O Leitor
1 Capítulo 1
Notas iniciais
Se o fizer, por favor, continue acompanhando e favorite.
Obrigado.
Todo dia é a mesma coisa – pensa Junior Mackenzie.
Belém, 20/11/2013. 6:35 da manhã.
Ele tem dezenove anos e neste instante esta em um ônibus, indo em direção à faculdade onde cursa psicologia. Usando um óculos escuro comum e trajando uma roupa simples e leve, ele relaxa ouvido Nightwish. Ao seu lado tem uma senhora, deve ter uns trinta e oito anos, ela fala alto em seu celular que, mesmo o Junior com os fones de ouvido, consegue escutar a conversa.
- ... Não quero saber! Dê o seu jeito! Eu paguei por esse batom, por isso o quero hoje, sua mocreia sem vergonha! – esbraveja a senhora, Junior tentar não prestar atenção.
Ela desliga o celular.
- Meu Deus, da pra acreditar? A gente paga uma coisa que a pessoa não quer entregar...
“Quem liga?” – pensa Junior.
O ônibus para, entra um cara magro e aparentemente nervoso, como o ônibus esta cheio, ele fica perto da cadeira aonde esta Junior e a senhora. Junior se sente incomodado com alguma coisa, discretamente ele olha nos olhos do cara que acabou de entrar no ônibus.
Um emaranhado de lembranças e palavras surge na cabeça de Junior, em milésimos ele se vê dentro da cabeça do cara. Seu nome é Pedro, ele esta ali para fazer um assalto às pessoas.
- Eu vou assaltar! Primeiro vou render o motora, quem se mexer vai levar uma bala! Tô preparado pra tudo hoje! – É o que ele esta pensando no momento.
Junior fecha os olhos e sai da mente de Pedro. Ele levanta, como se não soubesse de nada, e da o sinal de que vai descer. Ele olha mais uma vez para Pedro, novamente esta em sua mente.
- Qual é a desse cara? Por que ele ta me encarando? Será que ele já manjou que eu vou assaltar aqui?
O ônibus para. Mais pessoas vão subir. Junior apenas passa por Pedro, ainda olhando em seus olhos. Junior poderia muito bem desarma-lo ali, mas não é problema dele, ele não é nenhum herói, ele é apenas um universitário que cursa psicologia, por isso, a coisa mais sensata a se fazer é descer do ônibus e deixar, seja lá o que tiver de acontecer, acontecer.
Ele desce do ônibus. Sem desarmar o alertar alguém sobre o que vai acontecer ali.
“Todo dia é a mesma coisa.
Tenho de conviver com esse dom, como minha avó diz, de conseguir entrar na mente das pessoas e saber o que elas pensam. É horrível. Cada coisa que vejo, acredite, mesmo a cabeça de uma criança de doze anos é repleta de merda.
Vejo coisas como: planejamento de assassinatos, traições, pensamentos suicidas, preocupações de pessoas com dividas e mais um monte de merda. Todo dia eu vejo a merda das pessoas.... Ou melhor, a merda que elas pensam. Certo, isso foi meio nojento. O fato é, estes meus olhos cinzentos são leitores de mentes e não é algo que eu possa controlar, é automático. Por isso uso os óculos escuros, para encobrir meus olhos e dificultar um pouco de eu olhar para os olhos das pessoas...”
Junior chega ao campus da Ufpa, onde cursa psicologia. Enquanto ele vai caminhando com seus fones de ouvido, alguém o observa de longe. Uma mulher com uma tatuagem no rosto. Ela pega o celular e liga para alguém.
- Vou ficar mais um tempo observando o suspeito. Não tem como eu dizer nada, afinal, faz dois dias que venho seguindo e colhendo informações sobre ele. Certo. Hm. Até.
Ela desliga o celular e vai embora.
Notas finais
Então aguarde o próximo capitulo ^^.
Obrigado por ter lido.
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