O Livro Sagrado Dos Deuses
5 Minha ida ao acampamento meio-sangue.
Notas iniciais
Quando eu acordei era umas 6:30 h. Me troquei, e fui a cozinha tomar café. Quando cheguei lá meu pai já estava vestido para o trabalho, lendo jornal, e Tommy estava lindo!... Ele vestia uma calça jeans escura, uma camisa branca e uma jaqueta xadrez verde e preta por cima, enquanto seus cabelos negros estavam totalmente bagunçados.
Sentei-me na mesa e falei bom dia para eles, nenhum parecia muito alegre e disposto, mas responderam do mesmo jeito. Depois de um café um tanto desanimado, fomos até a praia, onde um barco aparentemente simples nos esperava.
–Então é isso. -Disse meu pai me abraçando. -Adeus querida, até algum dia, vou sentir sua falta, e nunca se esqueça: Eu te amo.
–Eu também te amo pai. -Eu disse se soltando dele, com várias lágrimas no olho.
–Tenham uma boa viagem, e Tommy por favor cuide da minha garotinha. -Disse meu pai apertando a mão de Tommy.
–Obrigada, e pode deixar, vou fazer o possível para manter a Manu fora de confusão. -Respondeu Tommy para meu pai.
Entramos no barco, que se visse por fora você acharia que era apenas mais uma lataria, só que por dentro era todo revestido de bronze ou ouro (sei lá) e continha uma espécie de comida estranha, mas que tinham um maravilhoso cheiro de chocolate. Percebendo meu súbito interesse pela comida Tommy disse:
–Essas comidas se chamam Ambrósia e Néctar, são comidas curativas, vamos dizer... mas se você consumir em grande quantidade é pulverizado... -Ele parou um pouco de falar e começou a admirar o barco. -Ele não é incrível? Eu o ganhei na minha primeira missão, quando resgatei um dos artefatos de meu pai.
–Sim ele é lindo, e é todo revestido de... Ouro? -Perguntei.
–Não isso é bronze, mas não o celestial, é apenas bronze, por que bem, o bronze celestial esta meio em falta para se ter o luxo de telo como revestimento em um barco. -Me respondeu.
–Hum Tommy não quero parecer grossa, mas o que é um bronze celestial? -Perguntei envergonhada.
–É um bronze letal para os monstros, mas só machuca os monstros mesmo, por que é imprestável se você quiser usar com os mortais, acredite em mim, já passei um sufoco por que não pude utilizar a minha espada com mortais -Ele balançou a cabeça afastou o pensamento e continuou. — Mas isso não vem ao caso, eu vou subir e começar a comandar o barco, no momento a única coisa que você pode fazer é... Nada, descanse. -Eu o olhei ofendida e disse:
–Pelo menos posso ir em cima ver a paisagem ou tenho que ficar trancada aqui? -Ele riu da cara que eu estava fazendo, e respondeu:
–Pode ir sim, mas só não fique me fazendo perguntas toda hora. -Eu senti que ele ainda não tinha esquecido a minha pergunta de ontem a noite, mas eu não também não tinha esquecido, e em algum momento eu ia conseguir tirar dele uma resposta.
Fui ao quarto do barco e fiquei em media uns 10 minutos escrevendo no meu diário, quando subi, olhei para os lados e percebi que estávamos indo a mais de 450 KM por hora; Tinha umas imagens de cavalos, eu acho, se formando ao lado do barco. Tentei enxergar Tommy, ele parecia estar muito concentrado, provavelmente era ele que mantinha o barco daquela velocidade, até que um dos cavalos soltou uma espécie de raio no barco, e Tommy teve que olhar para os lados. Ao me ver em cima disse:
–MANUELA DESÇA AGORA MESMO! ESTAMOS SENDO ATACADOS. -Minha vontade era de obedecer ele, descer correndo, e por fim se enfiar em baixo da cama, esperar que os cavalos estranhos fossem embora, mas algo me dizia que eu deveria ficar ali e ajuda-lo a derrotar aqueles monstros, Então peguei um objeto pesado e grande ao meu lado e o taquei para cima dos cavalos. Ao atingir-los, um dos cavalos afundou, e depois foi possível se ver uma nuvem de pó dourado enfeitando o mar azul. Eu não havia percebido, mas o objeto que eu havia tacado no cavalo voador era a âncora do barco! E o mais estranho foi que não me pareceu tão pesado, e o pior era que envolta das minhas mãos tinha uma aura roxa que em segundos depois foi embora, levando junto minhas forças, a última coisa que vi com clareza foi Tommy atacando os outros cavalos, depois ficou tudo preto,e eu suponho que tenha desmaiado.
Pov's Tommy
Depois de conversar com a Manu subi ao convés e comecei a nos levar ao acampamento. Depois de alguns minutos o barco estava atingindo sozinho uns 240KM por hora comecei a ouvir uns barulhos estranhos de choque, foi quando me virei para trás e me deparei com três espíritos da tempestade. Droga eles estavam em forma de cavalos alados, e com certeza conseguiriam atingir uma velocidade equivalente ao barco, então me concentrei na força das correntes marítimas e coloquei o barco para correr com uns 450 KM por hora, e por um segundo pensei que estava livre daqueles troços inúteis, mas então a Manuela inventa de subir para o convés e como eu me desconcentrei por um minuto com a presença dela, o barco perdeu um pouco de velocidade e os espíritos conseguiram acertar meu pobre barquinho, foi quando eu perdi totalmente a concentração e gritei para Manu:
–MANUELA DESÇA AGORA MESMO! ESTAMOS SENDO ATACADOS. -Ela ignorou minha ordem e do nada uma aura roxa apareceu da sua mão, ela então pegou a âncora do barco e a tacou em um dos monstros, o matando, aquilo pareceu consumir toda a sua energia por que depois ela apagou.
Impaciente e cansado, eu coloquei toda minha força na espada e transformei em pó os últimos dois monstros que restavam. Logo depois corri ao encontro dela.
Ela parecia bem, por que não tinha nenhum corte, ou machucado, mas por outro lado vê-la desacordada me deu um súbito medo de perde-la, mesmo sabendo que era apenas um desmaio e que depois ela acordaria são e salva.
Depois de alguns minutos foi que eu percebi que o barco estava parado no meio do nada, e o pior: afundando. Aqueles estúpidos monstros tinham conseguido destruir meu barco!
Corri para baixo peguei nossas mochilas, coloquei a Ambrósia e o néctar junto as nossas coisas e voltei para cima.
Segurei Manu pela cintura e junto a ela pulei ao mar.
Debaixo do mar fiz uma bolha de ar para que Manu pudesse respirar e pedi para um golfinho para nos guiar até uma ilha próxima, já que o acampamento ainda estava longe.
Arrumei Manu alinhada ao meu corpo para que pudesse ficar confortável, e coloquei um pouco de néctar em sua boca. Alguns minutos depois,ela acordou assustada.
Pov's Manuela
Enquanto eu estava no chão desmaiada, eu tive um pequeno sonho, no qual eu me encontrava em um chão gélido, dentro de uma sala, que tinha aparência de ser um gigantesco salão de beleza. Nele tinha uma mulher virada de costas para mim, era alta, iradiava poder e beleza, e se parecia muito comigo. Tinha cabelos escuros e ondulados iguais aos meus. Ela estava brava com alguma coisa, pois gritava pra alguém:
–Como assim eles foram derrotados? Eu apliquei um difícil feitiço de velocidade, e eles foram mortos? Mesmo conseguindo em média alcançar 400km por hora? Vocês são o que anemoi thuellai ou uma simples brisa de vento? -Virei um pouco meu corpo e consegui ver um espírito da tempestade, tremendo de medo e tentando dizer:
–Ma-ma-mais a garota está bem, E na próxima vez não vamos falhar, vamos trazê-la e fazer com ela fique do nosso lado, e se a senhora me permite dizer, você vai ficar com rugas se ficar preocupada desse jeito. -Na mesma hora a mulher que gritava pegou um creme o passou no rosto, e por fim disse:
–Eu à quero em minhas mãos, traga ela aqui, e se fizer o serviço direitinho eu posso lhe dar aquele poder que você tanto quer, pense nisso, e agora pode se retirar.
Depois disso eu comecei a me sentir mais forte, e eu estava com um gosto maravilhoso de chocolate na boca, então consegui abrir os olhos e me deparei coma imagem de mim deitada sobre o peitoral de Tommy, que estava me dando algo de comer, mas até ai tudo bem, o estranho foi que eu parecia estar dentro de uma bolha de plástico, no fundo do mar, que estava sendo puxada por um golfinho, ao perceber que eu havia acordado Tommy falou:
–Graças aos deuses você acordou! Já estava ficando preocupado, e... –Ele reparou na minha cara de espanto e disse:
-Ah é que estamos no mar, e como você não pode respirar de baixo d’água eu fiz uma bolha protetora com ar suficiente para nós dois -Ele parou pensativo por um estante e continuou- Você está melhor? Como você conseguiu levantar aquela âncora?
Quando ele falou da âncora me lembrei de quatro coisas: Primeira: Eu ainda estava alinhada a ele; Segundo: Onde estaria o barco dele?; Terceiro: Como eu consegui levantar a âncora? E Quarto: O que era aquela aura roxa em volta da minha mão? Me afastei um pouco dele constrangida, e falei:
–Sim eu estou bem e não faço a mínima idéia de como eu levantei aquilo, só sei que em volta da minha mão tinha uma aura roxa quando fiz aquilo, e depois apaguei, e onde esta seu barco?
–Am meu barco... afundou.
Quando ele ia falar alguma coisa o golfinho começou a fazer barulhos que eu só entendia como:iiiiiggggggggiiiiii,iiiiiggggggggiggggg; Mas Tommy parecia sério então me segurei para não rir. Depois de uma conversa entre os dois Tommy me perguntou:
–Você sabe nadar?
–Mais ou menos, quando eu tinha seis anos eu comecei a fazer aula de natação só que daí teve um dia que entrou dentro da piscina uma cobra de trinta metros, então nunca mais voltei lá, primeiro por ter ficado com medo, e segundo porque a culpa daquilo ter entrado lá foi posta em mim, então fui expulsa da aula. -Ele me olhou com cara de espanto, e disse:
–Quando você tinha seis anos você viu uma cobra de 30 metros?
–Sim, vi, mas sai correndo... hahahaha Por que você acha que a enfrentei corajosamente? Que piada... -Eu disse rindo dele, eu corajosa? Até parece.
–Deixa pra lá, bom eu vou te dar uma ajudinha, mas você tem que pelo menos tentar nadar, está bem? -Me perguntou apreensivo, o que ele achava que eu ia me afogar? Bem eu tinha apenas uma suspeita disso...
O golfinho foi embora, e então Tommy levou a bolha até a superfície, e depois a desfez. Quando isso aconteceu um pânico terrível se apoderou de meu corpo. E se existisse algum tipo de monstro do mar que atacaria agente? Eu não conseguia me mexer, parecia que todo músculo do meu corpo estava revestido de cimento, a imagem da cobra se passava repetidamente em minha mente, apenas me aterrorizando mais e mais a cada segundo que se passava. Então aconteceu o que Tommy tinha previsto... Eu comecei a me afogar, e mais uma vez perdi os sentidos.
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