O Incontrolável
3 Capítulo 2
“O que esta fazendo aqui?!”
Ela me encarou um pouco seria depois olhou para James e em seguida para Fanny.
-Ruby, querida, sente-se por favor. E vocês, nos deixe sozinha- disse ela com tanta calma, como se ela nunca esteve em uma cama de hospital.
James não tirava os olhos de mim, como todos naquela sala, mas eu só podia olhar nos olhos de uma pessoa. Lucia, ou será que devo chamá-la de mãe? Não, minha mãe estava inconsciente em uma cama de hospital.
-Por favor, nos deixe a sós- disse Lucia encarando James e Fanny.
James e Fanny saíram deixando apenas nós duas naquela sala.
-Sente-se, quer algo para beber?- disse apontando para o café que estava em cima de uma mesinha de madeira, que estava pintada de branco, de baixo da janela que estava coberta por grosas cortinas escuras.
-Não, não vou me sentar, quero saber o que isso significa!- disse um pouco irritada.
-Eu sei, vou lhe explicar com todos os detalhes, por isso que você deve se sentar. O que vou contar pode te deixar um... um pouco chocada- disse ela com um tom de “sente-se agora!”
A encarei um pouco irritada, mas então sentei.
-Bom, não vai querer mesmo um café?
-Ta, vou querer um café sem açúcar- disse seca.
Ela se levantou e foi até a mesinha, então prestei atenção em estava. Usava um sapato de salto a deixando mais alta que o normal, roupas sócias e seu cabelo castanho estava peso em um coque. Ela tinha um ar de superioridade e aparentava estar muito boa de saúde.
-Vejamos, por onde começar?- disse ela colocando açúcar em seu café.
-Hum... Que tal me explicar por que esta aqui?-disse.
-Isso é mais o final. Vamos começar do começo, ok?
Não respondi, estava brava e ao mesmo tempo contente em vê-la saudável.
-Bom, Ruby, para começar, eu sou mesmo sua mãe, sei que estava pensando se sou mesmo sua mãe então estou afirmando que sou e sei que estou diferente, ganhei uns quilinhos, não é?- disse me entregando o café e sentando em sua cadeira.
-E você é mesmo um nefilim,pois eu... eu sou um anjo. Me apaixonei pelo seu pai, um humano, o que é proibido, mas eu amava... amo tanto seu pai, que quebrei as regras- disse fazendo um pausa antes de escolher as palavras certas para usar.
-Então me casei com ele, éramos muito felizes. Nossa felicidade aumentou quando tive Arthur, depois você e por fim Jennifer e Julieta. Nossa felicidade era tão grande que seu pai me deu de presente isso- disse apontando para seu colar.
Era um colar simples, mas o pingente não, era um rubi, um rubi de verdade. Era muito bonito, seu vermelho ou vinho brilhava.
-Íamos dar de presente para você quando fizesse 18 anos, mas ainda não aconteceu esse dia, então fica comigo- ela sorriu para mim- Mas continuando... Todos vocês são nefilins. Eu queria tanto ter ficado e ajudá-los a aprender controlar os seus poderes, mas quando o conselho descobriu que eu tive 4 filhos com um humano, que eu troce a vida de mais 4 nefilins, me puniram. Não pude mais vê-los, então eles iam forjar minha morte, mas eu sabia que ia ser demais para vocês e convenci eles a não fazer algo tão cruel. Me colocaram em coma, na verdade nunca fiquei em coma. Quem esta lá, naquele hospital é uma copia minha. E eu estou aqui porque sou e sempre fui diretora dessa escola- disse ela tudo de uma vez, só parando para tomar seu café.
Fiquei praticamente paralisada, espantada, em choque. Como tudo isso aconteceu? Como ela pode me esconder algo tão importante como isso? Estava brava com ela por ela ter escondido, mas também com pena, pois ela parecia ser tão sincera.
-Por... Por que nunca me contou?- perguntei gaguejando um pouco.
-Porque o conselho não deixou, eles odeiam nefilins, e quando souberam que eu troce 4 nefilins a vida, eles ficaram furiosos. Eu já tinha “quebrado as regras” de se casar com um humano, o que já fez eles se irritarem comigo, então vocês vieram e “foi de mais”, como eles falam. Disseram que eu só poderia contar para vocês quando fosse a hora.
-Mas... Mas então Arthur e papai sabem, não é? Por que não me contaram?
-Porque eu fiz eles prometerem não contar nada.
-Eu... Eu ainda não acredito que fez isso comigo. Sabia que eu sofri por você estar naquela porcaria de cama de hospital?! Sabia que durante um ano eu me senti culpada por você estar daquele jeito?! Você sabia disso?!- disse em meio de lagrimas de raiva.
-Ruby eu não queria que você sofre-se, foi por isso que...
Nem deixei ela continuar.
-Ah, não agüento mais. Sei que você não sabe o que sofri!- disse me levantando com raiva e indo até a porta.
-Como eu não sei o que você sofreu?! Eu sei e muito bem, pois sofri do mesmo jeito quando tive que me separar de você!- disse ela aumentando o tom de voz.
Parei um pouco e pensei em suas palavras. E mais uma vez ela tinha razão, ela deve ter sofrido muito quando nos deixou.
-Olha, eu sei que esta brava comigo, mas Ruby, eu senti tanta sua falta. Você não sabe o quanto queria que estivesse em meus braços para um abraço apertado....
Me virei, e a encarei. Seus olhos estavam cheios de lagrimas. E os meus também. Eu estava tão brava com ela, mas ao vê-la assim, meu coração apertou. Sentia sua falta também, e também queria abraçá-la. Deixei meu orgulho de lado e fui para seus braços.
-Senti tanta sua falta- disse em meio das lagrimas.
-Ah, querida, eu também.
Depois de mais ou menos uns 10 minutos nos se paramos. Nos encaramos por um tempo e depois ela falou.
-Bom, fico feliz que esta aqui. Ficará na escola por um bom tempo- disse ela indo até um armário- E esses são seus livros, vai precisar deles.
Ela me entregou 10 livros grossos e empoeirados. Depois tirou uma bolsa.
-E esses são seu uniforme- disse me entregando a bolsa.
-Uniforme? Serio?-perguntei colocando os livros na bolsa.
-É, agora, adoraria ficar com você, mas tenho algumas coisas para fazer. Poderia me dar licença? Desculpe mesmo- disse ela me levando para a pota.
-Ah... Tudo bem, mas posso voltar depois?
-Mas é claro, precisamos botar o papo em dia- disse com um sorriso.
Sorri de volta e sai de sua sala. Fanny estava esperando no banquinho, já James não estava lá.
-Ah, até que fim- disse Fany.
-Fanny, você sabia que a diretora era minha mãe?- perguntei.
-A Srta Lucia é sua mãe? Não sabia. Legal – disse com sorriso.
-É, acho que vai ser legal- disse com um sorriso também- tenho que deixar essas coisas no quarto, vem comigo?
-Claro, e depois posso lhe mostrar a escola, pode se?
-Sim, claro- disse com um sorriso.
Estava cada vez mais gostando desse escola. Minha colega de quarto era muito legal, a escola era linda e minha mãe era a diretora. Acho que vou me acostumar com essa escola rapidinho.
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