O Mestre - EM HIATUS

29 Capítulo Vinte e Oito


Notas iniciais
Oláres! Adivinhem quem sofreu com um bloqueio terrível nas últimas semanas, daí essa noite teve um surto de inspiração e conseguiu terminar o capítulo? Adivinhem! E, sim, é por isso que estou aqui às duas da madruga atualizando a fanfic haha Vamos todos comemorar... ou não... Vocês decidem quando terminarem de ler o capítulo. Então, boa leitura. Espero que gostem.

“Eu coloco aquela música velha que costumávamos cantar, e por segundos parece que não mudou tanta coisa, só que mudou." – Gabriela Sousa.

[Alyssa]

Não sei dizer se me sinto aliviada ou triste por Blake não ter me procurado nos dias que se seguiram ao nosso término. Eu saí de seu apartamento pouco antes de o Sol nascer, temendo que ele acordasse e me implorasse novamente para ficar e passei o restante do fim de semana escondida no pequeno apartamento de Wade, mas eu bem poderia ter permanecido em minha própria casa, pois Blake não me procurou. Ele sequer me ligou ou mandou uma mensagem e, embora eu tenha dito a mim mesma que era melhor assim, fiquei um tanto desapontada – o que, na verdade, é uma grande tolice considerando que eu não teria atendido ou respondido suas mensagens, caso ele tivesse me procurado –, mas achei que, depois de tudo que passamos, ele lutaria um pouco mais por mim.

Wade, por sua vez, tinha se mostrado um bom amigo. Eu não pude desfrutar muito de sua companhia, pois ele tinha sido escalado para cumprir dois turnos no West durante o fim de semana, mas, quando ele estava em casa, nunca abordava assuntos desconfortáveis – talvez porque Serena o tivesse alertado sobre minha situação com Blake – e, gentilmente, tinha me cedido sua cama e passado a dormir no sofá-cama. Ele até abasteceu a geladeira com sorvete – algo pelo qual eu jamais poderia agradecê-lo o suficiente – e, quando eu tentei recompensá-lo financeiramente pelo incomodo, ele se recusou a aceitar o dinheiro e disse que ficava feliz em poder ajudar uma amiga. Naquele momento, senti que Serena havia se apaixonado pelo cara certo, pois Wade era tinha um coração maravilhoso.

Na terça-feira, após ter chorado tudo que precisava e ter engordado cerca de um quilo por me entupir de doces e de sorvete no fim de semana, decidi que já estava na hora de voltar para casa e para a minha rotina. Tinha ficado claro que Blake não iria invadir minha casa ou o meu trabalho exigindo uma reconciliação, então, senti que devia devolver a Wade a privacidade e a cama que eu lhe tinha tomado. Agradeci a ele por toda a ajuda e voltei para o meu cantinho cheio de lembranças na casa de Melody e Serena. Melody me recebeu na porta quando cheguei e disse que ainda estava brava comigo, mas me envolveu em um abraço caloroso e, Serena, bem poderia ser considerada minha segunda mãe por causa de todo o cuidado e carinho com o qual me tratou.

Ambas evitaram tocar no nome de Blake quando eu estava por perto e eu, mentalmente, as agradeci por isso, embora eu soubesse que Serena o tinha visto na aula de segunda-feira e estivesse curiosa para saber como ele estava. Nossa última noite havia sido intensa e dolorosa e eu me perguntava se Blake estava sofrendo tanto quanto eu, se ele também pensava em mim quando ouvia certas músicas, se ele também relia todas as mensagens de amor que havíamos trocado, porque eu quase as tinha decorado durante o final de semana e, acima de tudo, eu me perguntava se esse tempo separados o faria voltar atrás em sua decisão, pois meu coração se recusava a perder as esperanças.

E naquela mesma noite, depois de passar tantos dias sem qualquer notícia dele e de quase enlouquecer por causa disso, resolvi engolir meu orgulho e perguntar a Serena como ele estava. Para meu total desapontamento, no entanto, ela apenas deu de ombros e disse: “vá à aula amanhã e veja por si mesma”. Pensei em matá-la, mas decidi que era melhor seguir sua sugestão, afinal, ainda tínhamos quatro semanas de aulas e eu não poderia faltar a todas as aulas de Blake, a menos que quisesse reprovar na matéria.

O único problema é que, com o sumiço dele, eu não sabia o que esperar. Nós não tínhamos nos falado desde que eu o abandonara sozinho em seu apartamento e eu não fazia ideia de como ele reagiria a minha presença na classe. Não fazia ideia de como eu reagiria à presença dele também.

— E se ele estiver com raiva de mim? – Questiono enquanto Serena estaciona o carro em uma vaga próxima ao auditório onde as aulas de Blake são lecionadas. – E se ele estiver tão magoado comigo que nem queira olhar para a minha cara? E se ele me tratar com indiferença?

— Então, você não poderá reclamar, não é? – Melody me lança o olhar, aquele que diz, com todas as letras, que estarei recebendo o que mereço e eu não posso discordar dela, por mais que eu sinta um frio na barriga só de pensar na possibilidade de Blake voltar a me ignorar, como havia feito quando eu disse a ele, no início de nosso relacionamento, que não poderíamos ficar juntos.

— Vai ficar tudo bem, Liss. – Serena me dá um tapinha no ombro, na tentativa de me confortar. – Já se passaram quatro dias, vocês vão superar isso. Só mantenha a calma, ok?

— Certo. – Eu respiro fundo e tento me manter otimista enquanto caminhamos até o auditório, após nos despedirmos de Melody. – Vai ficar tudo bem. Eu posso fazer isso. – Então, reúno toda a coragem que tenho e entro no auditório seguindo o encalço de Serena.

Blake ainda não chegou, por isso, me sento em uma cadeira ao lado dela e de Wade e aguardo. Estou tão nervosa que sinto as batidas do meu coração ecoarem em meus ouvidos e, quando Blake finalmente se junta à classe, parece que o ar é sugado para fora de meus pulmões.

Já sinto tanta saudade dele que é como se tivéssemos passado quatro anos separados em vez de quatro dias e não tenho certeza se quero me esconder dele ou abraçá-lo, mas não faço nenhuma das duas coisas. Só fico lá, parada, observando enquanto ele desce as escadas do auditório e segue para o palco.

— Bom dia. – Ele diz para todos e para ninguém em especial. Está usando uma camisa preta de botão, cujas mangas estão dobradas até a altura de seu antebraço e um jeans azul escuro que lhe cai muito bem. Sua bolsa marrom, estilo carteiro, está pendurada sobre um de seus ombros e seu crachá de professor balança diante de seu peito, exibindo-se.

Ele está tão bonito que sinto minha boca secar e meu coração se apertar em meu peito por saber que ele já não me pertence e acho que a dor da saudade fica evidente em meu rosto, pois Serena segura minha mão e a aperta, gentilmente, como se para me dar apoio.

— Então – Blake diz após guardar suas coisas num canto e assumir seu lugar no centro do palco do auditório –, eu sei que essa é a ultima coisa que vocês desejam ouvir hoje, mas como essa é uma exigência acadêmica... Devo informá-los que teremos uma avaliação escrita na próxima semana.

Uma série de gemidos descontentes se espalha pelo auditório e ele faz careta, solidarizando-se com sofrimento dos alunos, antes de pedir que a turma volte a fazer silêncio.

— Eu sei, eu sei. Isso é terrível, mas avaliações teóricas fazem parte do currículo do curso, então... – Seus olhos se deparam com os meus no meio do auditório e Blake para. Ele parece surpreso por me ver ali, como se não esperasse por isso, muito embora eu também seja parte de sua turma e eu não sei dizer se isso me tranquiliza ou me preocupa. Tenho medo de que Blake decida vir até aqui falar comigo e também tenho medo de que ele nunca mais queria falar comigo. Tenho medo de que me confronte bem ali, no meio da turma e também tenho medo de que ele finja que não existo. Não sei qual de suas possíveis reações me assusta mais naquele momento e me pego rezando sem saber exatamente pelo quê.

— Sr. Carson? – Sophie, que sempre se senta na primeira fileira durante as aulas de Blake, chama sua atenção e ele balança levemente a cabeça, enquanto parece voltar a si.

— O que? – Pergunta desviando os olhos de mim para ela.

— O senhor estava falando sobre a avaliação. – Sophie sorri e tenho vontade de socá-la por isso, então, percebo que devo ter deixado transparecer a minha raiva porque a mão de Serena aperta a minha com um pouco mais de força.

— Ah, sim. – Blake respira fundo e abre a boca para retomar o assunto, mas talvez ele já não se lembre do que deveria nos dizer a respeito da avaliação teórica da próxima semana, pois desiste no meio do caminho e simplesmente diz: – Podem me dar licença um minuto?

Então, ele sai do palco e meu coração quase para quando o vejo se aproximar da fileira onde estou sentada com Wade e Serena, mas respiro aliviada quando ele passa direto por nós e sai do auditório. Porém, ao mesmo tempo que me sinto aliviada também me sinto completamente culpada, porque é óbvio que a minha presença ali o perturbou.

Faço menção de me levantar e segui-lo, assim que as portas duplas do auditório se fecham às suas costas, pois me entristece vê-lo tão perdido quando ele sempre foi tão confiante em sala de aula, mas Serena segura meu braço e sacode a cabeça de maneira negativa.

— Péssima ideia. – Ela diz e eu vejo Wade concordar ao seu lado. – Se você saísse atrás dele agora, todo mundo aqui começaria a fazer perguntas e, de qualquer forma, ainda temos mais quatro semanas de aula antes de o semestre acabar. Você não pode fugir de todas as aulas do Blake, assim como ele também não pode, então, vocês precisam se adaptar a isso, Liss. E, quanto antes começarem, melhor.

Minha língua praticamente coça com a necessidade de retrucar, mas eu sei que Serena tem razão. Blake e eu chegamos a um impasse em nossa relação amorosa, mas nossa relação acadêmica não pode ser afetada por isso. Ele é meu professor e eu sou sua aluna e até que o semestre termine, teremos que encontrar uma forma de lidarmos com tudo isso. Assinto para Serena e me deixo cair em meu assento, percebendo que realmente precisarei conversar com Blake sobre nós e sobre toda essa situação em que estamos, mas isso pode esperar até o final da aula. Isso é, se ele voltar para terminar a aula...

Mas, para o meu alívio, ele volta após alguns minutos e parece ter usado o tempo que ficou ausente para se recompor, o que é ótimo e também é terrível já que, depois disso, ele faz justamente aquilo que eu temia que ele fizesse: me ignora total e completamente! Até mesmo quando fala com serena ou Wade, que estão sentados bem ao meu lado, ele evita olhar para mim e eu faço o possível para me conformar com aquilo, enquanto adiciono esse ponto à lista de assuntos que precisaremos discutir em breve.

E eu já esperava que esse nosso primeiro encontro fosse complicado para ambos, mas aguentar o restante da aula de Blake é uma forma altamente dolorosa de tortura para mim. Ele fala sobre a avaliação que faremos na próxima semana, faz uma breve revisão sobre tudo que abordamos durante o semestre, tira dúvidas a respeito do festival de teatro que está se aproximando e, durante todo esse tempo, eu preciso aturar Sophie se jogando para cima dele de maneira descarada. Não que isso seja uma novidade, Sophie se joga para cima de Blake desde a primeira aula, mas aquela é a primeira vez que não posso me confortar com o fato de que ele nunca lhe dará uma chance, porque agora eu não posso mais dizer a mim mesma que, não importa o quanto ela tente, sou eu quem estará na cama dele no fim do dia. Eu terminei com ele, então, se ele quiser levar sophie para a cama, o que eu poderei fazer além de me martirizar pelo resto dos meus dias?

Sinto Serena beliscar o meu braço e quando olho feio para ela, recebo o mesmo olhar em resposta.

— Pare de ficar resmungando como uma velha louca. – Ela sibila para mim e eu faço beicinho, mas tento parar de resmungar em voz alta. O que não significa que eu não continue resmungando mentalmente.

Quando a aula finalmente termina, alguns alunos vão para o palco tirar dúvidas com Blake e Serena e Wade pegam suas coisas e se preparam para sair do auditório. Eles param, esperando por mim, mas aponto para Blake com um breve aceno e Serena revira os olhos.

— Você é um caso perdido. – Ela suspira e Wade a segue quando ela sai do auditório suspirando de maneira teatral.

Fico em minha cadeira até todos os alunos remanescentes terem deixado o auditório – e isso inclui o grude chamado Sophie – e quando Blake começa a guardar suas coisas, me levanto e vou até ele.

— Oi. – Digo da maneira mais casual que consigo, mas ele apenas ergue os olhos rapidamente em minha direção e continua organizando suas coisas.

É meio frustrante, mas tento me colocar em seu lugar: eu terminei nosso relacionamento e depois o abandonei sozinho na cama quando sai de fininho na manhã seguinte. Ele tem o direito de estar chateado, mas, ainda assim... é frustrante.

— Você vai me ignorar agora? – Pergunto. Mais uma vez ele não diz nada, então, eu tenho a minha resposta, mas é uma resposta que não consigo aceitar.

Tudo bem, nós terminamos e foi terrível, mas nós somos adultos, não é? Podemos lidar com um término de uma maneira melhor que esta.

— Blake, será que você pode me responder? Você é tão mais maduro que isso! – Esbravejo e, finalmente, ele larga sua pasta e me dá alguma atenção, mas não é bem o tipo de atenção que eu esperava conseguir.

— O que você quer, Liss? – Ele cruza os braços e está tão sério que sinto vontade de me esconder, só para não receber o olhar duro que estou recebendo dele quando esses mesmos olhos já me olharam com tanto amor.

— Quero conversar. – Respondo, sentindo-me imediatamente desconfortável e nervosa. – As coisas não estão legais assim. Parecemos dois estranhos, Blake. Eu não gosto disso.

— Às vezes as coisas não podem ser como gostaríamos que elas fossem.

— Eu sei, mas nós poderíamos ser mais... amigáveis. – Digo e uma sombra de tristeza atravessa os belos olhos azuis de Blake.

— Nós nunca fomos amigos, Liss.

— Blake, isso não...

— Nós sequer fomos professor e aluna. – Ele me interrompe. – O momento que compartilhamos naquela festa destruiu completamente as chances disso acontecer. Sempre fomos o que fomos, Liss. Nunca fomos amigos e eu sei que você nunca conseguiu me ver apenas como seu professor, assim como eu nunca consegui te ver como uma simples aluna também.

— Eu sei. – Suspiro sentindo-me derrotada. Ele tem toda razão. Nunca fomos nada além de nós, desde o princípio, mas pensar que as coisas serão assim conosco de agora em diante é uma tortura. – Eu só queria que...

— Eu também. – Ele me interrompe novamente. – Eu também queria que pudéssemos ser mais amigáveis, como você disse, mas, depois de tudo, eu não consigo ser apenas seu amigo e também não consigo ser apenas seu professor, porque não consigo olhar para você e não me lembrar de tudo que nós vivemos, você entende?

— Então, vai ser assim de agora em diante? Você vai fingir que sou invisível e eu vou ter que fazer o mesmo? – Eu estou quase chorando de novo, mas me seguro o máximo possível.

— Eu preciso terminar o semestre. – Blake explica e sua resposta simplória me deixa irritada.

— Eu também preciso e nem por isso estou te ignorando, Blake!

— E não foi isso que você fez o fim de semana inteiro? – Ele retruca igualmente irritado comigo. – Eu fui a sua casa, Liss. Queria conversar, não me senti bem por você ter saído de fininho do meu apartamento, mas a Melody me disse que você não estava lá e que passaria o fim de semana fora. – Ele me lança um olhar magoado. – Não achei que você fugiria de mim dessa forma, mas você fugiu.

— Blake...

— Não estou sendo imaturo, Liss. E também não estou tentando te punir por ter terminado comigo, é só que... quando eu acordei naquele apartamento e percebi que você tinha ido embora, quando percebi que aquilo que nós tínhamos realmente havia acabado, eu não soube se conseguiria continuar lecionando. Pensar que eu teria que ficar aqui, diante de você, duas vezes por semana depois de tudo aquilo foi... difícil. Eu pensei em abandonar a universidade mais cedo, mas eu prometi ao Jacob que ficaria aqui por um semestre e eu não posso deixá-lo na mão agora. Ele é um bom amigo e precisa de mim aqui.

Blake me encara, como se esperasse que eu dissesse alguma coisa a respeito, mas não consigo dizer nada. Só consigo me segurar para me impedir de romper em lágrimas bem na frente dele porque nem nos meus piores pesadelos eu imaginei que as coisas seriam tão difíceis assim.

— Em resumo – ele continua quando permaneço em silêncio –, eu não sou capaz de agir normalmente com você e de fazer o meu trabalho como professor. Eu nunca consegui fazer isso. Então, a resposta a sua pergunta é: sim, Liss. Eu terei que te evitar agora. Eu sinto muito.

Ele recolhe suas coisas e passa por mim, saindo do auditório sem olhar para trás. E, assim que ele se vai, a torrente de lágrimas que eu vinha segurando finalmente se liberta e flui abertamente pelos meus olhos. Acho que eu mereço isso, afinal, embora sua atitude me destrua por dentro, eu entendo que Blake está fazendo isso para que consiga cumprir a promessa que fez a um amigo, enquanto eu o abandonei sozinho em seu apartamento e passei os três dias seguintes me escondendo dele por puro egoísmo, porque seria doloroso demais encará-lo depois daquela noite. Então, me parece justo ser ignorada por ele agora. Ele ao menos tem um motivo nobre para isso, eu não tinha.

Corro para o banheiro mais próximo e me tranco na primeira cabine vazia que encontro. Choro até me cansar de chorar e quando saio da cabine, encontro na Melody e Serena esperando por mim. Serena abre os braços assim que me vê e eu me acomodo neles, agradecendo a Deus pelas amigas que tenho e volto a chorar. Na verdade, chorar é a única coisa que faço pelo resto daquele dia e por toda a noite enquanto me obrigo a aceitar a situação e tento não sucumbir à vontade de voltar atrás em minha palavra e pedir a Blake que esqueça tudo o que eu disse e simplesmente me beije e faça amor comigo, afinal, eu não posso voltar atrás agora. Não posso permitir que ele jogue toda a carreira fora por um momento de fraqueza da minha parte.

Então, na segunda-feira seguinte, eu me recomponho, reúno toda a minha coragem e vou para a aula. Sofro com cada segundo que ele não olha para mim e ao final do perído, volto a me sentir um caco. Ainda temos mais quatro semanas de aula e eu não tenho certeza se aguento mais quatro semanas daquilo, mas pelo visto eu não tenho escolha, por isso, aula após aula, semana após semana, eu luto contra os meus sentimentos e contra a tristeza que me invade sempre que estou diante de Blake e ele precisa fingir que não estou ali.

Agradeço por, pelo menos, ter as provas semestrais e os ensaios de O Leque de Lady Windermere com os quais me distrair e, assim, vou suportando um dia de cada vez. E cada dia é como uma batalha e cada batalha vencida é como uma derrota também e, quando penso que cheguei ao meu limite, descubro que ainda posso lutar um pouco mais.

Ou, pelo menos, é isso que penso até o dia da estreia da peça, quando vejo uma loira maravilhosa depositar um selinho nos lábios de Blake, nos bastidores do auditório e sinto o meu mundo desmoronar completamente.

Notas finais
Wow... Alguma suspeita de quem seja essa loira? E o que vocês acharam desse arranjo triste entre Alyssa e Blake? Um sofrimento daqueles, né? Credo... Espero que tenham curtido o capítulo, apesar da deprê e que estejam ansiosos pelos próximos. Até breve!