Notas iniciais
Oi meus amores ! Como estão ? Meu Deus gente, eu estou amando os comentários de vocês, sério, vocês são foda ! Hahahah E sim ! Estou postando muuuitos capítulos, um atrás do outro, mas isso para compensar o mês inteiro que fiquei sem postar (mil perdões). Então aí vai, espero que gostem desse capítulo e não deixem de comentar o que acharam ! Boa leitura !

— Nossa... — exclamei assim que saímos da trilha, maravilhada com a vista.

— Gostou ? — ouvi a voz de Alecssander se aproximando atrás de mim.

— Sim. — falei tentando não deixar óbvio minha empolgação.

A casa de Alecssander era em uma parte vazia da ilha, bem afastada dos hotéis para turistas. Ela ficava praticamente no meio do oceano, e o único acesso a ela é por uma passarela de madeira que começava na beira do mar.

Depois que saímos do aeroporto, o motorista nos levou até uma trilha no meio de várias árvores, e depois de cerca de cinco minutos de caminhada, chegamos na praia onde se situava a casa de Alecssander.

Retirei os sapatos e deixei escapar um gritinho de surpresa quando senti a areia em contato com meus pés. Ela estava morna e era fofinha como algodão.

Rosalya também retirou os sapatos e foi em direção a casa sem mais delongas, dizendo que precisa vestir urgentemente seu biquíni.

Eu fui caminhando vagarosamente pela areia até chegar na beira do mar, onde a pequena onda tocou levemente meus pés. A água estava gelada, porém devido ao calor infernal de trinta e cinco graus que estava fazendo, me deu vontade de mergulhar agora mesmo com roupa e tudo.

— Você nunca foi a uma praia antes ? — Alecssander perguntou ao meu lado, me despertando de meus devaneios.

Neguei com a cabeça.

— Então você vai adorar aqui. — ele sorriu e começou a caminhar pela passarela, sendo seguido pelo motorista de mais cedo que carregava nossas milhares de bagagens.

Fui logo em seguida, me surpreendendo com o quanto a casa era bonita por dentro. Era uma típica casa ao estilo havaiano com telhado de palha e a decoração era inteira rústica ao estilo praiano.

Havia apenas dois quartos, sendo eles uma suíte com cama de casal e um quarto de hóspedes com duas camas de solteiro, onde eu e Rosalya nos acomodamos.

Ela foi correndo até o banheiro que se situava no corredor que dividia os quartos para se trocar enquanto eu apenas admirava o mar de um verde transparente pela janela. Rosalya voltou minutos depois usando um maiô preto com alcinhas finas que formavam um nó atrás do seu pescoço. Ele era como um biquíni com o top e a calcinha, mas por cima havia uma camada de crochê que formava desenhos na barriga, como flores ou então bolinhas. Era com certeza um dos maiôs mais bonitos que eu já havia visto.

Fiquei a encarando passar o protetor solar até que ela se virou para mim com uma expressão de interrogação.

— Não vai por o biquíni ? — ela perguntou.

— Claro que não — falei.

— E posso saber o motivo ? — ela colocou as mãos na cintura.

— Primeiro: acho biquíni um vestuário muito vulgar, segundo: eu não vou ficar de biquíni perto do babaca do Alecssander e terceiro: estou muito bem de short e camiseta. — falei numerando nos dedos.

Rosalya bufou.

— Você só pode estar brincando. Está um calor dos infernos e você vai ficar de short e camiseta ?! — assenti — Ah mas não vai mesmo !

Ela veio em minha direção e me puxou até uma de suas malas, onde havia vários pares de biquínis e maiôs. Ela murmurava algo enquanto passava a mão sobre cada um deles, até que finalmente jogou um par em meu rosto.

— Veste. — ela ordenou apontando para o banheiro.

Franzi o cenho, intercalando meu olhar do biquini para Rosalya e de Rosalya para o biquíni.

— Não.

Ela revirou os olhos.

— Tenho absoluta certeza de que Alecssander não vai ligar se você usar um biquíni, agora para de marra e vai se vestir de uma vez. — quando eu iria argumentar, ela me lançou um olhar assassino e eu bufei, cedendo.

Até perdi as contas de quantos biquínis Rosalya me fez provar e eu já estava quase desistindo e iria sugerir voltar ao meu short e camiseta, até que ela me jogou outro.

— Vermelho não ! — protestei, analisando aquela miniatura de biquíni.

— Vai logo vestir — ela bufou com impaciência e eu obedeci, vendo que discutir por causa da cor de um biquíni não levaria a nada.

Vesti o biquíni e voltei ao quarto, onde Rosalya me analisou dos pés à cabeça e soltou um gritinho de felicidade.

— Esse, com certeza ! — ela sorriu batendo palminhas.

— É muito... Aberto — murmurei, pegando uma camisa branca e jogando por cima do biquíni.

— Vermelho combina com sua pele e você ficou linda. — ela disse colocando ambas as mãos em meus ombros e dando um sorriso terno. — Eu vou indo lá para fora. Não demore, não coloque a camisa e o short e principalmente, não esqueça de passar protetor solar. — ela disse parecendo uma mãe exigente. Soltei uma risada assim que ela saiu e comecei a passar o protetor.

Assim que terminei, coloquei meus óculos escuros e fui andando calmamente pela passarela. Ao longe, pude ver Alecssander tentando afogar Rosalya no mar e acabei rindo.

Eles foram se sentar nas cadeiras em baixo das árvores que formavam uma grande sombra, por isso não era necessário guarda-sóis. Assim que me aproximei, retirei os óculos e eles fizeram o mesmo, me cumprimentando com acenos e sorrisos.

Me sentei entre eles e ali ficamos, em silêncio, apenas aproveitando a vista.

Fechei os olhos e respirei fundo, ouvindo o som do mar e das árvores, onde suas folhas se moviam conforme o vento.

— Vamos para o mar ? — Alecssander sugeriu.

— Hum... Eu to bem aqui. — falei.

Ouvi Rosalya bufar ao meu lado.

— Vai logo. — ela me empurrou suficientemente forte para que eu me levantasse. — E tira essa camisa. Ta um calor infernal aqui.

Ela puxou minha camisa brutalmente e eu fiquei apenas de biquíni. Percebi o olhar de Alecssander sobre mim e inevitavelmente retribui o olhar, parando para reparar em seu corpo.

Eu quase podia contar as gotículas de água que desciam por seu abdômen completamente definido. Ele usava uma bermuda preta e carregava uma chave num cordão dourado em seu pescoço, junto de um óculos de sol preto.

Ouvimos uma tossida super forçada, e então encarei Rosalya.

— Puuuxa olha só a hora ! Preciso passar meu creme da...Da... Da pele ! Isso ! Até mais ! — ela disse e saiu correndo, mas assim que percebi sua expressão maliciosa, vi que era apenas uma desculpa para nos deixar sozinhos.

Eu e Alecssander caminhamos até o mar em silêncio e fomos avançando. Quando a água começou a bater abaixo dos meus peitos, parei de andar e o idiota se virou para mim.

— Vamos continuar, ali não é tão fundo.

Neguei com a cabeça.

— Por quê ? — ele perguntou.

— Porque eu não quero. — falei, seca.

Ele revirou os olhos.

— Se você não vai, eu vou. — ele disse e começou a andar, me deixando sozinha aos poucos.

— Espera aí seu idio- não pude terminar a frase, pois senti água entrando na minha boca.

Eu havia pisado em um buraco e por conta disso, comecei a me afogar. Tentei inutilmente gritar para Alecssander que estava na frente, mas as palavras simplesmente não saíam e eu não conseguia puxar meu pé de volta, parecia estar preso em algum galho.

— Você é muito medrosa Dare- minha vista estava embaçada, mas pude ver Alecssander dizendo algo e se virando para trás, mas não terminou a frase quando me viu — Darella !

Ele veio rapidamente em minha direção e rodeou seus braços em minha cintura, tentando me levantar, meu pé estava começando a doer e então Alecssander viu que aquilo estava sendo inútil. Ele mergulhou e eu senti leves beliscões até perceber que meu pé estava livre, mas eu ainda não conseguia respirar. Já estava com a visão turva quando senti seus dois braços fortes me abraçarem novamente e me levantarem e eu finalmente pude respirar.

Respirei fundo. Uma, duas, três vezes. E então as respiradas foram seguidas de várias e várias tosses.

Eu estava com os braços ao redor do pescoço de Alecssander e ele abraçava fortemente meu corpo contra o seu, para me manter acima da água e não correr o risco de eu me afogar novamente.

Quando parei de tossir, ouve um silêncio tenso entre nós.

— Eu te odeio. — murmurei.

Ele soltou uma risada baixa ao lado do meu ouvido.

— Eu também me odeio. — ele suspirou — Me desculpe por isso. Eu não devia ter forçado.

Não respondi.

— Então... — ele começou — Tem medo de altura, nunca veio à praia e não sabe nadar... Mais algum segredo ? — ele perguntou.

Soltei uma risada nasal.

— Você se surpreenderia.

Depois de alguns minutos em silêncio, Alecssander se pronunciou.

— Acho melhor voltarmos para a casa — ele sugeriu e eu concordei.

Andamos vagarosamente até a areia, e quando tentei andar, percebi que meu pé estava todo arranhado e eu estava mancando. Alecssander também viu isso e passou seu braço em volta da minha cintura para me dar apoio até a casa.

Vimos Rosalya na casa assaltando a geladeira. Ela se preocupou comigo assim que viu meu pé, mas deixou Alecssander me ajudar até o quarto. Vesti um vestido florido antes de me deitar, e o idiota me ajudou com cada mínimo detalhe. Chegava a ser irritante.

Me deitei na cama, deixando o pé machucado em cima de uns travesseiros e o outro no chão. Alecssander buscou um kit primeiros socorros e depois de passar antissépticos, enrolou uma bandagem.

— Pronto. — ele disse — Vai ficar bom em alguns dias.

Concordei com a cabeça, em silêncio.

— Me desculpe — ouvi Alecssander murmurar e imediatamente o encarei. Ele olhava para fora da janela — Se eu não tivesse insistido, você não estaria desse jeito.

— Eu fui atrás de você porque quis. Não é culpa sua. — falei.

— Mas-

— Mas nada — o interrompi. Me sentei na cama com cautela e peguei uma de seus mãos e a apertei levemente — Está tudo bem. Sério.

Sorri sem mostrar os dentes e Alecssander me encarou com as sobrancelhas arqueadas.

— O que foi ? — perguntei.

— Nada... Só não estou acostumado com você sendo gentil.

Fechei a cara de imediato e soltei sua mão brutalmente, me jogando de costas nos travesseiros.

— Tanto faz. — falei.

Ele riu e depois ficamos em silêncio novamente.

— Eu gostaria de te compensar por isso — Alecssander disse, de repente. Fiz sinal para que ele continuasse — Posso te levar para jantar essa noite ? Os melhores restaurante ficam a apenas alguns quilômetros daqui, poderíamos até ir andando se... — ele se interrompeu — Se você não estivesse com o pé desse jeito. Mas sem problemas, vamos de carro, daremos um jeito. — ele falava tudo rapidamente.

— Está... Está arrumando uma desculpa para me convidar para um encontro ?! — exclamei, arqueando as sobrancelhas e tentando esconder o sorriso que estava se formando em meus lábios.

— Se você quer chamar de encontro, tudo bem — ele deu de ombros com um sorriso malicioso.

Fiquei algum tempo em silêncio, pensando nos prós e contras que levaria aceitar esse convite. No fim, acabei cedendo.

— Tudo bem, eu aceito — falei e ele sorriu — Mas isso não é um encontro !

— Esteja pronta às oito. — ele disse antes de sair do quarto.

Suspirei.

Eu estava cansada. Cheguei da faculdade e logo vim para cá sem parar por um minuto sequer, estou exausta.

Me deixei levar pelo cansaço e logo acabei adormecendo.

[...]

Acordei vagarosamente, me espreguiçando na cama em seguida. Ao olhar pela janela, notei que já estava anoitecendo. Percebi um bilhete em cima do meu pé e assim que o peguei, não reconheci a caligrafia.

" Querida Darella,

Amiga, eu ouvi sua conversa com Alecssander mais cedo — e foi sem querer, juro ! — e isso é SIM um encontro, por isso eu humildemente decidi ajudar. Separei uma de minhas roupas para você e a deixei no banheiro junto de alguns cremes. Fique bem cheirosa para ele e não tenha dó de usar o perfume !

Caso esteja se perguntando, saí com o motorista de mais cedo — ele é bem gatinho viu ?! — e só volto de manhã, então vocês dois tem a casa só para vocês essa noite.

Tenho certeza que um dia você vai me agradecer por isso !

Ah, e se surgir oportunidades, não pense demais, apenas faça.

Beijos, te amo e boa sorte.

P.S.: Peguei suas roupas e as escondi para que você não possa trocar o que eu escolhi.

P.S.²: Não me odeie.

P.S.³: Eu sei que você pensou em ir com o vestido que está e saiba que se você for com ele, VOCÊ É UMA GAROTA MORTA."

Revirei os olhos. Era bem o estilo da Rosalya fazer esse tipo de coisa.

Levantei e caminhei até o banheiro, ainda mancando. Tomei um banho demorado e ao sair, me enrolei na toalha e peguei as roupas e os cremes — que eu achei exagero — e fui para o quarto.

Passei apenas alguns dos vários cremes e dei três borrifadas do perfume, e então fui pegar a roupa... E soltei alguns xingamentos envolvendo uma certa amiga.

A roupa consistia em um top e uma saia, sendo o top de decote em "U" todo de renda branca e transparência com desenhos florais um pouco acima do umbigo e a saia colada até metade das coxas com um tecido branco e por cima a mesma renda que descia para baixo do joelho. Era realmente uma roupa muito linda, mas era algo que Rosalya usaria e não eu.

Suspirei, vendo que eu não tinha outra opção. Vesti a roupa e a combinei com uma sapatilha prateada que combinava com a bolsa de mão pequena. Me analisei no espelho; sem maquiagem, sem jóias, sem luxo, e com o cabelo solto e liso de sempre. Continuava sendo apenas eu com uma roupa bonita. Sorri, vendo meu reflexo.

O relógio já marcava sete e cinqüenta e eu decidi esperar do lado de fora da casa. Ao sair, vejo Alecssander escorado no corrimão da passarela já me esperando, e segundos depois ele percebeu minha presença e veio em minha direção.

A passerela estava toda iluminada com pequenos pontos de luz no chão que refletiam no mar, e o clima estava agradável sem ser aquele calor infernal que faz durante o dia.

— Boa noite. — Alecssander disse e depois sorriu.

— Boa noite. — o cumprimentei, seguido de um sorriso de canto.

— Eu gostaria de dizer que a senhorita está muito bela esta noite — ele disse. Soltei uma risada pelo jeito formal que ele estava falando, mas acabei entrando na brincadeira.

— Você também está muito elegante esta noite, senhor Al' Capone. — ele usava uma camisa branca e uma bermuda com degradê em tons de azul do escuro ao mais claro.

— Gostaria de me acompanhar em um agradável jantar nesta noite ? — ele ofereceu a mão.

— Oh, será um prazer. — respondi estendendo minha mão e segurando a sua.

Ficamos nos encarando por alguns segundos até cairmos na gargalhada.

Ele me ofereceu o braço e eu aceitei, então começamos a caminhar, o que foi difícil já que eu estava mancando e precisava dar uns pulinhos.

Quando Alecssander soltou meu braço do seu e eu achei que cairia de cara no chão, fui surpreendida por um de seus braços atrás dos meus joelhos e o outro atrás das minhas costas. No susto, passei meus braços envolta de seu pescoço.

— E-Ei ! O que pensa que está fazendo seu idiota ?! — esbravejei.

— Iremos mais rápido assim e você não vai precisar forçar seu pé se eu te carregar. — ele disse, e depois deu de ombros — E eu não me importo em te carregar. Você se importa ?

Fiquei em silêncio e ele levou isso como um não. E bom, na verdade, eu realmente não me importava em ser carregada. Me poupava de ficar pulando para andar e ele que está fazendo questão de me carregar. E também... Mesmo sentindo meu coração bater a mil por minuto, eu me sentia confortável em seus braços.

Deitei minha cabeça em seu peito, pensativa. Afinal, eu gosto de Alecssander ou realmente é atração física ? Sinceramente, tenho medo da resposta, e espero tê-la em breve.

— Onde iremos ? — perguntei, quebrando o silêncio.

Ele sorriu sem olhar para mim.

— Você vai ver.

Notas finais
Onde será que eles vão minha gente ?? Saberemos no próximo capítulo ! Hahaha Gostaram ? Não ? Comentem ! Até o próximo capítulo !