Notas iniciais
Oi meus amores ? Como estão ? Aqui temos um capítulo gostoso que dará um pequeno passo na história, ficou pequeno mas espero que gostem e não deixem de comentar sua opinião ! Boa leitura !

As semanas seguintes passaram voando e logo já estávamos nas férias que chegaram junto do calor infernal de verão.

Sorri de forma vitoriosa ao ver no mural de resultados que finalmente atingi a pontuação que tanto queria nas provas finais. Já era rotineiro ver meu nome no primeiro lugar todos os semestres, mas eu sempre acabava decepcionada por raramente chegar aos duzentos pontos, que era o máximo.

Como de costume, o motorista de Alecssander me levou de volta para o apartamento, onde encontrei o mesmo jogado no sofá assistindo noticiário.

— Achei que estaria no escritório da máfia hoje — falei. Ele olhou rapidamente para trás antes de levantar e vir em minha direção.

— Tenho algumas coisas para resolver por aqui — ele disse e eu levantei as sobrancelhas sem demonstrar interesse. — O que vai fazer nas férias ?

Dei de ombros.

— Estudar.

— Ótimo. Então nós vamos para Stocking Island, nas Bahamas.

— "Nós" ? — franzi o cenho enquanto cruzava os braços.

— Eu e você. — ele revirou os olhos.

Soltei uma risada sarcástica.

— O que te faz pensar que eu vou aceitar ir para uma ilha no meio do oceano sozinha e ainda por cima com... — o analisei dos pés a cabeça com uma expressão enojada. — Você ? — dei ênfase na última palavra.

Ele bufou.

— Podemos convidar Rosalya também. Não que eu queira que ela vá, mas se você se sentir melhor com ela lá então tudo bem — ele cruzou os braços e deu de ombros — Só achei que passar duas semanas de férias em uma praia seria melhor do que ficar trancada no quarto estudando.

— Prefiro ficar no quarto estudando, obrigada. — falei e comecei a andar em direção às escadas, mas ele segurou meu braço e me impediu.

— Vamos Darella... — ele fez cara de cachorro abandonado — Por favor...?

Ainda segurando meu braço, Alecssander sorriu. Eu odiava quando ele sorria. Eu odiava quando ele conseguia me convencer apenas com seu sorriso com covinhas. Eu o odiava. O motivo ? Desde o mês passado, meu coração idiota não sabe se controlar por causa desse babaca, e Rosalya disse que é porque eu estou gostando dele. Obviamente, eu não acreditei no início, e convenci a mim mesma de que era apenas atração física, mas ultimamente está ficando cada vez mais claro, e eu passei a odiá-lo e até mesmo a me odiar por gostar desse idiota. De tantos homens no mundo, essa merda de coração resolve gostar justo de Alecssander.

Suspirei.

— Talvez... — murmurei, fazendo uma pausa — Mas só se Rosalya for também.

Rosalya veio sendo uma ótima amiga nas últimas semanas e eu realmente ficaria feliz se ela fosse. Primeiro que eu adoraria viajar com ela, e seu jeito extrovertido até que não está mais sendo tão irritante, e segundo que eu não vou ficar sozinha com o babaca. Sabe-se lá o que esse tarado poderia fazer.

E sim, eu finalmente considero Rosalya como minha amiga.

Alecssander sorriu com minha resposta e meu coração deu uma leve acelerada. Coração idiota, pensei, sua função é apenas bombear sangue e não ficar acelerando desnecessariamente.

— Sem problemas. Vou ligar para ela agora mesmo. — ele se virou de costas para mim e pegou o celular.

Quando notei que ele havia encerrado a ligação, chamei seu nome e ele se virou de frente para mim de novo.

— Stocking Island... — murmurei repetindo o nome da ilha que ele havia mencionado. — Mas essa não é uma das ilhas particulares das Bahamas ? Não temos que, sei lá, alugar ou comprar antecipadamente ?

— Sim, mas eu a comprei já tem alguns meses. — ele deu de ombros.

Revirei os olhos. É claro que ele comprou uma ilha.

— E quando iremos ?

— Assim que Rosalya chegar. — ele disse olhando as horas no relógio em seu pulso.

— Nós... Nós iremos hoje ?! Agora ?!

—Algum problema ?

Antes que eu pudesse responder, alguém bateu quatro vezes na porta de forma desajeitada e a empregada — que só vem ao apartamento duas vezes por semana — foi atender.

Rosalya apareceu sob nosso campo de visão se matando para carregar três malas grandes e duas médias enquanto vestia um vestido azul claro com estampa florida que lembrava o Havaí, sandálias nos pés, óculos escuros e o cabelo preso em um rabo de cavalo alto.

— Vamos ? — ela disse sorridente e animada.

Arqueei as sobrancelhas. Duas semanas ? Rosalya carregava coisas suficientes para passar uns quatro meses, isso sim.

A empregada apareceu ao meu lado com duas malas médias.

— Como pediu, aqui está suas roupas e as roupas da senhorita Darella, chefe. — ela disse antes de sair.

Fuzilei Alecssander com o olhar e ele deu uma risada nervosa.

— Eu pedi para ela fazer as malas para não perdermos tempo... — ele disse e olhou para Rosalya como se pedisse ajuda.

— Amiga, vamos logo. É Bahamas ! Praia, sol, mar, vários surfistas bonitos e bronzeados desfilando pelas areias vestindo apenas calções... — ela suspirou e depois me encarou com um sorriso malicioso. — E tenho certeza de que você adoraria ver o bonitão aí só de calção.

Senti que fiquei mais vermelha do que a cor das flores no vestido de Rosalya e tive certeza de que o babaca também pareceu ter ficado desconfortável com o comentário.

Ele pigarreou.

— Bom... Vamos ? — ele perguntou a ninguém em especial, mas depois de alguns minutos, os dois em minha frente me encaravam com expressões esperançosas. Bufei.

— Tá ! — cruzei os braços com uma expressão emburrada e Rosalya comemorou com gritinhos histéricos enquanto Alecssander apenas sorriu.

Começamos a andar em direção ao elevador, mas antes, Rosalya jogou suas malas para o babaca.

— Você é muito gentil, Alecssander. — Rosalya disse sorrindo enquanto o idiota ficou para trás tentando carregar suas diversas malas.

— Eu ajudo. — murmurei pegando as duas malas médias com minhas roupas e as roupas dele.

— Pode deixar, eu consigo. — ele disse mas mal conseguia carregar as malas de Rosalya.

Revirei os olhos.

— Vamos logo. — falei pegando as duas malas e andando em direção ao elevador que Rosalya segurava para nós.

— Vocês são muito lentos ! — Rosalya disse, bufando.

— Então vem carregar suas malas, sua patricinha. — Alecssander murmurou ao meu lado e eu não pude evitar de rir.

Ele me olhou de relance e sorriu ao ver o sorriso em meu rosto, e assim que percebi seu olhar, voltei à expressão séria novamente. Seu sorriso fez meu coração acelerar e eu fiquei irritada. Meu coração acelera toda vez que Alecssander sorri ? Sério isso ? Revirei os olhos com esse pensamento. Eu havia ficado muito mole nas últimas semanas por causa desse idiota. QUE INFERNO !

Ao entrarmos no elevador, Alecssander apertou um botão com a letra "H" gravada e uma flecha apontando para cima ao lado. Franzi o cenho de imediato; achei que o apartamento fosse no último andar.

Poucos minutos se passaram até as portas do elevador se abrirem revelando um heliporto e um helicóptero que pousou segundos depois de começarmos a andar até a plataforma.

— Não vai ser um tanto cansativo ir de helicóptero até as Bahamas ? — Rosalya disse olhando com desprezo para o veículo.

— Iremos de helicóptero até o aeroporto, e de lá iremos com meu jatinho particular até as Bahamas. — Alecssander disse entregando as malas para o motorista que as guardou numa espécie de bagageiro que ficava atrás do helicóptero.

Não sei porque ainda me surpreendo quando Alecssander fala sobre seus bens materiais com tanta naturalidade que parece estar falando "bom dia".

Todos entraram no helicóptero e eu fiquei por último, receosa de entrar. Eu nunca tive oportunidade de voar de helicóptero e agora, confesso estar tensa.

— Darella, qual o problema ? — Alecssander perguntou colocando a cabeça para fora do veículo.

— É que eu... Hum... — me atrapalhei com as palavras e desviei o olhar. Era só o que me faltava: ter que confessar uma fraqueza para esse idiota.

— Ei... — ele me chamou e eu fui obrigada a encará-lo — O que foi ?

— Eu... — fiz uma pausa pensando se deveria ou não falar isso para ele. — E-Eu...

— Está com medo ?! — ele sorriu de forma travessa.

Fechei a cara e cruzei os braços.

— E se eu estiver ?! Qual o problema ?!

— Nenhum problema — ele levantou as mãos em sinal de rendição — Não precisa ter medo. É seguro, eu prometo.

— Eu não tenho medo do helicóptero — desviei o olhar e murmurei tão baixo que achei que ele não tivesse escutado: — Eu tenho medo de altura.

Ele revirou os olhos.

— Não entendo o motivo de ter vergonha em admitir isso. — ele ofereceu a mão — Rosalya fez questão de ir no banco de trás porque também tem medo, então sinto muito mas você vai ter que ir na janela... — suspirei — Mas não se preocupe — ele disse rapidamente o que me fez encarar seus olhos cor de chocolate e depois sorriu ternamente transmitindo segurança — Eu vou estar bem ao seu lado.

Meu coração palpitou. A alguns meses atrás eu provavelmente xingaria ele dizendo que se o helicóptero caísse sua presença não ia servir de nada, mas naquele momento, de alguma forma, eu quis acreditar em suas palavras.

Segurei sua mão, ainda receosa, e ele me puxou com força para dentro e fechou a porta, indicando ao motorista que poderíamos ir.

Coloquei o cinto de segurança e os fones de ouvido e então o motorista levantou vôo. Eu estava tensa. Muito tensa. Alecssander pareceu ter percebido meu medo e quando pensei que ele fosse tirar sarro e fazer piadinhas, fui surpreendida por seus dedos pedindo permissão para entrelaçar-se ao meus. Cedi, obedecendo mais meu coração do que meu cérebro que repetia diversas vezes "você não gosta dele, então não tente se apegar para não se decepcionar quando ele te der um pé na bunda".

Não tive tempo para refletir sobre o que meu cérebro estava dizendo pois o helicóptero deu um solavanco quando já estava a mais de seis mil metros do chão e inevitavelmente, apertei a mão de Alecssander.

Ele se aproximou do meu ouvido para falar algo, e quando senti seu hálito fazendo cóssegas em meu pescoço, senti um arrepio dos pés à cabeça.

— Não pense na altura... — ele murmurou — Apena relaxe e... Sei lá, tente curtir a vista.

Desviei o olhar do chão e tentei seguir seu conselho, olhando vagarosamente em direção à janela. Ele tinha razão; apesar da imensa altura, era lindo a vista de cima dos prédios de Nova Iorque.

Cerca de dez minutos depois pousamos no Aeroporto Internacional de New York, e depois de passar por vários processos de documentação e todo aquele blá blá blá, finalmente passamos por um corredor estreito que nos levou até a área particular de embarque, onde uma aeromoça nos conduziu até um passarela que levava ao jatinho.

Eu e Alecssander nos sentamos lado a lado em duas poltronas luxuosas de couro branco com porta copos nos braços e Rosalya se sentou em nossa frente, distraída enquanto digitava rapidamente em seu celular.

O jatinho ligou os motores e se posicionou para decolar. Ele atingiu uma velocidade que quase desafiava as leis da física e eu não pude evitar de estremecer quando ele finalmente levantou vôo e ficou acima das nuvens. Apesar da altura, fiquei olhando para fora da janela vendo o mar branco que as nuvens formavam, pareciam um grande colchão de algodão sob um céu perfeitamente azul. Era lindo.

Depois de duas horas, o piloto avisou que pousaria-mos em poucos minutos e eu não contive o entusiasmo, mas nada muito exagerado, como Rosalya fez.

O jatinho começou a descer vagarosamente nos dando uma bela vista da imensa Bahamas.

— Nossa — murmurei — É...

— Incrível. Sim. — Alecssander terminou a frase e depois deu um sorriso.

O jatinho pousou em uma pista bem na ponta da ilha e assim que descemos, um homem irritantemente simpático nos recepcionou dizendo ser o motorista do carro que nos levaria até a casa do senhor Fairchild. Era engraçado o fato de que as pessoas o chamam por esse nome tranquilamente sem saber que ele é apenas o líder da máfia americana.

— A ilha não era particularmente sua ? — sussurrei para Alecssander. Ele assentiu — Então por que todas essas pessoas estão aqui ?

— Mesmo sendo particular ainda é famosa, então é praticamente um ponto turístico das Bahamas. Digamos que noventa por cento da ilha é minha e os outros dez por cento é dos turistas ou das pessoas que trabalham para mim. — ele sussurrou de volta.

—Entendo — murmurei encarando o gordinho do outro lado do aeroporto que tentava inutilmente amarrar os cadarços dos sapatos. Soltei uma risada quase imperceptível.

Enquanto caminhava pelo aeroporto, tropecei na mala de uma idosa de cerca de oitenta anos e fui sustentada pelos braços de Alecssander. Ela saiu andando apressadamente pelo corredor de desembarque carregando sua pequena mala. Confesso que fiquei com vontade de xingá-lá por nem ao menos pedir desculpas, mas cheguei à conclusão de que não valeria a pena.

— Você está bem ? — Alecssander perguntou. Eu assenti e então voltamos a andar.

Até aquele momento, eu nem havia reparado que eu e o babaca ainda estávamos de mãos entrelaçadas. Eu havia ficado tão confortável que deixei passar isso.

Desde o início eu sempre quis voltar para meu apartamento e esquecer completamente que Alecssander Al'Capone passou pela minha vida, e posso garantir que ainda não confio plenamente nele e que eu teria feito um escândalo por sua ação no helicóptero e certamente estaria horrorizada pela situação que estamos. Mas agora, ao olhar para baixo e ver que nossos dedos se encaixavam perfeitamente uns nos outros, eu quero apenas que ele continue segurando minha mão.

Notas finais
Hehehehehehehe (aquela carinha) Gostaram ? Não ? Comentem ! Até o próximo capítulo !