O Machado De Hefesto

10 Mudança de Planos


Notas iniciais
Mais um, boa leitura. :3

POV Tyler

Aaah, ótimas notícias, eu tinha meu chalé inteiramente pra mim e agora vou ter que dividir com uma garota estranha e eufórica, cara, eu achava que ela era filha de Afrodite, não de Poseidon. Eu mereço. Não, e ainda pra ajudar, ela fica tirando a Amber de perto de mim. Essa tal de Julie aí.

Tem uma gêmea feliz demais, Katniss... Catnip... Katherina... Katherine, isso, Katherine, ela parece ser melhor que a Julie, mas mesmo assim é agitada demais. Já a Bonnie, se é que esse é o nome dela, é a melhor, controlada, civilizada, parece morrer de vergonha das tontices das outras duas. Ela sim serve pra ser amiga de Amber, tanto da Amber quando minha.

Já passaram uns 10 minutos desde que ela foram reclamadas, claro que Amber foi levá-las nos chalés, e posso apostar que daqui a pouco ela vai estar aqui com Bonnie.

Mal termino esse pensamento e ouço batidas animadas na porta do chalé.

- Possooo entrar, maninho? – Ouço uma voz aguda, irritante. Julie, óbvio. Mas tenho que ser educado com ela, porque se não vou ter que aguentar Amber me repreendendo.

- Entre. – Respondo.

Julie e Amber entram. Julie é parecida comigo, a cor dos cabelos e dos olhos, mas só, ela é bem baixinha, e meio achatadinha, é feliz demais pro meu gosto, e sua personalidade aparentemente não tem nada a ver com minha.

- Aiiii. Meuu. Deuus. Comoo. Assiim? – Pergunta Julie meio histérica. Apesar de ser meio tonta, ela é engraçada. Eu e Amber rimos.

- O que? – Pergunto. – Sou tão lindo assim? – Pergunto brincando. Ela me olha com um falso desprezo e diz:

- Não faz meu tipo, deixa pra Amber mesmo. – Todos rimos, mas vejo Amber corada. – E aí? Podemos dar festas aqui? – Ela pergunta e mexe o corpo, algo que eu interpreto como uma dança, e ela faz uns sons “tunt, tunt, tunt” ou algo do tipo. Rio mais uma vez.

Ela se joga no beliche do lado do meu. Amber sorri com doçura para ela.

- Tyty, sai por favor? Vai falar com sua namoradinha, vai. Preciso por pijama. – Meio que ordena Julie.

Eu não sairia, mas como vou sair com Amber, relevo.

- Tá bem, Juju. – Rio.

Eu e Amber vamos para fora do chalé.

- Não se preocupe, ela é assim mas é legal. – Afirma Amber enquanto nos sentamos nos degraus do chalé.

Minha relação com Amber está muito melhor agora, sem as brigas e os choros, tive vários pesadelos com a última crise de choro dela, eu sonhava que estava matando-a, e não controlada meus movimentos, ela só implorava e chorava, mas eu não tinha piedade, só ia dando facadas nela, até que ela morria. E depois de levantava morta, deformada, cheia de facadas pelo corpo, e olhava diretamente nos meus olhos. Acordei suando várias vezes.

- Ah, tudo bem, eu me acostumo. – De fato Julie não era tão ruim assim.

- Ei, me perdoe, na hora da fogueira... É que ela me puxou, e de repente todos vocês não estavam mais olhando na minha cara. – Ela olha para o chão.

- Isso que dá você ser uma garota tão perfeita assim, todos amam você. E todos morrem de ciúmes, e/ou medo de te perder. – Falo na cara dura. Eu penso que ela vai baixaros ohos, ou me repreender por eu falar algo assim, mas ela az algo totalmente fora do que eu imaginava. Ele se aproxima lentamente, e me dá um suave beijo, que eu lógico, retribuo com urgência. Ainda estamos com as testas coladas quando a porta o chalé se abre abruptamente.

-Owwwwwwwwwwwwwwwwwwwwwwwwwwwwwwwwwwn.-Grita Julie. – Eu sabiaaaaaa. – Ela faz um dancinha da vitória estranha.

- Aff. – Amber revira os olhos. – Boa noite Julie! – E se levanta, então se baixa e me da um beijo no rosto. – Boa noite Tyler. – Diz ela suavemente.

- Boa noite Amb. – Respondo da mesma maneira. Ela faz uma careta com a apelido, mas logo sorri.

Entro no chalé e mando Julie para fora, coloco uma calça e uma camiseta, ambos velhos, mas servem de pijama.

- Entre Julie. – Falo enquanto me deito e Julie entra dando pulinhos. Se deita também. Quando acho que ela adormeceu ela pergunta suavemente, sem sua histeria ou alegria de toda hora:

- Você ama Amber, não é?

- Amo-a como nunca amei ninguém. – E ninguém mesmo, pois nem minha mãe eu conheci.

- É difícil, né? – Pergunta ela. – Apesar de ela ter que beijado, ela ainda não decidiu.

- Sim, com certeza é difícil. – Digo com amargura.

- Sei exatamente como é, só que no meu caso, doeu mais, por eu não fui a escolhida. – Ela responde bem baixinho, quase não ouço.

-Sinceramente não sei o que dizer. – Respondo, e não sei mesmo.

- Ah, tudo bem, você me ajudou, me ouviu. Só desejo um fim diferente pra você. – Ela diz. – Ah, e se te reconforta, você é melhor que o Clarck. – Sua alegria voltou.

-Me reconforta, e muito. – Rio

-Boa noite , Tyler. – Diz ela.

- Boa noite Julie, — respondo.

Me impressiono com a capacidade das garotas de sorrir, mesmo quando estão machucadas, Julie é um exemplo vivo, agora mesmo ela estava triste pra caramba, e agora... Sorrindo, escondendo sua dor. Não é atoa que elas são melhores que a gente.

Em fim, durmo pensando em o quão estava errado sobre Julie.

POV Clarkc

Velho, estou com sono, e a maldita trombeta acabou de soar. Não dá pra dar um desconto não? Sabe, pra pessoas que vão provavelmente morrer em missões para resgatar deuses velhos e drogas de armas de deuses? Hmpf.

Me levanto, ponho minha calça jeans, meu Nike preto, a colorida e feliz demais camiseta do Acampamento e saio.

Quando chego na arena vejo uma droga de um grupo feliz, olha que coisa linda: Amber e Tyler perigosamente perto um do outro, rindo com a garota baixinha e as gêmeas que nem idiotas. Reviro os olhos, claro, que lindo, agora até Tyler é amigo das fofas. A baixinha está brincando, fingindo uma cara de indignada com alguma cosa que falou e os outros se dobra de rir.

- Ei, garoto emo. – Começa a garota baixa. – Sorria um pouco, ah, e tomo um pouco de Sol, tipo, você tá parecendo m vampiro, sabe? Tipo... Edward? Só falta a beleza extraordinária. – Ela me avalia como se eu fosse um objeto. – Aah, ate que você não é de jogar fora. – Ela vira para Amber. – Não me ouça Amber, Tyler é mais bonito que ele. – Ela aponta pra mim. Todos caem na gargalhada. Passo a mão na minha espada, que desculpa eu arrumaria por matar uma campista ‘indefesa’?

Amber vê minha raiva e passa os braços por meus ombros, nada romântico nem nada, seria como um garoto faria.

-Vamos treinar. -Anuncia ela à todos.

Treinamos até a hora do almoço, quando subimos a colina Quíron nos chama.

- Venham aqui. – Começa ele. – Mudança de planos, vocês irão amanhã as 05:30 da manhã.

Notas finais
Eles vão para a missão. *u*