O Livro Sagrado Dos Deuses

21 Uma completa frustração


Notas iniciais
Oi,como vão? Bom, desculpem a demora, é que eu estou super atrasada em umas fics que eu leio e não tava dando tempo de escrever.Eu particularmente achei essa cap intediante, ele ia ser muuuito maior, mas como queria postar logo fiz pequenininho e chato mesmo... Sorry. Ps:pra quem não lembra o nome falso da Manu, do Tommy e da Luna, tão aqui:
Manu: Juliana.
Tommy:Peter.
Luna: Ana.
~ficou meio confuso por causa dos nomes, e peço desculpas pela falta de criatividade para escrever esse cap, o proximo vai ser melhor..~

Enquanto eu fico com meus pensamentos escuto Jay e Enzo acordando juntamente com Luna, a única que continuava dormindo era Manu.Ela estava linda dormindo, mas mesmo assim, suas feições demonstravam cansaço, e tristeza, imagino que eu estava pior, muito pior.

-Então, qual é o plano?-Perguntou Enzo se espreguiçando.

-O plano por enquanto é ir normalmente para o reformatório, e quando chegar lá fugir.-Falou Luna especulando o que nós íamos fazer.

-Não... am, enquanto eu estava dormindo, Circe falou comigo, e me alertou sobre algumas coisas...-Disse Manu acordando.A analisei e percebi que estava algo errado com ela.Parecia mais fraca, sensível, e muito mais cansada, como se em vez de dormir ela ficou acordada lutando com algum tipo de monstro.

-Manuela, o que houve?-Perguntei preocupado.Ela me olhou surpresa, mas resolveu ignorar minha pergunta, e continuou com seu discurso.

-Como eu falei antes, ela me alertou que há monstros infiltrados na policia...

-E desde quando Circe virou boazinha, e quer nos ajudar?-Perguntei bravo.Nossa, eu fiz uma pergunta pra ela, ela ignora, e agora vem falar em como a Circe é uma boa pessoa e quer nos ajudar?! Poupe-me!

-Tommy, ela esta nos ajudando!-Gritou Manu, mas ela parecia tão fraca que o grito foi como se ela estivesse sussurrando.

-Ah! Ótimo! Ela quer nos ajudar... mas não sei se você reparou para o que em si ela quer nos ajudar... à ir no covil dela! Para nos prender! Acorda Manuela!-Acabei gritando.Burro, burro, burro.O que eu estou fazendo? Por que é tão difícil assim conversar calmamente com ela?

-Pode até ser isso Tommy, mas se VOCÊ não se lembra a porcaria do livro sagrado está com ela, em seu covil! E além do mais meus pais eles...-Então ela parou de falar e colocou a mão na boca.Era isso, Circe à estava usando por meio dos pais.Ela parecia estar prestes a chorar.Mas eu não posso garantir nada, porque eu estava praticamente igual.

-Eu sei que seus pais estão sendo mantidos presos... mas isso é até a gente devolver o livro em segurança...-Tentei argumentar.Dessa vez ao falar eu também meio que sussurrei.Ela ficou me encarando enquanto lágrimas corriam pelo seu rosto, mas antes que alguém pudesse falar alguma coisa, o mesmo policial de ontem,que veio trazer a comida, apareceu.

-E então crianças, tiveram uma boa noite de sono?-Perguntou ele sorrindo de maneira estranha.Como ninguém o respondeu, ele continuou falando.-Espero que não... Mas a mordomia acabou, agora vocês vão para o reformatório, lá vocês vão ver o que é bom para a tosse...

Todos nós ficamos o encarando sem dizer nada.Ainda não estava acreditando em como eu fui burro com a Manu, isso porque eu ia tentar reconquista-la... Que fracasso total...

-Bom...-Começou o policial de novo, só que agora ele falou abrindo a sela em que estávamos, e mostrando algumas algemas.-Vocês vão ser algemados em dupla, olha que divertido!-Sem comentários sobre isso...

-Vejamos... Você com você.-Disse ele colocando parte de uma algema no Enzo, e a outra parte no Jay... vixi.-Hum... você e você.-Falou colocando a primeira parte na Manu e a segunda em mim.Perfeito!-E você... bem, vai ir sozinha.-Terminou ele colocando uma algema em Luna.

-E nossas coisas?-Perguntou Enzo que estava visivelmente aborrecido.

-Já estão no carro, agora pare de reclamar e ande.-O Policial foi nos encaminhando para fora da delegacia, e nos levou até um carro do estilo daqueles do exercito, que tem o banco do motorista, e atrás é dois bancos virados de frente um para o outro.Manu não ficou muito feliz com o fato de ir comigo ao seu lado, mas pelo menos assim poderíamos tentar conversar.Depois que sentamos nos bancos (Eu, Manu, Enzo, Jay, Luna e o policial) Um outro policial que eu não vi começou a dirigir.

-Am... Ju, me desculpe.-Falei.Ela me olhou assustada, como se nunca esperasse que eu um dia me dignasse a pedir desculpa, e acho que também deveria ter esquecido que seu falso nome é Juliana.

-Ta bom... –Foi o que ela conseguiu falar.Ela ficou me olhando por alguns minutos com a cara de assustada, isso me fez corar, não gosto do fato das pessoas me olharem sem nem piscar uma vez.Percebendo que eu estava corado, ela abaixou a cabeça sem graça.

-Desculpe...

-Tudo bem, não tem problema.-Respondi.

-Am... então...-Disse eu tentando puxar assunto.Mas depois fiquei quieto porque nada me veio a cabeça.Ela levantou a cabeça novamente, e percebi que algo a incomodava, mas antes que eu perguntasse o que era, ela me perguntou:

-E então, como vai seu lance com a “Ana”?-Quase ri na cara dela.Então era por isso que ela estava estranha? Era ciúmes?

-Meu lance com a “Ana”... hum, se você estiver se referindo a nossa amizade, ela está bem, mas eu não tenho nada mais.-Respondi calmo.-Da onde você tirou que eu gostava dela?-Perguntei.Manu pareceu ficar feliz com a minha resposta, mas logo uma expressão sombria voltou ao seu rosto.Não entendi o porque.

-Am, não sei, ultimamente vocês ficaram mais próximos, então achei que estava rolando algo... achei que meu melhor amigo não queria me contar sobre o caso dele.-Disse ela com uma cara fingida de ofendida.

-Hum... seu melhor amigo não te esconde nada, muito menos o que ele sente.-Falei.Esperei para ver a reação dela ao receber minha indireta, mas ela só sorriu fraco.

-Que bom... Mas, Melhor amigo vamos parar de falar esse negocio de melhor amigo, porque soou muito falso... que tal Sr.Rabudo Pai?-Sugeriu.Comecei a rir (e ficar vermelho).Como ela sabia disso? Eu nunca havia contado sobre o Sr.Rabudo para ela, bom, pelo menos não lembrava de ter contado.

-Que horror!Não!-Exclamei.-Como você sabe sobre ele?-Perguntei curioso.Ela ficou séria, como se tivesse falado algo que não deveria, mas depois me olhou um pouco envergonhada.

-Lembra quando eu fui dormir na sua casa naquele feriado em que foi seu aniversário?-Perguntou ela.Assenti.No meu aniversário desse ano eu tinha feito uma festinha pequena, em que além de meus avós, a Manu tinha ido.Depois do bolo fomos jogar vídeo game, nem se tocamos com a hora, até que o pai dela ligou furioso perguntando sobre ela, já que estava tarde, e ela ainda não havia voltado.Minha avó conversou com ele e perguntou se a Manu poderia dormir em casa já que estava tarde, e era perigoso sair na rua uma hora dessas, e então ela acabou dormindo em casa, mas nem se passou pela minha cabeça que ela poderia ter ido até meu quarto e visto Sr.Rabudo.

-Então você fuçou nas minhas coisas?-Perguntei um pouco envergonhado, não é muito normal adolescentes terem bichinhos de pelúcia, eu sei.

-É o que parece,não?-Disse ela sorrindo.Senti um peso a menos nas costas.Eu podia ter mexido em seu diário, mas ela mexeu no Sr.Rabudo.Pode não ser a mesma coisa, mas pelo menos quando ela me chamar de curioso, vou ter a alegação que ela também é.Fiquei feliz ao reparar que a velha Manu parecia estar de volta, bem, parecia.

-Escolhe outro apelido, já que não gostou do meu.-Disse ela fingindo estar ofendida novamente.Apelido? Pra mim? Não obrigada, odeio apelidos.

-Acho melhor não, me chame de “Peter” mesmo.-Falei sorrindo.Estava feliz, parecia que enfim ela estava como antes, a Manu dos sonhos de qualquer garoto.

-Ok, Tommy,.. ou melhor... que tal Tom? Tom de Tommy ?-Falou ela balançando os dedos em um sinal de “tipo”.Só eu acho que ela perdeu a noção do perigo falando meu nome verdadeiro? É, eu sei que não, mas pelo menos estávamos falando baixo.

-Nossa, piorou a situação!-Falei rindo dela.Ela pareceu ficar brava, mas apenas deu um pequeno soco no meu braço, e começou a rir.

-Mas e o seu apelido?-Perguntei.

-O meu? ... acho que Ju (Manu) é um belo apelido.

-Não... não... que tal: Srta.Bipolar?-Perguntei.Logo que fiz a pergunta percebi meu erro.Foi muito burro da minha parte ter a chamado de bipolar.Percebi que ela a ficaria brava, ou até mesmo magoada, então logo me adiantei para quebrar aquele clima pesado.

-Viu? Foi só eu falar o seu novo apelido que mudou de expressão!-Ela me olhou séria, mas depois sorriu.

-É, você tem ração, eu sou uma Srta.Bipolar, mas não quero esse apelido, obrigada.

-O.K., O.K. Não vou te chamar assim, a menos é claro que você não me chame de “Peter”, e fique inventando apelidos.

-Ta bom, parei.-Disse ela por fim.Ficamos nos encarando por um tempo, então decidi que aquela era a hora em que eu ia me abrir verdadeiramente para ela.

- “Ju”... eu estava sentindo sua falta... Falta das nossas conversas rotineiras... falta da sua presença como minha melhor amiga... em fim, sua falta.-Tentei me expressar.Sei que usei a palavra “amiga” mas mesmo que da minha parte eu sempre quis ser algo muito a mais que isso, nunca tomei coragem para demonstrar o que sinto, então nunca tivemos nem se quer um beijo.(Ah! Me dêem um desconto, quando o assunto é gostar de alguém, eu sou meio lerdo e lento). Ela continuou me encarando por um tempo.Eu não conseguia identificar o que estava pensando, mas tinha certeza que milhões de coisas iam e vinham em sua mente.

-Tommy eu... –Por um milésimo de segundo achei que ela ia falar “eu te amo” mas logo percebi que não era bem isso que iria falar, já que sua expressão se fechou e ela começou a chorar.É, isso foi uma coisa bem bipolar.

-Desculpe, eu falei algo...?-Tentei perguntar, mas ela me interrompeu.

-Tommy, eu não posso continuar com isso, é de mais pra mim.Só que você tem que entender que se eu não fizer isso, eles podem morrer... e...-Ela falava enquanto lágrimas e mais lágrimas caiam.Eu não estava entendendo nada.O que tinha acontecido? Ao que ela estava se referindo? Quem estava sobre perigo de morte? Antes que ela me responde-se, ou termina-se de falar, Fomos interrompidos pelo guarda idiota.

-Crianças! Parem de brigar!-Exclamou ele.Sério? ele achava que a gente tava brigando? Que idiota.E além do mais, estávamos falando baixinho, porque era meio difícil chama-la de Juliana e ela me chamar de Peter, se bem que, eu tomei mais cuidado que ela.

-Man.. quer dizer Juliana ...-Lá se foi meu cuidado.-Desculpe, o que aconteceu?-Perguntei confuso.

-N-nada.Esquece.Desculpe Peter, mas não quero ter nenhum tipo de relação com você, muito menos amizade.-Falou ela limpando o rosto de lágrimas.AM? Como assim? O quê eu fiz?

-Agora já chega vocês dois, se comportem, ou vão ficar sem almoço!-Sério que ele ainda achava que estávamos discutindo?

Não estava entendendo a Manuela, mas resolvi não demonstrar, pois por mais que eu tenta-se falar alguma coisa ela não me ouviria.Puxa, o que eu fiz pra merecer isso? Eu juro que se um dia eu der de cara com a Afrodite ou com Eros, eles vão estar em apuros! Manu se virou e fechou os olhos enquanto algumas lágrimas ainda caiam.Eu queria desesperadamente ajuda-la, mas ela não estava cooperando comigo, e nesse momento estou me sentindo um completo inútil, e já chego até a desconfiar que ou a profecia estava errada, ou eu não sou o cara que pertence o coração da Manu.Bom prefiro que a profecia esteja errada...

Fechei os olhos também, tenho certeza que a minha cara não era uma das melhores, eu devia estar muito carrancudo, e estava fazendo muita força para não chorar. Já estou cansado de chorar pela Manu, mas pelo que me parece ainda tenho muito o que chorar pela frente, já que nem minha inútil amizade ela quer.Sei que prometi não desistir dela, e não sofrer também, mas a cada minuto isso se parece mais difícil.

Passarão nem sei quanto tempo, e o carro parou.Estranhamente Jay, Enzo e Luna foram o caminho inteiro, da delegacia até sei lá onde a gente parou, calados.Passado alguns segundos que paramos, o outro guarda ( o que foi dirigindo) Abriu a porta de trás.Ao vê-lo tive a nítida impressão de já o conhecia não sei de onde.Ao me ver ele deu uma espécie de sorriso.UAU! a cota de esquisitices está estourada naquela delegacia, todos os guardas conseguem ser mais estranhos que Jay, e isso é extremamente difícil.

-Carlos, pode deixar que eu os vigio agora.Vai comprar nosso almoço.-Falou o Guarda esquisito que abrirá a porta.Olhei para fora do carro, e constatei que devíamos estar no meio do caminho, e fizemos uma parada para almoçar.O Guarda sem noção que achava que eu estava brigando com a Manu, saiu do carro e foi para o restaurante/lanchonete da estrada comprar algo.

-Bom, Crianças, eu sou o guarda Q. –Disse o outro guarda se sentando ao lado da Luna.Luna estava com uma expressão triste e pensativa.

-Quantas vezes eu vou ter que repetir que NÃO somos crianças?-Falou Jay irritado.Qual é a dele? Os policiais já foram muito burros acreditando que ele era menor de idade.

-Se eu quiser eu os chamo de criança Jay.-Retrucou Q. Espera, como ele sabia do nome verdadeiro de Jay?... Olhei buscando ajuda para Luna e parece que ela havia feito a mesma relação que eu.Manu havia dito que havia monstros infiltrados na policia... ele devia saber todos os nossos nomes... e Q. ... só poderia ser um monstro, um monstro que jurei que mataria ao vê-lo.Quimera.

Notas finais
Gente, desculpa mesmo, sério... Bom, Obrigada por ler! :D