Notas iniciais
Enjoy.

Ted foi acordado pelo barulho dos estudantes empolgados para finalmente, verem o hotel. Já tinham formado uma fila no meio do ônibus e estavam todos falando alto, e guardando seus pacotes de salgadinhos que vinham comendo durante a viagem. Alguns ouviam músicas em seus fones de ouvido, outros contavam piadas...

–Todos prontos?- disse a orientadora. Alguns abobados falaram uma frase em resposta, muito famosa de um desenho de uma esponja que Ted odiava.

Começaram a esvaziar o ônibus e Ted esperou que todos saíssem, para pegar sua bagagem e achar seus amigos no meio da multidão. Não chovia mais, porém a chuva tinha deixado várias poças na estrada do hotel, e os ventos fortes ainda não tinham cessado por completo. Era uma rua bonita, calçadas de azulejos brancos e vermelhos, com bancos de madeira distribuídos em fileiras no decorrer da rua, e postes no estilo vitoriano. O hotel parecia ser muito antigo, feito de pedra e com janelas altas, fazendo com que lembrasse o estilo gótico.

Ainda fora do hotel todos estavam reunidos encarando uma figura jovem e muito bonita, Ted aproximou-se e viu que se tratava da recepcionista do hotel.

–Eu vou levar vocês para um tour primeiro, e depois iremos para o restaurante onde um jantar os aguarda. –disse, encarando todos com o seus olhos verdes.

Olhou ao redor a procura de seus amigos, e encontrou Elizabeth e Jessie logo atrás. Os dois estavam conversando, e fazendo piadas sobre a recepcionista, era comum isso, qualquer coisa, de qualquer pessoa, o grupo, ria e fazia piada, mas na maioria das vezes Liza e Jessie eram os que mais tiravam sarro.

–Eu vou levar vocês a um jantar onde um tour os aguarda-caçoou Jessie.

–Nossa Jess, continua assim que tu vai acabar é no Cirque du Semáforo.

Liza riu. Era engraçado o jeito que eles se comunicavam, viviam atrás de pessoas que faziam vídeos engraçados na internet, pra depois ficarem falando isso nos diálogos da vida real.

A porta estava aberta, era grande e redonda, como um daqueles portões de castelos medievais. Uma luz forte vinha de dentro, e então todos começaram a entrar, seguindo a recepcionista. O hotel parecia ser vasto e alto, o piso de mármore brilhava, por causa do imenso lustre acima. Estofados antigos, porém luxuosos estavam posicionados perto de uma lareira, onde todos chegaram mais para perto por causa do frio. Duas portas extintas, em cada lado da parede levavam a lugares diferentes, um parecia ser movimentado, e um cheiro bom de comida vinha dali. Já o outro parecia ser apenas uma despensa.

–Podemos fazer o tour depois? Estou com uma fome crônica, muita fome, fome de matar. Disse um aluno.

A recepcionista riu.

–Espere mais um pouco, prometo que o tour não irá demorar.

Uma outra aluna disse –Quer um bombom? Eu te dou.

Todos riram, porque ela não falou isso de forma normal, ela falou com uma voz rude, que parecia ser ouvida quando ela ficava brava, mas ela quis dizer de um jeito amigável. Isso não impediu que Jess, Liza, Ted e Chris rissem, os quatro se encolheram no fundo do grupo e começaram a dar gargalhadas no mais baixo tom possível.

''O Hotel Francy Islanc foi fundado por Freeda e Augusto Islanc em 1940 e prestigiou várias festas luxuosas da década, vários famosos visitaram o hotel e por isso é considerado um dos melhores hotéis do país.’’ Dizia um folheto na entrada, Ted mostrou-o para Liza que por sua vez disse:

–Sério que tu lê essas coisas?

–Sim ué, são feitas pra isso.

–Deixa de ser culturista Ted.

–Só se você parar de ouvir Eminem.

–Venham por aqui- Foram interrompidos pela recepcionista que apontava para uma escada grande de madeira no fundo do cômodo.

A escada levava a dois corredores opostos, e bem no centro da grande escadaria, um quadro mostrava uma bela mulher de cabelos e olhos escuros, um homem que aparentava ter uns 40 anos e um bebê que parecia ter acabado de nascer. Ted ficou impressionado com a pintura. Não pela família, mas sim porque, eles pareciam estar ali, de verdade, olhando pra ele. O grupo se foi ao longo do corredor junto com a orientadora e Ted ficou para trás.

–Estes são Freeda e Augusto Islanc os fundadores do hotel e este é o bebê, Thaurus.- Disse a recepcionista.

Ted levou um susto porque estava bastante concentrado e logo em seguida se perguntou porque diabos uma mãe e um pai colocariam o nome do filho assim, mas relevou.

–Eles ainda estão vivos?

–Não, infelizmente Freeda morreu dias após o nascimento de seu filho, e Augusto morreu faz 15 anos.

–E o Thaurus?

–O que tem ele?

–Ele está vivo? A recepcionista ficou parada por um momento, seus olhos fitavam o nada, como se seus pensamentos estivessem em outro lugar, e por fim, não respondeu, apenas continuou a andar pelo corredor...

Notas finais
Tive bastante tempo pra pensar numa história boa, e finalmente ''encontrei''. Caprichei mais na escrita, parei de repetir tanto as palavras, ou pelo menos espero ter parado, detalhei melhor o cenário, e é isso, obrigado a todos que estão lendo. E um obrigado especial à aqueles já citados anteriormente por me fazerem pensar mais e mais sobre a fic.