Então, mergulhei no universo da irracionalidade.

Não entendia como funcionava. Era tudo um grande e novo universo. Como é realmente amar? Será que o que sinto é realmente amor?

Claro que na época, eu não sabia que não era correspondido. Na verdade, eu a sentia tão próxima, tão tangível... sendo que o contrário era a verdade. Ela, como me disse em suas próprias palavras, me achava muito frio. Dizia que não me conhecia realmente e que eu era falso. O interessante é que isso tudo foi verdade. Por um tempo.

Para me aproximar, eu não sabia o que deveria fazer. Resultado? Menti, omiti, escondi quem eu era. Para mim, eu deveria ser o homem dos sonhos dela. No entanto, esqueci-me: ninguém quer amar alguém falso. Nem mesmo eu aceitaria tal destino. Por que em minha mente achei que tudo daria certo?

Ela também tinha razão em outra coisa: eu era arrogante. Não admitia de jeito nenhum estar errado. Mesmo que eu soubesse que aquele não era o caminho minha mente, agora desprovida de razão, fazia-me seguir. Eu tentava me recusar. Mas a desobediência a mim mesmo era mais alta. Talvez porque eu queria me rebelar contra tudo aquilo. Eu sempre quis amar. Mas, quando me vi naquele destino, não queria mais.

Me aproximei. Por fora, eu era eu mesmo. Por \"dentro\", eu era uma mistura de tudo — uma mistura de todas as coisas que ela queria realmente, ou que dizia que queria. Fazia de tudo para agradá-la, mas a vida real supera a ficção. Quem eu era ficou aparente, desnudo. Uma falso, hipócrita, que nunca soube amar. Tudo porque me escondi atrás de mim mesmo. Atrás de uma máscara.