O Mar
3 Amanhã
Arrisquei-me em vão. Depois arrependi-me.
Vendo a tremenda bobagem que fiz, tentei consertar. Mas nada foi o mesmo, desde então. Sentia-a mais fria. Eu sabia que ela não me amava assim como eu queria. Assim como eu a amava.
Mas como explicar tudo? Eu realmente fui um idiota! Esqueci-me das coisas ordinárias. Do que é comum, sem deixar de ser belo. Assim como pôr do sol, flores e neve.
Queria eu, em meus vãos pensamentos, que ela viesse falar comigo. Sentia que devia desculpas, mas eu era muito arrogante para chegar e pedir a ela. O fato de ser difícil não devia ser uma barreira para mim. Deveria ser um estimulador. Mas há muito eu perdi o estímulo. Tudo o que me importava, e importa, é ela. Ela, ela, ela, ela!
Pessoas devem estar lendo isso agora e imaginando o que acontece na vida de alguém para chegar a esse extremo. Eu sei, é algo irracional, algo totalmente desprovido de sentido.
No entanto, essas confissões idiotas pelo menos faz-me sentir mais aliviado.
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