O Lado Humano do Guaxinim
1 Como Usar o Novo Corpo
Notas iniciais
Peter não consegue acreditar no que vê, exatamente. Ele bateu a cabeça ao cair, ou isso é o efeito que o raio causou?
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Tudo começou quando receberam um chamado de Xandar. Um tal de Loki ameaçou o planeta, em busca de um objeto para Thanos. Queria alguém que pudesse lhe indicar a localização do artefato dentro da galáxia.
O grupo não demorou a se dirigir para o local, em busca de uma forma de derrubar o bendito invasor, só que ninguém mencionou que o tal se intitulava um deus e que tinha alguns poderes bem peculiares.
Gamora quase caiu de um prédio ao tentar atacá-lo com uma voadora, mas passou direto por uma espécie de projeção holográfica, que ninguém percebeu quando ele criou. Drax também foi enganado diversas vezes, assim como Peter e Groot. Rocket foi o único a analisar a situação e perceber quando as coisas eram ilusões, ou realidade, o que era bem simples na verdade. Se está fácil demais: ilusão. Se está prestes a te matar: realidade.
Loki não derramou suor para derrubar Drax e Gamora definitivamente e não ia demorar muito até que Peter, Rocket e Groot estivessem no mesmo estado.
— Não sei de onde vêm as ilusões, mas a maior arma dele é aquele cajado, lança, ou sei lá – Rocket exclamou – Se arrancarmos dele, não vai ter como continuar na ofensiva.
— E como fazemos isso? – Perguntou Peter.
— Quer que eu pense em tudo de uma única vez, Imbecil das Estrelas? – O guaxinim ironizou.
— Eu sou Groot! – Repreendeu a árvore.
— Não estamos brigando, é um apelido carinhoso – Rocket objetou.
E então precisaram se deslocar, pois o esconderijo quieto que arrumaram foi descoberto por Loki e destruído. Peter se separou de Rocket e Groot e acabou se tornando o foco do asgardiano.
— Andando com essas criaturas aberrantes, humano – Loki debochou – Não te entristece saber que é o único membro não exótico do circo de horrores?
— Se quiser entrar também, estamos precisando de um palhaço – Provocou Quill.
Loki sorriu desafiadoramente e disparou um raio de sua lança. Peter conseguiu desviar e efetuou vários disparos com suas armas, dos quais Loki se desvencilhou sem nenhum esforço. Quill desviou de mais um raio, saltando por trás de uma coluna e correu pelo meio dos prédios, com o deus em seu encalço.
Peter se escondeu atrás de um balcão no interior do que parece ser uma lanchonete, largada pelos proprietários que provavelmente sabiam do risco. Ao olhar por cima do balcão, notou que o deus se virou de costas, procurando por ele. Parecia confuso demais, mas ele se preparou e disparou na direção da mão do outro, tentando fazê-lo soltar a lança.
— Quill, seu idiota! – A voz de Rocket fez Peter perceber o ocorrido. Ele fora enganado também. Os tiros atravessam a ilusão e ela se desfaz.
— Achei você – O verdadeiro Loki exclamou, do alto de um prédio, mirando a lança diretamente para Peter – Hora de juntar-se ao seu amigo roedor.
Quill não tinha para onde correr, o raio não tinha como errar, a não ser que algo o interceptasse.
E esse algo foi Rocket.
Peter não sabe exatamente por que Rocket decidiu fazer aquilo, entretanto, ele não vê tempo para questionar. O clarão criado pela colisão o obrigou a proteger os olhos e durou pelos segundos mais longos de sua vida.
Assim que tudo passou, Rocket não estava em nenhum lugar para se ver. Isso levou Groot a perder o controle da raiva mais uma vez. Nenhuma ilusão foi capaz de impedi-lo de chegar ao verdadeiro Loki e derrubá-lo. A lança foi arrancada de sua mão, deixando o impotente e a árvore o manteve preso em suas raízes até que os patrulheiros chegassem e o levassem em cárcere.
Por todo esse tempo, Peter ficou olhando o local onde Rocket foi atingido. A parede foi destruída e uma grande cratera se abriu no chão, porém, nenhum resto mortal de Rocket era visível. E por todo o tempo, Peter se perguntava porque aquele guaxinim maluco saltou na frente dele.
Um barulho que mais parecia um gemido no interior da lanchonete deixou Quill alerta. Ele passou pela parede e se empenhou pelo que parecia ser a cozinha do local. Um homem, aparentemente humano, jazia jogado ao chão de azulejos empoeirados. Era um homem tão grande quanto Peter, com barba e cabelos negros e estava se movimentando como se acordasse de um impacto. Porém, a coisa que mais chamava atenção eram os trapos alaranjados que cobriam seu peito e suas partes íntimas. Pareciam uma roupa menor que fora rasgada quando ele a colocou.
O homem abre os olhos com dificuldade e encara Peter.
— Parece que consegui salvar você.
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E foi assim que Peter chegou à situação atual. A voz do homem é inconfundível, mas ele não está habituado a vê-la sair desse corpo, mas sim de um guaxinim e as palavras somente reafirmam isso.
— Algum problema, Quill? – O homem pergunta, tentando se levantar. Ele olha para baixo, para as próprias pernas – Caí em cima de alguém? – Ele se vira de costa e mexe as pernas e fica chocado ao perceber que elas são suas – Mas que...
— Rocket? – Peter finalmente encontra coragem para perguntar.
— Eu achava que era – O homem se levanta e percebe que está bem mais alto que o normal... Muito mais alto “mesmo” – O que diabos aconteceu?
— E você pergunta pra mim?
Rocket analisa a situação, olhando para seu corpo humano, quase nu, exceto pelos restos do uniforme que se prendem a sua cintura, mais parecendo uma saia.
— “Hora de juntar-se ao seu amigo roedor” – Parafraseia.
— O quê? – Peter inquire, confuso.
— Foi o que ele disse antes de atirar em você, “Hora de juntar-se ao seu amigo roedor”, eu era o roedor, ou seja, se o raio te atingisse, você viraria um guaxinim.
— Mas atingiu você – O terráqueo exclama, fatidicamente.
— E eu já era um guaxinim, então deu efeito contrário e eu... Virei humano.
— Peter? – Gamora chama da entrada da lanchonete. Pouco tempo depois, ela e Drax conseguem encontrá-los.
— Quem é esse humano trajado tão inapropriadamente? – Pergunta Drax.
— Eu não sou o único sem camisa aqui – Rocket retruca.
— Eu conheço essa voz – Gamora diz, arregalando os olhos.
— Conheçam o Rocket Humano – Peter aponta, sem ter a menor ideia do que realmente está dizendo.
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Todos se preocupam primeiro em dar a Rocket uma nova troca de roupa, que ele toma emprestada de Peter, e depois há uma discussão sobre como devem fazer para reverter a situação. Pelo que sabem, somente Loki é capaz de tal feito, porém, colocar a lança nas mãos dele novamente está fora de questão.
— Então, vou ser humano pra sempre? – Pergunta Rocket.
— Pelo lado bom, você não pode mais arrancar as peças da nave pra fazer armas – Peter ironiza.
— Vai sonhando – Desafia o novo humano.
— Não há como sintetizarem a energia usada pela lança? – Pergunta Gamora.
— Mesmo que exista alguém que saiba como fazer isso, com certeza não será barato. Sem mencionar que o manuseio da energia define o efeito criado. Me transformar em humano, explodir lugares, só ele pode definir o que a arma faz.
— Eu sou Groot – Comenta Groot.
Rocket rola os olhos e dá de ombros.
— Obrigado, amigão, mas não faz eu me sentir melhor.
— O que ele disse? – Pergunta Gamora.
— Que eu fiquei bonito. É gentil da sua parte, mas esse corpo é um pé no saco.
— Isso não causa nenhuma injúria? – Inquire Drax.
— É uma metáfora, Drax – Peter constata.
— Não entendo o sentido de utilizar essas expressões.
— Problema seu. O que importa agora é o meu, que... Bem... – Rocket aponta o próprio corpo com as mãos.
— Isto também me confunde. Não entendo porque quer tanto sua forma antiga de volta. Você não odeia que o chamem de roedor, monstrengo, ou aberração por causa daquele corpo? E quanto às cicatrizes que não estão presentes neste que tem agora?
Assim que Drax termina a pergunta, Peter e Gamora encaram o ex-guaxinim com olhares inquisidores, afinal, o argumento fazia todo o sentido e Rocket não havia pensado por esse lado ainda. Talvez seja realmente melhor não ser alvo de todas as afrontas, nem da gozação, e ser um pouco maior o deixará mais independente da proteção de Groot. Sem mencionar que as cicatrizes do passado não farão nenhuma falta.
— Que tal ficar assim por um tempo? A Corporação ainda vai interrogar o tal deus e descobrir o que ele quer, enquanto estuda uma maneira de fazê-lo te trazer de volta. Se até lá você ainda quiser ser um guaxinim de novo, então tudo bem – Sugere Gamora.
— Eu sou Groot – A árvore sorri.
— Eu sei, mas vou sentir falta de pegar carona no seu ombro – Brinca Rocket.
Groot imediatamente o pega nos braços e o levanta. Peter e Gamora riem da cena, enquanto Rocket arrisca-se a não cair do ombro de seu amigo, que insiste em tentar equilibrá-lo ao lado de sua cabeça.
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— Rocket! – Peter exclama, ao perceber a peça nas mãos do atual humano, que tenta encaixá-la em uma de suas armas – Eu ia precisar desse reator.
É apenas o segundo dia como humano e já se pode perceber que Rocket não pretende mudar. As piadas de humor ácido ainda são feitas regularmente e as peças reservas da nave e de outros aparelhos continuam sumindo “misteriosamente”.
— Claro que não ia, a nave já tem cinco desses e todos os cinco em bom estado – Declara o outro, sem retirar os olhos de sua tarefa – Isso era bem mais fácil quando minhas mãos eram menores.
— Pra mim não mudou nada – Peter afirma.
— Cala a boca um instante, Pateta das Estrelas, tenho um trabalho a terminar – Rocket encaixa a última peça do reator na arma – Agora sim.
— Agora sim o quê?
— Quer mesmo que eu mostre aqui dentro? – Pergunta o novo humano com um sorriso desafiador.
— Não seria louco – Quill provoca.
— Tem razão... Não enquanto eu estiver aqui dentro também. Vou guardar pra um caso especial.
— Poderia aproveitar que é maior agora e fazer um exercício, ou sei lá, ao invés de desmontar a minha nave pra aprimorar suas armas.
— Relaxa, não vai precisar de outro reator tão cedo. Sabe onde posso arrumar uma corrente dentada com fluxo de plasma? Tive uma ideia para as adagas da Gamora.
— Nem pense em procurar – Adverte o terráqueo.
— Tudo bem... Vou arrumar o que comer.
Peter está bem com a ideia de que Rocket finalmente irá parar de arrumar peças na nave para inventar algo maluco, até lembrar que há uma corrente com fluxo de plasma na estufa de comida.
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— Então vai me vigiar agora? – Rocket inquire, rindo de Peter, que o seguiu até a cozinha e de pé à porta, assistindo-o enquanto come o sanduíche – Sabe que eu posso arrumar outras coisas pra fazer. Não sei se isso realmente é por causa das peças.
— E por que mais eu ia querer manter um olho em você? – Peter inquire,
— Não sei – O ex-guaxinim dá de ombros e termina de engolir, então, se levanta, abandonando o sanduíche pela metade, e caminha até Peter – Vai ver você gostou da minha nova aparência – Declara, ficando frente a frente com o terráqueo.
— Até parece, não é a minha praia – Peter afirma, olhando debochado para Rocket.
— Não é o que os capangas do Yondu falam – Rocket dá de ombros – Eles têm umas histórias bem interessantes sobre como você se livrava da punição quando aprontava.
Peter fica vermelho, mas sua expressão é mais de raiva do que surpresa. Não consegue acreditar que aqueles infelizes ousaram espalhar o assunto.
— Até parece que tudo que eles contam é verdade – Tenta contornar.
— Será mesmo que é mentira, Quill? – Rocket se aproxima ainda mais de Peter, encarando-o com sarcasmo, diretamente nos olhos. O terráqueo toma um breve segundo para se perder no azul que os olhos do novo corpo exprimem sem nenhuma moderação, antes de recuperar os sentidos e afastar Rocket com um leve empurrão.
— Mesmo que fosse verdade, você não é meu tipo – Ele vai até a geladeira e procura por uma bebida.
— Não sou?
— Não seria – Peter corrige-se imediatamente.
— Entendi.
Gamora passa por Rocket na entrada e olha para a expressão de desconforto de Peter. O olhar inquieto do terráqueo, que vasculha toda a cozinha para evitá-la, além do sorriso convencido de Rocket, são as marcas registradas do momento. Ela ignora e segue em frente até a despensa, em busca de algo para comer rapidamente e quando retorna, finalmente tem coragem de encará-los.
— O que estão aprontando? – Pergunta.
— Nada – Respondem os dois homens em uníssono. Ambos se encaram, Peter com irritação e Rocket continuando com o sorriso sarcástico e, aparentemente, vitorioso.
Gamora dá de ombros e rola os olhos, seguindo seu caminho de volta para fora da cozinha.
— Vou ver o que Groot está fazendo – Rocket diz para ninguém em específico e se retira.
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Peter senta-se sobre sua cama, antes mesmo de se trocar. Nenhuma informação foi extraída de Loki e a Corporação já não tem mais recursos para interrogá-lo. A única solução aparente é mantê-lo sob custódia até que decida cooperar e investigar suas origens, porém, isso com certeza irá tomar muito tempo, o que significa que Rocket continuará como humano pela mesma duração.
O enfrentamento na cozinha não deixa a sua mente por um segundo. Se Rocket fosse um pouco mais ousado, Peter acabaria fazendo algo de que se arrependeria. Os olhos azuis ressurgem em sua frente, como uma ilusão. Eles poderiam estar fechados, não faria diferença. A boca cercada pela barba sensual é vislumbrada em contato com a sua e Peter não resiste à vontade de tocar seu volume suprimido pela toalha.
Por que vê-lo assim agora? É a mesma ousadia de sempre, o mesmo Rocket que faz comentários inconvenientes sempre, porém, a forma humana faz isso parecer, de certa forma, sexy. Imaginar-se atraído sexualmente por um guaxinim é terrivelmente enojador e, como não é nenhum zoófilo, Peter compreende perfeitamente o porquê de Rocket chamar tanto a sua atenção depois do acontecimento com Loki.
Uma batida leve em sua porta o faz parar com a carícia, o que é decepcionante. Desde que os outros juntaram-se a ele, a falta de privacidade na própria nave para trazer alguma garota chega a deixá-lo enfurecido, e como se não bastasse, aparentemente não tem mais privacidade nem para aliviar-se sozinho.
— Quem é? – Inquire, tentando disfarçar a irritação.
— Quill, posso falar com você um momento? – É a voz de Rocket do outro lado da porta.
O terráqueo fica ressabiado em abrir a porta, pois não sabe se vai ser um assunto realmente sério, ou algo ainda mais provocante do que a conversa que tiveram mais cedo. Mesmo com essa dúvida, o receio de que Rocket realmente esteja passando por alguma enrascada é maior e ele abre a porta, revelando o novo humano com uma expressão enfadada, apenas com a toalha em volta da cintura, e este o olha nos olhos imediatamente.
— Posso entrar?
— Qual foi o problema? – Peter dá passagem e fecha a porta.
— Bem, é meio que sobre hoje à tarde – Rocket parece desconcertado, porém, Peter percebe quando ele se aproxima da porta e a tranca, através do painel – Como eu achei que alguém podia chegar, não deu tempo de fazer o que realmente importava.
Antes que Peter diga uma palavra sequer, o de olhos azuis passa uma mão por sua cintura e outra por sua nuca, puxando-o para perto e o beijando. É apenas um selinho no começo, mas é o que basta para fazer a ereção de Peter retornar, junto com uma série de pensamentos confusos.
Quando finalmente consegue esboçar uma reação – o que não é tão cedo – Peter empurra Rocket, não com tanta força o suficiente para dizer que não quer, apenas para demonstrar que precisa de uma pausa.
— O que pensa que está fazendo? – Questiona, tentando expressar indignação, porém, tudo o que consegue expressar é surpresa.
— Vai se fazer de inocente, agora, Quill? – Rocket pergunta, olhando para baixo e constatando o volume atrás da toalha – Sabe que suas palavras não expressam tudo?
— Para com essa palhaçada, você me pegou de surpresa, só isso – Peter se vira de costas, para disfarçar. Sua respiração se perde quando sente os braços de Rocket enlaçando sua cintura e a rigidez ser pressionada contra sua bunda.
— Vai bancar o difícil? – Rocket leva uma de suas mãos à ereção sufocada pelo pano – Sabe, eu nunca fiz isso antes, mas eu tenho uma boa noção do que fazer, e dificultar o desafio é um presente que você tem pra mim.
— E o que faz você pensar que é você quem manda aqui? – Desafia o terráqueo.
Rocket responde com uma risada ao canto de sua orelha, fazendo o se arrepiar, devido ao contato do ar quente com sua pele. A mão do ex-guaxinim o pressiona com mais força, enquanto a que estava livre acaricia a extensão de seu abdômen e seu peitoral. Beijos estalados são dados na curva de seu pescoço, aumentando os arrepios anteriores.
Finalmente, Rocket busca a ponta da toalha e a solta do local onde está presa, fazendo a parte frontal cair, enquanto continua pendurada pela pressão aplicada entre sua virilha e as nádegas de Peter. Ele segura o membro rígido delicadamente e começa a bombear. Em um súbito reflexo, o terráqueo move os quadris em direção a Rocket, friccionando-se com a ereção atrás dele.
— Já decidimos quem manda aqui? – Pergunta o ex-guaxinim, provocantemente, apertando o membro de Peter com um pouco mais de força e continuando o leve movimento.
O terráqueo não encontra palavras para responder, pois o contato com seu pênis o emudece, tudo o que consegue fazer é tentar controlar a respiração pesada, com pouco sucesso e manter seus olhos fechados. Rocket volta a beijá-lo, mas dessa vez, no canto atrás de sua orelha, onde não há arrepios, mas sim cócegas. Isso faz Peter lançar os quadris para trás mais uma vez, meio involuntariamente e com mais vontade. O novo humano toma nota disso e continua a dar atenção a essa área, empurrando seus próprios para frente, toda vez que Quill movimenta-se para trás.
Ele deixa de acariciar o peitoral de Peter e leva a mão para remover a própria toalha, movendo o quadril para trás, deixando-a cair e, quando retorna, tenta encaixar seu membro bem entre as nádegas de Peter.
É uma sensação boa, sem dúvida. A diferença entre ter um pênis humano e tocá-lo em outra coisa que não seja sua própria pata é novo e é o que mais o excita. Imaginar que finalmente têm a chance de fazer com Peter tudo o que não podia quando era um guaxinim faz seu corpo se aquecer por dentro. Finalmente poderá ensinar a Quill o seu verdadeiro lugar.
Peter abre os olhos ao sentir o contato em seus glúteos. Coberto pela toalha, não parecia tão grande. Ele vira o rosto de lado e Rocket se aproxima ainda mais, beijando-lhe a bochecha, tentando de uma forma desajeitada, chegar à sua boca. Peter contorce-se um pouco para tornar isso possível, mas não é tão fácil quanto parece.
— Estamos entrando num acordo? – Pergunta o ex-guaxinim.
— Um beijo não significa que as coisas vão ficar fáceis – Quill declara, com o mesmo olhar desafiador de antes, mas dessa vez, como o de um desafio que ele torce para que Rocket aceite.
O novo humano o vira, para encará-lo nos olhos e o beija novamente, enquanto o empurra até que ele tropece nos pés da cama e caia deitado sobre ela. Rocket escala sobre ele e beija seu pescoço, só que agora com mais força do que antes, sugando a pele com intensidade o suficiente para deixar uma marca.
Peter protesta com um “Ow!” bem alto. Rocket ergue a cabeça para olhá-lo nos olhos.
— Já que você não entendeu do jeito leve, eu perdi a paciência – Exclama e continua seu trabalho no pescoço do terráqueo, com mordidas e chupões. Alguns fortes, outros nem tantos. Suas mãos se apoiam no peitoral de Peter e brincam com os mamilos do mesmo. Ele nem sabe se isso realmente excita alguma reação, mas não está com raciocínio para checar.
Suas mordidas descem até o peitoral de Peter. É divertido e prazeroso tentar prender os músculos entre os dentes e Quill geme baixinho para cada tentativa, demonstrando que de fato a área é sensível. Finalmente, ele prende um dos mamilos com a maciez de seus lábios e Peter solta o primeiro gemido totalmente audível. Rocket deleita-se na reação e continua a chupar e morder o mamilo, sem muita delicadeza, tanto que quando o solta, o botão e seus arredores encontram-se avermelhados.
A mesma atenção é dada ao outro mamilo, antes de Rocket descer pelo abdômen de Peter e parar em sua virilha. O cheiro do sabonete ainda é fresco no local, dando a ele um desejo bobo de fungar nas laterais do local, só para se deleitar no perfume.
Peter espera que Rocket dê atenção ao seu membro que pulsa com a necessidade de toque, mas, invés disso, o novo humano continua espalhando mordidas pelo interior de sua coxa e segue até seus pés, beijando toda a parte superior antes de seguir até o dedo polegar e colocá-lo na boca.
Certo... Peter está começando a ter certeza que Rocket assistiu algum tipo de pornografia antes de vir ao quarto dele. Como é possível que ele saiba de tantas partes sensíveis ao mesmo tempo?
Os dentes de Rocket se pressionam na base de seu dedo e um arrepio percorre sua perna, se refletindo direto nas suas partes mais íntimas. Rocket percebe a contração dos músculos do local e faz isso de novo. Peter deixa escapar um arquejo e se contorce lutando contra a sensação confusa, um misto de prazer e desconforto.
— Do outro lado, Quill – Comanda Rocket.
Peter obedece e deita-se de bruços, deitando a cabeça sobre seus braços. Rocket se coloca entre suas pernas e ele as abre mais um pouco, dando o espaço necessário. Peter ergue a cabeça assustado quando ao invés de uma carícia, recebe um tapa estalado em sua nádega esquerda.
— Ei! – Exclama.
— Há quanto tempo eu sinto vontade de fazer isso com você, Quill? – Rocket brinca, antes de dar mais um tapa e Peter arqueja novamente.
— Vai devagar com isso!
— Por quê? – Rocket inclina-se, para falar na nuca do terráqueo – Não aguenta uns tapinhas, Vadia das Estrelas?
A mão severa desce novamente sobre a pele nua do bumbum de Quill, que suga o ar entredentes. O jeito que Rocket sussurra as palavras em seu ouvido antes de estapear o mesmo local, não deviam ser tão excitantes, mas Peter não consegue controlar as pulsações no próprio membro toda vez que acontece.
Rocket não poupa as palavras sujas nos sussurros, tudo o que estava preso em sua garganta. Tudo o que sentia vontade de dizer quando Peter achava que Gamora não estava na nave e saía só de cuecas para a cozinha, ou quando ele deixava o banho, com a toalha perfeitamente ajustada à bunda tão perfeita. A vontade de apertá-la, espancá-la, era tanta, que agora que o desejo está finalmente sendo realizado, é quase impossível parar e Quill já está quase chorando de prazer com toda a conversa suja e a suposta punição por ser “um bandido sedutor, com um corpo tão perfeito que deixa Rocket louco”.
— Rocket, por favor... – Peter choraminga, entretanto, põe a mão em sua boca, se arrependendo de ter dito tais palavras no exato momento.
O ex-guaxinim deita-se ao lado dele, acariciando a superfície de sua bunda ternamente. A pele de sua mão parece tão quente quanto os glúteos do terráqueo. Quill comete o erro de olhar para ele e ver o sorriso em seu rosto.
— Parece que agora definimos quem manda aqui – Declara o novo humano.
— Desde o primeiro tapa – Peter provoca.
— Então foi mais fácil do que eu achei – Brinca Rocket – Implora de novo, adoro ouvir o som que você faz quando parece desesperado.
— Não sei dizer se isso é um elogio, ou reafirmação de ódio – Peter exprime.
Rocket dá uma gargalha e volta a ficar entre suas pernas, dessa vez, um pouco mais para trás na cama, para que possa se inclinar e aproximar seu rosto dos glúteos rosados de Peter. A essa altura, as costas de Quill já se encontram brilhantes com uma fina camada de suor, gerada pelo contato que o antigo guaxinim teve com elas. O calor das marcas de sua mão chega a irradiar. Ele beija o topo de cada nádega de forma terna e depois as lambe, lentamente, soprando as trilhas de saliva quando termina.
— Melhor? – Pergunta.
Peter murmura um “Hmhm” manhoso em resposta.
Logo Rocket segue para a linha entre suas nádegas e usa as mãos para abri-las, revelando o ponto rosado piscando na região inferior. Não resistindo, dá a primeira lambida e ouve o terráqueo arfar em reação. O gosto é indescritível, mas o prazer de incitar essa reação é imenso e o novo humano continua friccionando a língua com a área sensível e beijando as nádegas na zona mais próxima.
Peter começa a gemer e murmurar palavras encorajadoras. É tão macio, úmido e quente, que não consegue conter suas expressões enquanto Rocket o toca dessa forma. O outro não é nenhum profissional, mas é absolutamente bom nisso. E a certeza de que Rocket assistiu algo erótico apenas aumenta.
Aos poucos, o ex-guaxinim reduz o ritmo e começa a lamber desde a delicada abertura, até a base da coluna de Peter e finalmente se ergue, rastejando até que seu membro esteja em contato com a região agora molhada. Peter rebola um pouco, para ter um pouco de fricção e Rocket faz o mesmo, esfregando a ponta pela pequena entrada pulsante.
Depois de um bom tempo assim, Peter começa a ficar impaciente, porque Rocket não se atreve a dar o passo seguinte.
— Quanto tempo vai demorar? – Pergunta, ironicamente.
— Não sei, será que a noite toda você aguenta? – Rocket responde em mesmo tom – Você sabe o que tem que dizer, Quill... Só preciso ouvir uma vez, mas quero ouvir tudo.
O terráqueo se irrita com a petulância do antigo guaxinim, mas não chegou tão longe para que o clima morra, principalmente quando ele simplesmente necessita ir até o fim disso tudo.
— Por favor, Rocket, me fode – Peter esconde o rosto nos braços para que o novo humano não veja o rubor, mas é possível ainda notar por suas orelhas, que estão vermelhas como as tatuagens de Drax.
— Mas é claro, Vadia das Estrelas – O outro delicia-se por simplesmente chamá-lo assim. Usando uma das mãos, guia o membro com firmeza até a entrada de Quill e pressiona levemente.
A passagem apertada quase faz Rocket delirar. Isso, com certeza, é melhor que sua pata. Quente, suave e mostrando certa resistência a cada centímetro que se insere. Peter também tem seus momentos, sentindo a rigidez invadi-lo pouco a pouco. O arrepio em sua coluna o faz apertar o membro de Rocket com sua abertura involuntariamente.
Quando Rocket finalmente sente a bunda de Peter tocar sua virilha, deixa um gemido sufocado escapar, assim como Quill. Tanto um é grande, quanto o outro é incrivelmente apertado. Talvez nem todo o tempo em posse de Yondu tenha sido o suficiente para deixá-lo mais relaxado. Rocket é eternamente grato.
— Pode se mover se quiser – Peter autoriza.
Rocket começa um ritmo lento, sentindo cada milímetro do canal interior de Peter se friccionar contra sua ereção de uma forma tenra e delicada. Ele quer mais disso emergentemente e não demora muito para que seus quadris comecem a acelerar o ritmo, como se eles não os controlasse.
— Ei, devagar – Quill reclama – Não é tão fácil de aguentar quanto você imagina.
— Foi mal, me empolguei – Rocket desacelera, para a satisfação do terráqueo.
Quando a resistência se torna menor, finalmente Peter o autoriza a aumentar o ritmo, mas como Rocket o faz muito bruscamente, ele pede um tempo novamente.
— Fala sério, que delicado você é – Reclama.
Peter ignora o comentário e dá, mais uma vez, autorização para que Rocket aumente o ritmo, mas dessa vez, controlando para que não aumente tão bruscamente. O movimento finalmente atinge a velocidade satisfatória para ambos e Peter começa a se concentrar na parte boa, que com certeza não é a dor.
Uma descarga elétrica o faz estremecer quando Rocket toca sua próstata pela primeira vez e um gemido é sufocado, antes de sair como se fosse um grito abafado. Rocket imediatamente para, acreditando que pode tê-lo machucado muito.
— Continua! Agora que acertou você quer parar? – Peter declara, com aparente fúria, tanta que Rocket decide obedecer e movimentar-se com o mesmo ritmo, na mesma posição que estava antes.
Agora Peter geme abertamente a cada vez que o local é atingido e Rocket percebe que está fazendo algo certo, tornando o movimento constante, tentando atingir a região o máximo de vezes possível, até que se canse. Ele para por um instante, ainda encaixado dentro de Peter e os dois recuperam parte do fôlego.
— Quer me deixar trabalhar também? – Pergunta o terráqueo.
Rocket dá de ombros e Peter o remove de si, fazendo-o deitar-se de costas. Ele cerca a cintura do ex-guaxinim com suas pernas e se ajoelha sobre seu quadril, usando uma das mãos para alinhar o membro sob sua entrada, para então sentar cuidadosamente. Sem mesmo esperar um tempo após a penetração inicial, Peter começa sua cavalgada, apoiando-se no peitoral de Rocket, para garantir suporte no aumento de velocidade.
O novo humano tenta se sentar para beijá-lo e o terráqueo se inclina, para fazer o mesmo, mas nenhum dos dois é flexível o suficiente para fazer isso por muito tempo. Logo nenhum dos dois fala mais uma palavra compreensível. Tudo é apenas gemidos, murmúrios desconexos, suspiros, arquejos, enquanto Peter passa a se apoiar com apenas uma mão, para se masturbar com a outra e quando Rocket se sente próximo, tudo que resta é alertar Peter disso. Ele não sabe se tem ou não permissão para gozar no interior do terráqueo.
Aparentemente sim, porque Peter apenas mantém-se em seu assento e continua a se masturbar, enquanto Rocket aperta os olhos e os punhos em volta do lençol, sentindo o líquido deixar seu corpo. A masturbação de Peter faz com que ele trema, friccionando-se no membro em seu interior e o novo humano sente como se fosse explodir, mas o terráqueo não parece dar nenhum sinal de se retirar dali. O alívio é tido quando a flacidez permite que seu membro deslize para fora do outro sozinho.
Peter se masturba até que sua mão para na base de seu membro e ele deixa que o líquido se despeje sobre o peitoral de Rocket, ao passo que ele geme descontroladamente.
Quando tudo finalmente acaba, Peter deita-se na cama, ao lado de Rocket, recuperando o fôlego.
O novo humano o olha com um sorriso sarcástico.
— Para algo que não é sua praia, você parece ter gostado muito – Comenta.
— Cala a boca – Peter exclama.
— Acho que posso ficar com esse novo corpo, se formos aproveitar isso mais vezes.
— Vai sonhando – O terráqueo se levanta e procura pela toalha que ficou caída no chão.
— Não pode ter sido tão ruim assim.
— Não foi, mas não vamos fazer isso de novo. É melhor você sair.
Rocket deseja contestar, mas se toca que não há muitos motivos para fazer isso. Se Peter não quer fazer sexo com ele novamente, não existe uma maneira de forçá-lo. Se Quill não houvesse concordado, nem mesmo essa primeira vez teria sido possível.
O guaxinim pega sua toalha do chão e enrola novamente na cintura. Nenhum dos outros guardiões está acordado, exceto Groot que o espera no quarto que compartilham. O companheiro lhe saúda e Rocket conversa apenas mais alguns instantes com ele, à medida que se troca e quando deita, nota que toda aquela noite será somente uma mancha no passado, pelo que Peter deixou bem claro.
Ele deita-se e não consegue afastar o pensamento de que foi usado. Aparentemente, Peter queria se livrar de todo o tempo sem fazer nada por causa da presença deles e viu em Rocket uma oportunidade. Irritado com tal possibilidade, o ex-guaxinim dispõe-se a não trocar palavras com ele novamente tão cedo.
E assim ele o faz, porém, Peter também não troca muitas palavras com ele pelas próximas semanas. Precisam cumprir duas missões nesse meio tempo e Peter deixa Gamora na liderança sobre a desculpa de que não se sente bem, o que Rocket sabe que é apenas uma desculpa para não ter que falar diretamente com ele, mesmo por meio de planejamento.
No fim da semana, Peter deixa claro que não era exatamente uma mentira. Ele começa a dar sinais de que está passando mal de verdade. Rocket o pega vomitando duas vezes em uma única noite e o terráqueo se recusa a comer... Pelo menos o que todos comem. Normalmente ele sai da nave em busca de outras coisas para se satisfazer.
Um lado de Rocket, o lado que se preocupa com Peter, quer perguntar o que está acontecendo e oferecer-se para levá-lo a um posto médico, porém, o lado orgulhoso contesta pelo resto da semana, até que se passe mais uma e ele encontre Peter vomitando logo cedo pela manhã novamente.
Os dois não trocam palavras, como de costume. Rocket prefere esperar até o café da manhã para falar com Peter.
Gamora e Drax estão saindo para reabastecer os suprimentos, deixando Peter e Rocket sozinhos. O paradeiro de Groot é desconhecido.
O terráqueo encara o sanduíche em seu prato com desgosto, pensando se deve ou não sair para comprar outra coisa.
— Tudo bem com você? – O ex-guaxinim pergunta.
— Um pouco enjoado, só isso.
— Sabe, acho que tenha uma suspeita sobre o que você pode ter. Li algo sobre esses sintomas em humanos um tempo atrás.
— Então o que seria?
Rocket estampa um sorriso travesso.
— Parabéns, Peter Quill, você está grávido.
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