O Livro Sagrado Dos Deuses
6 Meu primeiro dia no acampamento meio-sangue
Notas iniciais
Quando eu finalmente consegui abrir os olhos, percebi que estava em algum tipo de ala hospitalar, pois além de mim tinham várias adolescentes em macas, cobertos com ataduras, e pessoas passando de lá pra cá a todo momento. Olhei para o lado e me deparei com uma menina estranha de olhos cinzas me mirando como se eu fosse uma espécie de raridade. Ao perceber que meus olhos estavam abertos, e que eu tinha recuperado os sentidos ela falou com muita empolgação:
–Olá meu nome é Luna, sou filha de Atena, como está se sentindo?
–Oi... Estou meio tonta ainda... Onde estou?
–Ah, você e Tommy chegaram ontem de noite, você está no Acampamento Meio-Sangue -Ela me olhou para ver se eu estava prestando atenção e continuou- Você quase morreu ontem, se afogou e Tommy te trouxe o mais rápido que pode, foi por pouco, mas graças ao garotos do chalé de Apolo, e Tommy é claro, você está aqui viva e forte. -Ela falava com o tom da voz cheia de esperança, respeito e admiração. A única coisa que se passava em minha mente era que no local que eu me afoguei. Tommy havia falado que ainda estava longe do acampamento, como ele tinha conseguido me trazer até aqui?
–Onde está Tommy? -Perguntei.
–Ele queria ter ficado aqui, mas Quíron não deixou, então está no chalé de Poseidon descansando, a viagem de vocês deu uma boa canseira nele. -Ela percebeu que minha cara era de preocupação e disse. -Mas não se preocupe, ele vai ficar bom, só precisa de um bom dia de sono. -Eu não tinha entendido direito, só pode, por que quem dorme um dia inteirinho? Mas resolvi não comentar nada sobre o assunto.
–Que horas são agora?-Perguntei.
–São 16:13, você está desacordada desde ontem, então como Tommy não podia ficar aqui eu resolvi ficar no lugar dele, para poder te explicar sobre o acampamento... E hum, você sabia que eu sou sua tia? -Disse ela sorrindo.
–Não... Quer dizer sim, mas não tinha pensado nisso ainda. E uma pergunta quando eu vou ser reclamada pela minha mãe?
–Ah isso... Você já foi reclamada... Quando você chegou aqui (ainda desacordada) Você foi reclamada. Sua mãe é Hacáte, a deusa da magia e do anoitecer. Foi lindo, uma aura roxa cobriu o seu corpo, e a você não reparou na roupa que esta usando? -Olhei para minha roupas, e eu não estava mas usando uma calça jeans , blusa e All Star, e sim uma espécie de toga eu acho, não espera, toga é romana, então sei lá o nome daquilo... Um troço preto, com uma espada presa a aquilo, e na espada podia se ver o símbolo de uma lua e um lobo. Era linda, mas quando eu a tirei e coloquei sobre meu colo Luna levou um pequeno susto.
–O que é isso? -Perguntou ela não entendendo nada.
–Acho que quando fui reclamada e ganhei essa roupa, veio junto uma espada...
–Eu posso vê-la? -Perguntou Luna.
–Sim. -Eu disse entregando à ela a espada.
–Ela se chama Anoitecer -Disse Luna olhando sonhadora para a espada- Um lindo presente. -E me devolveu a espada.
Quando eu a peguei fui à procura do nome, mas a única coisa que eu achei foi σούρουπο. Depois de ficar um tempo olhando, foi que eu percebi que estava escrito em grego, e a tradução era Anoitecer.
–Você acha que já pode se levantar? -Perguntou-me Luna enquanto eu olhava para a espada.
–Acho que sim. -Respondi tentando ficar de pé. E depois de um pouquinho de esforço eu finalmente dei um passo.
–Bem eu vou mostrar o acampamento a você, está bem? -Ela me perguntou.
–Tudo bem, mas eu posso fazer uma pergunta, e eu não quero ser grosseira, mas por que você se ofereceu para me ajudar?-Perguntei olhando para o chão.
–Ah, isso... é porque eu nunca tinha ouvido falar em uma semideusa tão poderosa como você, e além disso eu fiquei muito feliz em saber que eu sou sua tia. -Eu acho que não tinha ouvido direito, eu poderosa? Ela só podia estar louca.
–Eu sou poderosa? da onde você tirou isso, eu nem consigo nadar até uma praia...
–sim, você poderosa, eu nunca ouvi falar de um semideus ter um filho com um deus, e você além de ter o dom da magia, que vem da sua mãe, tem o dom da sabedoria, que vem da sua avó, uma combinação perfeita, sabedoria e magia! E o fato de você não saber nadar não conta, muita gente não sabe nadar... mas mudando de assunto vamos, eu vou te mostrar o acampamento.
Ela me mostrou o acampamento inteiro, e sempre parava para contar em como as coisas foram arquitetadas muito bem, e etc, etc, etc....
O acampamento tem várias coisas legais, e mortais. Como por exemplo, a parede de escalada que tinha lava, também tinha a arena de combates, o arsenal, os estábulos, a casa grande,o pavilhão do refeitório, os campos de morango, a quadra de vôlei, artes e ofícios, e o mais impressionante: Os chalés.
Eram vários chalés cada um de um jeito, tinha um vermelho, outro rosa pink, outro parecia ser de ferro, um prateado, outro laranja, ou amarelo,sei lá... e vários outros, todos impressionantes.
O meu chalé era preto por fora e por dentro era muito incrível. Eu nunca tinha visto nada igual, estava cheio de mapas celestes, livros, figuras das quatro fases da lua, imagens de cães fantasmas, e vários artefatos que pareciam estar enfeitiçados para limpar o quarto sozinho. Luna me deixou lá para conhecer meus irmãos, e sinceramente, não fui com a cara de ninguém, e eles pareciam que também não tinham ido com a minha cara. Me olhavam como se eu apenas fosse uma anãzinha qualquer, que eles teriam que aguentar por alguns anos. Eu tinha mais ou menos uns quinze irmãos. Só gravei o nome de quatro: a conselheira-chefe Catarina, um garoto que tentou muito mau tentado ser simpático comigo: Marcos; Duas garotas gêmeas, que pareciam extremamente irritantes: Maria Luiza e Rita . Os outros eu só dei um oi meio constrangido, eles me responderam apenas oi, e não falaram seus nomes.
Eu precisava urgentemente falar com alguém conhecido, como Tommy, ou Luna, mas eu não achava eles em nenhum lugar.
Guardei Anoitecer em um baú que me deram, que ficava na frente da minha beliche a qual eu não dividia com ninguém. Depois fui ao banheiro e coloquei uma calça e uma camiseta que Catarina tinha me dado. Voltei ao quarto me sentei na cama e fiquei pensando em tudo que me acontecera desde o dia em que fui atacada por dois espíritos da tempestade no colégio.
Quando era umas 19:30 h. Catarina chamou a todos para que formacemos fila, para ir para o jantar.
Ao chegar no refeitório avistei Tommy e Luna .Tommy estava na mesa com apenas uma pessoa ao seu lado, a qual estava de costas e não vi se eu conhecia, e Luna estava na mesa de Atena, junto com uns 21 irmãos. Eu fiz menção de ir falar com Tommy, mas Catarina me impediu.
–Agora não Manuela, na hora da fogueira você fala com ele. -Assim então eu tive que me sentar e me servir. Peguei um pedaço de pizza, e uma porção de batata frita e quando ia atacar, todos da minha mesa se levantaram, e eu tive que fazer o mesmo. Todos estavam indo em direção ao uma fogueira, e faziam o maior desperdício de comida, sempre tacando a melhor parte do jantar. Perguntei a um garoto, o qual eu não havia conversado, do meu chalé que estava a minha frente o que estava acontecendo, e para a minha surpresa, ela foi gentil e respondeu:
–Ah, isso é um tradição, você joga metade do seu jantar e oferece a qualquer deus que você queira -Ele disse sorrindo- E a propósito meu nome é Connor.
–Ah, obrigada, e meu nome é Manuela.
Quando chegou minha vez, decidi que iria oferecer para minha mãe, agradecendo o presente, a espada Anoitecer.
Depois do jantar várias pessoas foram se dirigindo para a fogueira, mas eu fiquei na mesa esperando Tommy se levantar para ir com os outros, pois eu não podia se sentar na mesa dele, Connor me disse que isso era mais uma tradição, e que seria um insulto eu me sentar na mesa de Poseidon.
Tommy olhava aborrecido para seu meio-irmão, e só na hora em que eu fiquei olhando as costas do meio-irmão dele, que eu percebi que aquele garoto só poderia ser Enzo. Me lembrando de como eu estava aborrecida por ser traída por ele, me levantei e fui em direção a fogueira, pois eu não iria me dar o trabalho de ir falar com ele ao lado de ridículo do irmão.
Quando cheguei à fogueira o chalé de Apolo estava comandando a cantoria, e todos pareciam estar animados. Quando eu fiz a menção de sentar ao lado de Luna, Quíron me chamou para o lado dele.
Quando eu cheguei perto dele, ele começou a falar pedindo para que todos esperassem para ouvir os avisos.
–Heróis, vocês devem ter percebido que hoje eu e o Sr.D esperamos para dar as notícias fora do pavilhão do refeitório. Bem temos relatos dos jovens que voltaram a um dia da missão que seus pais lhes ofereceram, e vários tipos de monstros estão com algum tipo novo de poder, o qual nem os deuses tinham conhecimento do ocorrido, por exemplo esta jovem ao meu lado acabou de ser trazida ao acampamento, e diz ter visto um espírito da tempestade parar o tempo. -Levei um susto quando percebi que ele estava falando de mim.
–E por que temos que acreditar nela? -Perguntou uma voz no meio das pessoas, eu tinha certeza que conhecia aquela voz, não lembro da onde, mas conhecia.
Quíron olhou feio para a direção que a voz tinha saído, mas quando ia falar, um baixinho gordo, com uma camisa de onça o interrompeu e começou a falar:
–Meu jovem, não estamos pedindo que acredite na novata e sim que preste atenção no que falamos, daí depois você pode nos interromper, por que se você não ouviu Quíron falou “por exemplo” e não que SÓ temos relato dela, e sim de mais quatro pessoas que dizem ver os monstros agirem de uma forma desigual, estranha. -Eu não fazia idéia de quem era aquele gordinho mas ele tinha já tinha o meu respeito.
O cara da voz saiu de trás das pessoas e falou:
–Me desculpe Sr.Dionísio não foi minha intenção lhes interromper, e sim criticar a idéia de que uma novata que não conhece nada do nosso mundo, tenha achado estranho o comportamento dos monstros.
Levei dois sustos. Primeiro o garoto da voz que me era familiar, era nada mais nada menos que Enzo, e infelizmente devo dizer que ele estava mais lindo do que nunca. Estava vestindo a camiseta laranja do acampamento, com uma calça jeans, e All star preto. Seus olhos azuis, como as águas cristalinas faiscavam de deboche. E o segundo (que nem se compara com o primeiro) era que aquele baixinho era o deus Dionísio, o deus do vinho.
O Sr.D. ignorou o pedido de desculpas de Enzo, e fez menção para que Quíron continuasse.
–Bem como eu ia dizendo, temos a suspeita de que alguém roubou um dos livros da deusa Hacáte, o qual contém feitiços que podem tanto como tirar, como por poderes nas pessoas, monstros, semideuses, sátiros, ninfas, resumindo, todo o resto do mundo. Mais não tem como mandar vocês a uma missão, sem ter conhecimento de onde está, ou de um suspeito do roubou, e também por que a deus Hacáte se recusa a falar sobre isso, então peço que tenham cuidado quando saírem das fronteiras mágicas. E antes que eu me esqueça, lhes apresento Manuela, filha de Hecáte, neta de Atena.
Eu tentei forçar um sorriso para as pessoas que me olhavam, mas não deu muito certo.
Quando todos voltaram a prestar atenção às cantorias, eu avistei Tommy saindo do Pavilhão do refeitório, e fui ao encontro dele.
–Tommy! -Quando cheguei perto dele o abracei, e depois continuei:
–Muito obrigada por salvar minha vida, eu prometo que nunca mais invento de nadar!
–Ah isso... Não foi nada, é isso que os amigos fazem. -Disse ele um pouco perdido, e forçando um sorriso.
–Aconteceu alguma coisa?-perguntei.
–Não, não, eu só estou um pouco cansado ainda. -Respondeu ele.
–Ah sim... Desculpe-me, mas... antes de você se deitar eu posso conversar um pouco com você? -Perguntei.
–Ah, claro vamos à praia. -Disse ele.
Eu não tinha gostado muito da idéia de voltar para perto da água, onde à algumas horas eu poderia ter morrido, mas assenti com a cabeça e o segui.
A praia era linda, e fiquei feliz por ter ido lá com o Tommy, pois a luz fraca do luar e o mar deixavam o ambiente bem romântico, e eu não teria aproveitado muito a minha visão se tivesse ido lá com a Luna à tarde.
Ficamos sentados na areia sem trocar uma palavra por uns dois minutos até que Tommy falou:
–Então o que você tinha para me falar? -Eu tive que resistir ao máximo para não perder o foco, e contar para ele sobre o sonho que tive enquanto estava desacordada. Você deve estar se perguntando, o porque ela perderia o foco?, eu vou explicar... O mar não era a única coisa que ficava deslumbrante com a luz do luar, e bem, além de estar ao lado de Tommy, a paisagem, o tempo, nos dois a sós, tudo parecia estar me influenciando a contar que eu não o via apenas como um mero amigo, mas...
Balancei um pouco a cabeça e tentei esquecer das últimas coisas que tinham passado na minha cabeça, e perguntei:
–Tem duas coisas, primeiro o que aconteceu depois que eu me afoguei?
–Eu já estava quase chegando na praia de uma ilha lá perto, quando me virei e não te via eu nenhum lugar, então voltei, e te encontrei inconsciente. Eu te levei até a ilha , e tentei te acordar dando néctar e Ambrósia, mas você não acordava, eu fiquei com medo de te dar muito Ambrósia e néctar, então voltei ao mar e vim para o acampamento. Quando eu estava quase chegando, também perdi os sentidos, pois a viagem foi muito longa e me deu uma canseira gigante, e... -Ele parou um pouco, respirou fundo e continuou- Enzo, estava por perto e nos ajudou a chegar até aqui, na praia do acampamento. -Disse ele com uma cara de amargura. Eu não estava acreditando. Enzo tinha nos ajudado, mas na fogueira ele tinha duvidado de mim, e o porque Luna não tinha mencionado Enzo quando tinha falado em como o chalé de Apolo e Tommy tinham me salvado?
–Mas Luna não me disse que Enzo tinha nos ajudado... -Eu disse pensativa.
–Ela não disse porque todo mundo acha que fui eu sozinho que te trouxe até aqui, Enzo me proibiu de contar a alguém que ele me ajudou, ele disse que já estava cansado de ser premiado por pouca coisa (bem típico do Enzo se achar dessa maneira...) então ele disse para todo mundo que me encontrou na costa da praia com você, e colocou todo o crédito de você estar viva em mim. -Disse ele sem emoção alguma expressada no tom de voz. Eu não sabia o que responder a respeito disso, então mudei de assunto.
–Hum... e a segunda coisa que eu tinha que falar, é eu tive um sonho estranho, que parecia muito real, e eu meio que fiquei assustada com isso.
–Sonho? O que aconteceu nele? -Perguntou me ele apreensivo.
–Eu estava em uma sala, onde havia uma mulher alta, que se parecia comigo, e que gritava com uns espíritos da tempestade, falando que eles tinham fracassado em alguma coisa, e que na próxima vez eles não poderiam falhar... o que eu achei mais estranho, é que ela mencionou que eles deveriam ter capturado uma garota, e eu tive uma leve impressão que ela se referia a mim.
–Precisamos conversar com Quíron a respeito desse sonho, por que eu acho que não foi sonho e sim um tipo de visão, isso aconteceu com quase todos os semideuses.
–Sonham com uma mulher louca psicótica que quer você para fazer sei lá o que? -Perguntei incrédula.
–Não, tem visões enquanto dormem eu quis dizer. -Disse ele rindo da minha inocência, e da minha pergunta patética.
–Para de rir de mim! Eu só entendi errado! -Eu disse em tom de brincadeira, mas se ele não pare se de rir de mim eu iria estrear Anoitecer nele. No que eu pensei em Anoitecer, lembrei que ainda não tinha mostrado há ele a minha nova espada, e nem perguntado em como a dele vira um chaveiro.
–Hum, para de rir se não eu não vou te mostrar a minha espada! -Eu disse em tom de aborrecimento, e chantagem. Na hora ele parou de rir, e disse:
–Ah é verdade, eu tinha me esquecido que você já tinha sido reclamada, mas... espada? Eu não sabia que você tinha uma, você pegou ela do arsenal?
–Não, eu a ganhei da minha mãe na hora em que fui reclama. -Disse eu pegando Anoitecer, e a entregando para que Tommy.
–Uau! Ela é bem prática e tem um cabo firme, e é de Ferro Estígio.
–Sem querer dar de uma desinformada de novo, o que é Ferro Estígio?
–É um metal retirado do rio Estígio. -Disse ele sem rir de mim, o que foi um alívio, pois eu não queria que ele risse mais de mim da mesma maneira que ele tinha rido agora pouco.
–Como chama a sua espada? -Perguntei quando ele me devolveu Anoitecer.
– Vingadora. -Disse ele. Eu achei esse nome meio estranho, então como eu sou curiosa perguntei:
–Por que se chama Vingadora? -Ele pareceu pensar por um minuto, e depois disse:
–Não sei, eu a achei no Arsenal quando cheguei ao acampamento, me disseram que pertencia a um filho de Apolo à mais de cem anos, e como ninguém sabia que ela se transformava em um chaveiro nunca ninguém teve interesse nela.
–Hum...
–Bem já está ficando tarde, daqui a pouco vai tocar o sinal para se recolher então, vamos? -A verdade é que eu não queria ir embora, e voltar para meu chalé, eu queria ficar ali com ele, observando a paisagem, e conversando sobre qualquer assunto, mas apenas assenti com a cabeça me levantando e indo em direção ao meu chalé.
–Boa noite. –Disse Tommy quando chegamos na área dos chalés.
–Boa noite. -Respondi.
Quando entrei no chalé a maioria das pessoas já estavam de pijama e indo se deitar.
Eu me sentei infeliz na minha cama. Tommy estava estranho, parecia que ele não estava querendo minha companhia, e a nossa conversa não foi uma das melhores que já tivemos, eu nem tive como agradecer direito ele por ter me salvado, por que ele colocou todo o credito em Enzo, eu sinceramente não estou entendendo ele.
Me troquei, e deitei na minha cama, e desejei que eu tivesse uma noite calma, e que quando eu acordasse Tommy estaria normal, e eu tentaria levar uma vida normal no acampamento.
Eu não sabia de como estava errada...
Notas finais
obrigada.
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