Notas iniciais
Bom... Quero novamente pedir desculpas por demorar muito para escrever, estava com um bloquei de criatividade, mas depois de um tempo ela veio e eu consegui escrever, juro que vou tentar postar os proximos capitulos mais rapido, mas vai começar a semana de provas e ainda são as provas finais, ou seja, estudar :S kkk. Chega de enrolação... espero que gostem :D

O vento frio que indicava que o inverno estava acabando bateu sobre minha face, deixando-a gelada, porém não me importei, pois estava voando. Bom... Não literalmente, mas é quase isso. Ainda era uns dos meus primeiros voos, mas ela estava me ajudando á acostumar.

Coisas que nem podia acreditar que existia passou a fazer parte de minha vida a mais ou menos um mês atrás, no começo pensava que fosse um sonho, um pouco cruel e maravilhoso ao mesmo tempo. Mas então percebi que nunca foi um sonho, que eu sempre estava nesse mundo novo que passei a conhecer, porém nunca tinha percebido, só vivia em um mundo muito restringido, deixando coisas incríveis de fora, para que eu nunca saísse desse mundo, pois eu sempre sentia medo de não poder voltar para a casa e ficar perdida em algo que nem mesmo o melhor cientista do mundo poderia entender. Admito que ainda tenho medo, mas ele vai ficando menor a cada passo que dou.

Depois um dia, tive alta daquela enfermaria. O “feitiço”, é assim que chamam, que James me deu, deixou uma marca em meu tórax, em formato de umas 5 estrelas dentro uma da outra. Isso é curioso, pois era o formato certinho de varias estrelas uma dentro da outra. Na aula de feitiços, por incrível que pareça, ter aula de feitiço é normal aqui, aprendi que estrela se chama Mingelsaitak, é um nome de uma antiga língua típica desse planeta, nem sei pronunciar essa palavra direito.

Bom... Meus dias não foram, o que se chama de “normal”, tive aulas de matérias que nunca ouvi falar. Algumas totalmente chatas, e outras reveladoras, as que mais gostei foram as praticas, as praticas já tinha ouvido falar, mas era algo novo para mim, e algumas matérias que já tinha, continuaram, como por exemplo, história que era um pouco mais interessante do que a história que aprendia, mas ainda não era uma matéria muito legal.

Um dia estava tendo uma aula pratica, estava eu, Fanny, Yanna e uma menina que conheci, Lane, era sua pele morena e seus olhos verdes eram encantadores. Wesley também estava nessa aula, mas não tinha falado com ele deis do dia que conversamos na enfermaria. Srta Petrovit estava falando algo sobre, tomar cuidado para não cair...

–Tenham cuidado, eles nem sempre são amigáveis- disse ela.

–Eles quem?- perguntou Fanny.

–Srta Fanny, não prestou nenhuma atenção na aula de história que dei ontem sobre o que estamos fazendo aqui?

–Viu, eu disse que a história era importante- sussurrou Yanna para Fanny.

–Vamos ver se alguém prestou atenção no que eu expliquei ontem...

“Não me chame, não me chame, Fanny estava conversando o tempo todo comigo, por isso que não prestei atenção em sua aula”- pensei.

–Hum... Vejamos...

Me escondi atrás de Lane para que Srta Petrovit não me notasse

–Você! – ela apontou para Lane.

–Eu?- perguntou Lane.

–Sim, você mesmo- disse ela com um sorriso no rosto.

Um alivio percorreu pelo meu corpo.

–Bom... Você disse que iriamos montar em um grifo.

–Muito bem Lane, um ponto em sua nota de atividade histórica.

–Um grifo, o que é isso?- sussurrei para Lane, saindo de trás dela.

–Não prestou atenção na aula também né? Bom... Um grifo é uma criatura com corpo de leão e com cabeça e asas de uma águia. Ele muito grande.

–E vamos montar em um? Como?

–Como eu estava dizendo... Tomem cuidado, podem cair e quebrar o pescoço, e assim não poderei salva-los- continuou Srta Pertovit.

–E como vamos montar neles?- perguntei esperando não receber uma bronca por não ter prestado atenção na aula.

–É Ruby, né?

–Sim.

–Ah, Srta Ruby, acho que também não prestou atenção na aula, não é? Mas como é nova, vou dar um credito- ela deu um sorriso- Temos que ser gentis com eles para podermos montar, temos que ter respeito, depois é só ir devagar e ir acariciando-o. Com treinos você consegue fazer isso com olhos fe...

Antes dela completar a frase, um vento forte a cortou. Era como se um mini tornado brotasse do chão. Até que parou revelando uma criatura incrível, era algo que não conseguia explicar ao certo o que era, mas era lindo. Seus pelos brancos, mais puxado pro prateado, se movimentavam lentamente como suas penas em suas assas gigantes, praticamente duas vezes o meu tamanho, da ponta até a outra ponta. Garras pontudas e grossas cobriam a ponta de suas patas. Seu rabo era preto, assim como seu bico e as pontas das asas, aquela criatura era extremamente linda.

–Não pode ser...- disse Srta Petrovit.

–É isso um grifo?- perguntei.

–Não é um grifo. É O GRIFO- sussurrou Yanna.

–Pensei que era apenas uma lenda- ouvi Wesley dizer.

–Não fazem nenhum barulho, vai espanta-lo- disse Srta Pretovit.

–O que ele tem de tão especial?- perguntou Fanny alto.

–SSSSHHHHIII- fizeram para ela.

–Ele é uma lenda, só aparece uma vez por ano para se alimentar, o resto do ano ele voa por ai, nunca, ninguém encostou nele, e ninguém o avistou de tão perto, vamos entrar na história- sussurrou Lane pulando de alegria.

–Ei, você, por que esta olhando para mim assim?- disse alguém.

–Quem disse isso?- perguntei.

–Disse o que?- perguntou Yanna.

–Vem, vamos, você esta atrasada Ruby- disse novamente a voz, que eu percebi ser de uma mulher.

–Isso! Não escutou?

–Não.

–Só você pode me ouvir, sua bobona- disse novamente a voz de mulher.

–Não sou bobona, e quem é você?

–Não se lembra de mim? Magoou. Sou sua amiga

–Onde você esta?

–Na sua frente, olhando para você.

Olhei para frente e dei de cara com a criatura branca/prateada. Olhei em volto e todos se afastavam e me olhavam confusos e admirados.

–O que esta acontecendo?- perguntei me afastando da criatura.

–É o que estamos tentando saber- disse Srta Petrovit

–Anda, monta em mim, que eu te conto tudo, vamos voar.

–O que? Não, nem te conheço.

–Com quem esta falando?- perguntou Fanny.

–Com ela- disse apontando para o grifo.

–Você não escutou o que falei, cabeção? Só você pode me ouvir! E agora vamos, suba, te explico enquanto voarmos.

–Não me chame de cabeção, cabeção.

–O que?- perguntou Wesley espantado.

–Ela me chamo de cabeção, e quer que voe com ela.

–Qual é o nome dela?- perguntou Lane.

–Meu nome é Agatha, lembra de mim agora?

–Não, não conheço ninguém chamado Agatha.

–Agatha? Que nome lindo- disse Yanna.

–O que eu faço?- perguntei.

–Vem comigo.

–Vá com ela- disse Srta Petrovit.

–Como é que é? Ela pode se machucar- disse Wesley se aproximando de mim, como se quisesse me proteger de algo, me fazendo se afastar um pouco de Agatha.

–Se foi Agatha que pediu, quer dizer que ela não vai machucar a Ruby- disseSrta Petrovit.

–Mas...- começou Wesley.

–Deixa a Ruby resolver- disse Yanna.

Todos olharam para mim, até mesmo Agatha.

–Acho que esse garoto gosta mesmo de você, hein? Você gosta dele também, né?- disse Agatha em minha mente.

–Cale a boca, eu tenho namorado, ele é só um amigo- disse olhando para Agatha, e pude perceber um sorrisinho em seu bico.

Olhei em volta, e todos estavam rindo de mim, falando:

“AE Wesley, tomo um fora”

“O sentimento não é reciproco, Wesley. Perdeu”

“Quem será que é esse namorado dela? Não consigo ver alguém mais perfeito que Wesley.”

Olhei para Wesley que estava vermelho, assim como provavelmente eu estava, pois minha face queimava.

–Desculpa- sussurrou ele para mim.

Olhei para todos novamente, depois para Wesley, dei um sorrisinho, e depois olhei para Agatha que ainda sorria. Andei rápido até ela, e a montei, tocando naquelas penas suaves, ela parecia um cobertor bem macio e quentinho.

–Pronta?- disse ela em minha mente.

Olhei rapidamente para todo mundo, inclusive Wesley que me encarava de um jeito doce, e então disse.

–Pronta.

Ela levantou vou tão rápido quanto uma mosca. Agatha estava indo rápido demais, quase cai.

–Da para ir mais devagar?!?!- gritei para ela, os ventos estavam tão fortes, que eu nem escutava minha voz.

–Ah, foi mau, esqueci que você esqueceu de como voar assim. Então depois tentamos de novo- disse ela em minha mente.

Agatha diminuiu a velocidade, e assim pude percebi que nasci para voar, a sensação era muito boa, o vento no cabelo, na minha face, parecia tão familiar...

Então percebi que era sim, familiar. Eu já tinha voado com ela antes.

Notas finais
Ai esta :), espero que tenham gostado, e posso novamente desculpa pela demora :S
Comentem :D