Notas iniciais
Olá! Sei que estão esperando por esse capítulo há uma década e peço desculpas pela demora. Está difícil atualizar minhas fanfics, pois meu tempo livre está escasso, mas estou fazendo o melhor que posso. Então, tenham um pouquinho de paciência com essa sua autora enrolada, ok? rsrs. Bem, espero que gostem do capítulo que é todinho do Blake ^^ Boa leitura.

“Na maioria das vezes, são os próprios caminhos da vida que se encarregam de realizar os encontros.” – David C. Haubert.

[Blake]

A vida tem um senso de humor questionável.

Passei a tarde inteira remoendo a conversa que tive com Alyssa e uma boa parte da noite praticamente enlouquecendo em meu apartamento por causa disso e quando eu, finalmente, decido sair para tentar me distrair um pouco de tudo aquilo, ela cruza o meu caminho novamente.

O motivo de eu decidir ir ao West naquela noite tinha sido, justamente, por achar que aquele era um lugar onde a possibilidade de eu encontrar Alyssa era quase nula. Entretanto, a vida estava fazendo questão de me mostrar que não havia lugar suficientemente longe para onde eu pudesse fugir.

Assim que me aproximo do bar, na parte superior do West, vejo Alyssa sentada em um dos bancos ali conversando animada com um dos barman’s.

Ela está linda.

Usa uma blusa branca com uma pequena jaqueta preta, de couro, por cima, short jeans e sapatos de salto. Seu longo cabelo loiro está solto, cobrindo suas costas como um véu dourado e, embora eu não possa ver seu rosto, pela forma como o barman a está encarando, eu sei que deve haver um sorriso charmoso pairando em seus lábios, enquanto ela o fita com seus grandes olhos verdes.

Penso em dar meia volta e ir para casa, mas só de pensar que Alyssa possa se envolver com aquele cara, já sinto meu sangue ferver. Por isso, sigo em frente e me sento a dois bancos de distância dela, embora não saiba que diferença isso irá fazer na situação.

Eu poderia ter me sentado exatamente ao lado de Alyssa no bar, mas depois da conversa que tivemos – quando ela deixou claro que devíamos esquecer a noite anterior e agir como se nada tivesse acontecido –, achei que isso pareceria muito forçado.

– Um Red Bubble. – peço ao barman que vem me atender.

Aquele não era um drinque com alto teor alcoólico, afinal, na manhã seguinte eu tinha de trabalhar e eu levava o meu trabalho muito a sério para me arriscar a ficar de ressaca.

Pelo canto do olho vejo Alyssa se virar em minha direção e, por um momento, fico em dúvida sobre o que devo fazer. Ela parece ser aquele tipo de garota complicada que fugiria se eu a encarasse e se ofenderia se eu fingisse não vê-la, mas como não tenho nada a perder, decido falar com ela.

– Oi. – eu a cumprimento com um ligeiro aceno de cabeça.

Alyssa me encara por um momento e pela expressão em seu rosto, percebo que sou a última pessoa que ela esperava encontrar essa noite. Assim como aconteceu comigo, Alyssa parece não saber exatamente como agir diante de nosso encontro, mas depois de um breve momento de silêncio constrangedor por parte de ambos, ela abre um pequeno sorriso para mim.

– Oi. – cumprimenta-me de maneira tímida.

Antes que eu possa pensar em uma forma de continuar aquela conversa, o barman se volta para Alyssa e deposita um drinque vermelho a sua frente.

– Prontinho. – ele diz encostando-se ao balcão e lançando um olhar voluptuoso para ela – Deseja mais alguma coisa?

Alyssa pega o drinque do balcão, parecendo um pouco apreensiva e toma um pequeno gole do líquido vermelho que há nele, depois reassume a postura calma de antes, retribuindo ao olhar do barman com a mesma intensidade.

– Talvez mais tarde. – ela sorri e pisca para ele, que retribui ao seu sorriso e se afasta para atender outro cliente.

Forço-me a reprimir a parte de mim que tem vontade de voar sobre o balcão e agarrar aquele barman pelo pescoço, arremessando-o em direção a prateleira de bebidas que há atrás dele, e me volto para Alyssa.

– Seu amigo? – pergunto tentando fazer minha voz soar o mais casual possível.

Ela lança um olhar para o barman, que está do outro lado do balcão, e sorri.

– Talvez. – responde e toma outro gole de seu drinque.

Engulo em seco e concentro-me em tomar um gole do meu próprio drinque, pois a resposta de Alyssa fez meu interior se agitar de uma maneira que não é boa. Imaginei que, assim como eu, ela tivesse sentido algo especial em nosso encontro da noite anterior, mas, ao que parece, eu estava enganado sobre isso.

–Você é um tipo muito estranho de professor. – Alyssa comenta, virando-se para mim.

– Você acha? – pergunto sem olhar para ela.

– Bem, não conheço muitos professores que usem Vans e saiam para beber numa segunda-feira à noite. – ela dá de ombros – Ou talvez eu só não tenha estudado com os professores certos.

– É. – respondo desanimado – Talvez.

O barman passa por nós e, mais uma vez, lança um olhar voluptuoso para Alyssa que retribui erguendo seu copo para cumprimentá-lo. É o bastante para mim. Pego meu drinque e saio do balcão, deixando Alyssa para trás, com uma expressão confusa – eu um tanto ofendida – estampada em seu rosto.

Como vim sozinho, não há nenhum grupo de amigos ali com o qual eu possa me juntar. De certa forma, isso é até bom, pois amigos costumam fazer muitas perguntas quando notam que há algo te incomodando e não estou afim de conversar. Porém, também não estou afim de ficar parado, sozinho, no meio da boate, então me dirijo a uma das mesas que fica do lado contrário ao do bar e que, no momento, está ocupada por duas mulheres de vestidos curtos e que parecem já não estar muito sóbrias.

– Posso me juntar as senhoritas? – perguntou indicando um lugar vago ao lado das duas.

Elas me olham de cima abaixo, avaliando e, por fim, abrem um sorriso.

– Sinta-se a vontade. – diz a morena, de cabelos e olhos castanhos, que está usando um vestido vermelho tão colado ao corpo que me pergunto como ela consegue respirar dentro dele.

Sento-me, mantendo a distância de um assento entre nós e deposito meu Red Bubble sobre a mesa.

– Você está sozinho? – pergunta a garota que está ao lado da morena. Ela possui cabelos lisos e ruivos, cortados em estilo chanel e está usando um vestido lilás tão justo quanto o da amiga e um batom vermelho vivo que deixa em evidência seus olhos azuis acinzentados.

– Não mais. – respondo sem tirar os olhos do balcão onde Alyssa está sentada, me encarando com olhos semicerrados.

As duas garotas soltam risadinhas e olham uma para a outra, trocando informações silenciosas da forma que apenas garotas conseguem fazer com maestria.

– Eu me chamo Verônica. – a ruiva anuncia inclinando-se em minha direção – E essa é minha amiga, Carlie.

Aceno com a cabeça, cumprimentando-as.

– Blake. – digo, desviando meu olhar de Alyssa por um breve momento e dirigindo-o às garotas a minha frente.

– Blake é um belo nome. – Carlie diz tomando um gole do drinque verde que está diante dela e que parece ser feito com menta – É impressão minha ou você tem sotaque britânico, Blake?

– Passei quatro anos em Londres. – respondo calmamente – Acho que adquiri um pouco do sotaque britânico nesse tempo.

Carlie e Verônica trocam olhares novamente. Por algum motivo que não consigo entender, o sotaque britânico parece ser tão atrativo para as garotas americanas quanto um comercial da Kalvin Klein.

Vejo as amigas de Alyssa se aproximarem do balcão e depositarem seus copos sobre ele, enquanto fazem um pedido ao barman com quem Alyssa estava flertando minutos antes. Quando o barman recolhe seus copos e se vira para preparar os drinques, elas se voltam para Alyssa e as três começam a conversar.

Pela forma como Alyssa me encara e pelos olhares nem tão discretos que suas amigas lançam para mim, tenho o pressentimento de que sou o principal assunto daquela conversa. E pela expressão descontente no rosto de Alyssa, percebo que ela não está gostando nada dela.

– Está afim de dançar? – Carlie pergunta, levantando-se e tocando meu braço levemente.

Desvio meu olhar de Alyssa e suas amigas e olho para a pista de dança, que está abarrotada de corpos que se remexem de maneira frenética. Em geral, quando vou a uma boate, eu costumo dançar um pouco para me divertir, mas naquela noite o clima não está lá muito favorável, então faço que não com a cabeça.

– Ah. Não seja tão mau. – Verônica também se levanta e segura uma de minhas mãos, tentando me tirar da mesa – Dance um pouco com a gente, Blake.

– Eu não sei dançar. – minto.

– A gente te ensina. – Carlie insiste, segurando minha outra mão e juntando-se a Verônica em sua tentativa de me levar para a pista de dança.

As duas estão me encarando com expectativa e sei que elas não me deixarão em paz até que eu me dirija para a pista de dança ou... até que eu invente uma boa desculpa para não ir.

– Tenho que terminar o meu drinque. – digo. Abro um sorriso para as duas e inclino a cabeça em direção à pista de dança lotada – Eu encontro vocês lá assim que eu terminar.

As garotas pensam por um momento e depois assentem e se dirigem para a pista de dança, parando em um local não muito distante de nossa mesa e de onde eu ainda posso vê-las perfeitamente. Elas começam a dançar juntas, descendo até o chão e, algumas vezes, passando a mão uma pelo corpo da outra.

Alguns homens logo se aproximam das duas e eu não posso conter uma risada ao perceber como alguns homens são tolos. Basta que duas garotas façam uma espécie de coreografia sexy na pista de dança para que eles pensem que, o simples fato de começarem a dançar ao lado delas, lhes dará a chance de levá-las para a cama no fim da noite.

Desvio o olhar de Carlie e Verônica na pista de dança e me volto para o balcão do bar, percebendo que Alyssa e suas amigas já não estão mais lá. Imediatamente percorro a boate com o olhar, procurando por ela, mas por causa da iluminação escassa tenho dificuldade em encontrá-la.

Uma série de gritos animados chama minha atenção e me viro para o palco onde há uma barra fixa de Pole Dance, parando boquiaberto quando vejo que os gritos entusiasmados são dirigidos a Alyssa e suas amigas que acabaram de subir no palco e estão fazendo um showzinho para a plateia masculina que as está assistindo.

Noto que Alyssa já está segurando outro drinque – dessa vez um drinque preto que, tenho quase certeza, trata-se de um Jack com Coca – e me sinto nervoso. Nesse ritmo, ela estará caindo de bêbada antes de a noite terminar e estará correndo mais risco de que algum idiota mal intencionado tente se aproveitar dela.

Fico irritado de imediato e a encaro, lançando-lhe o olhar mais reprovador que consigo. Apesar de ela não estar tão distante de minha mesa, não sei se ela consegue me ver de onde está. Por isso, reviro os olhos, sentindo-me um idiota por encará-la daquela forma.

Sinto alguém beijar a minha bochecha e quando me viro dou de cara com Verônica, exibindo um grande sorriso.

– Como você pretende terminar o seu drinque sem bebê-lo hein, seu espertinho? – ela se senta no meu colo e passa os braços ao redor de meu pescoço. O cheiro de álcool que escapa por seus lábios é tão forte que sou obrigado a virar um pouco o rosto.

Carlie senta-se ao meu lado, sorrindo.

– Roni, comporte-se. – ela dá um tapinha na coxa da amiga – Desse jeito as pessoas vão ver a sua calcinha.

– Que calcinha? – Verônica sorri e olha para mim de maneira penetrante – Eu nem estou usando uma esta noite.

Pigarreio, um tanto constrangido, e seguro os pulsos de Verônica levemente, retirando seus braços de meu pescoço.

– Tudo bem. Acho que você já bebeu demais. – digo de maneira gentil – Talvez seja melhor você e sua amiga irem para casa.

Verônica faz biquinho.

– Mas noite mal começou... – ela diz encostando o rosto na curva de meu pescoço e mordendo o lóbulo de minha orelha.

Coloco-me de pé no mesmo instante e desço Verônica de meu colo para o chão. Por algum motivo, meu olhar se volta para o palco onde Alyssa está e, mentalmente, solto um palavrão quando vejo que ela está com os olhos fixos em Verônica e em mim.

A expressão em seu rosto é um misto de perplexidade e raiva e, quando ela percebe que a estou encarando, desce do palco e some no meio da multidão.

Eu sei que não deveria me importar com o que ela possa ter deduzido da cena que presenciou – afinal, ela própria tinha dito para esquecermos os acontecimentos da noite anterior e parecia estar bastante disposta a usar um dos barban’s do West para fazer isso – mas, simplesmente, não posso deixá-la para lá. Afasto-me de Verônica e de Carlie, sem nem me preocupar em pegar o restante de meu drinque, e sigo atrás de Alyssa.

Quando consigo alcançá-la, ela está a poucos metros do corredor escuro que leva ao banheiro feminino mais próximo. Sem pensar duas vezes, seguro-a pelo pulso e a faço parar e se virar para mim.

– O que você acha que está fazendo? – pergunto assim que seus olhos encontram os meus.

– O que você acha que está fazendo? – ela puxa o braço com força para libertá-lo de minha mão e me encara com ferocidade – Que direito você acha que tem de sair por aí me segurando desse jeito, hein?

– Você não me deu outra opção quando decidiu fugir de mim como uma covarde. – retruco encarando-a com seriedade.

– Covarde? – ela cerra os dentes e os punhos – Não sou obrigada a ouvir esse tipo de coisa de um canalha como você!

– Canalha? – dessa vez sou eu quem repito – Quando foi que eu fui um canalha com você?

– Não sei. – ela responde de maneira irônica – Porque você não volta para as vadias com quem estava e pergunta? Talvez elas saibam te responder.

Ela vira as costas para mim e, para impedi-la de se afastar, seguro seu pulso novamente.

– Não acredito que está brava. – digo com seriedade – Foi você quem disse que eu devia esquecer o aconteceu ontem e agora está brava porque me viu com uma garota? Não consigo entender você, Alyssa.

– Eu não estou brava! – ela grita e é claro que está com raiva, apesar de não admitir.

– Então, que droga é tudo isso? – grito de volta.

– Eu apenas não imaginei que você fosse o tipo de cara que quase vai para cama com uma garota numa noite e, na noite seguinte, já está se envolvendo com outra. Quer dizer – ela me lança um olhar frio –, com outras.

Abafo uma risada sarcástica.

– Você estava flertando com um dos barman’s bem na minha frente e agora está tentando me dar uma lição de moral?

Alyssa dá um tapa em meu peito e me empurra para trás.

– Você, por acaso, está me chamando de vadia? – ela pergunta irritada.

Reviro os olhos.

– Eu não disse isso. – respondo rapidamente – Só acho que você não pode exigir que eu me comporte de certa maneira quando você mesma não está fazendo isso.

Ela fecha a cara e me dá as costas novamente, caminhando apressada até o corredor. Mais uma vez vou atrás dela e a seguro.

– Porque você não para de fugir e acaba logo com isso? – digo, irritado.

Ela se vira para mim, vermelha de raiva. Seus olhos verdes praticamente me fuzilam.

– Porque eu não acabo com o que?! – exclama.

Eu tenho um ótimo discurso para fazer – eu juro que tenho! – mas com Alyssa me encarando com aqueles belos e grandes olhos verdes e com sua boca a centímetros da minha, não consigo pensar em mais nada.

Seguro sua cintura com uma das mãos e entrelaço a outra em seus cabelos, segurando sua nuca e usando o meu corpo para empurrá-la contra a parede do corredor. Alyssa solta um breve suspiro de surpresa quando nossos corpos se chocam contra a parede e antes que ela possa dizer qualquer coisa, cubro sua boca com a minha e a beijo de forma intensa.

Imagino que, a qualquer momento, ela me empurrará para longe e começará a gritar comigo, então aproveito ao máximo os segundos em que posso ter sua boca contra a minha e me surpreendo quando, ao invés de ter um ataque de fúria, Alyssa acaricia minhas costas e depois agarra minha camiseta com força, puxando-me para mais perto dela.

Quase sorrio e, nesse momento, tenho certeza de que tudo o que ela me disse pela manhã, não é o que realmente pensa. Assim como eu, ela não quer esquecer o que aconteceu entre nós na noite anterior. Assim como eu, ela não quer agir como se nada tivesse acontecido. Ela me quer tanto quanto eu a quero. E perceber isso faz que com que um desejo incontrolável se acenda dentro de mim.

Aproximo-me mais de Alyssa, pressionando o quadril contra o dela e deixando nossos corpos tão juntos, que não há uma única parte de seu corpo que eu não consiga sentir contra o meu, e intensifico ainda mais o nosso beijo.

Tudo o que eu quero é arrastá-la para o meu apartamento de novo e continuar de onde paramos na noite anterior. Quero tê-la em meus braços novamente. Exatamente onde ela estava antes de eu falar demais e estragar tudo e exatamente onde ela estava antes de descobrir que era minha aluna e que eu era seu professor.

– Volte para casa comigo hoje. – digo, separando minha boca da dela apenas por tempo suficiente para que ela possa responder ao meu pedido.

– Eu não posso. – ela diz ofegante.

– Porque não? – pergunto. E minha pergunta soa quase como uma súplica.

– Porque você é meu professor. – ela responde com os lábios colados aos meus.

– Isso não quer dizer nada. – retruco, beijando-a mais uma vez.

– Isso quer dizer tudo. – ela desliza as mãos por baixo de minha camiseta e arranha minhas costas enquanto morde meu lábio inferior levemente.

Solto um suspiro de excitação. Ela está me enlouquecendo! Ela está me enlouquecendo e ao mesmo tempo está me dizendo que eu não devo tomar isso como um incentivo. Mas é impossível. É impossível!

Deslizo minhas mãos até seus quadris e a ergo do chão, como fiz quando estávamos em meu apartamento, e Alyssa entrelaça as pernas ao redor de minha cintura. Duas garotas passam por nós, rapidamente, e seguem para o banheiro. Elas não nos encaram e nem parecem surpresas. Pelo visto, encontrar duas pessoas se agarrando no meio de um corredor escuro de uma boate não é nenhuma novidade.

– Você não pode fazer isso comigo. – digo em voz baixa – Não pode me beijar desse jeito e depois pedir que eu me afaste de você, Alyssa.

– Nós não podemos ficar juntos. – ela leva os lábios a minha orelha – Isso não é certo, Blake.

Continuo beijando-a, pois simplesmente não consigo resistir. Sei que, de certa forma, ela está certa. Não pelo fato de que uma aluna se relacionar com o professor seja algum tipo de pecado mortal, mas pelo fato de que a reitoria da universidade certamente não veria esse tipo de relacionamento com bons olhos. Porém, isso não significa que eu me importe.

Quando estou ao lado de Alyssa, só consigo pensar nela. E em como seu cheiro é bom. E como seus lábios são macios. E em como seu corpo é quente e se encaixa perfeitamente no meu...

– Liss? – uma de suas amigas, que está parada na entrada do corredor, a chama.

Sinto o corpo de Alyssa ficar tenso de encontro ao meu.

– Ai. Droga. – ela pragueja baixinho e retira as pernas de minha cintura e, mesmo sem querer me separar dela, retiro as mãos de seus quadris e seguro sua cintura, ajudando-a a escorregar lentamente para o chão.

– Você vai fazer de novo. – sussurro ainda apertando-a contra a parede.

Alyssa ergue os olhos para mim, confusa.

– Vou fazer o que?

– Vai me deixar com cara de bobo e amanhã vai fugir de mim assim como o diabo foge da cruz. – explico de maneira triste – Você fez isso hoje e vai fazer de novo, não vai?

Ela solta um suspiro pesado.

– Blake, eu já te disse que...

– Eu sei o que você disse. – interrompo-a – Não precisa repetir.

Me pergunto porque, dentre todas as garotas de San Diego, eu tinha que me apaixonar justamente por aquela que não posso ter. E, sim, eu disse "apaixonar", pois estaria mentindo se usasse outra palavra para descrever o que sinto por Alyssa. Sei que a conheço a menos de 24 horas, sei que nada disso faz sentido, mas é assim que me sinto. Apaixonado.

Entretanto, isso parece não importar para ela, pois em seus olhos eu posso ver que ela nunca vai ceder. Ela leva o fato de eu ser seu professor muito a sério para fazer isso. Então, não há nada que eu possa fazer.

Solto sua cintura e me afasto.

– O que está fazendo? – ela ergue o tom de voz para que eu possa ouvi-la.

– Estou facilitando as coisas. – respondo sem me virar.

Sigo em frente e encontro as amigas de Alyssa, que estão na entrada do corredor esperando por ela. Sei que ambas estudam na UCSD, mas reconheço apenas uma delas, pois é uma de minhas alunas. Elas abrem caminho quando me aproximo e eu passo por elas sem nem cumprimentá-las.

Foi uma péssima ideia ter ido ao West naquela noite.

Notas finais
E então? O que acharam do capítulo? O que acharam do Blake? hehe Espero que esse capítulo tenha valido por toda a demora e, sinto em informá-los, que o próximo capítulo infelizmente vai demorar para sair também. Sei que é chato esperar, mas meu tempo não tem ajudado muito. Então, espero contar com a compreensão de vocês para eventuais anos de espera (tudo bem, não serão anos, mas parecem ser, não é? rsrs). Então até o próximo capítulo e, não se esqueçam, me mandem reviews. afinal, todo autor gosta de recadinhos ^^ Beijos!