O Hóspede.

8 Enlouquecendo.


Notas iniciais
Olá gente, apareci com a minha cara deslavada depois de quase um mês desaparecida. Desculpe gente, mas andei um pouco ocupada ultimamente, e fiquei com bloqueio criativo : Sorry. Quero agradecer aos comentários anterior e as favoritos. Muito obrigada :) Gente, o capítulo não está essas coisas, ainda estou sem criatividade, mas vou dar o meu melhor para que saia bom. Espero que gostem e desculpe por qualquer erro. Boa Leitura.

O H Ó S P E D E

Sentia uma corrente elétrica percorrendo todo o meu corpo quando nossos lábios se tocaram. Senti Patch arfar contra minha boca quando nossas línguas se tocaram. O beijo era calmo e lento. As mãos de Patch estavam agarradas em meus ombros e seu corpo colado contra o meu, e a única coisa que se passava em minha cabeça era; o quanto era bom beijá-lo. Mas tudo que é bom, dura pouco, nós nos separamos por falta de ar.

Meu coração batia forte. Eu ainda estava com os olhos fechados, sentia a respiração dele contra o meu rosto. Tomei coragem e abri meus olhos e o vi me fitando. Aquilo me deixou mais atordoada. Os olhos de Patch estavam mais negros do que o normal e brilhavam maliciosos.

— Eu...

Fui interrompida quando ele subiu suas mãos até meu rosto e me puxou contra a sua boca novamente. E desta vez o beijo foi diferente, era voraz e intenso onde demostrava todo o desejo acumulado em ambas às partes. As mãos de Patch desciam por meu corpo e pararam em meu quadril, onde ele deu um impulso de meu corpo para cima, e automaticamente minhas pernas agarraram sua cintura.

Ele me imprensou ainda mais na parede enquanto uma de suas mãos sustentava a minha coxa e a outra minha cintura. Minhas mãos estavam agarradas em seu pescoço, enquanto eu sentia uma onda de calor evaporar de meu corpo. E aquilo era muito bom. Era excitante. Era pecaminoso. Era sexy.

Patch sugava a minha língua como um profissional. Aquele era o meu primeiro beijo de verdade, e pelo jeito que a situação andava, eu estava me saindo bem.

Nos separamos, mas patch teceu uma trilha de beijos pelo meu pescoço, me causando sensações prazerosas que nunca havia sentido.

Aquilo era bom.

Um gemido escapou de minha boca, e senti que ele apertou mais minha coxa. Meu coração estava desenfreado, eu não sabia mais o que eu estava fazendo. Tudo que existia agora era eu, Patch, e essas sensações maravilhosas.

Patch voltou a beijar minha boca, faminto, como uma raposa. Sua língua praticamente devorava a minha. Meu coração batia tão forte que era quase possível escutá-lo e garrei seus cabelos, fortemente.

Diante desse pequeno mundinho que construí em torno de nós, pude escutar passos, subindo as escadas. E como esse som fosse um aviso, eu pude perceber o que realmente eu estava fazendo.

Rapidamente, me separei de Patch. Fitei sua boca que estava vermelha e com resíduos do meu gloss de morango. Ele por um segundo ficou confuso, mas logo tratei de explicar:

— Meu pai. — minha voz saiu um pouco rouca e pouco esganiçada.

Patch me colocou no chão, e me esforcei para as minhas pernas não fraquejassem. Afastei-me rapidamente dele pegando minha mochila do chão e passando minhas mãos freneticamente sob minha blusa de seda que estava amarrotada. Virei-me de costas para ele e comecei a procurar a chave na mochila. Sabia que estava vermelha de vergonha, e me segurava para não passar as costas da mão na boca.

— Ah, vocês já chegaram!?

A voz de meu pai ecoou pelo corredor, e por pouco ele não me pegou aos amassos com o seu hóspede. Senti os passos de meu pai se aproximar enquanto ainda de costas para eles procurava a maldita chave na mochila sem sucesso. Onde será que estavam essas malditas chaves?

— Nora? O que tanto procura aí? — papai perguntou, já ao meu lado.

— As chaves de casa. — minha voz saíra num fio. Minhas mãos tremiam, minhas pernas ainda estavam bambas, e meu coração não parava de bater forte.

— Querida, a porta está aberta. — declarou papai.

Ele levou à mão a maçaneta e a girou para o lado, destravando a porta e a empurrando para dentro. Dei um sorriso forçado para ele e entrei como um foguete para dentro, sabendo que ambos me seguiam.

— Como foram à aula de hoje?

— Foi bem. — quem respondeu foi Patch. Não me virei para trás para saber que ele mantinha um sorriso canalha nos lábios, pois seu tom de voz já o denunciara. Ele continuou: — Nora e eu pegamos a mesma matéria juntos.

— É mesmo?

Caminhei para a cozinha, tentando os ignorar lá na sala. Peguei um copo no armário e o enchi com a água da torneira e o bebi num único gole. Tentava a todo custo acalmar meus nervos. Eu tinha o beijado. Ele tinha me beijado. Eu não podia acreditar eu tinha feito isso. Se fechasse os olhos naquele momento ainda poderia sentir a boca de Patch colada naquele beijo violento.

Papai entrou na cozinha e coloquei o copo dentro da pia.

— Como foi seu dia? Você ainda não me respondeu.

Virei de frente para ele que estava indo em direção ao armário.

— O seu hóspede já disse tudo. — respondi, começando a andar para fora da cozinha.

— Nora?

— Oi.

Ele me olhou dando uma leve franzida no cenho.

— Aconteceu alguma coisa? Você me parece estranha. Está quieta.

Será que o beijo de Patch havia mexido tanto assim comigo a ponto de não agir naturalmente?

— Não aconteceu nada. — sorri. — Eu só estou com um pouco de dor de cabeça.

— Hm. — ele ainda me olhava. — Sua boca está vermelha e borrada aqui do lado.

Ele passou seus dedos no canto de sua boca para indicar aonde estava borrado em mim.

Arregalei meus olhos e passei os dedos nos cantos de minha boca na tentativa de tirar aquele borrão.

— É... é que... acho que passei a mão sem querer na boca e deve ter borrado. – Odiei-me naquele momento por ter gaguejado.

Papai apenas deu de ombro e voltou sua atenção aos armários.

— Vou preparar alguma coisa para nós comermos...

— Estou sem fome, mais tarde como alguma coisa.

Saí rapidamente da cozinha antes que eu falasse alguma besteira. Eu parecia àquelas pessoas que ficam neuróticas quando fazem alguma coisa de errado e não querem que ninguém saiba. Bom, eu havia feito uma coisa, mas não tinha certeza se era errado ou não.

Antes que eu pudesse abrir a porta do meu quarto, a porta do quarto de Patch se abriu e o mesmo saíra de lá de dentro. Meu coração acelerou, quando ele abriu um sorriso zombeteiro. Prendi minha respiração quando ele se aproximou de mim. Ele estava tão calmo que nem parecia que alguns minutos atrás estávamos trocando salivas.

— Não precisa ficar nervosa perto de mim. — ele começou.

— E-Eu não estou nervosa. — franzi o cenho. Eu queria me chutar por ter gaguejado.

— Não? — seu sorriso se alargou ainda mais e aquilo começou a me irritar.

Ele estava zombando de mim?

— Você se acha, né garoto?

— É você que está dizendo. — ele retrucou, se aproximando mais de mim, cauteloso.

— Aquilo que aconteceu agora pouco – comecei -, não era para ter acontecido.

Ele arqueou a sobrancelha e continuei:

— Você só é um intruso nessa casa. Um desconhecido que meu pai colocou aqui. Aquilo que aconteceu no corredor não vai mais se repetir.

Era isso que minha mente pedia, que a minha razão falava. Aquilo tinha sido um erro, mas um erro que eu havia gostado. Não tinha a mínima ideia o que estava acontecendo comigo, mas aquela confusão toda era por causa dele.

— Repetir. — disse Patch. Seus olhos ficaram mais intensos e aquilo me deixou desconcertada. -Você não gostou?

Ele aproximou mais, e pela segunda vez no mesmo dia, eu estava encurralada por ele novamente. Eu tinha que fazer alguma coisa. Eu tinha que afastá-lo antes que eu fizesse outra besteira. Patch tinha o dom de me deixar desnorteada, de me fazer ficar confusa e totalmente sem controle. Eu perto dele não me reconhecia, não reconhecia a Nora controlada que sempre pensa duas vezes antes de agir. Patch me fazia ser uma pessoa que nunca fui, uma descontrolada que agia por impulso sem pensar nas consequências, e aquilo me incomodava.

Eu não tinha a mínima ideia de quem ele realmente é. De onde veio, e o que ele faz aqui. Eu sabia que ele escondia alguma coisa, e pelo seu jeito descontraído e ao mesmo tempo a par de todas as situações ao seu redor, sentia que era uma coisa grande.

— O que você quer de mim? — perguntei num sussurro, sentindo seu rosto próximo ao meu. Meu olhar sustentava os seus olhos de gavião, que me olhava minuciosamente, cada movimento que eu fazia, até a densidade de minha respiração.

Senti sua mão encostar-se o meu braço desnudo, e o local começou a formigar enquanto um calorzinho me aquecia por dentro. Os seus olhos desviaram dos meus para a sua mão que subia em meu braço. Ele captava seus movimentos atentamente, enquanto sua boca se entreabria. Ele parecia em êxtase naquele pequeno toque que de sua mão grande em minha pele.

Eu continuava parada, impossibilitada de quebrar aquele toque. Sua mão subiu por meu braço, tocando em meu ombro, pescoço até chegar em meu rosto, onde ele afagou delicadamente. Meu corpo reagia àqueles movimentos e eu estava me descontrolando novamente. Patch me olhou nos olhos e com sua boca a centímetros da minha respondeu num murmúrio que só eu pudesse escutar:

— Eu quero tudo. — seu nariz encostou-se no meu. — Absolutamente... tudo.

Assim como se aproximou de mim, ele se afastou, deixando uma boa distância considerável de meu corpo.

— Tenho que ir. Já está na hora de pegar meu trampo. – e sorriu. – Respire, Anjo.

Só aí que percebi que estava aquele tempo todo prendendo minha respiração. Soltei todo o ar acumulado sentindo um conforto em meus pulmões. Patch prendeu uma risada e deu as costas, indo embora.

Entrei rapidamente dentro do quarto o fechando logo em seguida, deixando minha mochila no chão e me jogando de bruços em minha cama desarrumada. Gritei o mais forte que eu conseguia, abafando meu grito contra o colchão. Minhas mãos foram até minha cabeça e puxei meus cabelos, me sentindo desesperada.

O que estava acontecendo comigo? O que estava acontecendo comigo?

Queria chorar, gritar, arrebentar Patch por me deixar maluca. Qual era a dele afinal? Enlouquecer-me? Mas acho que ele estava conseguindo e em tempo recorde. Só espero que eu não saísse maluca no final dessa história.

Notas finais
O que acharam? As coisa esquentaram entre o casal, né? kkkkkkk O que acham da atitude de Patch? Eu sei que não ficou muito bom, mas eu queria que vcs desses suas opiniões. Até logo e muito beijos (*^_^*)