Notas iniciais
Ta aí o primeiro capítulo pra vocês

1° Dia:

Hoje é o primeiro dia que venho a este novo colégio, o lugar não é dos mais acolhedores eu diria, me atrevo até a dizer que é um pouco sinistro, os estudantes são muito certinhos, muito na linha, ninguém neste internato desobedece, eu estou achando tudo muito estranho, mas é claro que não serei eu quer vai mudar as coisas!

Sou o Héctor, tenho 17 anos, nasci em Doncaster, porém me mudei recentemente para esta cidadezinha com um nome incomum. Spectrum é uma cidade pacata, um lugar onde você sai na rua e não encontra ninguém, tipo, nunca!

Eu entrei no colégio Nigreath e pude ver logo de cara, que as pessoas daqui não tem lá um bom gosto pra decoração!

Fui caminhando em direção à sala da diretoria, o piso de madeira rangia a cada passo e as paredes num tom de branco gelo, pareciam desgastadas com o tempo. Quadros velhos dos antigos diretores “enfeitavam” o corredor, que era muito mal iluminado por sinal, com algumas luminárias nas paredes, e absolutamente nenhuma janela por perto.

Ao encontrar, finalmente, a porta do diretor, me deparo com uma enorme porta de madeira escurecida, e desgasta pelos anos, e uma velha inscrição nela, onde se lia: “Em homenagem aos fundadores do colégio Nigreath, e a todos que lutaram com suas vidas para que esse edifício não fosse fundado”.

Achei realmente estranho ver aquelas palavras talhadas na madeira da porta e notei que a antepenúltima palavra estava apagada e riscada, e eu não pude ler o que estava escrito.

Logo aquela grande porta se abriu, e de lá saiu o diretor. Um homem alto, com pele tão clara que pensei que nunca tivesse visto o sol e cabelos lisos e castanhos porém compridos, que iam até o meio de suas costas.

Ele me encarou, com a feição séria, e perguntou:

–Posso ajuda-lo?

A voz dele era grave, e admito que me deixou apreensivo, mas eu sou um cara muito durão então não iria de forma alguma mostrar que ele me assustou!

Assenti de forma positiva que sim, e ele disse:

– Oh sim, você deve ser o aluno novo, estou certo?

– Sim, sou eu! – falei apenas para que ele obtivesse alguma resposta.

Ele entrou em sua sala, e me pediu para acompanha-lo. Lá dentro, era muito diferente do corredor. As paredes eram listradas nas cores vermelho e branco. As poltronas eram brancas e a mesa dele de vidro. Os enfeites da sala eram na maioria pretos, o que dava um ar moderno ao local.

Ele abriu uma das gavetas de sua estante, que era o único móvel preto do local, e retirou de lá uma pasta com meu nome, abriu-a e estendeu-me uma folha.

–Estes são seus horários, seja bem vindo a Nigreath.
Apesar de ser extremamente assustador esse meu diretor, eu até que não notei nada estranho na diretoria, mas eu tenho certeza que não quero ter que voltar aqui por um motivo desnecessário.

Fui até a sala de aula indicada no papel, e quando cheguei lá, vi que o professor de história já havia começado sua aula.

Ele me encarou com cara de poucos amigos, e disse:

– Você deve ser o aluno novo... Sente-se onde quiser.

Eu fui até lá, passando por algumas carteiras, poucas pessoas me encaravam, a maioria provavelmente tinha coisas mais interessantes pra fazer do que encarar um cara magrelo, branco e de óculos. Me sentei no fundo da sala, num lugar que parecia combinar perfeitamente comigo, porque era um lugar que quase parecia invisível, afinal era sem graça e simplesmente não chamaria atenção. Arrumei meu material em cima da mesa, e finalmente parei de divagar nos meus pensamentos que não me levariam a lugar nenhum, para ter um tedioso dia de aula.

Notas finais
pronto, se quiser comentar, vá em frente