Notas iniciais
E finalmente sai o segundo capitulo... Bom, espero que gostem deste capitulo, que acompanhem, favoritem e recomendem, deixem seus comentários, o que gostou e não gostou, o que poderia ser mudado ou trabalhado mais. Enfim, boa leitura e até o próximo capitulo.

Belém, campus da UFPA – 20/11/2013, 09h15min AM.

“Acho ele diferente.

Mas de uma maneira especial. Ele é fechado, raramente o vejo falando com alguém, minhas amigas dizem que ele é um galinha, um safado e a maioria diz que ele é um idiota arrogante e prepotente, que se acha demais.

Seu nome é Junior Mackenzie.”

Escreve Lúcia Brito, uma jovem de vinte e um anos que cursa psicologia, na mesma sala que Junior. O fato é que ela é uma garota curiosa – até demais – a respeito dele, “Sinto como se tivesse algo a mais vida dele, como se fosse anormal para nós.” É o que ela costuma dizer ou anotar em seu diário.

De fato, ele tem algo anormal. Nós sabemos o que é.

Toca o sinal.

Pouco a pouco a sala começa a esvaziar, ficando apenas alguns poucos alunos. Lucia continua em seu lugar observando Junior, que parece estar lendo algo em seu celular.

“O que ele esta lendo?” Se pergunta Lúcia, porém, seus pensamentos, contudo, tais pensamentos são “cortados” pela chegada de uma amiga, Paula.

– Oi amiga, que tá fazendo? – Pergunta Paula, obstruindo a visão de Lúcia.

– Ah! Oi, Paula. Nada, só estou aqui mesmo, pensando.

Paula fita Lúcia por uns segundos. Depois olha para trás e vê Junior. Em seguida, ela que é uma das poucas confidentes de Lúcia, faz uma cara de “te peguei, sacana!” e pergunta:

– Você não cansa de ficar “observando” esse cara, né? Por que não chega logo junto?

– Não é nada disso! Você sabe que eu apenas quero descobrir qual o segredo dele. Tem algum problema nisso?

– Isso é meio doentio.

– Doentio é você achar que, apenas por eu estar observando um homem, quer dizer que estou afim dele.

Paula senta em uma carteira ao lado de Lúcia, que continua olhando fixamente para Junior tentando decifra-lo, “quebrar” a barreira que há entre ele e seu segredo, entretanto, ela não esperava que ele virasse e olhasse diretamente em seus olhos, mesmo com aqueles óculos escuros que ele usa, ela sente os olhos dele fixos nos dela.

“Que sensação é essa?”

Ela sente como se estivesse sendo despida, como se estivesse exposta perante Junior, que logo em seguida volta a olhar para o celular.

– Já viu isso? – Paula mostra o celular para Lúcia. Meio “distante” ela pega e lê a noticia que esta em uma página da internet.

“Assalto a ônibus deixa dois mortos.

Hoje pela manhã um rapaz, armado, entrou em um ônibus que faz rota pelo campus da UFPA e anunciou um assalto. O cobrador, que tinha uma arma, tentou reagir, porém, foi baleado e morreu. Uma senhora tentou correr para fora do ônibus e o bandido, nervoso, acabou atirando nela também.

Ele fugiu do local”

– Que coisa – diz Lúcia – ele ainda conseguiu escapar.

– Hm? Não, besta, passa essa página ai, não estava falando disso – Paula passa a página no celular e para em uma que esta anunciando uma festa – estava falando disso! Dessa festa que vai ter aqui perto. Vamos?

– Ah... Você sabe que não gosto deste tipo de festa – Lúcia volta o olhar para seu “alvo”, entretanto, ele não se encontra ali – Cadê ele?

– Ele?

– Sim, Junior.

– Ah, ainda estava de olho nesse cara? Sabe, amiga, não sei o que você vê nesse “doido”, o cara é tão insosso, metido à merda.

Lúcia apenas continua olhando para onde ele estava, enquanto Paula continua tagarelando o quanto ele é desprezível.

Longe do campus, Junior, mais uma vez matando aula, esta caminhando em direção ao ponto de ônibus.

“Que diabos essa Lúcia quer comigo? Apenas me observar, que merda é essa? Que doida...

Se bem que ela é gostosa... Aqueles cabelos negros e lisos, corpinho mediano sexy, aquele rostinho meigo. É, ela não é de se jogar fora. Mas ela não pensa em transar comigo, vi isso na mente dela.

Ela quer saber meu segredo. E vai continuar querendo.”

Chegando no ponto de ônibus, ele senta e fica ouvindo música. Ele não percebe a aproximação de uma mulher. Ela caminha a passos lentos e com um rebolado que deixa os marmanjos que passam por ali, boquiabertos. Ela senta ao lado de Junior.

Quando ele percebe aquele par de coxas fartas e torneadas, ele vai erguendo o olhar, passando por todo o corpo escultural por dentro daquele, apertado e decotado vestidinho negro. Ele quer ver seus olhos. Mas ela usa óculos escuros, tão escuro quanto o dele. Mas ele não deixa de reparar na rosa que esta tatuada no rosto dela.

– É engraçado, não? – pergunta ela sem olhar para Junior.

– Hm? Oi? – retruca Junior, disfarçadamente, enquanto tira os fones de ouvido.

– Essa manhã, em um dos ônibus que fazem essa linha, aconteceu um assalto.

– Isso não é novidade aqui em Belém, aliás, isso não é novidade em lugar algum.

– O cobrador tentou reagir e foi morto. Uma senhora ficou histérica e tentou correr para fora do ônibus. Como o bandido estava nervoso, atirou nela também.

– Pessoas morrem. Todos os dias – diz Junior em tom seco.

– Não seria incrível se isso tivesse sido impedido? Quer dizer, se você soubesse que isso iria acontecer, não tentaria impedir?

Junior fica calado por alguns instantes, tentando entender o porquê dessa conversa.

– Não. Pois não sou nenhum herói.

Um carro encosta. A mulher levanta e entra, Junior fica inquieto. Antes de fechar a porta ela diz:

– Não se trata de heroísmo, Junior.

É como se uma bomba explodisse na cara de Junior, ele fica perplexo. O carro parte e a única coisa que Junior faz é se perguntar: “Quem é essa mulher?”

Notas finais
Gostou? Então fique de olho que daqui a 15 dias sai o terceiro capitulo. Tchauzinho ^^
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.