O Melhor Das Piores Intenções
31 Capítulo 29 - Éter não mata, paixão arrebata
Notas iniciais
Izaya resolveu ir até a Shouichi Pharmaceuticals de carro. Ele pensou que, se fosse de metrô, algum pervertido com certeza tentaria apalpar sua bunda, considerando a maneira como estava vestido. Sem contar que a sede da empresa era um pouco afastada do centro de Tóquio e portanto chegaria bem mais rápido se fosse de carro.
O edifício da SP parecia-se com o de um hospital. Lá dentro, quase todas as paredes eram de um tom creme quase branco e Izaya sentiu certo desconforto quando entrou e andou por aqueles corredores. Algo sobre aquele lugar lhe parecia extremamente desagradável e com certeza não era o perfume exagerado de produtos de limpeza.
Ele chegou atrasado para a entrevista de propósito. Queria ser 'a última' da fila e seu motivo para isto seria logo revelado. No momento em que chegou, ainda haviam mais duas mulheres na sala de espera, uma que aparentava ter vinte e cinco anos e outra que deveria ter quase quarenta.
Antes de ir até lá, Izaya procurou obter informações sobre a pessoa que estaria conduzindo a entrevista. Afinal, esta seria a pessoa com quem ele precisaria obter o cartão magnético ou as chaves que lhe abririam passagem para o complexo de laboratórios — onde ele procuraria por uma substância ou medicamento suspeito que poderia ser a causa da confusão que denominava 'Segunda Saika'.
Seria o monstro uma mutação? Uma cobaia de um experimento que deu errado? Ou um ser humano qualquer agindo sob o efeito de uma droga? Seria apenas um? Ou seriam vários? Produzidos em série, ou algo do gênero? Qual era o objetivo de Matsubara Shouichi com a Segunda Saika — que de 'Saika' não tinha absolutamente nada, a não ser pela sede de sangue?
Estes pensamentos preenchiam a mente perturbada de Izaya, enquanto ele jogava Candy Crush na sala de espera, esperando seu nome ser chamado pelo gerente da Shouichi Pharmaceuticals, Daichi Aikawa.
As informações que Izaya tinha conseguido sobre Daichi se resumiam ao fato de ele ser um homem de meia idade que tinha um imenso (e preocupante) interesse em mulheres jovens. Havia rumores de que ele tinha sido dono de um bordel no passado e que atualmente, na SP, escolhia suas secretárias por beleza.
O objetivo de Izaya não era ser contratado, mas conseguir o cartão para entrar nos laboratórios. E ele já tinha, de certa forma, um plano a seguir.
– Kanra Amamiya?
O informante abriu um de seus típicos sorrisos de Cheshire quando ouviu seu nome fictício ser chamado. Ele guardou o celular na bolsa que levava no ombro e se levantou delicadamente, repetindo para si mesmo: você tem que agir totalmente como uma mulher agora. Se ele desconfiar, estará tudo acabado.
– Com licença — disse, ao entrar na sala de Daichi Aikawa. — Boa tarde.
– Boa tarde — respondeu o gerente da empresa. — Sente-se, por favor. Amamiya-san, certo?
Izaya sentiu um pouco de nojo ao notar a maneira com que Daichi olhou para suas pernas quando entrou na sala.
– Me chame apenas de Kanra, por favor — disse ele, ou, naquele momento, ela. Izaya tentava ao máximo sorrir com delicadeza e falar de uma maneira sedutora; isso fazia parte de seu plano.
– Ah sim, Kanra-san, então — Daichi pronunciou o nome devagar, sílaba por sílaba, como se estivesse testando o gosto dele na sua boca. — Podemos começar, Kanra-san?
O homem de meia idade tinha cabelos grisalhos e parecia estar acima do peso. Ele lembrava alguns chefes da máfia japonesa que Izaya tinha conhecido no passado — talvez até fosse parte da máfia, na verdade. Transmitia a mesma aura asquerosa de alguns outros que o informante tinha conhecido.
– Quando quiser — respondeu Izaya, com um sorriso.
– Certo — o homem digitou alguma coisa em seu computador. — No seu currículo está escrito que você é formada em farmácia e já teve experiência como secretária. Gostaria que você me contasse mais sobre sua experiência.
– Eu já trabalhei como secretária em um laboratório de análises clínicas, além do hospital central de Ikebukuro. Também já trabalhei com telemarketing, dois anos atrás — mentiu, olhando o homem mais velho nos olhos.
– Muito bem — disse Daichi, analisando rapidamente alguns papéis que Namie tinha falsificado, que deveriam 'comprovar' que Izaya, ou Kanra, tinha trabalhado em todos aqueles lugares. — Aqui diz que você tem vinte e seis anos — ele apontou para o monitor do computador — mas, para ser bem sincero, você parece bem mais nova.
Quando terminou sua frase, Daichi abriu um largo sorriso.
Isso deveria ser algum tipo de cantada?
Está sendo mais fácil do que eu pensava.
– Obrigada — Izaya respondeu, retribuindo o sorriso.
– Você fala cinco idiomas, certo? — Perguntou Daichi, puxando a informação do computador. — Japonês, inglês, alemão, russo e francês?
– Sim.
– Poderia traduzir uma frase em francês?
– Claro.
– Vous êtes très belle.
"Você é muito atraente"
Muito mais fácil do que eu pensava.
Izaya já estava com nojo daquele cara. Seus dedos coçavam para retirar o canivete do bolso e enfiá-lo na garganta daquele homem asqueroso. Mas tinha que manter o controle, era tudo parte do próprio plano, afinal...
– Merci — ele respondeu, no melhor sotaque que era capaz de fazer. Em seguida, mordeu o lábio provocativamente. — Nee, Aikawa-san — disse, subindo na mesa e passando para o outro lado -, eu tenho várias habilidades como secretária, mas também sou habilidosa com outras coisas.
Passando completamente para o outro lado da mesa, ele se sentou no colo de Daichi. Izaya teve vontade de vomitar e sair correndo ao sentir o volume nas calças do homem mais velho, mas manteve o controle.
– Eu posso te mostrar, se quiser — disse, forçando o melhor sorriso provocativo que conseguia.
Daichi assentiu, com um sorriso malicioso. O informante se inclinou, como se fosse beijar seu pescoço e, enquanto ele não via, retirou um lenço úmido de éter de dentro da saia.
– Gomen ne, gomen ne, Aikawa-san~ — murmurou, logo em seguida.
– Por que está pedindo desculpas? — Daichi perguntou, colocando a mão sob a saia de Izaya e segurando sua coxa.
Eca. Acho que eu vou vomitar.
– Não sou mulher, seu velho idiota pervertido — disse Izaya, em sua voz normal e satírica, cobrindo o nariz e a boca de Daichi com o lenço antes que ele pudesse gritar.
Ele agarrou o pulso de Izaya com toda a força para afastá-lo, mas as substâncias tóxicas já haviam entrado em seu sistema e o gerente da Shouichi Pharmaceuticals acabou por desmaiar em poucos segundos.
Izaya massageou a marca vermelha em seu pulso, que doía um pouco. Em seguida, começou a procurar pelo cartão magnético nos bolsos do jaleco de Daichi.
Acabou por encontrá-lo no bolso mais próximo do peito. Agora, ele tinha que agir rápido, antes que o homem acordasse ou alguém desse falta dele. Era exatamente por isso que ele quis ser 'a última' da fila para a entrevista.
O informante tirou o jaleco de Daichi de seu corpo inconsciente — precisaria vesti-lo depois — e o arrastou até o banheiro de sua sala, fechando-o ali.
Ele retirou o celular da bolsa e observou atentamente um mapa do prédio, que Namie havia lhe enviado. Então, saiu da sala cuidadosamente, indo em direção aos laboratórios.
* * *
Uma hora depois, Izaya estava deixando o edifício da Shouichi Pharmaceuticals. Ele teve que sair pela janela de um banheiro, após entrar em diversas salas, abrir dezenas e dezenas de gavetas, freezers e caixas. A maior parte eram, com certeza, medicamentos normais. Porém, ao visitar a sala de testes, ele encontrou relatórios sobre uma droga cujas fases de teste já tinham sido encerradas mas não estava em comercialização.
Izaya passou um bom tempo naquela sala procurando aquele medicamento — era óbvio que não iriam deixá-lo fácil de encontrar. Ficava ainda mais complicado quando estavam todos nomeados com números e letras, ao invés dos respectivos componentes químicos. Depois de muito procurar, o informante encontrou o medicamento em um cofre dentro do freezer, que poderia ser aberto pelo cartão. Ele roubou um frasco, juntamente com três frascos de outras substâncias que também considerava suspeitas.
– Até que foi fácil — disse para si mesmo, quando chegou ao próprio apartamento. — Difícil vai ser quando notarem a falta dos frascos.
Talvez já tenham notado.
Com certeza devem ter câmeras em algum lugar.
Talvez Shouichi esteja nos vigiando.
Talvez seja parte do plano dele.
O acidente, a invasão, a ameaça...
Precisamos acabar com isso logo.
Já em Shinjuku, em frente ao seu apartamento, ele retirou as chaves de dentro de sua bolsa e abriu a porta. Não tinha trocado de roupa.
– Tadaima~ — disse, anunciando sua volta.
– Okaerinasai — respondeu Shizuo, da cozinha.
O loiro estava tentando fazer um bolo, seguindo um livro de receitas.
– Ficou entediado? — Perguntou Izaya.
– Aham — ele respondeu.
– Shizu-chan sentiu minha falta, que gracinha — o moreno provocou. — Consegui alguns frascos suspeitos na SP. Espero que pelo menos um deles seja realmente alguma coisa e não outro antiinflamatório genérico.
– O que você fez lá? Tenho até medo de saber.
– Desmaiei um cara, roubei o cartão dele, invadi os laboratórios. Bem simples. Conto os detalhes mais tarde. — Izaya tentou disfarçar um pouco porque sabia que Shizuo ficaria irritado. Entretanto, nos olhos do loiro, parecia que ele já sabia de tudo.
Houve um instante de silêncio.
– Enfim, você está com um humor melhor agora, Shizu-chan? — Ele perguntou, sem malícia.
– Ah, por hoje, mais cedo... Eu fui um pouco rude, eu acho. Desculp-
O moreno poisicionou um dedo fino e pálido em frente aos lábios do loiro, impedindo que terminasse a frase.
– Não diga essa palavra, Shizu-chan — disse ele. — Ela soa estranha quando está saindo da sua boca.
– O que você quer que eu diga?
– Não precisa dizer nada. Palavras não são o que eu quero de você agora.
Nisso, o loiro inclinou-se sobre o moreno e levantou-lhe o queixo, deixando seus rostos bem próximos. Próximos até demais.
– O que você quer, então? — Ele perguntou em voz baixa, lábios quase encostados nos do outro e a respiração quente tocando-lhe a pele como uma provocação.
– Não pergunte coisas óbvias, Shizu-chan. Você sabe muito bem. Ou você quer que eu te mostre?
Izaya pressionou seus lábios contra os de Shizuo. Delicado, com pouca pressão, só um selinho. Em seguida, mordiscou de leve o lábio inferior do loiro, que reagiu beijando-o com mais força e obrigando-o a abrir seus lábios.
O que começou apenas com alguns deslizes de uma boca sobre a outra logo tornou-se mais sensual quando as línguas foram envolvidas, a de Izaya tentando tomar o controle sobre a de Shizuo, mas rapidamente se rendendo ao calor e sensualidade do maior.
A respiração deles era quente, ofegante; sons molhados se propagavam pelo ambiente, conforme todo e qualquer constrangimento era esquecido e o beijo se tornava mais selvagem, mais íntimo, cheio de desejo. Não havia vergonha, limite ou controle. Tudo se resumia na paixão que consumavam naquele momento — e nada mais importava.
Uma das mãos de Shizuo foi até o cabelo de Izaya, segurando-o com cuidado, sem força. Logo a peruca deslizou sobre o cabelo verdadeiro e caiu no chão. Nesse momento, Shizuo afastou o rosto um pouco para observar a aparência do moreno, agora sem aquele cabelo mais comprido.
– Melhor assim — disse ele. — Agora você é a mesma pulga de sempre.
Izaya bufou, fingindo estar irritado. Em seguida, abaixou a cabeça e soltou uma risadinha abafada.
– O que é tão engraçado? — Shizuo perguntou.
– Shizu-chan está todo sujo de batom. Ei... Espera-!
Shizuo levou o polegar até os lábios de Izaya e o deslizou sobre eles rapidamente, sujando de batom o canto dos lábios, a bochecha e o queixo do moreno.
– Shizu-chan, o que você está-
– Agora quem é que está sujo?
– Filho da mãe — Izaya murmurou, cobrindo a boca com a mão por um instante, envergonhado.
O loiro segurou o pulso do moreno e o obrigou a afastá-lo do rosto, logo em seguida inclinando-se para beijá-lo novamente. Em pequenos intervalos, Izaya dava mordidinhas nos lábios de Shizuo, que respondia beijando-o com mais intensidade e trazendo seu corpo mais perto, roçando nele.
Shizuo desceu a mão que estava na cintura de Izaya até a curva de seu bumbum, coberto pela saia preta. Não demorou muito para que levantasse o tecido e apertasse o volume macio sob o mesmo, fazendo o informante gemer em meio ao beijo.
– Saias têm suas vantagens — disse Shizuo, com um riso rouco. — Pelo menos agora eu não tenho que perder tempo com botões ou cintos.
– Per...vertido... — O moreno respondeu, a voz falhando um pouco conforme o desejo aflorava. — Vamos pro quarto...
Shizuo o levantou nos braços e andou com ele até lá. Durante o caminho, Izaya abria os botões da camisa do loiro enquanto beijava e lambia seu pescoço, parando apenas quando ele sussurrou em seu ouvido:
– Não ache que eu vou ser delicado com você só porque está vestido assim, pulga.
– Ninguém pediu para você ser delicado, Shizu-chan — Izaya respondeu, sorrindo maliciosamente.
O ex-barman deitou o informante na cama e levantou uma de suas pernas, encostando-a em seu rosto. A maciez e o perfume rapidamente atiçaram seus sentidos e ele acabou por mordê-la, sem dó.
– S-Shizu-chan...!
Depois da mordida, Shizuo afastou a boca e observou a marca vermelha que tinha deixado, lambendo-a logo em seguida. O corpo de Izaya estremeceu com o toque.
– Alguém além de mim tocou aqui? — Shizuo perguntou, passando a mão pela extensão da perna de Izaya, até seu joelho.
– Não — o moreno respondeu.
– E aqui? — O loiro perguntou novamente, dessa vez passando sua mão pela coxa do moreno, até sua virilha.
– Na verdade, o gerente que estava conduzindo a entrevista, ele... AH!
Antes que Izaya pudesse terminar a frase, Shizuo se inclinou e mordeu o interior de sua coxa, chupando a pele alva e macia do informante. Em seguida, passou a língua quente sobre a marca vermelha que deixou no local, beijando-a também.
– Mais algum lugar? — Perguntou.
– Não... — Izaya respondeu, ofegante. — Shizu-chan é como um animal nee, querendo marcar território...
Shizuo colocou a mão sob a saia de Izaya e puxou a calcinha que havia por baixo, levando-a até os joelhos do informante e por fim removendo-a por completo. Izaya cobriu o rosto com o braço para disfarçar o constrangimento, até que...
– AH!
Como não estava enxergando naquele momento, ele levou um susto quando sentiu a língua macia e molhada de Shizuo deslizar sobre sua ereção. O braço que antes cobria seu rosto foi levado imediatamente às mechas loiras de Shizuo, que o moreno passou a segurar com força, puxando para baixo.
Sua respiração se alterou por completo quando Shizuo segurou seu membro e fechou os lábios sobre sua glande, chupando-o de baixo para cima. Percebendo a reação do informante, o ex-barman repetiu o movimento várias vezes, cada vez mais rápido, massageando a ereção de Izaya com a língua.
– Nnn... Shizu... chan...
Depois de uma última chupada, Shizuo retirou o membro de Izaya de sua boca e lambeu os lábios de maneira sedutora, limpando o líquido viscoso que tinha restado no canto dos mesmos. Izaya não aguentou mais apenas assistir os movimentos do outro e acabou por se sentar.
Logo ele abriu o cinto e as calças pretas do loiro, em seguida abaixando-as e segurando seu membro grande e quente, massageando a cabeça molhada de pré-gozo com o polegar.
– Ah... — Shizuo grunhiu, inebriado de prazer, quando o moreno passou a esfregar sua ereção com as duas mãos enquanto beijava-lhe o pescoço avidamente.
Aproveitando a posição de Izaya, Shizuo inseriu lentamente dois dedos molhados de saliva em sua entrada. O informante levou um pequeno susto quando ele movimentou os dedos dentro de si, enlarguecendo-o e preparando-o para a penetração.
Ficaram assim por alguns instantes, tocando, ofegando, beijando, lambendo, gemendo, suando, enfim: proporcionando prazer um ao outro.
Mas é claro que não era o suficiente; eles conheciam algo melhor do que aquilo e nenhum dos dois aguentaria esperar muito pelo prêmio principal.
– Izaya — Shizuo murmurou, ofegante. — Chega, eu preciso-
– Eu também — Izaya interrompeu, descansando a cabeça no ombro de Shizuo. — Eu também estou no meu limite.
Shizuo retirou seus dedos de dentro de Izaya e o deitou novamente na cama, levantando suas pernas. A saia que cobria a ereção dele foi rapidamente puxada para cima, deixando-o completamente exposto. O loiro encarou o corpo do moreno por um longo instante antes de posicionar seu membro na entrada dele e forçá-lo para dentro, invadindo-o.
O ex-barman deixou escapar um gemido rouco quando sentiu a pressão deliciosa do interior de Izaya, fechando-se sobre si e apertando-o involuntariamente, como se o segurasse para mantê-lo ali. Tomado pelo prazer, ele se inclinou e capturou os lábios de Izaya com os seus, num beijo lascivo e molhado, tomando o menor para si de todas as maneiras que podia.
O moreno suava e gemia sob o corpo do maior, tentando dominar a dor com a qual jamais se acostumaria por completo. Ele segurava os braços musculosos de Shizuo com toda a força que tinha, cravando as unhas em sua pele molhada de suor. Tentava extravasar o desconforto de ser aberto daquele jeito, penetrado por aquele homem tão grande, quente... Era demais.
– Eu vou me mover, tá?
Antes que Izaya pudesse protestar, Shizuo retirou seu membro dele quase por completo para logo em seguida empurrá-lo para dentro de novo. Ele repetiu o movimento algumas vezes, cada vez recebendo um alto gemido do moreno como resposta.
Izaya agarrou a mão de Shizuo que antes segurava sua coxa para manter suas pernas abertas, entrelaçando seus dedos e puxando-o como se o quisesse mais perto. O loiro respondeu inclinando-se sobre ele e mordendo seu pescoço.
– Shizu... chan... n! — Gemeu, a voz falhando em alguns momentos. — Mais rápido, mais forte...
Shizuo obedeceu, estocando com mais força e intensidade, enquanto segurava o corpo do moreno sob si e o enchia de beijos. Izaya gemia cada vez mais alto, perdendo completamente o controle de qualquer coisa conforme o loiro o atingia no lugar certo várias vezes.
– Isso! Isso... Shizu.. chan... AH! Aí... Não pare... Nn!
– Ah, caramba... Eu vou...
O corpo de Shizuo estremeceu e ele ejaculou dentro do menor, enchendo-o de seu líquido quente e grosso, que escorreu lentamente pelo local onde estavam conectados. Ele pegou um pouco com dois dedos e espalhou na virilha do informante, sem pudor.
– Shizu-chan... — Izaya murmurou, segurando firme na camisa do loiro. — Não tire ainda... Se você se mover agora... Eu vou... AH!
Shizuo não esperou que terminasse a frase e empurrou novamente dentro dele, repetidamente, esfregando-o no lugar certo.
– AHH! NN! AH! Eu tinha dito- NNGH! Não... AH! SHIZU-CHAN! NN... SHIZU... Nnh... Shizuo...
Um calafrio delicioso subiu pela espinha de Izaya e ele gozou, molhando o próprio abdome e o de Shizuo. Ainda ofegante, o loiro se abaixou e afastou o cabelo que grudava na testa suada do moreno, depositando um beijo ali.
– E você disse que não seria delicado — Izaya falou baixinho, com uma risadinha, enquanto tentava recuperar a respiração.
– Não resisti depois de você chamar o meu nome sem o apelido — Shizuo respondeu, dando de ombros, em seguida levantando-se para pegar sua caixa de cigarros.
O rosto de Izaya ficou vermelho mais uma vez, e não era por causa do sexo que tinham acabado de ter. Ele não tinha sequer percebido que não tinha usado o apelido. Foi quase... natural.
– C-Como você consegue falar essas coisas com uma cara tão séria... — O moreno resmungou, cobrindo-se com um lençol.
Shizuo sentou-se na borda da cama e levou um cigarro à boca, acendendo-o logo em seguida. Izaya observou cuidadosamente como os lábios dele se fechavam em volta do filtro, antes de inalar profundamente as substâncias tóxicas.
– Shizu-chan deveria parar de fumar. É desagradável.
– Não é tão fácil quanto parece — disse o loiro, tirando o cigarro da boca para expelir uma fumaça branca. — Me deixa calmo.
– Deixa mesmo? — Izaya perguntou, arqueando uma sombrancelha em desconfiança.
– Sei lá. Costumava deixar, pelo menos. Só sei que fico pior quando não fumo. — Shizuo passou a mão pelo próprio cabelo, suspirando.
– Você já parou para pensar daqui há alguns anos, como vai estar?
– Ahn? Como assim?
– Nee, como é que você vai me beijar quando mal conseguir respirar...?
Daqui há alguns anos?, Shizuo repetiu para si mesmo, confuso. Ele quer estar comigo no futuro?
– É, talvez eu pare — Shizuo sorriu. — Talvez.
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