onde todos estavam, menos Watari, eles já haviam sido visto pelas câmeras. Todos estavam boquiabertos como se vissem a uma assombração. L usava uma roupa um pouco grande de Rui, uma calça jeans clara, uma camisa pólo de meia manga vermelha que havia sido escolhida por Annad e um tênis branco e preto, sem meias.

Já a loira usava sua roupa preferida, a mesma com que estava quando L despertou no primeiro dia.

-Então essa é a sua equipe de investigação L? Parecem bem inúteis sem você. – A menina-mulher via os rostos de pura confusão e gargalhou, estava achando-os extremamente ruins como policiais, deveriam ter reações rápidas como sua mãe e não ficarem parados com caretas observando a ambos.

L apresentou ela a todos rapidamente.

-Agora para vocês essa é Nia. – O codinome que ele e Annad haviam escolhido para ela. – E vai nos ajudar nas investigações.

-Riuuzaki onde você estava? Estávamos preocupados. – Foi Raito falando.

-Não deviam, eu estava com Nia investigando. O que ocorreu sem mim aqui? Porque Raito não está acorrentado? E cadê Watari?

-É só você sair que tudo desanda L. – Nia gargalhou achando muita graça em tudo. – É você, Raito, que é Kira. É, você não tem cara de serial killer. Onde encontrou o seu Death Note?

L havia falado de como eram as investigações para a garota durante todo o trajeto e ela havia sido advertida quanto a Raito.

Todos na sala, menos o detetive que já havia combinado aquilo com Annad, acabaram com os queixos no chão, as bocas abertas em confusão e os olhares mais perdidos que cego em tiroteio.

-O que foi? Você acha que é o único que tem um Death Note?

-Como você sabe sobre o Death Note? – Raito perguntou.

O garoto não estava bem desde que haviam pegado o caderno, seu plano precisava que Remu matasse L, mas este havia sumido completamente. Ele estava confuso e aquela garota lhe parecia a chave do problema.

-Admitindo a culpa? – Ela usava ironia e sarcasmo e sua voz zombeteira e marota deixavam a todos perplexos.

-Nós conseguimos um desses cadernos da mão de Higuchi. – O menino andou até o cofre de onde ele tirou o caderno. – Está aqui.

-Então você abdicou e o conseguiu novamente. Parabéns é um plano incerto com probabilidades de falha, mas você é Kira e Kira não age assim. – Agora era L que falava com a voz sem emoção como sempre. – Você se conhecia e sabia como iria agir e também conhecia a todos aqui. A única coisa que me intriga é como o caderno foi até Higuchi.

-Não sei se vocês perceberam, mas é para prendê-lo. L não mandou soltá-lo em momento nenhum. A ordem era mantê-lo preso e não devia ser desrespeitada. – Nia se virou para L falando zombeteira. – L, você escolheu péssimos policiais para trabalhar. Parecem até novatos tem reações lentas, não obedecem a ordens corretamente e quando o chefe vai embora, em vez de seguir a risca todas as suas antigas ordens e continuar no caso impedindo que suas emoções interfiram no caso fazem tudo errado.

-Raito não pode ser Kira uma das regras do Death Note prova isso. – Matsuda falava e apontou para Nia quando disse irritado. – E quem é você para falar sobre o que é ou não um policial?

-Você não devia ter feito isso. – L falou calmamente já esperando pela explosão da mulher, aquilo havia sido uma afronta e ela nunca deixaria aquilo passar em branco.

Nia se aproximou de modo assustadoramente calmo de Matsuda que viu aquela imagem feroz vindo em sua direção. Ela não levantou nada que assustasse apenas lançou-lhe um olhar mortal e segurou seus ombros contra a parede fortemente. Ela sussurrava em seu ouvido e quem olhasse de fora veria a cena como algo sensual, porém Matsuda estava morrendo de medo ao ouvir aquelas palavras calmas e controladas.

-Minha mãe era uma das melhores agentes do Japão. Ela me ensinou tudo de como ser uma policial, eu tenho uma vaga garantida a qualquer academia do Japão, ela me garantiu isso antes de morrer. E sabe como ela morreu? Ela estava em serviço em um caso contra um serial killer. E ele a matou. Eu fui atrás do cara e quase o matei, eu apontei a minha arma, uma 9 milímetros que reluzia de tão limpa, para o rosto daquele desgraçado que havia matado a minha mãe. Meus colegas chegaram na hora e me impediram de fazer aquilo, acabei atirando a exatos dois centímetros da cabeça dele e nunca vou esquecer o olhar de medo que ele deu para mim, o homem que deveria ter quase duas vezes o meu tamanho ficou encharcado em uma poça de xixi. – Ela parou de falar para respirar. – Então nunca mais me pergunte quem sou eu para falar sobre o que é ou não ser um policial. Eu sou uma mulher que viveu toda a vida se preparando para virar uma policial e que perdeu a pessoa mais querida numa missão policial, então, eu acho que sou alguém que tem todo o direito de falar sobre o que é ser ou não um policial.

Ela tirou os braços dos ombros trêmulos de Matsuda que ficou a fitando com um olhar de puro medo. Após o momento de raiva ter passado Nia se sentiu mal por ter falado aquilo, era um segredo só seu não havia contado nem mesmo a Rui sobre quase ter matado aquele homem. L não sabia daquilo. Mas ao ver o quão assustado Matsuda estava ela se sentiu melhor, para terminar ela apenas o fitou com seus olhos mortais e falou.

-Entedeu? Ou vou ter que explicar mais uma vez.

-E-entendi. Com... Com certeza.

-Tenho que repetir?

-Não... Não precisa.

Todas a fitavam perplexos novamente, L era o único que estava curioso para saber o que ela havia falado. O pai de Raito perguntou a Matsuda:

-O que ela falou? Fez alguma ameaça de morte?

-Não. – Matsuda viu o olhar de reprovação da mulher feroz e percebeu que não deveria falar aquilo para ninguém. – Não foi nada.

-Agora acorrentem Raito a mim. – Continuou L. – Enquanto eu vou falar com Watari.

-Tem certeza, L? Porque você não o acorrenta a mim? – Nia ofereceu pois havia gostado dos olhares perplexos que havia recebido e achava que causava mais medo do que L. O garoto iria ser tratado com o devido respeito que um serial killer merece aos olhos de Nia, ela quase sorriu com o pensamento.

Nia não sorria desde a morte da mãe. Ela havia continuado a sua vida, mas a mãe havia morrido com um sorriso no rosto e antes dela apontar a arma carregada para o assassino da mãe ele havia dito exatamente as seguintes palavras que iriam perturbar Nia pelo resto da vida:

-A sua mãe morreu com um sorriso sabia. Mas ela não pensava em você nem em ninguém. Ela queria morrer, eu a beijei porque havia achado aquele sorriso lindo. E ela gostou...

Como um pesadelo todas aquelas lembranças vinham a sua mente de uma vez só e ela se lembrou da sua resposta:

-Mentira... Mentira. Minha mãe é uma heroína e você encostou os seus lábios sujos nela. Seu desgraçado, nojento. – Nia sentia as lágrimas que havia soltado naquela noite perante aquele homem.

-É verdade eu a beijei e você tem um sorriso igual o dela, sabia? Igualzinho, tente voltar a sorrir sem se lembrar dela e que eu a beijei e a matei. – Ela podia sentir todo o ódio por ele novamente, como se tivesse acabado de ocorrer. As lembranças continuaram, ela levantando a arma para a cabeça dele ele com o olhar assustado morrendo de medo, mas sem parar de gritar baixarias a respeito de sua tão amada mãe. O tiro a dois centímetros da cabeça dele e o aviso, um aviso que ela deu sorrindo, o seu último sorriso.

-O próximo vai ser no meio do seu rosto pra ninguém nunca mais ter que ver a sua cara ridícula e os seus lábios porcos e nojentos. Eu vou te matar, desgraçado e vou fazer isso sorrindo.

Os amigos chegando e a convencendo a não atirar, ela tacando a arma longe em uma árvore e gritando para o homem na sua frente, chamando-o de tudo que viera a mente.

Ele fora condenado ao corredor da morte, ela havia ido como testemunha da morte.

Conteve uma lágrima que quase escorreu naquela sala repleta de gente. Ouviu L falando:

-Nia, Nia. O que aconteceu?

A mulher que havia perdido toda a sua ferocidade estava com os olhos fechados no meio da sala sem reação como se tivesse parado no tempo, ela levantou a cabeça e falou fitando L.

-Nada. Desculpe a desatenção, esses cortes devem estar afetando a minha mente. Você é um péssimo enfermeiro sabia, devia ter me deixado cuidar deles sozinha.

O detetive percebeu a mudança de assunto rápida, assim, como todos da sala. Acorrentaram Raito a ela que desde as lembranças na sala estava silenciosa.

-Eu já vou ver esse Death Note, só vou ver Watari primeiro. Você vem comigo, Nia?

-Claro.

Eles saíram deixando todos cheios de dúvidas na sala. Raito analisava a mulher, mas, assim como L ao conhecê-la, não chegou a nenhum resultado satisfatório. A mulher usava roupas estranhas que não lhe indicavam nada, ela havia amedrontado Matsuda e parecia uma ameaça já que havia dito que também tinha um Death Note. Na mente de Raito a principal pergunta é se ela tinha os olhos do shinigami, pois assim saberia que ele é Kira, mas suas reações não pareceram demonstrar que sabia disso.

L entrou primeiro na sala de Watari e quando Nia iria entrar o detetive falou rapidamente:

-Não entre.

Ele saiu e levou a Raito e Nia, que não entendiam aquela reação, até a outra sala. Prendeu Raito a porta e saiu com Nia sem falar nada e implantando ainda mais confusão na mente dos policiais.

L explicou a Nia que havia pessoas que não podiam ser vistas na sala de Watari, pessoas que seria bom que ela conhecesse.

Quando L e Nia entraram os olhares pousaram sobre ambos e a loira sentia como era analisada por todos na sala e não gostou daquilo. Estava ficando irritada e isso a fazia tomar decisões precipitadas como aquilo que havia falado a Matsuda.

-Watari, o que isso significa?

-Você estava desaparecido e sabia que só poderia confiar neles para encontrá-lo com o caso Kira ainda em aberto.

-Quem são eles, L? – A garota quis saber.

-Esses são Near, Mello e Matt. Near e Mello disputam quem será o meu sucessor e o Matt deve ter vindo escondido.

-Como sempre está certo L. – Matt falou com um sorriso bobo no rosto, típico dele.

-Essa aqui é Nia. Uma amiga que veio nos ajudar nas investigações do Caso Kira e depois eu a ajudarei a investigar um caso em particular. Watari você deve enviar esses meninos de volta ao orfanato, eles estão em perigo aqui.

-Farei isso Riuuzaki. Eles não foram vistos por ninguém. Desculpe a decisão precipitada, achava que havia sido seqüestrado.

-E fui. – L se permitiu um sorriso ao se lembrar do seu tratamento como vítima de um seqüestro.

Nia percebeu o sorriso belo e singelo do detetive e falou calmamente:

-Eu o seqüestrei, mas não se preocupe. Eu acho que não foi nada traumatizante, foi L?

-Acredite se todo o seqüestro fosse assim. Eu deveria ser seqüestrado mais vezes.

Ambos trocaram um olhar cúmplice lembrando-se de todas as brincadeiras e besteiras que haviam falado juntos, eles tinham se tornado grandes amigos em míseros três dias.

Cada reação não escapou aos olhos de ninguém da sala até que Mello falou irritado:

-Eu não vou ir embora. Já viemos até aqui e vamos ajudar no caso.

-Não. – falou firme L.

-Espere L, talvez seja uma boa idéia. O caso Kira já foi desvendado praticamente, mas o meu caso é um pouco mais difícil. Não temos pistas nem nada, precisaremos deles.

Ao ouvir aquilo L se sentiu traído, na sua cabeça ele pensava: “Eles são só garotos, eu ainda estou vivo e sou o maior detetive do mundo. Ela só precisa de mim.”

O que L não percebeu foi que aquele pensamento era só o ciúme atuando em si.

Todos olhavam para L esperando uma resposta, ele engoliu o ressentimento, que tinha um gosto amargo, deu de ombros e falou:

-Eu acho desnecessário, mas se você quer...

Nia não entendeu a atitude ainda mais fria do que o normal do detetive, ela já estava acostumada com o jeito inexpressivo dele, mas ao seu lado ele já se soltava um pouco mais e, normalmente, falava coisas importantes e singelas que ela gostava muito, mesmo que a voz dele fosse sem muitas emoções.

A mulher já havia percebido que estava apaixonada por ele, se sentia muito feliz por tê-lo ao lado e, ao mesmo tempo, julgava-se louca por estar apaixonada por um homem que só conhecia há poucos dias.

Ela havia entendido seus sentimentos quando olhou dentro dos olhos negros do detetive, quando este caiu em cima dela ao irem montar os cavalos. Ela sempre havia sido uma apaixonada pela noite campestre que julgava selvagem e irracional e dentro daqueles olhos havia encontrado uma noite exatamente igual e da qual nunca mais poderia ou queria se desfazer.

Já o detetive não estava entendo nem seus próprios sentimentos, estava agindo por impulso, mas depois sempre achava uma explicação – ou uma desculpa – lógica para o seu comportamento.

Um silêncio se fez nas palavras, ninguém sabia ou queria dizer qual seria o próximo passo a dar, L dava as ordens e esse estava um pouco longe daquele caso, pensando na única mulher daquela sala.

Impaciente Nia logo tomou as rédeas da situação.

-L, eu e você vamos fechar o caso Kira. Basta explicarmos tudo, prendermos Raito e o resto da burocracia podemos deixar para outras pessoas, que não aqueles aspirantes a policiais, resolvam. – Virou-se ligeiramente para os adolescentes da sala e continuando falando com a voz firme, não admitindo algo além da obediência absoluta. – Vocês vão ficar aqui, Watari tranque a porta para que ninguém entre e os vejam. Quando todos tiverem ido embora para uma delegacia qualquer ou para finalizar esse caso voltaremos e falaremos com eles, explicando o novo caso do qual vão participar.

-Porque eu tenho que te obedecer? – Mello perguntou irritado, como normalmente esse encontrava por estar recebendo ordens de uma mulher desconhecida.

-Porque eu estou mandando e isso é algo para o seu bem. Não quero que ninguém morra por minha causa e vocês só estão aqui por mim. Entendeu?

A garota estava perdendo a paciência, queria ser simplesmente obedecida. Ela fazia aquilo pelo bem do menino, mas este parecia não entender isso.

O menino até pensou em ir contra a opinião decisiva e forte da mulher, mas percebeu um pouco relutante que ela podia estar fazendo aquilo para seu bem. Ela estava de aparência feroz e embora amedrontasse muitos homens não causava tal impacto em Mello, Nia percebeu que o garoto não tinha medo dela e achou aquilo bom.

“Esse garoto é forte e corajoso, um tanto impulsivo, porém inteligente. Já o albino é mais parecido com L, pensativo e comedido com suas atitudes. Ambos seriam ótimos detetives, mas nunca chegariam sozinho aos pés do meu L.” Ela gostou de pensar no L como seu, soava muito bem e ficou repetindo “Meu L...” na cabeça.

Em meio a tudo aquilo ela ainda se pegava pensando em coisas banais como aquele amor bobo, se sentiu idiota, mas pelo menos se acalmou um pouco.

-Vamos, Nia. Já passou do momento de fecharmos esse caso.

-Claro.

Ambos saíram da sala e foram até o local onde todos se encontravam. Foram recebidos com olhares irritados para Nia e curiosos para L.

-Podem nos explicar o que está acontecendo aqui?

-Claro. – Disse L

Raito foi preso a Nia e a primeira reação da garota ao ter a corrente no pulso foi puxar fortemente fazendo o garoto desprevenido cair no chão, mais olhares alucinados foram lhe dirigidos ela podia praticamente ouvir os pensamentos dos policiais chamando-a de louca, insensata, impulsiva, entre outros adjetivos que sempre a qualificavam como anormal e estranha.

Satisfeita com os olhares assustados para si ela se sentou ao lado de L e Raito teve que ficar em pé.

-Raito não pode ser Kira! Nós encontramos o Death Note, é com isso que eles matam as pessoas. – disse Soichiro Yagami pausadamente como se a garota precisasse ouvir assim para entender – Lemos as regras e uma delas diz que se as pessoas que usaram o Death Note não retornarem a usá-lo em 13 dias morrerão. Raito ficou 50 dias em confinamento sem usar o caderno, então é impossível que ele fosse Kira, se não estaria morto.

-Impossível. – Nia falou um pouco mais alto do que esperava – Essa regra é falsa e não existe.

-Como sabe? – O homem continuou a perguntar dessa com vez com um pouco de raiva na voz – Temos um Death Note aqui e podemos provar.

Aquilo era um desafio e Nia não suportava desafios bobos e idiotas como aquele e L sorriu, já sabia da reação da garota. Ela levantou-se empenhada e tirou o caderno escondido de um dos grandes bolsos do sobretudo.

-Você tem um Death Note, ótimo. Eu também tenho o meu e acredite é verdadeiro, eu tinha até um shinigami. – Abrindo o caderno com força e tentando manter a calma ela disse com a ironia na ponta dos lábios – Ao contrário desse assassino aqui eu não usei o meu, quando o achei há alguns anos eu o guardei e ao receber um shinigami na minha casa vi que era real. A maioria dos shinigamis nunca foi curiosa o suficiente para testar o caderno e não sabem de muitas das suas propriedades, mas o meu era especial. Fyn era da guarda real e sabia de todas as regras do Death Note, éramos amigos e ele me contou todas que eu repassei a L. O engraçado é que nenhuma delas incluía essa maluquice de morte após 13 dias.

Depois daquela pequena explicação L começou a entender o plano de Raito, o único elo que faltava era como o caderno havia chegado a Higuchi e como Raito se livraria dele já que ele iria querer testar a veracidade daquela regra. Então todas as regras e propriedades do Death Note que Annad havia lhe contado voltaram a sua mente e ele concluiu o caso: a resposta era um shinigami. Só assim o caderno teria ido até Higuchi e, assim, que Raito se livraria dele, talvez o shinigami gostasse de Raito e ao matar o detetive morresse... Mas isso era improvável, era mais fácil que o shinigami gostasse... da Misa, era óbvio.

Finalmente havia solucionado tudo, tinha como provar com o Death Note da garota e com a lógica. Acabou sorrindo imensamente feliz por ter desvendado o caso.

-Calma, e desvendei o caso. Está acabado. – Disse L.

Continua...

Notas finais
Se o importante é ser feliz e reviews fazem autores felizes, espalhe a felicidade: mande reviews^^