O Guarda Diamante
4 Capítulo 4
—Por favor! Ajude-me a encontrar minhas coisas! – eu disse suplicando para ela. – São muito importantes para mim.
—E o que eu posso fazer? Vão queimar elas amanha. – ela entrou em um quarto e se trancou lá dentro.
Meu coração parou de bater, por 2 motivos, a voz dela parecia uma chama me corroendo ate os ossos e como assim queimar? Aquele caderno era minha vida completa se eles o queimassem... Ashley, Mae, Pai, Lucy, queimariam junto dele.
Comecei a correr pelo castelo bisbilhotando tudo, entre os quadros, portas trancadas tudo onde poderia servir de esconderijo secreto para aqueles demônios de farda de guarda. Comecei a correr pelos campos e logo vi entre todas as toras de madeira alguns dos pertences sumidos dos garotos vitoriosos da 2o fase, o que eles estavam planejando? Queimar tudo e depois ver quem chorava?
Um dos guardas estava lendo meu caderno e rindo de tudo que estava escrito ali, senti vergonha e raiva meu colar de concha, o que a minha mãe fez foi quebrado e os cacos jogados nas toras mais uma vez senti mais e mais raiva quando ia agir por impulso algo me segurou pelo punho e me jogou contra uma das paredes.
— Olha só. – era um dos Guardas – Então o comando de ficar nos quartos não serve para o senhor, correto? – ele sorriu me jogou no chão e me arrastou ate para perto das toras.
Todos os outros guardas ficaram rindo de mim e me xingando como se eu fosse um cachorrinho e então eles chamaram os outros competidores.
— Agora que todos os vitoriosos estão aqui para a 30 fase tenho uma coisa para falar para vocês. — o capitão jogou gasolina na pilha de coisas – Vamos queimar suas coisas e fazer vocês chorarem e gritarem como meninas.
Eles queimam as toras e todos os garotos ficam olhando suas coisas sendo consumidas pelas chamas vermelhas.
— Sabem quem deu esta ideia? – ele me segurou pelo cabelo e levantou minha cabeça para que todos pudessem ver meu rosto sujo de lama- seu amiguinho aqui.
Eu pude ver o rosto de todos se tornando rostos de puro ódio, ate aqueles eu tive um pouco de confiança também estão querendo me ver morto.
— E agora nos vamos fazer o GRAN FINALE! – eles jogaram meu caderno de nas chamas e me obrigaram a observa-lo queimar.
Senti um soco em meu estomago, literalmente e figuradamente. Todos eles me batiam alguns ate destruíam meu cabelo com adagas e facas, outros pediam por ordem e que eu merecia um julgamento justo, depois de muitos socos e chutes eu fui arremessado no meu quarto.
— eu não fiz nada disso... — disse tentando levantar, mas desmaiei no chão frio.
Acordei sendo arrastado pelo chão frio do palácio e com roupas de prisioneiro, os outros membros do teste de porte médio, ele estavam focados não só em me arrastar por ai e sim mostrar a todos do lugar o que estavam fazendo, olhava para os lados e as empregadas, mordomos, tratadores de cavalos, todos estavam gravando o que acontecia e rindo de mim, maldita era tecnológica como eu gostaria de sumir e ir para o interior.
Não, eu não posso fugir, mesmo que eu sofra preciso do dinheiro, preciso para meu pai poder andar sem problemas, para minha mãe não precisar costurar nunca mais e para que Ashley... Não tenha um futuro cruel como o nosso. Depois de ter sido arrastado como um animal morto pelo chão gélido do palácio fui levado para uma grandiosa sala de julgamento onde todo ate aqueles que não passaram da 2o fases estavam lá me olhando.
— O julgamento esta em sessão. – um dos garotos falou. – Então senhor Luke Dambos. O que tem a dizer em sua defesa?
Levantei-me segurando nos objetos da sala, ainda estava fraco e machucado pelo que aconteceu, olhei diretamente para o garoto que realmente tinha cara de juiz e disse.
— foi tudo planejado... Os guardas fizeram isso...
— Por quê? – ele perguntou olhando para um escrivão.
— Recalque. – sorri de leve pelo canto da boca, mas recebi outro soco de um dos meninos que me seguravam para eu não cair de fraqueza.
— Francamente, isto é um assunto serio Sr.Dambos. – ele disse com raiva- nossos pertences valiosos sentimentalmente foram queimados e o SR faz este tipo de comentário? O que pensa que isto é? Um circo?
Eu olhei novamente para o juiz e disse:
— Foram os guardas que armaram tudo. Eu não tenho culpa de nada.
Ele suspirou.
— Esta querendo por a culpa em um membro de órgão publico e que jurou honra e justiça aos fracos e oprimido?
— Sim. Eles são manipuladores! Não percebem?
O juiz bate com a mão na mesa.
— Cansamos de suas brincadeiras sem graça! Escute, não temos o poder de te expulsar, mas podemos puni-lo! Ate a segunda ordem você meu caro ficara encarregado de limpar o palácio, roupas e qualquer outro serviço braçal!
Logo as portas se abriram e dois guardas apareceram.
— Ele teve o direito de se defender rapazes. – o Juiz disse. – Mas não conseguiu me convencer, pode tirar ele daqui.
Logo novamente fui arrastado porem dessa vez não fui levado ao meu quarto e sim para o salão principal.
— Pode começar a limpar. – um dos guardas disse me entregando um balde e uma esponja.
Comecei a limpar uma parte do chão, mas como previa as “irmãs malvadas” que estavam do meu lado jogaram areia e logo a agua que estava no chão quando entrou em contado bem... Lama.
— Ah perdão, você tinha limpado aí? – ele riu e disse em meu ouvido. – isto é para você aprender a nunca mais desafiar algum de nós novamente. – ele empurrou minha cara contra o chão quase quebrando meu nariz.
Enquanto limpava o chão fiquei me lembrando de Lucy dizendo para eu não ir e de Ashley chorando se agarrando em mim, aquilo era um aviso do destino, eu não devia estar aqui. Mas meu pai e minha mãe precisavam de mim do dinheiro de um bom conforto.
— Você esfrega bem, Cinderela. – a voz feminina que ecoa pelo local é familiar. –devia estar esfregando minhas botas e não o chão.
Olho para o alto e vejo um tecido vermelho, quando levanto mais minha cabeça consigo ver o rosto da dona deste traje vermelho.
Linda, Sedutora, era a personificação da fênix. Os cabelos cor de mel estavam em um penteado real a coroa estava em um ponto de equilíbrio delicado os olhos azuis e verdes era chamativos, mas não só isso, suas joias vermelhas pareciam que o sangue estava circulando por elas, a pele tinha pequenos arranhões, mas nada que tirasse o poder e o calor de só olhar para ela.
— planejo fugir esta noite. Quer vir ao baile? – ela se agachou e estendeu a mão.
Esta sensação, esta euforia, sim. Era novamente eu fazendo meu papel de trouxa para o cupido. E eu agarrei sua mão macia e delicada com medo de machuca-la com as minhas cheias de cicatrizes e sujas de poeira real.
La vai novamente Luke Dambos, ser o trouxa do ano.
Fale com o autor