O Legado da Fênix

14 O Vale Da Morte Sussurrante


Notas iniciais
Uhuuu! atualizei rápido! obrigada pelo comentário Hermione Potter, ele me inspirou a postar mais rápido, dedico este capítulo a você. Eu ACHO que até domingo eu concluo a fic, então fiquem atentos. E vai ter segunda temporada, mas eu ainda não decidi o nome. Boa leitura!

A névoa dançava por aquele lugar aterrorizante, como se se deslizasse pelo ar até que se arrastasse pelo chão, tudo estava morto, da grama seca e morta até as grandiosas árvores negras sem folha alguma, seus galhos se entortavam deixando-as com um aspecto sombrio, tive a sensação de estar no inferno.

Procurei com os olhos por meus companheiros e os avistei desmaiados debaixo dos destroços do barco.

Levantei-me devagar e caminhei até Seth, que era o mais próximo, ele estava com apenas alguns poucos arranhões espalhado pelo seu jovem rosto agora desacordado.

Cutuquei lhe com o indicador na sua bochecha, esperando que o mesmo despertasse, mas nada aconteceu. Resolvi fazer algo mais bruto, então estapeei a sua cara sem dó.

Agora sim ele acordou.

–AI! Qual é o seu problema Hazel?

–Nenhum você que não acordou cabeludinho.

–Não me chame assim!

–Rapunzel?

–Não!

–Cabeludão?

–Não!

–Nada te agrada nessa vida pô?

–Não!

–Você é um saco.

–Olha quem fala...

Rosnei para ele e me pus de pé.

O próximo que eu despertei foi Morin, que de primeira pôs-se de pé.

O próximo foi Rick, repeti o mesmo processo que fiz com o cabeludin, e o mesmo quase me deu um soco, mas eu desviei inclinando o meu corpo para a esquerda e segurei o seu braço.

–Vai com calma mini jovem.

–Calma o caramba, porque me bateu?

–Para você acordar!

–Você é uma mulher, deveria ser mais delicada.

–Acredite, eu fui um amor com você!

Fui então para perto da minha ovelhinha, ele estava de bruços no chão, as bochechas rosadas estavam levemente sujas de terra negra. Limpei sua bochecha com o polegar e depositei ali um suave beijo, foi bem rápido e fez um som de estalo. Levy imediatamente abriu os olhos e corou mais que um tomate.

–Se um tapa é símbolo de amor para você Hazel, o que significa um beijo? Motivo de guerra? –Perguntou Rick em um tom indignado.

–Depende do cara que eu beijo.

–O Levy tem seus privilégios né? Cadê a igualdade, cadê a justiça? –Indagou o moreno mais novo.

–Se quer tanto me beijar Rick, porque você ainda não o fez? –Perguntei com ironia.

–Ele. Não. É. Nem. Doido. –Levy lançou para o moreno um olhar mortal, mas Rick estava concentrado demais no chão, e seu rosto estava mais vermelho que o de Levy.

–EI, CHEGA! Não é hora para discutirem sobre isso! Vocês são jovens demais para falar sobre beijos!

–Falou o virjão da história! –Comentei maldosamente.

Todos riram da expressão raivosa e envergonhada de Seth.

–CALEM A BOCA!

Dei uma risadinha baixa e ajudei Levy a se levantar.

–O que faremos agora? –Perguntei.

–O que EU farei agora? Vocês destruíram o meu barco! –Reclamou Morin.

–Desculpe senhor, prometemos que vamos lhe pagar o suficiente para comprar um novinho e de última geração! –Desculpou-se Seth.

–Eu espero mesmo! –Resmungou o senhor gorducho.

Fomos andando em direção a uma parte da floresta que havia menos árvores ao redor, como se fizéssemos uma trilha, mas sempre bem cautelosos, é claro.

Minhas botas tinham solo de borracha, por isso não faziam tanto barulho quando eu pisava nas folhas secas. Fiquei bem atenta a qualquer ruído indesejado, evitei respirar com muita rapidez com medo dos gases que aquelas plantas estranhas emitiam, tudo ali era muito suspeito para mim.

–Rick... –Ouvi uma voz sussurrar.

–O quê? –Perguntei também sussurrante, assustada.

–O que o quê? –Perguntou Seth.

–Alguém sussurrou alguma coisa.

–Sim, você. –Falou Morin.

–Não, sussurraram o nome do Rick, foi bem rápido mas eu ouvi.

–Ninguém sussurrou pelo Rick, Hazzie.

–É tanta paixão por mim que ela já está delirando só com o meu nome. –Gabou-se Rick.

–Tenho certeza de que não foi isso. –Murmurou Levy, seu tom era meio inseguro a meu ver.

–Gente, é sério, eu ouvi o nome do Rick ser sussurrado, foi meio vazio. –Sussurrei.

Ninguém me deu ouvidos, fiquei meio chateada por Levy ter também me ignorado, mas deixa para lá.

O clima estava ficando cada vez mais frio, temi pelo bem estar dos meus amigos já que eles não tinham a mesma resistência a gelo do que eu. Nossas respirações já soltavam aquela famosa fumacinha branca.

–Meninos, vocês estão bem? –Perguntei preocupada.

–Sim! –Murmuraram, com exceção de um.

–Levy? –Perguntei aflita.

–S-sim, eu estou bem. –Gaguejou inseguro.

–Vamos descansar, está tarde! –Bradou Seth em voz baixa.

–Sim! –Concordamos todos, já exaustos.

Paramos a caminhada em uma zona mais escondida e cheia de espinhos rodeando e com algumas árvores ao redor, também havia arbustos com folhas escuras, era perfeito para passar a noite. Um local quase impenetrável aos arredores e cobertos por árvores por cima, e caso fôssemos vistos, poderíamos nos esconder atrás dos arbustos.

Seth tirou de seu quimono o pergaminho com nossas bagagens, peguei a minha mochila e de lá tirei um cobertor negro e me dirigi para uma árvore que era cercada de arbustos, e tirou vantagem de sua pequenez e se encolheu apoiada na árvore toda enrolada no cobertor e deixei minha mochila camuflada no arbusto mais próximo.

Peguei num sono devagar, minha preocupação com a missão não me deixava dormir em paz, quando consegui cinco minutos cochilando fui acordada com aquela voz sussurrada.

–Rick...

Abri os olhos de imediato e procurei pelo moreno com os olhos, o mesmo estava dormindo tranquilamente apoiado em uma árvore.

Suspirei aliviada.

–Hazzie... –Uma voz sussurrou atrás de mim, eu imediatamente me virei para trás assustada e me deparei com Levy e encarando.

–O que houve? –Perguntei.

–Eu é que pergunto. Você está bem? Parece-me aflita.

–A voz, continua sussurrando o nome do Rick, estou começando a me assustar. –Desabafei.

Levy rodeou seus braços ao meu redor e afagou meus cabelos.

–Tá tudo bem. –Confortou-me.

–Dorme comigo? –Perguntei. Levy corou dos pés a cabeça, ele ficou muito tenso, tão tenso que chegava a tremer.

–T-tudo b-bem...

Levy apoiou suas costas na árvores se acomodou o mais confortável que pôde, em seguida deitei-me apoiada em seu peitoral, ouvindo seus batimentos cardíacos.

A coberta nos cobriu até o meu pescoço, e ali dormi confortavelmente.

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Ogon olhava aquela cena com tédio, se sentia frustrado por nada de interessante ter acontecido.

–Pelo visto terei de aprontar um pouco nessa história.

Ogon fechou suas orbes vermelhas, e quando as abriu estas haviam ganhado uma coloração dourada brilhante. Sua visão vagou pelas mentes mais próximas do seu túmulo, e ali encontrou um monstro que lhe agradasse. Deu-lhe os comandos e ele partiu.

Não era só a lava que tornava o dragão extremamente perigoso, os olhos dourados podiam dominar mentes, e mesmo preso na escuridão, podia penetrar e controlar as mais diversas mentes. Afinal, haviam inúmeros tipos de magia, e dominação mental foi um dos que mais lhe chamou atenção, tinha inúmeros feitiços em seu arsenal mental, dragões eram sábios natos e podiam usurfruir de diversos feitiços, porém estavam fora de seu alcance qualquer outro feitiço que não tivesse a ver com sua magia natural.

Mentes não eram elementos.

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Todos dormiam serenamente em seus lugares, Morin dormia tão profundamente que roncava, Seth estava apenas cochilando pois precisava ficar bem atento, Rick estava dormindo por exaustão, Levy dormia tranquilamente enquanto uma Hazel inquieta cochilava em seus braços.

–Riiiick... –A voz tornava a sussurrar, aquilo era um péssimo sinal.

Rick, Rick, Rick... RICK!

A voz dessa vez gritou sufocada aos quatro ventos. Hazel agarrou a camisa azulada de Levy e a apertou com força, como se tivesse um pesadelo.

–Rick... –Hazel murmurou apreensiva.

–Morte... –A voz torno a sussurrar, mas dessa vez foi diferente. –Rick... Dever... matar...

–Pare. –Suplicou Hazel.

–Sombras... correr...

–Pare, por favor... –As súplicas de Hazel se tornaram audíveis, a menina estava ficando perturbada.

Mas de repente, tudo silenciou.

Hazel desconfiou do silêncio repentino e lentamente abriu os olhos, sua visão estava embaçada e a névoa voltara a cercar o chão.

Mas seus olhos capturaram uma silhueta pequena e branca parada a poucos metros de si, em frente aos espinhos.

Uma silhueta familiar.

Quando sua visão normalizou ela o viu, sentado no chão algo que pensou ser apenas uma ilusão, tinha o corpo pequeno e tinha sua pelugem bem branca, como um pequeno floco de neve, suas patas dianteira, cauda, orelhas e bigodes eram de gato, as patas traseiras, focinho e dente eram de coelho, tinha um de seus olhos coberto por um tapa olho negro e o outro visível era de um tom opala e estavam meio opacos.

“Não pode ser...” –Pensou aflita.

Mas era ela, aquele que um dia lhe salvou a vida de um terrível massacre.

O Coelho-gato de sua infância.

Quando piscou os olhos ele já não estava mais lá, então pensou apenas ter sido uma ilusão.

Foi quando do nada u som de algo ser asfixiado se fez presente, Hazel rapidamente procurou pelos seus companheiros, eles dormiam tranquilamente, exceto por Rick que estava sendo asfixiado por macaco com pernas de aranha.

Hazel gritou de horror até sua garganta arder.

Uma grande idiotice de sua parte já que isso chamou a atenção de outras criaturas que começaram a se dirigir para aquele lugar.

Todos acordaram exaltados com a gritaria repentina, Seth não perdeu tempo e logo desferiu um golpe com sua espada no braço que o macaco-aranha asfixiava Rick, o moreno mais novo caiu no chão com um baque surdo.

Seth então invocou de seu pergaminho nossas armas, peguei meu arco e a aljava com flechas e atirei uma na cabeça do monstro, a adrenalina corria pelas minhas veias, meu corpo todo tremia, mas mesmo assim se mantinha atenta a tudo ao seu redor.

–Rick... deve...morrer... –A mesma voz arrastada sussurrou novamente, Hazel olhou para Rick e viu que o mesmo estava bem. Levy estava ao seu lado o ajudando a se estabilizar.

Quando pensaram que tudo já estava mais calmo, algumas coisas começaram a surgir por entre os espinhos.

Era uma espécie de homem bem magro, comprido, e com garras nos dedos, mas o mais apavorante eram que eles eram totalmente negros, não tinham olhos, nariz, boca, orelhas, nada, pareciam uma estranha espécie de sombra.

E eram. Habitavam aquele lugar em massa, por isso o nome daquela floresta.

As sombras começaram a se espalhar e atacar os viajantes, os mesmos desferiam golpes para se defender, embora fossem muitas sombras, elas eram facilmente derrotadas, e quando isso acontecia se tornavam um estranho líquido viscoso verde pântano. Eram uma espécie diferente de sombras, na verdade eram sombras de pessoas mortas, corrompidas e amaldiçoadas por demônios, e eram sedentos pela luz dos vivos. Podiam morrer, mas tudo o que viravam eram um líquido podre, toda a podridão e os pecados de seu humano.

Elas almejavam pelo ódio profundo que encobria o coração de Rick, o ódio sombrio pela família que assassinou seu pai, e também pela luz que tomava o lugar daquele sentimento.

As sombras vinham em massa em sua direção, todos já estavam melados com aquele líquido escuro, até mesmo Morin estava lutando com uma espada do arsenal de Seth.

Todos estavam ocupados demais com suas próprias sombras, e com rapidez destruíram todas em conjunto.

Mas quanto mais matavam, mais sombras surgiam. Seth desistiu da espada e começou a usar os chicotes dourados, partindo e massacrando as sombras habilmente, Levy cortava as sombras com o vento, Hazel substituiu as flechas normais pelas de gelo, que congelavam o seu alvo.

Rick continuava a usar armas, pois era tudo o que podia usar, ele se mantinha aflito pois estava ficando exausto, e as sombras pareciam não ter fim.

Morin continuou a usar a espada, porém não tinha tanta habilidade quanto Seth, Rick e Levy.

Quando todos pensaram que finalmente a poeira havia abaixado, se permitiram relaxar.

Rick não notou quando uma sombra se pôs atrás dele e lhe fincou as garras afiadas nas costelas. Hazel assistiu a cena, mas já era tarde demais.

–RIIIICK!

A atenção de todos se voltou para o moreno que tinha sangue escorrendo por todo o seu tórax e um pouco nos cantos da boca.

Seth correu para socorrer o moreno, Hazel não conseguia se mover, estava paralisada.

E para piorar os monstros chegaram naquela zona, mas ninguém tinha condições de lutar.

–VAMOS VOLTAR! –Gritou Seth, e invocou a chave da nossa dimensão.

–Hazel tinha uma briga interna entre voltar ou não, Rick era mais uma vítima dos monstros, iriam ter muito mais se não concluíssem aquela missão, mas se ela não fosse iria ficar presa alí.

–Hazel, toque na chave! –Ordenou Seth com Rick em seu braço.

Hazel não se moveu, estava se sentindo estranha, ela devia voltar, mas não podia, sua consciência não deixava.

–HAZEL! –Gritou Levy.

“Alguns sacrifícios devem ser feitos para poupar vidas inocentes.” –Pensou.

–Eu não vou voltar! –Afirmou. –Vão sem mim!

–DE JEITO NENHUM, NÃO VAMOS TE DEIXAR PARA TRÁS! –Berrou Levy.

–PRECISO FICAR, TENHO QUE FECHAR OS PORTÕES E SALVAR O PERGAMINHO DO MEU PAI!

–VOCÊ ESTÁ LOUCA? SE FICAR VOCÊ IRÁ MORRER! –Berrou Morin.

–E SE EU FOR, MUITOS OUTROS IRÃO! –Respondeu.

–PARE COM A LOUCURA, VENHA PRA CÁ AGORA! VOCÊ PROMETEU PARA A VIOLETTA QUE VOLTARIA! –Mandou Seth.

Hazel sabia que eles não iria permitir que ficasse, então resolveu fingir colaborar com sua equipe. Segurou uma parte da chave, e quando a mesma começou a brilhar, Hazel olhou para Levy com tristeza, e antes de soltar a chave de vez murmurou para o mesmo.

–Me desculpe.

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Soltei a chave e os meninos partiram, a luz chamou a atenção dos monstros que começaram a me atacar, comecei a espantá-los com estacas, alguns morreram por causa dissou, outros morreram congelados, não medi minhas forças para mata-los, eles machucaram o Rick, destruíram muitas vidas e cidades, portanto, não teriam perdão.

Senti a fúria me dominar, nunca imaginei que meus poderes tinham uma força tão grande.

O gelo se alastrou pela floresta, os ventos ficaram violentos, a temperatura caiu.

Começou a nevar.

A tempestade enfraqueceu os monstros que aos poucos morreram com a densidade do frio.

Meus cabelos dançavam junto com os ventos, e por mais que todos os monstros já estivessem mortos, a tempestade não cessou ao meu comando, ela continuou.

Minhas forças foram se esvaindo com rapidez, me sentia muito fraca.

Antes de eu cair de joelhos no chão algo me agarrou. Era uma ave, grande e de penas brancas, ela me jogou para as suas costas e eu me agarrei sem muita força às suas penas.

“Para onde ela vai me levar?” –Perguntei em pensamento.

–Você está bem pequenina? –A ave perguntou para mim.

–O que você quer? Porque não me deixa morrer? –Perguntei.

–Não tenho a intensão de te matar. –Respondeu-me calmamente. –A propósito, meu nome é Petrius.

–O que você quer de mim? –Questionei com a voz fraca.

–Nada. Apenas lhe proteger.

–A que custo?

–Nenhum.

–Espera que eu acredite nisso?

–Não, sei vai desconfiar de mim agora, até por que não estou na minha verdadeira forma, mas você já me conhece.

DE súbito lembrei-me do coelho-gato de mais cedo, a criatura que salvou minha vida quando eu tinha 6 anos.

–Você... é o coelho-gato? –Perguntei.

–Coelho-gato? É assim que você me chama? –Perguntou descrente. –Eu sou uma criatura mágica, da espécie mutano, posso me transformar em qualquer animal.

–Hum. –grunhi meio grogue.

–Durma menininha, você deve estar exausta.

Não dormi, apenas descansei em suas penas, em silêncio total, apenas com o barulho dos ventos uivando em meus ouvidos.

Espero que Rick esteja bem...

–Hazel, o que vocês faziam no Vale da morte sussurrante? –Questionou Petrius.

–Estava em missão, meu amigo está ferido, e eu escolhi ficar para poder fechar os portões dessa dimensão.

–Seu ato de heroísmo quase lhe custou sua vida.

–Sacrifícios devem ser feitos quando se quer proteger algo.

–Mesmo que isso custe a sua vida?

– Mesmo que isso custe a minha vida.

–Você é muito corajosa...ou muito burra.

–Acho que um pouco dos dois.

–Você cresceu bastante.

–Onde? Só se for na gordura.

Petrius fez um barulho que parecia ser uma risada.

–Você deve voltar!

–Não posso mais.

–Eu te levo.

–Obrigada pela oferta, mas eu ainda tenho alguns assuntos para resolver aqui. Por hot=ra, podes me levar para um lugar?

–Posso sim, qual?

–A tumba de Ogon.