O Machado De Hefesto

11 Um último adeus


Notas iniciais
Esse ficou muito grande, me perdoem, sei lá se vcs se importam com o tamanho, ahusauhs, bom, é que tipo, eu não quis dividir.

POV Amber

Minha vontade é de espernear de gritar com Quíron, que ele só pode estar louco e coisas assim, mas como sou a líder da missão e tenho que manter tudo sob controle, pergunto em uma voz controlada:

– Por que, Quíron? Tão cedo? Não tínhamos mais dois ou três dias?

– Pois é Amber, mas hoje de madrugada, eu recebi uma mensagem do próprio Zeus, vocês tem que partir logo, esses dois ou três dias são decisivos. – Diz ele. Clarck e Tyler estão calados.

– Hmm, como iremos? – Pergunto já que nenhum dos dois se manifesta.

– Bom... Ou pelo céu, ou pelo mar, não acho que a terra seja segura, é território de Gaia, e se penso certo, Clarck não consegue levá-los pelas sombras, não é mesmo? – Quíron olha para Clarck. Dou uma cotovelada em Clarck.

– Hã, com certeza não consigo, muita gente, acho que eu morreria. – Clark diz.

– Até que não seria má ideia. – Comenta Tyler baixinho. Clarck lança um olhar mortal para ele.

–Vão começar? – Grito. Quiron nos olha preocupação.

–Hmmm tem certeza sobre as equipe? Temos Julie e Nico, qualquer coisa.

– Não Quíron, a profecia fala um filho do Mar, ou seja, um garoto, e o Nico nem está no Acampamento, você é o que mais sabe que ele nunca está por perto. – Argumento.

– Bom, se quer assim, tudo bem. Não estou duvidando de vocês, que fique bem claro, vocês são alguns dos melhores semideuses do Acampamento, alguns dos mais poderosos. Mas mesmo assim, em uma missão como essa tenho que alertá-los: O destino da Terra, do mundo do qual conhecemos, depende de vocês, sem o Machado de Hefesto, perdemos para Gaia. – Alerta ele.

– Quíron, — sorrio fracamente.- Confie em mim, por mais que os dois briguem, eles sacrificariam suas vidas por essa missão, inclusive eu, nós vãos conseguir, nem que tenhamos que morrer por isso. Bom, pelo meno spor mim eu tenho certeza. – Digo decididamente, e não é mentira, porque pelo menos eu morreria por um dos dois.

– Bom, — diz Quíron visivelmente mais tranquilo. – Estão acho melhor irem arrumar suas coisas, amanhã logo cedo vocês sairão.

~*~*~*~*~*~

O tempo passou extraordinariamente rápido, em uma hora eu estava no meu chalé arrumando as coisas, graças a Connor ganhei mais duas camisetas do Acampamento pra levar para a viagem. Lembro-me das caras de Clack e Tyler mais cedo.

– Ei Conni. – Gritei, Conni foi apelido que dei a ele.

– Ei Be. – Ele me chama de Be, não sei o porque. Eu sinceramente sempre gostei de Connor, e sempre vou gostar, mas como um querido amigo, nada demais. Ele veio e me deu um beijo no rosto, do qual eu retribuí. – E aí Be? Qual é? Já vai embora? Ui, filha de Zeus poderosa. – Eu ri, de repente esquecendo meus problemas.

– Ei, não vá chorar, está bem? A sua melhor amiga vai voltar, tá? Ei, não deixe o Travis bater, ok? Já que eu não vou poder te proteger. – Brinquei ele.

– Via se ferrar, Amber. – Ele riu. – Ah, e quem disse que você é minha melhor amiga?

– Cale a boca. – Falei e dei um tapa em se braço direito.

–Ei.- Ele gritou e começou a me bater de mentira. Empurrei-o com força, e ele caiu no chão, me joguei ao se lado, e comecei a bater nele. Nós dois riamos que nem idiotas. Até que eu comecei a fazer cócegas em Connor.

– Para Amber, eu vou sujar as calças de tanto rir. – Disse ele entre as gargalhas.

– Eu não sou sua melhor amiga né? – Disse provocando fiz mais cócegas.

–P-para — Ele gargalhou. – Você é minha melhor amiga. – Eu finalmente parie de fazer cócegas e me levantei.

– Bom mesmo. – Disse eu.

– Sua idiota, você quase me matou, minha barriga tá doendo agora. – Ele disse. Revirei os olhos dramaticamente. Ele se levantou. – Você sabe que sou vingativo, não sabe Be?- Ele perguntou e me olhou malicioso.

–Ah não, — tentei correr mas ele puxou minha perna direita, eu caí na grama. – Não Conni, não Conninho, você não vai fazer isso. – Mal terminei a frase ele já me atacava. Ele cutucava minha cintura, meu pescoço, até em baixo dos meus braços. Minha barriga doía e tanto rir. – Para Conni, vou fazer xixi nas calças. – Disse eu entre gargalhadas.

– Amber! – Ouvi protestos raivosos. Empurrei Connor para o lado e me levantei, em fim vi um Tyler e um Clarck com expressões de raiva. Sinceramente, já estava de cansada com os ciúmes dos dois, em fim, resolvi provocá-los.

– Oi meninos. – Ambos não gostaram do termo meninos. – Já arrumaram suas mochilas?- Eu me balançava pra frente e pra trás na ponta dos pés igual eu fazia quando criança.

– O que você está fazendo aqui? – Perguntou Clarck entredentes.

– Ué, vim pedir umas camisetas do Acampamento para Connor. – Sorri.

– Por que ele estava em cima de você então? – Perguntaram ao mesmo tempo, o que seria até engraçado, se não estivéssemos nesta situação.

– Estávamos brincando. – Disse eu mantendo a calma. – Vem Conni,- eu disse puxando-o pela mão,- quero que você roube umas camiseta pra mim.

– Tá bem, — disse ele me seguindo.

– Tchau meninos. – A última coisa que vi foram os rostos raivosos dos dois.

Rio tristemente com a lembrança, pois ela pode não se repetir, eu posso morrer. Em fim, está tocando o sinal para o jantar, deuses, logo teremos que dormir e depois acordar muito cedo para irmos, o tempo está passando muito rápido, se Cronos não estivesse no Tártaro, eu acharia que ele estava brincando comigo.

Saio do chalé e me dirijo a minha mesa, Jason me dá bastante espaço, quase não nos encontramos, sempre que eu estou no chalé, ele não está e vice-versa, só nos vemos na hora de dormir, e isso é particularmente ótimo. Me sirvo e vou até a fogueira.

Hmm, peço sorte, muita sorte, ofereço a absolutamente todos os deuses .

E despejei muito mais da metade de meu prato na fogueira, hoje eu estou absolutamente sem fome. Me sento à mesa. Jason fica hesitante, pelo visto hoje ele vai puxar conversa.

– Está animada para a missão? – Pergunta ele. Animada? Como? Eu provavelmene vou morrer, a que ótimo. – Hm, não animada, quero dizer, ansiosa. – Ele deve ter visto minha expressão.

– Hmm, ansiosa sim, parece que tem horas que quero ir e morrer de uma vez, sei lá, e tem horas que dói, eu gosto de muita gente aqui, sabe com é. – Digo eu e ele assente.

– Com certeza sei. – Diz ele, balanço a cabeça em concordandia.

– Bom, sei lá Jason, qualquer coisa, foi legal conhecer você. – Sorrio tristemente. Ele estende a mão e eu bato.

– Ei, você vai voltar, mas, iguamente pra você. – Sorrimos. O sinal da fogueira toca.

– Falou Jason. – Digo e saio correndo.

A fogueira é uma loucura, todas as meninas querem ficar perto de mim, em fim, conseguimos acomodar todas.

– Acho que tenho que me despedir de vocês agora... – Começo.

– Ja-ma-is. – Diz Katherine.

– Nós vamos levantar pra nos despedirmos. – Diz Bonnie.

– E sem discussão! – Diz Isabella.

– Vá dormir. – Ordena Clara.

Em fim, vou para meu chalé, estou cansada, mas assim que fecho os olhos, começo a sonhar.

Uma mulher feita de terra que tem os olhos fechados, mas sorri como se tvesse um sonho prazesoro. Gaia. Me assusto, pois antes, suas pálpebras estavam muito bem fechadas, agora, já estão mas esticadas.

–Isso mesmo querida, estou quase acordando. E não é um filhote de deus que irá impedir. – Ela sorri. Tento rebater mais minha voz não sai. – Isso mesmo, você está muda, eu não queria ficar ouvindo sua vozinha irritante. Sóte digo duas coisas Amber Wood: Tyler e Clarck vão morrer, e você ainda será minha. – Ela dá uma risada macabra.

Acordo suando com leves batidas na porta, olho para Jason e ele ainda dorme. Vou até a porta.

– Amber querida, Tyler e Clarck já acordaram, e suas amigas já te esperam. – Diz Quíron.

–Ok. – Digo e vou me trocar, não me dou o trabalho de ir ao banheiro, Jason está dormindo mesmo, não vai me ver. Termino de me trocar e vou rapidamente ao banheiro, quando saio pego minha mochila de subo a colina. Graças a Connor tenho comida contrabandeada, então não vamos ficar com fome se não tormarmos café, porque não vamos.

– Bom-dia! – Digo e sou atacada por Julie, Isabella, Clara, Bonnie e Katherine. Todas com lágrimas nos olhos. – Ei, ei, ei, sem choro, hein? – Mas eu mesma já estou chorando. – Vocês foram as melhores amigas que alguém poderia ter. – Por minha burrice falo no passado, o que faz algumas chorarem.

–V-você não vai voltar? – Chora Katherine. Olho em desespero para Bonnie.

– Sim, ela vai, agora venha Katherine, Amb precisa ir. – Bonnie me ajuda com lágrimas nos olhos. Katherine me abraça com força, e esse ciclo vai se repetindo até eu notar que Connor está ali, ele mesmo está com os olhos marejados. Dou um soco de brincadeira em seu braço e sorrio mesmo estando com vontade de chorar e ficar ali pra sempre perto dos que eu amo.

– Ei melhor amigo, não vai dar uma menininha, né? – Ele sorri, finalmente.

– Magina, sou um homem forte. – Ele ri.

– Ei, não deixe Travis bater em você, hein? Não vou poder te proteger. – Repito.

– Vai se ferrar, melhor amiga. – Ele repete. Sorrio.

– Amber, vocês tem que ir. – Diz Quíron. – Argos já está esperando. – Assinto. Uma força interna me atinge, mesmo sabendo que é uma missão quase suicida, olho para meus amados companheiros, olho para Tyler, Clarck, Connor, as meninas, até mesmo para Quíron.

– Eu prometo que vou voltar. – Digo firmemente.

Vou até Quíron, que está em sua forma de centauro, e abraço-o. Ele se supreende, mas mesmo assim me abraça.

– Obrigada por tudo Quíron, você foi o pai que eu nunca tive. – Falo para ele, e ele sorri. – Vamos gatoros. – Chamo, e olho uma última vez para tras, para os que eu amo, e parto para a morte certa.


Notas finais
Vou matar a Amber, tá? O que acham? Huahushas, brincadeira, mas to pensando nisso, me falem o que acham.
Comentem, please. *-*