Notas iniciais
Tudo o que eu tenho pra falar tá aí em baixo. *-* Boa leitura amores.

E aí galerinha? Demorei, mas voltei. ‘-‘

Em fim,

Tenho uma novidade, como a fanfiction não esta lá muito empolgante decidi fazer uma coisa, mudar a profecia. *-*

Então, eu mudei um pouco o capítulo 8 se vocês puderem/quiserem ler de novo, melhor. Mas se não quiserem/puderem, aqui está a profecia reformada. *-*

A Filha do céu deverá liderar a missão,

O Filho das Sombras e o filho dos mares juntos irão

Para ao Norte recuperar o Machado roubado,

Mas um dos três, na guerra, será derrotado.

As rimas estão ruins? Estão, porque eu não sou boa nisso, mas agora vai ter um suspense maior. ^-^

Acho que é isso, espero que vocês gostem. 1bj

POV Amber

-Não ouse se mexer. – Diz Clarck entredentes. A fênix está a alguns passos de mim. Seus olhos vermelhos me encaram. Se eu me mexer agora, certamente ela voará em meu pescoço com suas garras fatais, não preciso de muita experiência para saber disso.

Tenho que me mexer com muito cuidado se eu quiser pegar minha adaga na forma de pulseira em meu pulso esquerdo. Quando mecho minha mão direita a fênix solta um piado que mais parece um grito de protesto.

-Não dá, eu tenho que me mexer, vocês também, não tem como ficarmos assim! – Digo baixinho e entredentes. Bolo um plano desesperado. — A fênix provavelmente vai voar por cima de mim se eu me atirar no chão, quando eu me mover, vocês correm para o lado, ouviram? – Digo o mais baixo possível. A fênix dá um guinchado agudo. Sei que ela vai atacar. – Já. – Dessa vez praticamente grito.

O monstro levanta voo e eu me jogo no chão, sem querer bato minha cabeça, fico tonta, mas pelo menos ela não me pegou, suas garras passam exatamente no lugar onde estava minha cabeça, só vejo seu corpo gigante e marrom passando por cima de mim.

Olho para trás e ela está contornando a rua para voltar a nos atacar. Levanto em um pulo, minha cabeça dói, estou tonta.

-Está tudo bem Amber? – Pergunta Clarck já do meu lado.

-Não, com certeza não. Mas não temos tempo para isso. – Digo e a fênix mergulha em nossa direção. Por um momento, lembro de meu escudo, pressiono o anel e ele se transforma.

A fênix olha para o escudo e solta um agudo piado de dor, mas diferente de Clarck ou Tyler, ela não cai no chão, apenas desvia a direção, indo diretamente para Tyler.

-Cuidado! – Grito, mas cometo o pior erro da minha vida. Tyler olha pra mim alarmado, porém isso desvia sua atenção do monstro e ele leva uma asada da fênix e voa longe. – NÃO! – Grito mas é tarde demais, ele já caiu.

-Amber! – Grita Clarck. – Olhe pra frente! – E assim que me viro vejo o monstro vindo em minha direção. Ergo o escudo, porém ele só estremece e desvia. – Amber, distraia ela. Agora! – Grita ele e eu corro para a frente do monstro. Ergo meu escudo e a fênix recua.

-Eia!- Grito. – Para trás, para trás. – Levanto minha adaga e a fênix fica piando enfurecida, mas pelo menos está recuando, mas não por muito tempo. – Clarck, o que vai fazer? – Pergunto.

Nenhuma resposta.

-Amber, manipule o ar. Me jogue para cima. Agora!- Grita ele do nada e a fênix vira em sua direção. Eu finco minha adaga em seu pé mas ela só se da ao trabalho de avançar em mim.

-Eu não sei fazer isso, Clarck. – Grito de volta.

-Sabe sim, o Jason sabe fazer, então você também sabe. – Ele diz, a fênix avança em minha direção, ergo o escudo mas de nada adianta, ela já aprendeu a não olhar para ele. Sei que não tenho muito mais tempo, ela vai me atacar.

Assim que ela o faz dou um grito e sinto um aperto em meu peito e em minha garganta, então vejo Clarck voando em direção a cabeça do mostro, ele levanta sua espada e ela fica cravada na nuca da fênix.

Só de dou conta de que tenho que fazer alguma coisa quando vejo Clarck voando em minha direção e a fênix explodindo em chamas. Só faço uma coisa: grito. E sinto Clarck cair em cima de mim. A única coisa que faço é colocar as mãos na cabeça para não batê-la mais uma vez.

-Meus deuses! Acho que quebrei as pernas! – Clarck geme de dor.

-Ai minha cabeça! – Reclamo. – Clarck, sai de cima de mim, quero ver se quebrei alguma coisa. – Ordeno e ele se joga para o lado.

-Você é louca, Amber? Eu quase morri. – Diz ele, mas sorri. – Muito bem, você conseguiu, eu disse que conseguiria. – Sorrio fracamente.

-Pode se levantar? – Pergunto me levantando, na mesma hora sinto tontura.

-Acho que sim. – Diz Clarck e se levanta com uma expressão de dor. – Acho que torci o tornozelo.

-Vamos, precisamos entrar nessa droga de hotel. – Digo e de repente algo vem em minha cabeça. – TYLER. – Grito. – Meus deuses Clarck, foi tudo culpa minha. – Clarck começa a argumentar mas o corto. – Me ajuda. – Digo e ambos corremos para o corpo inerte de Tyler. Sua cabeça sangra na altura da testa, mas o corte,-graças aos deuses- não é muito profundo.

-Temos néctar? – Pergunta Clarck e eu tiro de minha mochila. Enfio na boca de Tyler e depois de longos goles seu corte cicatriza.

-Como vamos levar ele? – Pergunto.

-Carregando ele, ué. – Responde ele como se fosse simples.

-Claro, você acha que eu tenho condições de carregar alguma coisa que não seja a minha mochila? – Respondo e aponto para mim.

-É, realmente, você está horrível. – Diz ele com um brilho de gozação nos olhos.

-Ei! – Protesto. – Não é para tanto. – Encaro-o. – Tudo bem, você venceu. Pegue as pernas dele e eu pego a cabeça. – Digo derrotada e erguemos o (pesado) Tyler do chão. Quando acho que alguma coisa dentro de mim vai explodir pelo esforço, chegamos na entrada do hotel, e, graças aos deuses, Tyler acorda.

- O que aconteceu? – Diz ele fracamente. Meu coração se aperta.

-A meus deuses, Tyler, por favor, me perdoe, eu não sabia que o monstro iria te atingir, eu só quis te alertar, por favor, me desculpe. – Digo, quase certa de que ela vai me perdoar, ou ao menos concordar comigo.

-Tyler sabe que você não fez por mal, Amber.- Diz Clarck fuzilando-o, mas ele não se importa, está mais ocupado me fuzilando.

-O que há, Amber? Já tenho Gaia para tentar me matar, agora você também? Me poupe. – Diz ele me acusando.

-Como assim?- Pergunto, já ficando com raiva. – Eu só queria te alertar!

-Ah, claro. Bom saber, seu alerta é mortal. – Diz ele irritado colocando a mão no galo em sua cabeça. – Vamos combinar Amber, a partir de agora, você não me “alerta” mais. – Posso sentir as aspas em suas palavras.

-Não fale assim com ela, Tyler. Ela só quis ajudar. – Protesta Clarck.

-Grande ajuda. – Diz Tyler.

Ai, essa doeu. Um nó de metade raiva e metade culpa brota em minha garganta, lágrimas se acumulam em meus olhos.

-Qual é? Vai chorar agora? Por favor Amber, essa é a única coisa que você sabe fazer não, é? Chorar.- Continua ele, mas agora com um sorriso sarcástico e cruel em seu rosto.

-Qual é a sua Tyler? Pirou? – Pergunta Clarck.

-Na moral, eu nem deveria ter vindo. Não vou dar minha vida pela Amber quando ela mesma tenta me matar. Que arrependimento, bem que Julie seria útil agora. – Tyler me encara cruelmente. – Na verdade Amber, o que você fez nessa missão além de chorar e gritar com a gente? Na real, você não merece nem o Clarck, quem dirá eu.

Lágrimas silenciosas de raiva caem por meu rosto. Não faço nada, só viro as costas e entro na droga do hotel. Não posso dizer que não estou surpresa, nunca esperei isso de Tyler. Só sei que meus sentimentos por ele mudaram.

POV Clarck

Encora Tyler atônito, nunca esperei uma coisa assim dele. Amber acabou de entrar chorando no hotel. E ele? Está simplesmente sentado no chão com o olhar nem um pouco culpado.

-Qual é, Mason? Vai ficar me encarando? Me ajuda a levantar. – Diz o maldito Tyler.

- Claro, claro. – Sorrio irônico, mas ele não parece perceber. Estendo-lhe a mão. Quando ele segura, faço a única coisa que vem a cabeça, chuto seu peito e ele caí no chão. Ele grita em protesto.

- Essa foi por você ter feito Amber chorar. – Digo e sorrio, depois viro-lhe as costas e entro no hotel.

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Sinceramente? O hotel é mais que horrível. Suas paredes estão descascando, a mesa da recepcionista, ou melhor, do horrível homem sentado está toda quebrada e desgastada, o ar tem um péssimo cheiro de bolor. Tudo está sujo, desde o chão até a velha televisão em cima do balcão.

-Argh. – É a única coisa que consigo pronunciar. O homem me olha por entre seus óculos embaçados, ele é gordo e tem um cabelo seboso, como se seu gel fosse gordura de porco.

-Desejam alguma coisa? – Pergunta em uma voz grave.

-Queremos um quarto, oras. – Diz uma voz atrás de mim, vejo Tyler mancando em nossa direção.

-Vocês tem reservas? – Pergunta o homem fazendo charme.

-Por favor, todos nós sabemos que não tem ninguém nessa espelunca; arrume-nos uma droga de um quarto. Amanhã vamos embora. – Digo irritado.

-Como vão pagar? Olhem ara vocês! – Diz ele.

-Senhor, temos dinheiro. – Diz Amber, até então calada. Seus olhos estão vermelhos. Ela estende a mão na direção de Tyler, mas não se quer olha para ele. – O dinheiro, por favor. – Diz em uma voz seca.

-Qual é Amber... – Começa Tyler mas ela o corta:

-Eu pedi o dinheiro. Ou não temos mais?

Ele olha-a, mas por fim pega um pacote com dinheiro.

-Aqui está senhor, podemos pagar adiantado se quiser. – Diz ela.

O homem nos olha com dúvida. Por fim, grita “Matilda” e uma mulher gorda e velha aparece.

-Mostre aos nossos hóspedes as acomodações de luxo. – Diz ele e ri.

-Venham crianças. – Diz a velha.

O quarto cm certeza é pior do que o hotel, quase posso ver os ratos passando por aqui, e o pior de tudo, só tem uma cama de casal e dois colchoes poluídos encostados na parede.

-Se quiserem possa trazer-lhes um maravilhoso lanche. – Diz a senhora.

-Não, não. – Me apresso em dizer. – Depois nós comemos algo lá fora, não se preocupe.

-Está bem. – Ela sorri banguela e sai do quarto.

Ficamos desconfortáveis.

-Hm, vou tomar um banho, — diz Tyler e entra no banheiro.

-Amber... – Digo.

-Está tudo bem, Clarck. Eu... eu sei que Tyler está certo. Chorar é a única coisa que faço. Me perdoe, se a missão fracassar a culpa será toda minha.

Tento falar mas ela levanta um dedo em minha direção.

-E sobre a parte de eu não merecer vocês, Tyler está logicamente certo. Eu já sei isso, não preciso que ele esfregue em minha cara.

-Basta, Amber. – Digo me irritando. – Você vai mesmo ligar para o que Tyler, diz? Não vê que ela só estava irritado? Por favor, você é maravilhosa, está sendo uma ótima líder. O único chorão daqui é o Tyler!

-Clarck eu... – Diz ela, mas eu a interrompo.

-Ouça Amber, para de se culpar, por Hades, você... – Continuo, mas ela faz algo que me surpreende. Me cala com um beijo, no exato momento em que Tyler abre a porta do banheiro.

Notas finais
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