O Melhor Dia de Todos

8 Só mais uma tarde estranha


Notas iniciais
Desculpem a demora de atualizar. Parei de escrever um tempo. E por este motivo, minha escrita está péssima, esse foi de longe o pior capítulo que já escrevi. Não gostei nada do inicio, mas espero que dê para entender a história.

Sofia chegou ao seu apartamento por voltas das 13:00, estava morrendo de fome e cansada. “Por que Enzo tinha que morar tão longe?” pensou. A conversa com Enzo poderia ter sido a mais estranha possível, além do mais, quem cospe no próprio computador só porque sua amiga beijou um cara. Mas era disso que ela gostava em seus amigos. Ela gostava deles serem loucos. Sabia que podia confiar nos dois. Ela confiava mais neles do que em sua própria família.

Não que ela não gostasse de sua família, pelo contrário, ela gosta muito deles. Mas uma adolescente de 17 anos, com os hormônios a flor da pele, não é do tipo que conta segredos pra mãe. Ela adoraria ser a melhor amiga de sua mãe, mas não hoje, quem sabe no futuro, quando ela estiver mais velha. Era assim que Sofia pensava.

A sua onde de pensamentos foi totalmente interrompida quando chegou a portaria do seu prédio. Ao abrir o portão, ela viu Bruno sair do salão de entrada do prédio. Ela realmente não acreditava naquilo. Era um sonho? O que Bruno estaria fazendo no prédio onde era mora. Pelo que ela sabia, a família de Bruno morava em outro estado, ele não tinha motivos para estar ali.

Ela correu em sua direção e gritou seu nome o mais alto que ela pode:

–BRUNO!

Bruno parou no meio da escada. Ele estava de costas. Ficou assim por um bom tempo até Sofia perguntar:

–Não vai olhar pra mim?

Ele se virou lentamente, como se estivesse com medo de levar um tirou ou coisa do tipo. Quando ele completou a volta de 360º graus, começou a encarar Sofia nos olhos, mas sem dizer nenhuma palavra.

–O que faz aqui? – Perguntou Sofia

–Só vim trazer sua mãe em casa, depois de tudo aquilo – A voz dele não era a mesma. Ele tinha uma voz séria. Antigamente, quando Bruno falava, era como se todo o ambiente criasse vida. As coisas se iluminavam. Tudo ficava tranquilo. Era assim que Sofia se sentia ao escutar a voz dele. Mas naquele momento, a cada palavra que ele falava, era como se ele estivesse sugando toda a vitalidade do local. Ele não era o mesmo.

–Algum problema com você? – Perguntou Sofia – Não parece bem.

–Só estou cansado – Ele se virou e continuou andando. Ele parou por um instante, se virou pra Sofia e disse – Te vejo amanhã – Saiu andando sem dizer nenhuma palavra.

...

Ao chegar a seu apartamento, o clima não era diferente do que Sofia encontrou lá embaixo. Sua mãe estava agora vestindo uma camisola azul, deitada no sofá com os olhos cheios de lágrimas. Ao ver Sofia entrar, ela se levantou e abraçou a filha como se aquela fosse a última vez que as duas se encontrariam naquele dia.

–Tá tudo bem mãe? – Perguntou Sofia.

–A pergunta correta é “Vai ficar tudo bem, filha?”.

Sofia empurrou sua mãe, mas não coma intenção de derruba-la, apenas com a intenção de afasta-la. Ela se separou da mãe e perguntou:

–O que Bruno fazia aqui? Por que a senhora tá falando isso?

–Nada. Eu só estou em choque pelo assalto que nós sofremos. Só isso.

Helena, olhou uma última vez para a filha e saiu em direção a seu quarto.

Sofia respirou fundo. Afastou todos os pensamentos ruins daquele momento e foi em direção a seu quarto, pois ela tinha que resolver umas coisas.

Ao chegar a seu quarto, trancou a porta, se deitou na cama, pegou seu telefone e o encarou por um minuto. Na tela do celular, o número do celular de John. Ela queria ligar para ele, mas estava com vergonha, não sabia o que falar. Mas se ela esperasse mais ela não teria tempo para fazer o seu plano entrar em ação. Então ela ligou para ele e resolveu deixar tudo rolar.

O telefone tocou três vezes, e logo em seguida, John atendeu:

–Alô

–John, sou eu, Sofia.

–Ah sim! Achei que não quisesse mais falar comigo. Você está bem?

–Graças a você, sim – Sofia tampou a pouca naquele momento. Não acreditava no que tinha acabado de dizer. Ela ficou vermelha que nem um pimentão, enquanto John ria do outro lado da linha.

–Obrigado. Sobre o beijo...

­–Quer sair comigo hoje? –Sofia foi direto ao ponto.

–Você me pegou de surpresa.

­Sofia estava convidando um menino pela primeira vez na vida. Ela não sabia o que falar, como agir ou o que pensar. Ela só queria que ele dissesse sim, os dois iam se encontrar, ela colocava o plano em ação e fim. Mas John não respondia. Ele estava dando voltas.

–Eu tenho que pensar sobre isso sabe. A gente acabou de se conhecer...

Ele continuava enrolando. Ele parecia até uma menina. Sofia não aguentou mais e o interrompeu:

–Olha aqui John, eu nunca convidei um menino pra sair antes, então, por favor, falar logo a resposta.

John estava rindo do outro lado da linha.

–Para de rir! – Sofia começou a rir também – Então. Topa?

–18:30 na Praça São Bento

–Te vejo lá então. – Sofia desligou o telefone. Se John ia falar alguma coisa, ele ia ter que esperar.

Sofia completou somente a primeira parte de seu plano. Agora faltava a segunda.

Ela pegou novamente seu celular, só que dessa vez ela ligou para Beatriz. O telefone tocou quatro vezes antes de ela atender.

–Diga gata.

­–Nossa, vou te ligar mais vezes para receber um elogio assim.

–Fique a vontade. Mas do que você precisa?

–Vem aqui em casa agora. Eu sei que você não tá fazendo nada.

–Engano seu tá querida. Eu estava ajudando nas tarefas de casa.

–Pegar a almofada que caiu no chão e colocar de volta no sofá não é uma tarefa doméstica.

–Chego aí em 17 minutos.

Sofia desligou o telefone com um sorriso nos lábios. Pegou seu livro que estava em cima da cama e começou a ler enquanto esperava Beatriz chegar.

...

17 minutos depois a campainha da casa de Sofia tocou, e ela correu para atender. Beatriz estava lá. Ela usava uma blusa azul marinho com um jeans preto e um all star preto. Um look considerado “pijama” para os padrões de roupa que Beatriz normalmente usava.

–Você está horrível – Disse Sofia.

–Eu vim correndo te ajudar. Não tive tempo de me arrumar. Mas por que me chamou assim tão depressa?

Sofia levou Beatriz até seu quarto. Sofia trancou a porta e as duas se sentaram na cama.

–Vou me encontrar com alguém hoje à noite.

Beatriz fez uma cara de espanto. Depois de surpresa. Depois começou a rir. E por último deu um abraço em Sofia. Todo o ritual demorou 4 minutos.

–Quem é a pessoa?

–O John.

Beatriz fez tudo de novo. Só que dessa vez demorou 6 minutos.

–Estou tão feliz! O primeiro cara que você sai na sua vida.

–É bem estranho tudo isso pra falar a verdade.

–Mas então. Do que você precisa?

–Como você é minha melhor amiga do sexo feminino. Será que você poderia me ajudar a escolher uma roupa decente?

Beatriz deu um sorriso de orelha a orelha.

–Vem comigo. Hoje, você será a pessoa mais bonita da cidade.

Beatriz segurou a mão de Beatriz e a levou para o banheiro, onde ficaram por horas.

...

Enquanto isso, no quarto ao lado. Helena estava deitada na sua cama lendo uma revista de moda, quando seu telefone tocou. O número era privado, mas ela conhecia aquela pessoa. Atendeu imediatamente:

–Já disse que não tenho mais dinheiro.

Pausa para a pessoa do outro lado da linha

–Você não ousaria fazer isso. Não depois de tudo que eu te dei.

Pausa para a pessoa do outro lado da linha

–Escuta. Se meu casamento acabar por sua causa...o que? Meu marido já sabe? MAS EU DISSE QUE IA TE PAGAR, VOCÊ NÃO PODIA...

A ligação caiu.

Notas finais
Obrigado por ter lido até aqui