O Melhor Das Piores Intenções
12 Capítulo 11 - Sobre cachorros e pulgas
Notas iniciais
Preparem-se que aí vem lemon. Espero que gostem. Boa leitura!
– SHIZU-CHAN! O que você acha que está fazendo?!
– Levando você pra casa, ora — o loiro respondeu, jogando todo o peso de Izaya sobre seu ombro e carregando-o como se fosse um saco de farinha. — Pare de espernear. Essa rua é pouco movimentada e ninguém vai reparar em você a não ser que continue gritando e esperneando.
– Shizu-chan! — Izaya resmungou, batendo os punhos nas costas de Shizuo, que nem sentia a diferença. — Eu sou um homem adulto. Você não pode me carregar assim.
– Não estou vendo nada que me impeça.
– EU estou tentando te impedir...! — O moreno continuou a se debater. — Mas você não escuta. Shizu-chan realmente é como um animal irracional. Na verdade, isso se chama sequestro!
– Então essa deve ser a primeira vez que uma pessoa é sequestrada para o próprio apartamento. — Respondeu Shizuo, tentando acender um cigarro com a mão livre.
– Shizu-channnn... Me bota no chão... Eu posso andar sozinho...
– Eu sei que você pode. Mas é mais rápido assim. Nós já estamos chegando ao seu apartamento então cale a boca, pulga.
– Eu não entendo porque Shizu-chan tem que fazer esse tipo de coisa, nee... Humilhante...
Depois de andarem mais alguns metros xingando um ao outro, os dois finalmente chegaram ao edifício em que Izaya morava.
Bastou fechar a porta do apartamento que, agora que ninguém mesmo poderia vê-los, começaram a se pegar. Shizuo resolveu continuar de onde tinham parado e puxou o tecido da yukata na parte próxima ao pescoço do menor, deixando sua pele alva mais exposta para que pudesse mordê-la.
Os móveis que estavam no meio do caminho foram derrubados sem dó conforme os dois fizeram seu caminho até o quarto em meio a beijos e mordidas. Shizuo pegou Izaya no colo novamente, para seu desagrado e deitou-o na cama.
Izaya fechou suas mãos por trás do pescoço de Shizuo e segurou a lateral de seu corpo com as pernas, agarrando-se completamente a ele conforme aceitava seus beijos selvagens, fingindo estar relutante quando na verdade estava era completamente desesperado pelos mesmos.
– Shizu-ch...an... Se você continuar me mordendo e chupando desse jeito, vai me deixar inteiro roxo...
– É isso que eu quero, pulga.
– Eh...? Você gosta de demarcar... Território... Como um cachorro, nee...
– Você não deveria ficar falando mal de mim quando sou eu quem tem o controle aqui, Izaya-kun.
– Controle? — Izaya riu, sarcástico. — Shizu-chan acha que pode me controlar? Coitado...
– Será que eu não posso mesmo?
Nisso, Shizuo desamarrou a yukata de Izaya e enfiou a mão sob o tecido, segurando a ereção molhada do informante e apertando-a rápido, de cima para baixo.
– AH-N...! — Izaya gemeu, surpreso, jogando a cabeça para trás. — Você... Ah... Está jogando sujo, cachorro.
– Tive um bom professor — respondeu Shizuo, colocando uma das pernas de Izaya sobre seu ombro e mordendo a coxa. — E pare de me chamar de cachorro, pulga.
– Cachorros vira-latas... Hehe... Atraem pulgas... — O moreno riu baixinho, divertindo-se com sua metáfora. — AH-H-N...! Não morda com tanta força...
Shizuo lambeu a área da mordida, como se aquilo fosse aliviar a dor de certa forma. Em seguida, tirou a perna de Izaya de seu ombro e começou a desamarrar a própria yukata azul marinha.
– Vire-se, Izaya-kun — disse, libertando a própria ereção e massageando-a um pouco. — De quatro.
Quem é o cachorro agora, huh?
Geralmente Izaya iria reclamar sobre o quanto detestava receber ordens, ainda mais de Shizu-chan. Porém, dessa vez ele realmente não agüentava mais esperar por aquela sensação. A sensação de ser aberto, preenchido por Shizuo, tomado por ele da maneira mais primitiva que existia. Só a ideia, só a antecipação do momento era o suficiente para deixá-lo ofegante.
– Eu não agüentava mais te ver nessa yukata — Shizuo sussurrou, abrindo a parte de trás da roupa de Izaya e depois aplicando certa quantidade de lubrificante em seus dedos. — Se nós continuássemos lá por muito tempo eu iria acabar te deitando no chão e te comendo ali mesmo.
– Haa... Típico de um animal... Como se eu fosse deix-... AH!
Shizuo inseriu dois dedos no informante sem avisar, fazendo-o gemer, surpreso. Apesar de já estar acostumado com aquilo, ainda era um pouco doloroso, mas a dor dava lugar ao prazer conforme os dedos de Shizuo o massageavam perto de seu ponto certo.
– Shizu-ch...an... Já chega com os dedos, nee? Pode ir... Em frente...
O loiro então removeu seus dígitos e alinhou seu membro rígido e molhado na entrada de Izaya, empurrando-o devagar, só pressionando de leve mas sem penetrá-lo de fato, apenas testando as reações do moreno.
– Ahh... Shizu-chan... Chega...
– Chega do quê?
– Disso...
– Ah, então você quer que eu tire — Shizuo provocou, ameaçando retirar-se completamente de dentro do informante.
– NÃO! Chega... de enrolar...
– Se você quer tanto assim, peça direito.
Em qualquer outra situação, Izaya jamais 'pediria' algo a Shizuo. Era completamente contra seus princípios, submeter-se à vontade do loiro. Mas aquilo era sexo, e sexo era algo à parte. Só dessa vez, só dessa vez estaria tudo bem sair de sua zona de conforto, certo?
– Me fode, Shizu-chan.
Nisso, Shizuo introduziu seu pênis inteiro, rapidamente, de uma vez. Izaya arfou, agarrando-se aos lençóis, quase sem ar conforme sentia a ereção grande do loiro lhe preencher por completo, enlarguecendo-o e tocando-o por toda parte.
– Ahh...h... Dói... — Murmurou, ofegante. — Tão fundo...
– Relaxe um pouco... Você está me apertando demais...
Izaya levou uma mão até a própria ereção para aliviar-se um pouco, mas Shizuo logo o impediu, segurando sua mão no lugar.
– Por quê...? — O informante perguntou, a voz fraca e respiração alterada.
– Eu quero fazer você gozar só por minha causa.
O loiro então segurou os quadris de Izaya com força, a ponto de deixar marcas vermelhas. Ele começou a mover seu membro dentro de Izaya, fazendo movimentos de vai-e-vem, gemendo baixo e rouco toda vez que os músculos dele pareciam apertá-lo, tentando mantê-lo dentro.
As primeiras estocadas foram lentas para não machucar — sim, apesar de tudo, Shizuo ainda se preocupava com a possibilidade de machucar Izaya — mas a partir de um certo momento o ex-barman já não conseguia mais manter seu ritmo devagar e acabou por acelerá-lo, enfiando e retirando seu membro de Izaya repetidamente, mais rápido.
Era quente, macio, molhado...
– Ah...Ahh... Shizu-chan... Isso é... Bom...
– Tch... Pulga... Você está tremendo...
– Dentro... Está esfregando... Mais...
Nesse ponto já não era necessário segurar a mão de Izaya e portanto Shizuo a soltou, enfiando então sua mão sob a parte reminiscente da roupa do moreno, acariciando seus mamilos conforme o estocava, rápido e com força, fazendo-o gemer escandalosamente.
Toda vez que o pênis de Shizuo o tocava em seu ponto perfeito, Izaya parecia enxergar as luzes da cidade sob suas pálpebras. Depois de mais algumas estocadas, ele ejaculou, molhando os lençóis de seda da própria cama. Shizuo continuou seu movimento até chegar ao próprio limite também, desfazendo-se dentro do informante.
Sentindo seu corpo se enfraquecer por completo, Izaya desabou na cama e, por incrível que pareça, caiu no sono rapidamente. Shizuo ficou sentado ao seu lado, observando-o. Quando tinha certeza que o moreno estava dormindo, passou a acariciar seu cabelo escuro devagar, enrolando algumas mechas curtinhas em seus dedos.
Tinha esfriado bastante, então o loiro acabou por pegar um cobertor e colocá-lo sobre o outro, também, em seguida deitando-se ao seu lado e segurando seu corpo magro e frágil com cuidado até que adormecesse.
Notas finais
Espero que vocês estejam tendo um bom dia, até mais!
P.S.: Gostaram da capa nova? Achei que combina um pouco mais com a história, o ~clima da cidade~ e tal.
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