O Homem Mais Rico do Mundo
1 Dave Most
Hoje vivemos em uma sociedade adversa.
As classes sociais sempre se dividem em problemas impertinentes e desagradáveis para o nosso país e no Mundo. As pessoas sempre são julgadas pela quantidade de dinheiro que tem no bolso; e quando se trata disso, o que importa são seus cartões de crédito e a conta que não está no negativo do seu Banco. Suas roupas não lhe representam, nas gavetas de suas escrivaninhas você esquece objetos e se um dia morrer, serão lixo assim como você; você que na verdade não sabe onde está o pen-drive guardado as fotos pornográficas e até mesmo, a carta de sua namorada com as fotos proibidas. Você não pensa diariamente nas possibilidades que rumam ao fracasso, como abrir uma geladeira às três horas da manhã e perceber que seu relógio da cozinha está parado. Eu sabia disso quando estava com um revólver apontado para minha cabeça por Martin Salvatore. — E tudo o que eu pensei, foi no último tapa que levei de minha ex-namorada; foi como se o mundo tivesse desabado sob meus pés. Ele me deu a oportunidade que contaria até trinta segundos para repassar um depósito milionário para a conta de minha amada e querida esposa. Mas antes que comecemos a história, eu estava havia recém chegado a minha cidade natal; Rhoad Island, depois de um cansativo vôo vindo de New York. Fui até um restaurante com a comanda até o pescoço e com uma boa grana para poder levar a minha atual namorada, porém, você ao menos tem roupas adequadas para a ocasião. E então, aquele garçom Francês lhe atende olhando para o Clássico futebolístico do SuperBowl que estava passando na TV para ninguém assistir, exceto ele: – Bonne soirée, Sir. – disse o Garçon, com aspectos de dúvida e se eu realmente iria ter dinheiro para pagar aquela brutalidade infinita. Até mesmo brincou com os funcionários da cozinha dizendo que hoje teria alguém para lavar os pratos. Tipicamente não era um dos melhores restaurantes da cidade, mas com o salário que eu ganhava na época, de certo modo, sabia bem que Joseph, o Garçom, era apenas um viciado em heroína nos tempos de colégio. E eu estava ali com minha namorada. – Por favor, eu quero do seu melhor vinho. – eu respondi a ele. – Temos ótimos vinhos caros em nossa adega, Sir. – dizia ele quase rindo. – Eu lhe perguntei o preço Sir. Gravata? – eu respondi a ele. – Apenas me traga o vinho. Televisões do mercado, ações de graça, pessoas que estavam ali sem se preocupar no filho que estava esgoelando o cachorro na rua do restaurante. O garçom que estava fumando um cigarro na portaria ao lado de fora escondendo o que realmente sentia. Marcas de produtos que nunca usaríamos; talheres e guardanapos descartáveis, assim como nós. Então ele me olhou de cima a baixo, pois eu estava usando uma camisa social barata com cheiro de drogas do dia anterior, e para falar a verdade, acontece que a minha história não gira em torno de um garçom francês. Eu não juntei dinheiro algum para levar a minha namorada ao melhor restaurante com os cardápios impregnados há vermes de clientes de uma burguesia que não se adequavam ao meu estilo de vida. Minha rotina virou-se do avesso, meus caros leitores, e a minha história eu vou começar a contar a partir de agora, enquanto degusto desse saboroso vinho; e nossa, que vinho! Quando jovem, eu trabalhava em um Shopping Mercado Central da minha pequena cidade de classe média baixa. Ganhava um salário extremamente baixo, que se eu quisesse juntar dinheiro para levar a minha namorada para um restaurante burguês, eu demoraria talvez cerca dois anos. Mas é claro que eu não ficaria nesse emprego por tanto tempo. O Gerente do recinto, Cameron Laus, adorava colocar aquela mão gorda de suas masturbações em meu ombro e falar o quanto “eu” era dedicado, enquanto “eu” imaginava aquele mercado sendo explodido por uma granada ou coisa pior. Eu tinha o costume muito errado de pegar algumas coisas nos estoques. O meu melhor passatempo era ver Jerry Morrison e Greg Karter esbanjarem de destilados, abrindo pacotes e assustarem crianças com máscaras no setor do HallowShop. Então eu fui chamado até a sala do chefe, pois ele queria falar alguma coisa comigo. E minhas ressacas eram mais ou menos assim: – David Most? – perguntou o responsável olhando minha ficha. O chefe era um cara gordo e calvo. Ele usava um grande par de óculos e essa fusão toda fazia parecer ser um tarado psicopata da cabeça, com a foto de sua esposa com 500 litros de silicone nos peitos que batida em frente a um Mc Donalds com a pose de paz e amor. Fatos apontavam que muita gente dizia ter o visto olhando para outras mulheres de sua loja. A sala dele era cheia de embalagens do próprio alojamento jogadas aos cantos, e ele falava comigo enquanto arrematava um Quarteirão com Queijo e com um celular no ouvido pressionado no ombro: – Sim, sou eu. – eu respondi a ele. – Pois bem, nós temos que fazer alguns cortes na empresa. – dizia ele com a boca cheia de hambúrguer. – Então você é um dos que teremos que dispensar. Ele me entregou uma papelada insignificante com vários carimbos da empresa. Em nosso vocabulário: “Fui dispensado” e mandado para casa. O que me restou foi voltar para casa com alguns seguros e passar em uma fruteira, onde a mesma dona era de um brechó que tinha na esquina de minha casa, com letras garrafais escritas: “MORREU? COMPRAMOS!”
Então ao meio do cominho, retirei meu celular do bolso e mandei uma mensagem para minha namorada, para informar o ocorrido. E isso é uma verdade crucial, você nunca conseguirá uma mulher se você não tiver um emprego. Mas eu sempre fui um cara de sorte; minha namorada não ligava tanto para essas coisas; como carros e roupas de marca. Ela nunca foi de prestar atenção nas coisas. Ela usava camisetas de rock e transbordava os cinzeiros, com o costume ingênuo de deixar a cerveja com dengue pelos cantos de minha casa, entupindo com suas TPM’s os vasos e me falando que eu era um cara estranho, e que ela jamais se daria com seus pais. — Sophie era única! Cheguei à minha casa com a mochila nas costas, e deixei as chaves em cima da mesa e fui direto abrir a geladeira que no caso, não havia quase nada dentro. Eu morava com meu pai, pois minha mãe havia falecido em um acidente de carro com meu avô. Após isso, meu pai teve que cuidar dos negócios e se virar. Ele também não tinha um emprego maravilhoso e dependia de mim também para ajudar em casa. Neste caso, isso também era um motivo para eu manter o meu emprego. Meu pai estava sentado ao sofá, com a luz apagada para não gastar muita energia. Ele estava com a TV ligada, assistindo alguma coisa imprestável: – Como foi o trabalho Dave? – perguntou ele. – Laus continua gordo que não cabe em sua cadeira. – eu respondi. Então ele me deu um sorriso em meio ao rosto cheio de barbas. Meu pai era um sujeito que adorava ver séries de Televisão. Eu queria muito passar o tempo vendo todas as perfeitas porcarias no sofá com ele, mas minha vida teria que continuar. Fui até meu quarto e tentei acender a luz, então percebi que não havia lâmpada, mas não dei muita bola para isso, pois me joguei na cama e cai no sono quase de imediato, nem ao menos tirei os sapatos. No dia seguinte, meu relógio despertava para o horário de ir trabalhar. As paredes eram claras e sem pôster de bandas malditas e nada disso. Eu já estava com idade para tudo aquilo; embora, ainda sentia muita saudade de meus tempos. Meu despertador era algo peculiar dado pelo meu avô — porém com um pequeno defeito. As janelas davam de frente para a Avenida Principal de um bairro monótono, e na estante, um livro de O Senhor dos Anéis que nunca terminei de ler, e a foto de Pietra minha falecida cachorra com nove filhotes recém nascidos. Sem rumo inicial, levantei-me às pressas e me arrumei para sair fingindo que estava indo trabalhar. Meu pai estava do lado de fora, quase saindo também; ele mexia em minha velha moto. Era uma moto velha e barata que estava estragada e jogada ao canto empoeirada. Não tinha dinheiro para arrumá-la e às vezes, meu pai tentava mexer nela para ver se encontrava o problema. No exato momento que eu estava saindo, meu pai me chamou: – Dave. Jogue esses números na loteria para mim? – disse ele. – Você fica gastando dinheiro nessas coisas, velho? – eu respondi segurando o papel. – Me ouça! Faça alguma coisa prestável. – respondeu ele quando o cano da moto soltou uma fumaça negra em sua camiseta branca. Meu pai gostava de motos. Antes de minha mãe falecer, ele participava de um clube de motoqueiros e que até hoje, nunca me chamara tanta atenção. Meu pai havia me ensinado sobre motos, e isso tudo nunca fez parte da minha vida real, exceto o presidente do Clube que às vezes visitava meu pai depois de longas datas para rir e fumar charutos. A cidade era pequena e simples, e também perigosa. Assaltos eram coisas que aconteciam frequentemente. Fui até a lotérica a pedido de meu pai e no caminho, eu trocava mensagens com a minha valiosa namorada. Por fim, joguei os números de meu pai. Assim, continuei o caminho até que um velho amigo meu me ligou: – Alô, Dave? – disse ele. – Josh? Tudo bem? – eu perguntei. – Então, cara. – dizia ele. – Eu tenho umas coisas aqui pra te mostrar. Acho que você não vai gostar nada de ver. – O que é? – eu perguntei curioso. – Me encontre na lanchonete do Still, então eu te falo. Você vai trabalhar hoje? – perguntou ele. – Não, eu chego ai em dez minutos. – eu respondi.
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