Notas iniciais
Olá, Olha sua autora relapsa aqui novamente. Depois de um tempão ausente por causa das provas e trabalhos finais da faculdade, finalmente estou de volta e, agora, com mais tempo livre para atualizar a fanfic já que estou de férias. Como sei que vocês estão esperando por esse capítulo há eras vou economizar no discurso e deixá-los ler. Espero que gostem. Boa leitura ^^

“Não sei bem o que quero, nem, exatamente como quero, mas sei que quero muito, com toda a intensidade do meu querer.” – Isabella Blanco.

[Alyssa]

As coisas entre Blake e eu estavam ocorrendo melhor do que eu havia imaginado. Estávamos juntos há pouco mais de uma semana e, nesse meio tempo, não houve sequer um momento em que me arrependi ou questionei minha decisão de dar uma chance àquele sentimento intenso que desenvolvi por ele.

Depois da noite que passei no apartamento de Blake, quando ele cantou e tocou para mim, percebi que era hora de deixar o passado para trás e me jogar, de cabeça, naquela relação. Claro que não era como se nós pudéssemos chegar à universidade de mãos dadas ou como se pudéssemos demonstrar o nosso afeto em público sem nos preocupar com o fato de que algum colega de classe ou de trabalho pudesse nos ver, mas, no geral, meu relacionamento com Blake era como qualquer outro.

Nós saíamos para jantar ou para ir ao cinema, mandávamos mensagens de texto melosas ou estupidamente engraçadas um para o outro no decorrer do dia e, claro, as vezes dormíamos um na casa do outro e tínhamos que sair correndo na manhã seguinte para não nos atrasarmos para as aulas.

Embora não tivéssemos tanto tempo livre quanto eu gostaria, Blake e eu procurávamos aproveitar, ao máximo, os momentos que tínhamos juntos. Quando ele tinha algum trabalho a fazer, como preparar as aulas do dia seguinte ou corrigir os exercícios que passava aos alunos, eu me deitava ao lado dele na cama e me divertia depositando beijos em seu pescoço em ombros.

Blake dizia que isso tirava sua concentração, mas em minha defesa, digo que ele também não cooperava muito quando era eu quem tinha deveres e trabalhos para fazer. Perdi a conta de quantas vezes, na última semana, eu quis deixar meus exercícios de lado e simplesmente me jogar nos braços de Blake, mas como o bom e responsável professor que era, ele nunca permitiu que eu fizesse isso. Blake dizia que não queria ser o culpado por me fazer tirar uma nota baixa, mas acho que ele ainda não tinha se dado conta de que, mesmo me incentivando a fazer os deveres, o fato de ele não parar de me beijar e de morder o lóbulo da minha orelha, não me ajudava muito no quesito concentração.

Outro passo importante que decidi dar em meu relacionamento com Blake foi o de apresenta-lo, formalmente, a Melody e Serena. Elas estavam a par de todo o meu relacionamento com ele e, mesmo sentindo que quando ela se referiam a Blake era como se já o conhecessem bem, decidi que todos nós precisávamos de um momento para nos conhecer direito. Por isso, organizei um pequeno jantar para aquela sexta-feira e convidei Blake para se juntar a nós.

– Eu conheço esse cheiro. – Serena diz ao entrar na cozinha e se aproximar do forno – Isso, por acaso, é um Rondelli de Frango?

– Com certeza. – assinto e adiciono um copo de requeijão cremoso ao molho branco que estou preparando.

– Ah! – Serena se senta no balcão ao meu lado e me lança um olhar significativo – Está aderindo àquele velho conselhos das avós sobre conquistar um homem pela barriga, não é?

Desvio minha atenção da panela a minha frente e olho rapidamente para ela.

– Essa não é exatamente a minha intenção, mas acho que ter um artifício extra nunca é demais.

– Ah, sem essa! – Melody protesta entrando repentinamente na cozinha e juntando-se a Serena no balcão – Já faz um tempo que você não precisa de artifícios extras com o Blake. – ela me olha de soslaio e abre um sorriso – Uma cama e um pacote de camisinhas é o suficiente.

– Mell! – arremesso um pano de prato nela e sinto minhas bochechas corarem – Pelo amor de Deus, você não tem filtro?

– Claro que tenho. Eu apenas prefiro não usá-lo. – ela responde e dá de ombros como se seu comentário não tivesse sido nada demais.

Reviro os olhos e volto minha atenção para o molho a minha frente, porque já estou acostumada com o jeito desbocado de Melody e porque, após tantos anos de amizade, já estou ciente de que nunca ganho dela numa discussão.

– E aí, que horas você marcou com o Blake? – Melody desconversa e desce do balcão, agarrando três tomates-cereja que estão em uma vasilha e jogando-os para cima como se fossem bolinhas de malabares.

Ela tem essa coordenação motora e esse talento que eu e Serena invejamos e, por mais que eu sempre fique encantada com sua habilidade para o malabarismo, agarro um dos tomates no ar e a obrigo a ficar quieta.

– Eu marquei com ele às oito. – respondo e indico a pia que está a minha esquerda – Porque não aproveita todo esse seu pique e lava as louças, hein Mell?

– Aff! – ela solta um suspiro cansado, mas deposita os tomates de volta na vasilha e segue para a pia – Está bem, eu lavo. Mas se o Blake vai chegar às oito, acho melhor você ir tomar um banho.

– Porque? Que horas são?

Serena aponta para o relógio de parede que há ao lado da geladeira e meus olhos se arregalam quando vejo que já são 7h50.

– Ai caramba! – abaixo o fogo do fogão e retiro o avental passando-o rapidamente para Serena junto com a colher – Mexa por mais três minutos e depois coloque o queijo parmesão. Não o deixe ferver por muito tempo e, por tudo o que é mais sagrado, não deixe o molho queimar. – instruo enquanto saio apressadamente da cozinha e corro para o chuveiro.

Felizmente eu havia depilado as pernas no dia anterior, então não preciso me preocupar com isso. Tomo um banho rápido e quando volto para o quarto, para me vestir, ouço Blake tocar a campainha. Serena vai recebe-lo na porta, provavelmente porque Melody ainda está ocupada com as louças, e eu trato de me apressar para não deixa-lo esperando por mim muito tempo.

Coloco um vestido drapeado azul que não chega a altura de meus joelhos, calço uma sapatilha branca com estampa floral e faço uma maquiagem simples e prática, optando por deixar meu cabelo solto mesmo já que estou atrasada.

Quando volto para dentro da casa, encontro Melody, Serena e Blake sentados no sofá da sala, conversando e, assim que me vê, Blake se coloca de pé para me cumprimentar com um selinho.

Ele está usando uma calça jeans escura, sapatênis e uma camiseta branca, simples, que se molda aos músculos de seu abdômen com perfeição e eu faço o meu melhor para não me distrair, imaginando como seria arrancar aquela camiseta dele e jogá-lo em minha cama naquele exato momento.

– Você é pontual, hein? – comento, tentando afastar os pensamentos luxuriosos de minha cabeça.

– Hábitos adquiridos com a profissão. – Blake explica com um sorriso – Nem sempre são bons.

– Eu acredito. – pisco para ele e o seguro pela mão, virando-me para as garotas que, automaticamente, se colocam de pé – Bem, apesar de vocês já se conhecerem por força das circunstâncias, percebi que ainda não tinham sido apresentados de maneira adequada, então, vou fazer isso hoje. – corro o olhar por cada um deles e, depois, digo em tom solene: – Blake, estas são minhas amigas, Melody e Serena. E, garotas, esse é o meu professor-barra-namorado, Blake.

– Na verdade – Melody aperta a mão de Blake entusiasmada –, nós somos as melhores amigas dela.

– É. – Blake sorri – Foi o que eu ouvi falar.

Ele e Serena trocam um breve aperto de mão também e, quando as apresentações formais terminam, decido que já está na hora de irmos comer.

As garotas arrumaram a mesa e Blake trouxe uma garrafa de vinho branco, por isso, antes de servir o Rondelli, sirvo uma taça de vinho para cada um de nós.

O jantar segue na mais perfeita ordem. Nós comemos, rimos e conversamos sobre diversos assuntos e fico feliz ao ver que Blake e as garotas estão se entrosando de uma maneira que elas nunca conseguiram se entrosar com Dylan, mesmo antes de descobrirem que ele era um safado filho da mãe.

O outro grande motivo de minha felicidade é o fato de que Melody parece ter, finalmente, ativado o seu filtro, mas não me entusiasmo muito com isso, pois sei que ela só está agindo com o mínimo de vergonha na cara porque essa é a primeira vez que conversa de verdade com Blake. Assim que eles pegarem mais intimidade um com o outro toda esse bom senso vai desaparecer.

Quando o jantar termina, Blake e eu nos oferecemos para lavar as louças, mas Melody e Serena dispensam nossa oferta, alegando que passaram a tarde inteira de bobeira e que o mínimo que podiam fazer para agradecerem pela refeição e pela companhia de Blake naquela noite seria lavar as louças. Sei que elas estão inventando essa desculpinha esfarrapada apenas para me dar um momento a sós com Blake, então faço como elas desejam e o convido para ir até o meu quarto para que possamos conversar um pouco.

Estamos a meio caminho da porta que dá acesso ao quintal e, também, ao meu quarto, quando Melody nos intercepta. Ela está com um mega sorriso no rosto e, por pura precaução, lanço um olhar de advertência a ela, mas ela me ignora e se dirige a Blake.

– O que vai fazer amanhã a noite? – pergunta e eu tento me lembrar se nós tínhamos algo marcado para aquele sábado, enquanto Blake franze a testa, pensando.

– Não sei. – ele responde hesitante – Acho que tenho alguns trabalhos para corrigir.

– Humm... Bem... Isso, por acaso, leva um dia inteiro?

– Não. Apenas algumas horas...

– Ótimo! – o “Sorriso de Gato da Alice” de Melody se alarga e ela segura minha mão, puxando-me para o seu lado – Não se a Liss te contou, mas vai ter uma festa na praia amanhã à noite. Tipo um lual, sabe? Você podia ir.

– Ah. – Blake olha para mim em busca de uma resposta, mas apenas dou de ombros.

A verdade é que eu nem me lembrava dessa tal festa. Melody e Serena haviam comentado sobre ela no início da semana, dizendo que Wade e alguns de seus amigos da universidade a estavam organizando, mas minha cabeça andava tão nas nuvens ultimamente que acabei me esquecendo.

– Eu vou pensar no assunto. – Blake responde quando permaneço em silêncio – Qualquer coisa eu apareço por lá.

– Tá legal. – Melody solta minha mão e me empurra de volta para Blake – Espero te ver por lá, hein.

Ela dá meia volta e segue, praticamente saltitando, para cozinha e eu guio Blake até o meu quarto. Mal terminei de fechar a porta quando ele para diante de mim, com os braços cruzados e ergue uma sobrancelha.

– Então... um lual? – pergunta.

Abro um sorriso constrangido para ele e assinto, indo me sentar na cama onde dou dois tapinhas no lugar ao meu lado, pedindo que ele se sente também.

– Ao que parece vai ter música ao vivo, aperitivos e bebida de graça. – explico – Wade e alguns amigos estão organizando.

– Wade? – Blake tenta disfarçar, mas o tom azedo em sua voz não escapa aos meus ouvidos – O barman universitário que gosta de flertar com você nas horas vagas?

– Ele não flerta comigo. – respondo na defensiva – Nós somos apenas amigos. Não precisa ficar com ciúmes dele.

– Não estou com ciúmes. – Blake dá de ombros, de má vontade – Ele só não vai tirar um A na minha matéria.

– Blake! – eu o repreendo, mas ao mesmo tempo sinto vontade de rir – Não pode reprova-lo só por causa do que aconteceu no West aquela noite.

– Eu nunca disse que iria reprová-lo, só disse que ele não ganharia um A. Dá para passar com um C ou um B-.

– Você é uma pessoa terrível, sabia? – digo sem conseguir conter o riso – Quando morrer vai para o inferno dos maus professores.

– Nem vou. – Blake abre um sorriso e, finalmente, se senta, puxando-me para o seu colo – Você vai para essa festa amanhã?

Ele beija meu pescoço e um pequeno suspiro escapa de meus lábios, quase impedindo o meu raciocínio.

– Vou. – respondo fechando os olhos – Melody e Serena estão falando dessa festa desde o início da semana. Nem se eu quisesse eu poderia faltar.

– Isso significa que você quer mesmo ir?

Os dedos de Blake se aventuram por baixo de meu vestido e eu sinto os meus joelhos tremerem. É simplesmente vergonhosa a forma como ele me desarma com um mero beijo ou toque, mas não posso – e nem quero – lutar contra esse controle que tem sobre mim.

– Sei que você não gosta dele, mas o Wade é um cara legal. – passo meus braços ao redor do pescoço de Blake e deposito um beijo cálido em seus lábios – Ele está se esforçando para organizar a festa, então, é claro que quero ir lá prestigiá-lo.

– Você não prefere ficar aqui e passar a noite de sábado comigo? – ele dá uma leve mordida em meu lábio inferior – Eu e você. Sozinhos durante uma noite inteira...

– Isso beira à chantagem, sabia? – me afasto dele apenas o suficiente para poder encará-lo – Porque ao invés de tentar me convencer a não ir, você apenas não vai comigo? A Melody te convidou e, sinceramente, seria legal se você fosse.

Blake fecha os olhos e suspira.

– É provável que a UCSD inteira esteja nessa festa. – ele responde – Na melhor das hipóteses eu mal poderia te convidar para dançar.

– Essa é a melhor hipótese? – franzo a testa, confusa – Posso saber qual seria a pior, então?

– O Wade poderia não apenas te convidar para dançar como, também, ficar perto de você. A noite inteira. – ele acrescenta me encarando com seriedade.

Saio de seu colo e me coloco de pé.

– É isso que está te perturbando? A possibilidade do Wade ficar perto de mim ou de ele me convidar para dançar? Blake – cruzo os braços diante do peito –, eu já disse que o Wade é apenas um amigo. Aliás, nem isso. Ele é amigo da Melody e da Serena. Para mim ele apenas é um cara legal que, por coincidência, conhece as minhas amigas e é meu colega de turma.

– Eu vejo o jeito que ele te olha. – Blake não se deixa convencer – Talvez você só o veja como um colega de turma que se tornou seu amigo por tabela, mas não é assim que ele te vê.

– E daí? – jogo as mãos para o alto – Quem se importa com isso?

– Eu me importo, ora essa. E eu não confio no meu autocontrole quando se trata de te ver numa festa com aquele cara. – ele também se coloca de pé – No West e aquele dia em que vi você abraçada com ele na universidade faltou isso aqui para eu quebrar a cara dele. – Blake aproxima o dedo indicador e o polegar para demonstrar o que está dizendo – A gente nem estava junto naquela época, Alyssa, então imagina como eu vou ficar agora se esse cara fizer qualquer gracinha com você.

Me aproximo dele e o abraço, depositando um beijo rápido em seus lábios. Sei que o fato de ele estar praticamente ameaçando dar uma surra em Wade na festa não é legal, mas vê-lo com ciúmes me comove. Sinto que ele realmente gosta de mim e que se importa comigo e, além do mais, Blake fica muito sexy quando está bravo.

– Prometo que vou manter o Wade o mais longe possível de mim, ok? E prometo que se ele me convidar para dançar eu vou dizer não.

Blake revira os olhos, irritado, e eu o aperto mais entre meus braços.

– Ah, vamos lá. A festa vai ser na praia! Você sabe há quanto tempo eu não vou à praia?

Olho para ele fazendo a minha melhor cara do Gatinho do Shrek e, após um longo instante de resistência, Blake finalmente concorda.

– Ok. – diz ele – Mas eu não responsabilizo pelos meus atos.

– Ah, obrigada! – simplesmente pulo em seus braços – Só espero que o meu biquíni ainda sirva.

– Biquíni?!

– É uma festa na praia. Você não esperava que eu fosse de calça jeans e moletom, não é?

– Você me consideraria um idiota se eu dissesse que realmente esperava isso. – ele pergunta e eu rio.

– Se serve de consolo, pretendo usar um vestido por cima.

– Não serve de consolo. – ele responde prontamente – Não chega nem perto.

– Ah é? – desafio-o – Então posso saber com que roupa você vai?

– Eu ainda não sei, mas, com certeza, não vou de biquíni ou de vestido.

– Isso é porque você é homem. – dou um tapa no braço dele e então me lembro de um detalhe importante – Ah! A propósito, eu aposto que mesmo se você for de calça jeans e moletom a Sophie não vai te deixar em paz.

– Quem é Sophie?

– Não se faça de idiota. – reclamo – Você sabe muito bem que estou falando daquele protótipo grudento de aluna de teatro.

– Aquela morena alta dos olhos verdes? – Blake pergunta e eu balanço a cabeça afirmativamente – Desculpe. – ele sorri – Não faço ideia de quem você está falando.

– Ora, seu filho da mãe! – começo a ataca-lo com uma verdadeira avalanche de tapas, mas Blake me joga na cama e segura meus pulsos acima de minha cabeça, deitando-se sobre mim.

– Porque você não gasta essa energia de outra forma ao invés de desperdiça-la me batendo? – ele propõe e eu não penso duas vezes antes de cobrir sua boca com a minha.

Em um instante meu vestido está jogado aos pés de minha cama e Blake está se livrando de meu sutiã. Retiro sua camiseta e sinto a eletricidade percorrer o meu interior quando sua pele quente entra em contato com a minha. Sua boca passeia por meu pescoço e pela parte superior de meus seios, enquanto ele alterna entre beijos e leves mordidas e não demora muito para que eu perca a pouca sanidade que me resta.

Rolo na cama, ficando por cima de Blake e antes que ele possa dizer qualquer coisa, levo minhas mãos até o cós de sua calça e abro seu botão e seu zíper. Um sorriso travesso surge em seus lábios e tomo aquilo como um incentivo para me levantar e retirar sua calça jeans e sua boxer, acabando de uma vez por todas com todas as peças entre nós.

Abro a gaveta de meu criado mudo e, rapidamente, retiro de lá um pacote brilhante de camisinha que atiro para Blake. Mal espero que ele a coloque antes de tirar minha própria calcinha e me sentar em seu colo, fazendo-o soltar um gemido de prazer que eu abafo com um beijo caloroso.

As mãos de Blake envolvem minha cintura com força e ele me aperta ainda mais contra si, enquanto cavalgo em seu colo. Todos os momentos que tive com Blake até agora foram tão intensos que me pergunto se algum dia essa intensidade entre nós vai diminuir ou acabar, mas Blake interrompe meus pensamentos, virando-me na cama e me fazendo ficar por baixo novamente.

Minha boca se curva em sorriso contra os seus lábios e ele prende minhas mãos acima de minha cabeça, contra a cabeceira da cama. Entrelaço minhas pernas ao redor de sua cintura e posso senti-lo chegando aos recantos mais profundos dentro de mim, ao mesmo tempo em que aquela grande explosão de prazer se espalha pelo meu corpo.

Gemidos incontroláveis escapam por minha boca quando gozo, mas Blake não para. Diferente do que ele é no dia-a-dia, na cama, Blake é controlador e selvagem. Ele gosta de estar no comando e gosta de acabar com todas as minhas forças e, obviamente, eu gosto que ele faça isso.

Ele morde o meu lábio inferior, entrelaçando os dedos em meu cabelo com força, enquanto me penetra uma última vez antes de se desfazer completamente dentro mim e, então, cai ao meu lado na cama, envolvendo-me em seus braços e deixando que eu descanse minha cabeça em seu peito.

– Isso foi... Uau! – digo, completamente sem fôlego e sentindo minhas pernas tremerem.

– É. Foi. – Blake beija minha testa e seus lábios permanecem ali por um longo instante, antes que ele respire fundo e diga: – Eu te amo.

Congelo, não porque aquela frase me traga lembranças ruins de meu noivado mal sucedido, mas porque não esperava ouvi-lo dizer tal coisa agora. Sua declaração me pega de surpresa e engulo em seco algumas vezes antes de perceber que Blake ainda está esperando que eu diga algo.

– Desculpe. – sussurro envergonhada – Eu... bem... eu não...

– Não sente o mesmo? – ele me interrompe e há um quê de tristeza em sua voz, que faz meu coração se apertar de involuntariamente.

Ergo a cabeça e, então, me apoio nos cotovelos para poder vê-lo melhor.

– Não era isso que eu ia dizer. – explico tentando encontrar seus olhos azuis que estão propositalmente concentrados em um ponto qualquer do quarto – Eu ia dizer que não esperava ouvir isso, mas que fico contente por você ter dito porque... bem, eu sinto a mesma coisa.

– Sente?

Afirmo com um aceno de cabeça e sinto minhas bochechas corarem.

– Não sei como ou em que momento isso aconteceu e, sinceramente, acho que tudo isso é uma grande loucura, mas é verdade: Eu te amo, Blake. Estou completamente apaixonada por você e não consigo evitar isso.

Um sorriso radiante toma conta do rosto de Blake quando ele ouve as minhas palavras e, um milésimo de segundo depois, seus lábios estão colados aos meus novamente. Nosso beijo é apaixonado e cheio de desejo, mas não há mais nenhum apelo sexual naquele ato.

Somos como dois adolescentes que acabaram de compartilhar o primeiro beijo de um amor que julgam ser o primeiro e o único e, embora não sejamos tão inexperientes quanto um casal de adolescentes, é assim que nos sentimos naquele momento.

Depois de romper o meu noivado com Dylan, imaginei que jamais seria capaz de dizer “Eu te amo” para alguém novamente, mas a vida é como uma grande caixinha de surpresas. Talvez as coisas entre Blake e eu acabem não funcionando e talvez nós acabemos seguindo caminhos diferentes no fim, mas a questão é que, naquele momento, eu acho que estou acreditando novamente no amor eterno pelo qual já tinha perdido a fé.

Naquele momento... eu amo.

Notas finais
Alguém aqui, além de mim, é uma romântica incurável? Bem, se eu fosse um desenho animado, sempre que escrevo essas cenas fofas de romance meus olhos se transformariam em corações, mas já que sou humana, me contento em ficar suspirando e dizendo "own" ao final de cada frase kkkk Espero que tenham gostado do capítulo e esse fim de semana tem mais atualização. Então beijos e até o próximo capítulo. o/