Notas iniciais
EAE! Não deu pra postar essa semana, pq pq pq pq não sei UHEUHHE mas ta ai ó u-u

OBS:vou entrar em semana de prova então ou sai no fim de semana ou algum dia -n, tentarei postar de fim de semana e-e

Mesmo depois de três dias após eu ter matado Melissa, ainda podia sentir seu medo e ouvir sua angústia. Sentir o cheiro do sangue em minhas mãos. Sentir o apelo de vida que havia em seus olhos. Podia sentir a culpa em mim...

Sammy estava remexendo meu cobertor em minha cama, estava feliz. Eu, de certa forma extremamente louca, estava feliz por tê-lo de volta. Isso faz de mim alguém ruim, certo? Pois matei uma pessoa. Mas eu precisava proteger meu Sammy, então não foi algo tão errado, certo? Meu Deus. O que estou falando? Claro que foi errado. Foi muito errado.

Desci as escadas e fui direto ao jardim. O dia estava inexplicavelmente lindo. As nuvens encobriam alguns vãos do azul e o sol raiava pela grama. Realmente lindo. James mudou também. E tenho medo disso. Medo dessa simpatia toda.

– Oi – Digo enquanto me sento na cadeira feita de madeira Nogueira.

– Bom dia, Emma – Acho que foi a primeira vez que ele pronunciou meu nome.

– Vamos sair hoje. Preparei um bom e reforçado café da manhã. Ahh, comprei um vestido divino para você usar. – Disse com um leve sorriso.

– Ah, certo. Ob-brigada. – Falei sem graça.

O café da manhã era o mesmo de sempre. Havia de tudo. Tudo mesmo. Enquanto comia, pude ver Sammy perseguindo uma borboleta. Sua patinha já estava melhor, mas ele ainda mancava. Sempre que eu o olhava lembrava do que James fez. Toda a dor que causou. Não dava para fingir que tudo estava bem. Pois não estava. E não ficará.

O dia passou voando. Já era final de tarde quando James se sentou do meu lado no sofá.

– Hoje você vai conhecer alguns amigos meus. Estamos testando um novo experimento. – Isso fez meu corpo estremecer.

– Q-que tip-po de experimento?

– Você verá... – Nisso eu sai e fui para o jardim, independente se iria irritá-lo ou não. Queria ficar sozinha. Respirar. Pensar. Não sei.

Corri um pouco então cai de joelhos na grama. As gotas da chuva se misturavam entre minhas lágrimas que insistiam em cair. O que é minha vida? Por que eu?! Estava com medo. Medo dele. Medo de mim. O que eu virei?! Um monstro? Ou apenas um ser humano? Enxuguei as lágrimas e voltei para a casa.

Passei reto. Subi as escadas de madeira polida e fui em direção ao “meu” quarto. Havia um negócio em cima da cama. Um vestido. Um vestido vermelho com um decote em V. Era extremamente chamativo. Ao lado havia uma caixa de sapatos. Salto alto preto. É claro.

Entrei no banheiro e deixei o chuveiro por um tempo ligado. Olhava-me no espelho e não reconhecia quem era aquela pessoa. Tirei minha roupa ensopada pela chuva e entrei debaixo do chuveiro. A água rolava pelo meu corpo cheio de cortes e cicatrizes. Refleti por alguns minutos, o decorrer da minha vida até agora. O que eu fiz pro mundo? Sou um nada dentro do nada. Sou um ninguém sem ninguém. Apenas respiro, se é que respiro.

Coloquei a roupa e desci as escadas. James estava me observando e sorriu contente ou apenas orgulhoso do seu gosto para vestidos. Ele também estava “bonito”. Usava um smoking e o clássico sapato preto de verniz.

Ele esticou os braços forçando-me a segurá-lo como se fossemos um casal. Eca! Ele me enoja. Havia uma limousine preta parada. James abriu a porta para mim e entrou logo em seguida.

Passaram-se 30 minutos ou mais e chegamos em uma casa grande, uma mansão. Descemos e pude ver a limousine indo embora. A casa era imensa. O teto era todo detalhado. Havia um lustre no meio da sala de entrada. Grande e cheio de cristais. Saiu três homens de uma das entradas que ligava a sala.

– James Prescott. Achávamos que não chegaria nunca! – Disse o homem loiro com dentes brancos como a neve.

– Desculpa a demora, Lucio. Mas sabe como são as mulheres, né? Essa aqui demorou um pouquinho, rs. – James e seu humor inabalável.

– Oh, veja só! James encontrou alguém finalmente. Essa é a do experimento Torturous? Hum... Ela é linda. Bom gosto, meu amigo. – Falou o mais alto dos três.

Torturous?! É por isso que estou aqui afinal? Sou um experimento que deu o azar de ser encontrado?

– E você, John? Está muito quieto... – Disse James se referindo ao moreno alto de olhos claros. Não sei, mas quase pude sentir uma certa angústia vindo de seus olhos.

– E-estou bem, senhor. Meu experimento está já na fase intermediária. Enviarei os relatórios essa semana mesmo, senhor.

– Oh, John. Você não aprende mesmo? Não precisa chamar-me de senhor, por favor. Somos uma família, certo? Mi casa es su casa. – Falou James com um sorriso entre os dentes.

– Bom, chega de papo furado. Vamos direto ao trabalho. Venha, James, vamos testar o novo experimento. – Falou o homem alto.

– Espera, Eric. Quanta pressa! Eu e a Emma estamos com fome. Por que não jantamos primeiro e depois vemos o experimento? É claro que não irá fugir. – Riu James com uma gargalhada monstruosa.

– Está certo. Serva! Sirva a comida, agora!

Fomos para a sala de jantar. Nela havia uma mesa enorme com pratos de porcelana e talheres de prata. Uma moça entrou servindo a comida. Eric gritava com ela a cada momento. Era de aparência desiludida...De certa forma me reconheci nela. Erámos experimentos.

Após o deslumbrante jantar, seguimos o talvez anfitrião da casa, Eric. Descemos para o que se pode chamar de “porão” e nele havia a cena de uma coisa que ninguém jamais poderia esquecer. Eram crianças dentro de tubos de vidro tentando respirar enquanto insetos caiam sobre elas e ventos saiam debaixo delas. Uma coisa psicopata e extremamente monstruosa. Olhei para o James com raiva e quando ia partir para cima dele... John me segurou. O rapaz moreno dos olhos claros.

– Não. Se controle ou ele irá te machucar. – Sussurrou em meu ouvido.

James nem se quer percebeu nada. Ele, Eric e Lucio estavam admirados com aquela visão. Segurei as lágrimas e apenas observei, fuzilando-os com o olhar.

– John, leve Emma para a sala! Seu perfume está me distraindo. – Insinuou James.

Fomos para a sala de entrada. Sentei-me do lado oposto dele. Mesmo que ele tivesse de alguma forma me “ajudado”, não confiava nele. Ficamos nos encarando até que minha curiosidade falou mais alto.

– Por que me segurou? Poderia ter dado aquele gostinho pra ele ter um “motivo” real para me torturar ainda mais.

– E-eu não sei.

– Mesmo assim, obrigada. – Disse fria.

Quem são esse caras?! Crianças? Experimentos? O que é tudo isso? Por que tudo isso? Inexplicavelmente virei pro canto do sofá e... Dormi.

Notas finais
Nossa,ficou muito grande esse cap,plmdds. Enfim, reviws sempre são bons uehuehue >