O Livro Sagrado Dos Deuses
22 Minha hora de falar
Notas iniciais
O ódio subiu a minha cabeça.Só podia ser brincadeira.Fiquei encarando o “guarda Q.” enquanto ele sorria para todos nós.Olhei para Luna e incrivelmente apenas com o olhar nos entendemos.Iríamos ataca-lo.
–Estão com fome? Porque eu estou, e sinto que vou ter cinco apetitosos pratos cheios.-Falou Quimera.Ele nem estava se dando ao trabalho de esconder que era um monstro, e com fato dele falar “cinco apetitosos pratos cheios” Com certeza ele estava se referindo a nós, cinco semideus.
–Eu estou com fome.-Reclamou Enzo que não devia ter se dado conta que a Quimera estava entre nós.Aproveitei que o monstro idiota desviou seu olhar para Enzo, e sussurrei no ouvido da Manu:
–Lembra que você falou que tinha monstro infiltrados na policia? Então, me ajude a tirar as algemas...-Ela pareceu entender, pois assentiu.Mas antes que pudéssemos fazer qualquer coisa o policial sem noção de antes, que deveria se chamar Carlos (Já que a Quimera o chamou assim) abriu as portas desconcentrando Manuela, a qual estava começando a fazer um feitiço que destruiria as algemas.
–Aqui estão os almoços!-Falou Carlos jogando um mini-lanche de x-salada em cima de nós.Para a Quimera ele jogou um lanche maior igual o dele.
–Arrg.-Murmurou Manuela baixo, um pouco indignada.
–Continue do mesmo jeito.-Sussurrei novamente.Ela se concentrou, e então com um “clak” a algema se soltou.Antes que alguém se desse conta que as algemas se partiram eu me levantei, saquei Vingadora e a coloquei no pescoço de Quimera.Luna e Manuela ficaram apenas apreensivas, Enzo e Jay levarão um susto, e Quimera, bem ela sorriu.Carlos, sacou a arma assustado, mas antes que pudesse fazer alguma coisa, Enzo bateu em sua cabeça e ele caiu desmaiado.
–Faz um tempo que eu queria fazer isso...-Falou Enzo.
–Muito bem Tommy... vejo que não é mais tão ingênuo como na última vez que nos encontramos.-Falou Quimera sorrindo.O ódio só crescia mais e mais, dentro de mim.
–Você matou minha mãe!-Gritei.-Você não tinha esse direito!
–A Tommy, você sabe que naquele dia minha intenção não era machucar sua mãe... E sim a você.Eu falhei uma vez no passado e estou aqui para arrumar meu erro.-Disse Quimera, que fez um pequeno movimento, e me jogou ao chão.Nisso, antes que eu conseguisse levantar, Quimera me chutou para fora do carro.Eu estava a um fio de ficar inconsciente, mas antes que eu me deixasse fraquejar pude ouvir as vozes de Luna,e Enzo me defendendo e atacando Quimera.Logo eles já estavam para fora do carro também, jogados ao chão ao meu lado ( como Jay estava ainda algemado com Enzo, ele também estava caído para fora).Foi então que eu ouvi Manu.Ela travou algum tipo de luta incessante com Quimera dentro do carro, mas logo já estava ao chão também.Quimera saiu do carro sorrindo.
–Estão vocês são semideuses altamente treinados? Pff... no meu tempo a Grécia possuía bons guerreiros, heróis mais difíceis de matar...-Debochou.Então começou a ganhar ter sua verdadeira forma.Sua cabeça de leão, com a juba untada de sangue, o corpo e os cascos de um bode gigante e uma serpente no lugar da cauda começarão a aparecer, logo a Quimera já estava em nossa frente preparada para nos devorar.O sangue quente subiu a minha cabeça.Já chega, de hoje em diante a Quimera nunca mais vai machucar alguém que eu conheça!
Mesmo com a cabeça latejando ainda, me levantei, e apontei Vingadora para Quimera.
–Oh! Você se oferece a morrer primeiro?-Perguntou o monstro sorridente.Em resposta eu ataquei.No começo eu estava meio lento, e não fazia os golpes com tanta precisão.Mas logo depois ficou mais fácil desviar de Quimera.É, ficou mais fácil porque o monstro idiota não tinha usado o fogo ainda, bem ainda.
–Vamos ver então quem é melhor Tommy, o fogo ou a água?-Falou Quimera juntamente com uma imensa rajada de fogo.Me concentrei na encanação do restaurante, que estava a meu lado, e com uma explosão, apaguei o fogo de Quimera, e ainda a derrubei. Por essa ela não parecia esperar.O que ela acho que eu ia fazer, ser incinerado com o fogo? Poupe-me, sou filho de Poseidon.
–É, acho que água é melhor que fogo.-Eu disse se aproximando do corpo encharcado de Quimera, que jazia no chão.Dei uma última olhada para o monstro.Havia sido esse monstro que matou minha mãe, e ele não merecia nada mais do que uma morte igualmente dolorida, pena que não tínhamos tempo, então teria de ser de uma vez.Levantei Vingadora, que agora estava fazendo jus ao nome, e decepei a cabeça do monstro idiota.Onde ele estava, agora só tinha uma grande quantidade de pó dourado.
Voltei para o local onde estavam meus amigos, e graças ao deuses, eles já estavam acordados e de pé.
–Tommy!-Exclamou Luna ao me ver chegar.Ela se levantou e correu ao me encontro.-Você está bem? É verdade que aquele é o mostro que matou sua mãe?-Luna me fazia perguntas sem parar, e minha paciência estava prestes a esgotar, quando sou surpreendido por Enzo.
–Ei, mano.Ta tudo bem?-Ele perguntou calmamente.
–Am... sim, está tudo ótimo.-Menti.
–Sobre a Quimera... você a matou?-Voltou ele a me perguntar.
–Sim...-Respondi.
–Tommy será que você poderia nos explicar a coisa toda, desde o começo?-Perguntou Jay.Olhei para Manuela e ela parecia estar impaciente, então resolvi que contaria quando já estivéssemos dentro do carro a caminho de South Portland.Antes de pegarmos o carro e ir embora, amarramos Carlos e o deixamos em frente ao restaurante.Quando começamos a viagem comecei a explicar.Lhes contei sobre o dia em que minha mãe morreu, sobre como logo após isso eu tive que viver com meus avós, e em como eu queria um vingança com Quimera por ter acabado com a vida da pessoa que eu mais amava.Logo após isso decidi tirar um cochilo, já que logo chegaríamos e eu estava muito cansado.Graças aos deuses eu não tive sonhos.
POV’S Enzo.
Logo após ouvir a explicação de Tommy, eu comecei a sentir um aperto no coração.Tommy não era o único que tinha uma historia trágica com a morte de alguém.Mas... prefiro não me lembrar disso, no momento, já tenho coisas de mais na cabeça.Por exemplo um tio louco que afirma ser Ulisses, e teima em ficar me dando conselhos enquanto durmo, do tipo:.Ou“Não vá a ilha, ela vai te enfeitiçar” Rá! Como se eu não soubesse que indo na ilha de Circe eu vou entrar nua fria.Outro exemplo, é uns sonhos loucos que ando tendo com o dia em que beijei Manu na praia.Sempre que revivo esse momento no sonho, a Manu não é a Manu, é uma mulher muito mais velha, de cabelo escuro, que usa uma túnica branca, e um cinto dourado, onde fica repousada sua adaga. É Ela é muito bonita, deve fazer exatamente meu tipo.Mas tem dois problemas: primeiro, eu não faço a mínima idéia de quem seja; segundo ele é MUITO mais velha do que eu; e terceiro, é gente não são só dois problemas, me enganei, mesmo não a conhecendo, ou tendo a noção do seu nome, sinto que estou me apaixonando.É, eu sei, inacreditável, o incrível Enzo está apaixonado.E não, não é pela garota que seria mais provável, a Manu, é por uma mulher desconhecida, muito mais velha que eu.Eu sei o que vocês estão pensando:” Mas o que houve com aquela paixonite platônica pela Manu?? ” Bom, cai na real, ela não gosta de mim, e eu não gosto dela.Mas, vai as vezes fazer um joguinho, ou faze-la corar, fazer ciúmes no Tommy, é divertido.Muito divertido.E eles pensam que eu não reparo.Pra vocês terem noção eu não havia simpatizado com Jay, também, eu peguei o cara quase beijando a Manu, no tempo em que eu pensava que gostava dela, mas agora que eu sei que não sinto nada pela Manu (Nem mesmo amizade com esse jeito marrento dela) eu apoio total ele dar em cima dela... ou pelo menos apoiava até agora.Entendam, eu nunca gostei do Tommy.Ele sempre foi o mais experiente, o mais calmo, o mais gentil, o mais fofo, o mais tudo, até o mais preferido do meu pai ( e o mais preferido das leitoras também...).Então, vamos dizer que eu sinto um pouco de... como é mesmo aquela palavra? Ah! Esquece, eu não sinto ciúmes coisa nenhuma, eu só não achava certo ele namorar uma ex-namorada minha.Ta, eu sei que é ex-namorada, mas sinceramente eu achava que ele não merecia nem se quer ser colega de qualquer atividade no acampamento, da Manu.Bem achava.Até ouvir a história da mãe dele.Sempre achei que fora do acampamento ele deveria ser um intelectual chato, filhinho da mamãe.Ta bom, nem tanto intelectual.Mas agora meu conceito sobre ele mudou.Ele sofreu como eu na infância, até mais se for ver.Estou até pensando em parar de zua-lo por causa do “Sr.Rabudo”.Não... não, esquece, não tem como não zua-lo por causa daquele peixe.Bem, mas agora pelo menos ele não é tão ruim assim aos meus olhos.Falando em olho, estou morrendo de vontade de fecha-los e tirar uma soneca, mas infelizmente adivinham pra quem ficou a tarefa de dirigir até South-Potland ? Isso mesmo! Pra mim!
Graças aos deuses a Manuela já tinha soltado aquelas algemas e eu o Defunto (Que foi? É o primeiro apelido do Tommy que eu aprovo) não estávamos mais “acorrentados” juntos.
A estrada estava estranhamente calma, e sem trânsito nenhum.Sinistro.
Já havia se passado cerca de vinte minutos que eu estava dirigindo, e sozinho.Isso, sozinho.Esse carro tem tipo uma separação, e então quem dirigi não escuta nada do que os que estão falando lá atrás.Ou seja, se eles inventarem algum plano de fuga, e não me incluir, eu vou ficar preso naquela ilha.Segundo as informações, preso em um corpo de um porquinho da índia.Insano, né? Que tipo de pessoa me transformaria em um porquinho? Se me transformasse, não poderia ver minha beleza, então... cadê a lógica disso? Sou muuito mais bonito em pessoa, obrigada.Se bem que eu ficaria bem fofinho como porquinho da índia... Ah, quer saber esquece! Gosto da minha forma humana.
Dou um longo suspiro.Odeio ficar sozinho, parado, e tendo que prestar atenção em alguma coisa, para até que estou na sala da detenção!Se pelo menos tivesse alguma música pra animar...
Olho para os lados, e adivinha? Não, não tinha um rádio.Vida cruel.
Volto a prestar atenção na estrada e vejo uma placa cujo anuncio dizia:
South-Potland – 21 km.
Graças aos deuses já estamos chegando! Já posso até sentir o movimento das ondas.O mar, doce casa.A quem eu estou querendo enganar? “O mar doce casa” Hahahaha.A única coisa que eu gosto no mar é o fato dele me curar e me fortalecer, se não, esquece.Tenho uma birra desde pequeno com o mar.Também, você não teria se sua mãe tivesse sido arrancada de você por ele? E lá se vem novamente a lembrança da minha mãe.Que droga.Não gosto de lembrar, me faz ficar... triste, magoado, sei lá.Sem mais delongas vou dar uma pequena resumida.Sabe aquela louca da mulher imortal do meu pai? Anfitrite? Então, ela se estressou ao saber que meu pai a tinha traído de novo com uma mortal, e blá, blá, blá, então resolveu afogar minha mãe.Eu na hora não tinha entendido nada, só tinha uns três anos, mas de uma coisa eu sabia, Anfitrite é uma deusa idiota e do mal.Ano passado quando fui visitar pela primeira vez o palácio de meu pai, no fundo do oceano pacifico, a encontrei.Imaginem a cara dela, foi tipo: “Poseidon, meu amor, me salve do seu filho maníaco!” E sabem o que eu fiz? De primeira sorri cínico.Era bom ela ter medo de mim mesmo.Mas depois fiz um simples pedido: Ou ela me pediria perdão de joelhos e procuraria minha mãe no mundo dos mortos para fazer o mesmo, ou teria que ir para o tártaro, e esperar anos e anos para ressurgir para o mundo dos mortais.Sabe, fui até generoso com a proposta, ela até poderia jogar um truco com Cronos e companhia.Mas ela falou bem assim:
–Garoto insolente! O porque eu deveria pedir desculpas para você? E ainda me ajoelhar para uma velha mortal horrenda como Serena? Que a propósito já está morta.-Uau, ela até lembrava do nome da minha mãe, também, espero que Poseidon tenha dado uma lição na idiota por ter feito o que fez.Mesmo que ele não sentisse nada por minha mãe, ela matou uma pessoa a toa, apenas por ciúmes, e isso é muito idiota da parte dela.Bom, mas ela pareceu não gostar das minha opções, então avancei contra ela, e adivinhe a reação dela? Ela começou a gritar, não fez nada para se defender.
–Socorro! Saída daqui garoto insolente! Vou te jogar no fundo do tártaro! AAAHHHH!-Por incrível que pareça, ela não se defendeu, apenas ficou gritando.Quando eu estava a ponto de cortar sua cabeça, percebi que ela estava chorando, e parei bruscamente.Ao ver minha reação, ela caiu no chão e ficou lá chorando.Estranho né? Bom, nem tanto pra falar a verdade.Lembro que me ajoelhei, e perguntei o do porque ela estava chorando.Talvez ela estivesse com medo de mim.Mas não era isso ( Se bem que ela deveria estar com medo sim!).
–Me mate semideus! Isso seria melhor que seu pai me odiar novamente.-Gritou ela exasperada.
–Meu... pai te odiar novamente? Am?-Retruquei confuso.Então me toquei de uma coisa.Meu pai devia ter ficado uma fera com ela por ter matado minha mãe, e imagina se ela matasse o filho?! Vixi... daí mesmo que a cobra ia fumar.Então fiz uma coisa que até hoje estranho.A Ajudei levantar, e pedi novamente para que ela pelo menos falasse que estava arrependida de matar minha mãe, pedi isso olhando em seus olhos que eram um incrível verde água.
–Me perdoe... Enzo.-Falou ela.
–Te perdoou.-Respondi.Em fim, mesmo assim, não gosto dela.(Te como gostar?!).
Voltei a prestar mais atenção na estrada e me deparei com a cidade.Havíamos chegado.Fui para a encosta e parei o carro.Eu não sabia mais pra onde ir e como chegar a ilha “Magix” (Concordo com Apolo esse nome é muito clichê).
Sai do carro e fui abrir a porta de trás.Adivinhem a imagem que eu encontrei? Todos, repito T-O-D-O-S estavam dormindo! Povo folgado!
Resolvi não acorda-los, mas entrei e peguei o mapa da bolsa da Luna.Voltei para o banco, e visualizei o mapa.A ilha estava a 10km da costa, ou seja, teríamos que aprender a fazer algum tipo de mutação, para não sobrevoar a área,ou nadar.Se bem que... existe um transporte que leva os carros de um determinado lugar para o outro... se chama... como é mesmo? Balsa! Isso, é só usar uma balsa, e pronto.Não estaríamos nadando, nem voando, e sim navegando até a ilha.Uhhuul! Toma essa Circe! Eu desfiz seu enigma! Rarararara! O.K., criancices a parte, eu o único empenhado nessa missão ( o resto fica dormindo) consegui desfazer o enigma.
Dirigi até o porto da cidade.Foi muito fácil entrar no porto.Aprenda quando você está com um carro da policia, todo mundo fica com medo e libera a passagem.Antes de colocar o carro na Balsa, resolvi que tinha que acorda o povo se não eu não conseguiria me virar sozinho.
–Ei, gente acorda.-Gritei.Eles acordaram mau humorados, provavelmente estavam ainda muito cansados.Mas do que? Eu é que fiz todo o trabalho!-É o seguinte, nós já estamos na cidade, pra ser mais exato no porto.-Falei sorrindo, é eu sei, sou de mais.
–No porto? Mas não podemos ir pela água...-Começo Luna a implicar dando uma de inteligente.
–Não podemos tocar na água, mas nada nos impede de ir em uma balsa.-Retruquei.É, repetindo, sou de mais.
–E quem em sã consciência vai deixar um bando de adolescentes entrar em uma balsa, e levar em um lugar que provavelmente é invisível ao olhar dos mortais? –Respondeu Manu de modo irritante.
–Se vocês forem quem eu penso que são... eu!-Exclamou um velho atrás de nós.Ele vestia um uniforme esfarrapado, e tinha uma cara quadrada muito feia, mas que em contraste com os olhos caramelo e cabelos sedosos e grisalhos, ficou até que legalzinho.
–Quem é você?-Perguntou Manu e Tommy em coro.Os dois se olharam espantados, e depois voltaram a prestar atenção no velho.
–Eu sou o Dimmy, e vou leva-los até Circe.-O velho sorria de forma gentil.-fiquem tranqüilos não sou um monstro, sou um semideus como vocês.
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