Notas iniciais
Olá meus caros leitores, como vão? Eu sei que demorei muito, e que sou uma cretina, pois fiquei mais de um mês sem postar, mas o meu tempo é pouco e também tem aquela preguiça que às vezes bate e enfim... Agradeço a todos os comentários e favoritos anteriores, nossa eu fico lisonjeada com o carinho de vocês gente :) Agradeço a "Ruiva" por ter deixado a sua recomendação linda - que é a primeira da fanfic -, flor muito obrigada e esse capítulo é todo dedicado a vc :D O capítulo está grandinho, mas não chega ao numero de páginas das minhas outras fanfics que são enormes, mas está grande do padrão que eu venho mantendo. Acho que vcs vão gostar do capítulo, pois eu gostei do resultado e me desculpe qualquer erro se encontrarem, pois eu revisei rapidinho. Ah, e avisando que a fanfic está de capa nova, totalmente de minha autoria e o cara da capa é como eu imagino o Patch Gostosão kkkk e também queria avisar que a fanfic está em processo de revisão, e caso encontre erros em alguns capítulos é pq eu não cheguei ali ainda. Boa Leitura

O H Ó S P E D E

Fiquei alguns minutos olhando para a tela do celular, mesmo quando o display havia apagado. Eu estava atônita com o nome de Patch gravado na minha lista de contatos. Eu estava sem reação, não sabia o que pensar diante daquela situação.

Por que ele resolveu fazer isso? Por que ele colocou Jev ao invés de seu apelido estranho?

Não havia percebido que fui invadida por uma onda de curiosidade para saber o motivo de Patch ter feito isso, principalmente o fato dele ter me dado um celular novinho, e que pelo modelo deveria ter custado uma fortuna.

Minha cabeça trabalhava em várias possibilidades quando fui tirada de meus devaneios com o toque do celular em minhas mãos.

Agora me fala, de quem você ganhou? Estou super curiosa. E é daquelas curiosidades de fazer a pessoa não conseguir dormir se não souber.

A voz de Vee soou assim quando atendi. Como sempre ela nunca me deixava falar o Alô e já me metralhava.

— Primeiramente, alô Vee. — disse sarcasticamente.

Sentei-me na ponta da cama onde não havia bagunça e olhei para o chão enquanto a voz de Vee soou novamente, totalmente eufórica:

— Alô os cambal, eu quero que você abra o bico e acabe com a minha curiosidade. Quero saber quem é o ser iluminado que te salvou de ser dependente de telefone fixo.

Apenas limitei-me em revirar os olhos com o exagero dela. Suspirei pensadamente enquanto erguia minha cabeça e olhava minha porta fechada.

— O Patch que me deu.

Silêncio.

— Vee? — chamei, percebendo a linha silenciosa. Afastei o telefone do ouvido para conferir se a chamada havia caído, mas não, ainda estava dando linha. – Vee, você está aí?

Uau! — sua voz saiu arrastada e ao mesmo tempo surpresa. — Por essa eu não esperava.

— Nem eu. — murmurei.

E como é o celular? É bonito?

— É um Iphone 6S. — eu não queria me gabar por ter ganhado um telefone moderno, principalmente para Vee que tinha que se contentar com o seu LG-L5, mas não tinha como.

— Caraca, agora você me humilhou. — a voz de Vee soou incrédula, e não pude conter um sorriso. — Sua filha da mãe, você tem uma sorte, hein? Quer dar um pouquinho da sua sorte para mim não? Acho que estou precisando.

— Não exagera, Vee.

Não exagera, Vee? Caramba Nora, se isso não for amor o que o seu hóspede gostoso sente por você, então eu não sei de mais nada.

— Dá para você parar de dizer essas coisas, não tem nada haver.

Como não tem nada haver? — sua voz saiu repreendedora. — Você deve ser tonta demais para não ter percebido que o Patch Gostosão está caidinho por você. E onde ele deve ter arrumando grana para te dar um aparelho tão caro assim?

— Só por que ele foi gentil em me dar um celular novinho não quer dizer que ele esteja caído por mim, fala sério. E eu não tenho a mínima ideia de onde ele arrumou dinheiro para isso. E pare de chamá-lo de Patch Gostosão.

Ouvi um suspiro dela.

— Nora, como você é inocente e ciumenta.

Bufei, tentando não perder a paciência com ela.

— Vou desligar, tenho que terminar de estudar.

Tudo bem, mas pensa no que eu disse... ah, e amanhã estarei cedinho na sua porta para irmos à escola, sabe eu quero os detalhes.

— Não vai dar, desculpe.

Como assim? Vai deixar o sedentarismo de lado e virar uma pessoa normal que gosta de fazer caminhadas?

Não queria dizer para Vee que eu iria de agora em diante de carona na garupa da moto de Patch, principalmente agora que ela estava eufórica com a notícia do celular. Ela iria ficar me enchendo com suas piadinhas sem graça, mas acho que não tenho outra desculpa a não ser contar a verdade.

Tomei coragem e despejei de uma vez.

— Vou de carona com Patch.

Novamente o silêncio se apossou, e contei internamente até três para que Vee desse seu chilique.

Um.

Dois.

Minha nossa! — sua voz saiu baixinha. — Estou completamente passada agora. E eu pensando que você era bobinha. — riu, apenas revirei meus olhos. — É assim que se faz, agora aproveita essa carona e faça alguma coisa para me dar orgulho.

— Tchau, Vee.

— Não, espera...

Não esperei que ela terminasse a frase e desliguei na cara dela. Vee sabia ser chata e insuportável quando queria. Mas não deu nem um minuto e o celular voltou a vibrar, era uma mensagem dela.

Sua viada, nunca mais desliga na minha cara! Mas ao contrário de estar com raiva, eu quero te desejar boa noite e que sonhe com o seu Patch Gostosão kkkkkkkkkk.

— Idiota. — resmunguei, desligando o celular e o depositando na mesinha ao lado de minha cama.

Suspirei, passando a mão no meu rosto, ainda podia sentir as borboletas no meu estômago e meu coração ainda bater no ritmo fora do normal. A imagem pecaminosa de Patch no meu quarto agora pouco invadia a minha mente, me deixando mais atordoada do que nunca.

— Mas que droga! — resmunguei, me jogando com o corpo para trás e deitando por cima dos cadernos, mas logo levantei, amaldiçoando-me por ter feito aquilo. — Acho que vou acabar louca desse jeito.

Ajuntei a bagunça na cama e depois me sentei escorada com as costas na cabeceira, e com o notebook nas mãos comecei a procurar no site de carros usados um que coubesse no bolso.

O tempo passou que nem eu havia percebido, e só me despertei de meu entretenimento quando minhas costas começaram a reclamar. Olhei as horas no relógio despertador que ficava ao lado da minha cama, onze e dois da noite.

Minha barriga começava a dar sinal de fome, e resolvi sair da minha toca e comer alguma coisa antes de dormir. A casa estava escura e silenciosa, papai ainda não havia voltado, e imaginava que ele voltaria tarde, até porque, quando papai e Ecanus Basso — meu padrinho -, quando se ajuntavam a conversa iam longe enquanto cada um com sua latinha de cerveja na mão, lembrando-se da vida antiga de quando os dois eram jovens.

Assim quando saí do quarto dei de cara com o corredor escuro, a sala não estava tão escura assim devido à claridade que vinha da cozinha. Estranhei, mas continuei a avançar. Assim quando entrei na cozinha sou arrebatada pelo cheiro de molho de tomate e carne moída e a visão arrebatadora de Patch de frente ao fogão.

Parei no meio do portal, incapacitada de dar mais um passo. Daquele jeito totalmente distraído no que fazia, Patch parecia um anjo demônio, com aquele corpo erguido, a camiseta preta deixava seus braços definidos e forte a mostra. Não percebi quando mordi o lábio.

Ele virou-se para trás e me fitou. O canto esquerdo de sua boca se curvou para cima, num pequeno e torto sorriso de lado, mas foi o suficiente para que meu coração estúpido disparasse.

— Nora. — sua voz rouca e grossa banhou meus ouvidos, me deixando mais nervosa do que eu já estava. Amaldiçoei-me por parecer uma idiota e ficar o olhando como uma débil.

Reprimi meus sentimentos desenfreados e tentei agir o mais natural possível, enquanto adentrava a cozinha.

— O que você está fazendo? — com muito custo e esforço consegui fazer com que minha voz saísse sem gaguejar e agradeci por isso.

— Tacos.

Virei-me para ele, com a mão na porta da geladeira, prestes abri-la. Não pude evitar arquear uma sobrancelha. Aquilo era novo para mim, Patch e cozinhar não combinava na mesma frase.

— Não sabia que cozinhava. — comentei dando de ombro, enquanto abria a geladeira e olhava lá dentro, não encontrando nada com que eu pudesse comer.

— Só sei fazer isso. — fechei a geladeira e me virei de volta, trazendo uma caixinha de suco natural. Seu sorriso de lado ainda estava em sua boca, enquanto voltava à atenção para o fogão. — Aprendi com seu pai.

— Ah.

Meu pai era um excelente cozinheiro, ainda mais com as receitas da família, que eram descendentes de mexicanos. Eu tinha sorte por ter um pai assim, pois ele sempre inventava receitas novas e me fazia experimentá-las, fazendo-me perceber que ele tinha dom para cozinha.

Patch voltou-se para mim trazendo um prato com três tacos nele, o colocando em cima da mesa. O cheiro fez meu estômago reclamar das horas sem comida, mas disfarcei abrindo o armário e tirando um copo de lá.

— Vai querer? — ele perguntou. — Tem o suficiente para nós dois.

Votei a fitá-lo, percebendo seus olhos negros e felinos em mim.

— Dispenso. — murmurei, mesmo com que meu estômago dizendo ao contrário, mas eu estava envergonhada demais. Eu estava sem jeito perto dele agora.

Patch arqueou uma sobrancelha e seus olhos brilharam a luz da cozinha.

— Está com medo de arriscar o paladar? — questionou, agora seu sorriso ficando desafiador. — Garanto que está muito bom.

— Eu já falei...

Fui interrompida com o ronco do meu estômago, que foi alto o suficiente para que ele pudesse ouvir.

Seu sorriso debochado se alargou, e senti minhas bochechas ficarem vermelha como uma pimenta. Maldito seja meu estômago faminto.

— Acho que seu estômago está dizendo ao contrário. — seu tom saiu divertido.

Apenas abaixei meu olhar, querendo cavar um buraco no chão e me enterrar ali dentro.

— Um voto de confiança, Nora. — ele começou. — Garanto que não está envenenada.

Ergui meu olhar o pegando me fitando divertido.

— Eu não pensei nisso. — falei baixinho.

Ele ergueu as sobrancelhas mais uma vez, esperando pacientemente uma resposta minha, especificamente positiva.

Suspirei, dando-me por vencida.

— Tudo bem.

Patch apenas manteve o seu sorriso no rosto, agora com um toque vitorioso por eu ter aceitado experimentar de sua comida. Ele voltou-se para o fogão mais uma vez e depois de preparar mais outra remessa de três Tacos começamos a comer.

Ele havia se sentado na outra ponta da mesa, ficado de frente para mim. O silêncio pairou entre a gente, um silêncio totalmente desconfortável. Eu mantive a minha atenção nos Tacos que estavam realmente bons, mas eu sentia minha pele queimando com o seu olhar intenso.

— E então? — sua voz ecoou naquela cozinha, quebrando o silêncio que havia se apossado ali.

Ergui meus olhos para ele, percebendo me olhar ansioso pela minha resposta.

— Está bom. — minha voz saiu cautelosa, enquanto segurava o pedaço de Taco com a mão.

Mais uma vez eu fui banhada por seu sorriso satisfeito, diferente daqueles sorrisos debochados e maliciosos irritantes. Desviei meus olhos dele mais uma vez, estava sem estrutura para manter seu olhar.

— É a primeira vez que te vejo comer alguma coisa. — comentei, minha voz saindo baixinha, mas audível. Lembrava-me da sua ausência nas horas das refeições, ele nunca esteve presente em nenhuma delas, e me perguntava se ele nunca sentia fome.

— Acho que sim. — sua resposta veio rápido, me fazendo olhá-lo mais uma vez.

— Por que você nunca come com a gente... quer dizer, comigo e meu pai?

Suas sobrancelhas arquearam-se para cima enquanto ele dava um gole do suco da caixinha que eu havia tirado da geladeira e colocado num copo para ele.

— Você sente falta da minha presença nessas horas? — ele me respondeu com outra pergunta com aquele tom de voz malicioso que eu tanto odeio. Amaldiçoei-me por fazer aquela pergunta. Estava bom o suficiente para receber as suas indiretas idiotas.

— N-Não é isso... quer dizer... deixa para lá.

Bufei com raiva de mim mesmo por ter ficado toda atrapalhada. As risadas contidas dele soaram pela cozinha, me deixando ainda mais zangada.

— Pare de rir! — briguei, não sabia onde enfiar a cara. Mais uma vez Patch me deixou numa situação delicada.

Aos poucos, suas risadas foram acessando, e ele ficou sério, mas o brilho em seu olhar dizia o contrário.

— Eu janto na cozinha do restaurante. — ele respondeu, não o olhei, continuei a comer. — E almoço lá também.

Aquela foi nossa última conversa antes de voltar a comer em silêncio.

Depois de comermos, Patch resolveu lavar a louça suja e eu fiquei encarregada de secar e guardar. Não conversamos quase nada, apenas fazíamos nosso trabalho, calados. Eu queria de alguma forma me aproximar dele, mas eu era covarde o bastante para fazer isso, e sem contar que a sua presença me intimidava.

Patch tinha se mostrado uma pessoa legal, não por ele ter me dado um celular que valia quase a minha vida, mas sim das vezes que ele sempre aparecia quando eu mais precisava. Ele parecia um anjo da guarda que estava sempre por perto para me livrar do mal.

— Já terminei. — saí de meus devaneios com sua voz, ele estava a minha frente, me fitando.

Não pude evitar que minhas mãos soassem, pois essa era a primeira reação de nervosismo em mim. Eu fitava aqueles olhos negros como uma noite de trevas, tão misterioso, tão...

Ele tomou o prato de minhas mãos que eu secava, e empilhou-os nos outros secos em cima da mesa, para em seguida guardá-los no armário que ficava atrás de mim. O Seu corpo encostou-se ao meu com isso, me deixando de alguma forma encurralada com o seu corpo grande e forte. Seu cheiro de hortelã invadiu meu nariz, me deixando embriagada com aquele cheiro único que era de Patch. Seu corpo estava erguido enquanto ele guardava os pratos secos, empilhando-os nos outros que ficava a cima da minha cabeça.

Ele voltou seu corpo ao normal, mas não se afastou de mim, permanecia com seu corpo muito próximo do meu, próximo de mais. Seus olhos negros voltaram a me fitar, o que me deixou mais atordoada, com seu rosto pecaminoso exalando qualquer tipo de masculinidade. Seus cabelos estavam secos e bagunçados, algumas mechas caindo em seu olho. Senti uma coceirinha na mão com a vontade de tirar aquela mecha dali. Não sabia que prendia minha respiração até meus pulmões reclamarem por oxigênio. Meu gesto destrambelhado havia arrancado um pequeno sorriso nele, me fazendo parecer que eu era algum tipo de ser retardado.

— Você colocou o seu número no celular. — de todas as coisas que eu deveria dizer, aquilo foi a única coisa que eu consegui pronunciar, com a voz sussurrada, devido à nossa aproximação.

— Sim. — suas pupilas dilataram, e sua voz no mesmo tom que a minha. — Para você me ligar quando precisar.

Mordi o lábio com força, não conseguindo quebrar nosso contato visual, minha respiração estava descompassada.

— Você colocou Jev.

— Coloquei.

Ele tombou sua cabeça para frente, se aproximando.

— Por quê? — continuei a pergunta, minha curiosidade ia além daquilo, eu queria saber mais, muito mais.

Seu corpo colado ao meu me pressionou mais contra o balcão quando suas duas mãos agarraram a réstia atrás de mim. Não havia para onde eu fugir. Eu estava presa.

— Por que esse é meu nome.

Sua respiração se misturava com a minha ofegante, meu peito subia e descia com a respiração acelerada por tê-lo tão próximo de mim. Seus olhos negros me levando para uma imensidão de trevas. Seu rosto se aproximou mais quando suas mãos agarraram meus quadris e me suspendeu para cima, sentando-me em cima do balcão de mármore. Aquele gesto me pegou totalmente desprevenida, me deixando assustada, mas surpreendi-me quando ele se enfiou no meio de minhas pernas, seus olhos não saíram dos meus nem por um segundo.

— Mas o que...

— Admita Nora — ele me interrompeu, sua voz numa melodia diferente, me deixando alarmada, pois suas mãos não haviam saído dos meus quadris -, você está redondamente caída por mim.

— Ah...

Minha voz havia sumido, minha boca estava seca e entreaberta num pequeno “O”. Aquela onda de calor subiu por todo o meu corpo, se contraindo em meu rosto. Eu estava redondamente corada, mas isso não o afetou, ele continuava a me fitar daquele jeito intimidador e ao mesmo tempo confortável. Mas a sua última frase, me deixou totalmente sem ação do que pensar:

— Assim como eu estou redondamente caído por você.

O silêncio sufocante predominava aquela cozinha, não sabia o que falar naquela situação, estava tão atordoada, tão confusa que tudo havia perdido o sentido para mim. Sabia que eu estava nutrindo sentimentos por ele, sentimentos que nunca senti antes por ninguém. E mesmo achando que Patch era um cara estranho e totalmente misterioso, não pude evitar gostar dele, mesmo sentindo lá no fundo aquela sensação estranha me pedindo para ficar longe dele.

Patch aproximou mais o seu rosto, seus lábios roçando os meus. Meu coração disparou a cem por hora, todo o meu corpo estava correspondendo a ele, e automaticamente fechei os olhos.

Me beije.

Suas mãos saíram de meus quadris e deslizaram por meus braços, enquanto a outra arfava o meu rosto, tirando a mecha cacheada de meu cabelo do rosto e a colocando para detrás da orelha.

Me beije.

Todo o meu inconsciente havia adormecido, eu não era mais dona da minha vontade. Patch mexia comigo de um jeito que me deixava totalmente vulnerável, totalmente submissa.

— Não vou beijá-la sem a sua permissão.

Permissão?

Abri meus olhos, se chocando com os dele, muito próximo dos meus, sua boca ainda roçava a minha, o que fazia a vontade de ser beijada aumentasse mais.

— Você tem. — minha voz saiu mais baixa que um sussurro surrado, e aquilo fora o bastante para Patch acabar com aquele tormento e minúsculo espaço que havia entre nós.

Nossas bocas se chocaram, sentindo a maciez de lábios um do outro, mas logo aquele pressionar de lábios dera lugar a um beijo voluptuoso, sua língua sugando a minha numa dança erótica. Levei minhas mãos ao seu pescoço, o trazendo mais para mim. Suas mãos agarraram minha cintura com força, colando ainda mais o seu corpo no meu. Arfei contra sua boca.

Não adiantava mais lutar contra, pois eu estava redondamente apaixonada por ele. Não havia para onde fugir. Eu não queria mais fugir. Estava jogando a toalha para cima e abraçando de vez o que eu estava sentindo. Eu sabia que eu poderia sair machucada, mas no momento eu só queria passar todo o meu tempo com ele. Eu queria viver tudo o que eu estava sentindo, principalmente agora que soube de sua pequena declaração.

Separamo-nos, mas Patch trilhava beijos por todo o meu pescoço, queixo, voltando a minha boca novamente. Aquele momento estava sendo único, pois desta vez eu o queria, assim como ele me quer.

— Não fuja mais de mim, Anjo. — disse Patch, depois que nos separamos, sua testa colada na minha, suas mãos fixas na minha cintura.

Abri meus olhos encontrando sua negritude, enquanto sentia os efeitos de seu olhar no meu interior.

— Não vou fugir.

Seus lábios se curvaram para cima antes de voltar a sugar meus lábios novamente. Automaticamente agarrei sua cintura com as pernas, não pudendo evitar sentir o frenesi de quando nossas pélvis se encostaram. Estremeci, e Patch arfou soltando um palavrão baixinho, agarrado ainda mais a minha cintura.

O calor novamente me arrebatava e eu sabia que se não parássemos naquele momento aqueles amassos poderiam ir além daquilo, principalmente por que sentia a excitação quente de Patch sendo pressionada contra a minha.

— Acho melhor nós pararmos por aqui. — disse Patch de repente, afrouxando o aperto de minha cintura, mas ainda mantinha nossos corpos colados.

Apenas assenti com a cabeça, processando tudo o que acabara de acontecer.

Patch me desceu do balcão, e se ele não tivesse me segurando eu completamente iria ao chão, pois minhas pernas estavam bambas. Ele levou uma mão em meu rosto e novamente me puxou ao encontro de sua boca.

Era bom aquele momento, e surpreendi-me por estar feliz ali. Parecia que eu havia vivido a minha vida toda em preto e branco, e que Patch entrou na minha vida com a coloração.

— Eu tenho que ir. — murmurei, apoiando minha testa em seu peito, aspirando seu perfume.

Ele beijou o topo de minha cabeça, e gostei de seu gesto de carinho.

— Não esqueça que amanhã você vai comigo para a escola.

Ergui meu olhar para ele.

— Não tem como esquecer se você me lembra a cada cinco segundos.

Um sorriso emoldurou em seus lábios.

— Língua afiada.

— Sempre. — sorri, mostrando que eu também podia ser debochada.

Consegui desvencilhar de seus braços.

— Boa noite.

Virei-me para sair, mas Patch agarrou meu braço, me puxando mais para si, e selando novamente nossos lábios.

— Boa noite. — um sorriso safado mesclava em seu rosto, enquanto me fitava com seu olhar de gavião, e eu me afastei com passos rápidos.

Coloquei minha mão na boca, assim quando fechei a porta do quarto, não acreditando no que eu havia feito. Talvez essa fosse a pior escolha que eu já fiz na minha vida, talvez não. Mas uma coisa eu não poderia deixar passar, que eu estava encantada e apaixonada pelo meu hóspede misterioso.

Notas finais
O que me dizem desse capítulo? Finalmente nosso casal se oficializou, e é agora que a fanfic começa de verdade. E Vee? Cara como eu adoro escrevê-la kkkk ela é bem divertida. Bom, não sei quando postarei, mas farei o possível para não demorar tanto. Bjs.