O Machado De Hefesto

12 Seguimos em frente


Notas iniciais
Vocês me abandonaram. DDDDDDDDDDDDDDDDD:

POV Clarck

Meu peito dói só de ver como Amber sofreu em sua despedida, a pena é maior que o meu ciúmes de ter visto ela abraçando Connor. Eu nunca tive muitos amigos no Acampamento, na verdade as pessoas só me aturavam, filhos de Hades não são nada populares. Em fim, eu não fico triste de ir ou coisa assim, não vou sentir falta de ninguém.

Mas Amber é diferente, tem vários amigos, sei como é sua dor, já tive que me despedir de alguém que muito amei, sei como é ter a sensação de que nunca mais vai ver a pessoa da qual você gosta. Sei exatamente.

Entramos na van de Argos.

- Como nós vamos? – Pergunto.

- De avião. – Responde Tyler e eu estremeço.

- Como? – Pergunta Amber.- Avião? – Ela começa uma dancinha esquisita. – Deuses, amooo aviões.

- Só porque é filha de Zeus, quero ver se você estivesse na minha pele. – Digo.

- Ou na minha. – Tyler concorda comigo.

- Meu pai não vai fazer nada. – Afirma Amber.

- Que assim seja. – Digo. – Como vamos de avião? Desde quando o Acampamento tem tanto dinheiro assim? – Pergunto.

- Zeus, Zeus mandou irmos de avião, ele veio falar com Quíron em um sonho seu ontem. – Responde Tyler.

- Como sabe de tudo isso? – Pergunta Amber.

- Eu acordo cedo, simples assim. – Diz Tyler, o cara já está se achando. Ele sorri satisfeito para Amber. Já vai começar...

- Para onde exatamente iremos? – Pergunta Amber olhando para Tyler. Humpf.

- Zeus disse para nos instalarmos em Juneau, Sudoeste do Alasca. – Diz Tyler. O que há? Ele tá pagando de filho de Atena agora? Por Hades, garoto idiota.

-E...? – Me irrito.

- E... Nós devemos esperar, não é óbvio? – Comenta Tyler.

- Se fosse óbvio eu não teria perguntando. – Rebato.

- Talvez você seja burro demais para ver o óbvio. – Provoca ele. Chego ao meu limite e avanço sobre ele, Amber se coloca entre nós.

- VAMOS TODOS MORRER MESMO. PORQUE NEM NA MISSÃO SOMOS UNIDOS. – Grita Amber e vejo Argos balançando a cabeça em concordância. – Parem de se idiotas. Parecem a Clare.

- Só que a Clare é gost... – Começa Tyler.

- Pois é. – Concordo.

-CALEM A BOCA, IDIOTAS. – Grita Amber vermelha, eu e Tyler rimos, em um estranho momento, trocamos um troque de mão, até Argos ri silenciosamente. – VÃO PASTAR. –Amber está vermelha de raiva e de ciúmes, provavelmente. – VÃO FICAR RINDO?- Grita. Isso faz com que eu e Tyler raiamos ainda mais. – Não falem mais comigo. – Diz Amber entredentes. Rimos.

Quando chegamos no aeroporto Argos dava um tchau com as mãos e nos largava lá. Amber nos conduzia entre as pessoas os balcões.

-Como sabe se virar aqui? – Pergunta Tyler.

-Já vim aqui antes. – Responde Amber secamente sem nos dar outra explicação.

Dou de ombros. Quando chegamos no balcão indicado Amber diz:

- As passagens, por favor.

-Aqui estão. – Entrega Tyler.

- Sentem-se nas cadeiras que eu resolvo isso. – Ordena ela, vou argumentar mas Tyler faz um sinal para eu ir, e sabe Hades por que, o sigo. A última coisa que vejo é a expressão de revolta e ciúmes de Amber se modificar para um lindamente simpática. Quase suspiro.

Definitivamente não tenho assunto com Tyler, mas ambos estamos tentando sermos sociáveis um como outro. Talvez seja por Amber, ou talvez seja porque estamos cansados de implicar um com outro, ou talvez porque ambos queremos sobreviver ou talvez as três coisas juntas.

- Então... Acha que vai sentir falta do Acampamento. -Começa Tyler.

-Provavelmente, apesar de que eu não tinha amigos. E você? – Respondo.

- Acho que sim, sei lá, eu tinha uns amigos. – Responde e eu assinto com a cabeça. Ficamos alguns minutos calados, vejo Amber gesticular gentilmente para a moça do balcão.

- Você acha que Amber está escondendo algo? – Pergunto à Tyler. Ele suspira.

- Graças aos deuses, eu achei que eu havia ficado paranoico, em fim, sim, eu realmente acho que ela esconde algo. Depois que ela se machucou, depois que foi falar com Rachel... Tem algo diferente. – Para minha alegria Tyler concorda.

- O que acha que aconteceu? – Pergunto.

- Bom... Eu criei uma hipót... – Tyler se interrompe pois Amber está chegando.

- Humpf, podem conversar, eu saio. – Diz Amber de mau-humor.

- Não tudo bem, pode ficar. – Ironizo. Ela fica vermelha. Tyler ri e ela fuzila-o com os olhos.

- Vamos. – Diz ela entredentes. – O avião vai decolar, vamos para Vancouver e depois para Juneau. Andem! – Eu e Tyler nos levantamos e seguimos.

Última chamada para o vôo 205 com destino a Vancouver, senhoras e senhores se dirijam ao portão 6.

A moça fala em umas cinco línguas, apressamos o passo.

Quando finalmente entregamos as identidades, entregamos a bagagem, entregamos a autorização, e nos acomodados no avião, já são 11:00.

Como vamos de classe econômica, sentamos: eu na janela, Amber no meio e Tyler do lado de uma velhinha que está babando nesse exato momento. Rio e Amber me olha como se eu fosse louco, reviro os olhos.

Depois e uma hora mais ou menos aparece uma (linda) aeromoça.

-Boa tarde. Desejam seu almoço? – Pergunta educadamente. Eu e Tyler ficamos olhando-a.

-Querem ou não, idiotas? – Pergunta Amber com raiva.- Eu quero! – Responde à moça.

-Hmm, eu quero também. – Diz Tyler de um jeito idiota que me dá nojo.

- Somos três então. – Respondo sorrindo, a mas a moça se limita a sorrir educadamente. Droga. Ela distribuí as bandejas com o almoço, que é bom por sinal, lasanha... Quando a moça vai embora, infelizmente, Amber resmunga algo como:

-Humpf, homens, depois dizem que não são todos iguais.

-Disse algo, Amber? – Pergunto.

-Magina. – Ela sorri inocentemente.

Ninguém fala mais nada, começo a ficar com muito sono, olho para Tyler e ele já está dormindo, Amber está quase de olhos fechados, quando finalmente fecho os olhos, o avião dá uma sacolejada e bato a cabeça no vidro.

- Ai! – Gritamos eu e Tyler ao mesmo tempo, ele esfrega o pescoço, como se tivesse machucado ali. Um trovão retumba no céu.

- Zeus. – Digo entredentes, quase posso ouvir sua risada irônica.

Depois disso a viajem não está sendo nada tranquila, cada vez que penso em fechar os olhos um trovão retumba ou o avião agita.

Em fim, depois de muito tempo, eu finalmente consigo fechar os olhos e dormir, mas quem me dera fosse um sonho tranquilo.

Notas finais
Esse capítulo ficou meio "pra encher linguiça", né? Pois é, eu sei, é que tipoo, eu precisava escrever ele pra dar um sentido as coisas e tals.
Voltem bbs, por favor.