O Gato Vampiro
12 Capítulo 11
No meio da catástrofe, duas figuras diferentes se escondiam da vista dos outros. Um deles atendeu o telemóvel.
— Senhor estamos na cena. —falou
—Muito bem, a minha borboleta chegou a salvo?
—Sim senhor, o seu filho nem notou que chegou.
— Boa....Ele é muito observador, tem estado ultimamente atento às minhas borboletas. Então continuem a esconde-las.
—Sim senhor....Nós faremos.
(....)
Marinette seguiu o som dos gritos juntamente com Chat Noir e Nathaniel. Havia no centro da multidão de alunos uma garota gritando pelo microfone.
—Ela está descontrolada.... —fala Nathaniel
— Tsk, mais uma vítima da borboleta. —rosnou Chat Noir
—A borboleta! Tenho que perguntar ao Chat Noir. —pensou Marinette olhando para o Chat
— Chat sabes o que são aquelas borboletas?
— Depois falamos... Aquela garota não para de gritar! Está a começar a magoar as minhas orelhas.
Marinette e Nathaniel também já estavam ficando com dores de cabeça por causa dos gritos, mas Mari sabe que tem de se aproximar para tentar entender a situação.
— Pensa marinette.....Pensa, pensa....O Chat Noir é muito rápido e poderia destruir o microfone mas....Se ela ver o Chat, seu gritar vai afetar mais as orelhas dele....Tem que ter algo para distrair ela....
Do nada cai algo em cima da cabeça do Chat Noir.
—Auch —murmurou ele tirando a coisa da cabeça— Um diabolo? De onde veio isto?
Marinette olhou logo para o diabolo e teve uma ideia de distrair a garota.
—Chat Noir, tive uma ideia. Vou-lhe tirar o microfone com o diabolo. Depois destróis o microfone e tentas apanhar a borboleta.
—Espera, sabes como controlar o diabolo?
—Sim, eu sei o que fazer. Quando era pequena costumava brincar muito com diabolo.
Ela começou a fazer movimentos praticados com as mãos para balançar o diabolo na corda. Ela correu, girou a corda como se fosse uma linha de pesca e atirou na direção do microfone. Chat Noir ficou boquiaberto com a habilidade da marinette, ela conseguiu equilibrar perfeitamente o diabolo na corda ao mesmo enquanto ela corria.
A garota do microfone viu a ação da Marinette e também ficou abismada com os truques surpreendentes que até se distraiu da sua missão.
—Apanhei. —disse Marinette segurando no microfone, depois de ter tirado da garota. Ela entregou ao Chat Noir que ainda estava admirado.
— Ah....Isso foi....Uau....—disse o gato vampiro sem palavras, aceitando o microfone dado pela azulada
— Uh, obrigada eu acho..... —fala marinette envergonhada. —Agora é melhor se concentrar em destruir o microfone.
Chat noir acena com a cabeça e usa o cataclismo, destruindo o microfone. Quando a borboleta sai, o vampiro agarra nela pelas asas.
—Esta borboleta....Agora tenho a certeza que é dele. —murmura Chat Noir para si mesmo
—Onde estou? —questionou a garota confusa, voltando ao normal.
—Lembras-te de alguma coisa? —pergunta Marinette
—Lembrar do quê? Eu estava no clube de teatro, quando é que cheguei aqui? —responde muito confusa.
—Ah....desculpa não sei...Talvez estavas distraída. —disse Marinette tentando sorrir pacientemente. Por dentro a mentira estava comendo-a. Quantas vezes vai ter que mentir? Se ela disser a verdade será vista como maluca?
Mais tarde ao terminar, os três saíram juntos da escola.
—Nath podes vir a minha casa agora? Penso que Chat Noir vai falar sobre as borboletas e acho que mereces saber o que são.
— Claro, vou avisar a minha mãe. —disse ele sorrindo. Ele manda uma mensagem.
Pelo caminho, Marinette ia atrás com Nathaniel, Chat ia a frente deles. Depois da conversa ficaram em silêncio. Sentiam-se ansiosos para saber.
O único barulho foi a porta do quarto a fechar-se. Marinette deixa o diabolo em cima da sua secretária e senta-se na cama, Nath senta-se ao lado dela e Chat sentou-se na cadeira de escritório com rodas. Depois Chat mostra a borboleta negra.
—A borboleta como ja viram aparece sempre depois de destruirmos os objetos infestados. Chamamos-lhe de "Akuma" que é o poder de um vampiro que conheço, o Hawk Moth. O propósito de Akuma é possuir um objeto importante de uma pessoa, formando um elo entre a pessoa e Hawk Moth. Uma vez que o pacto é feito, o Akuma liberta uma fumaça preta e roxa do objeto que transforma a pessoa num ser malvado.
—Akuma....Porque Hawk Moth quer controlar pessoas inocentes?
—Não...sei.... —hesita Chat Noir olhando para o chão.
—Nunca vou entender meu pai...— ele sussurra muito baixinho.
—O quê? —pergunta Marinette. Ela não ouviu o que ele sussurrou.
—Não importa. —disse ele frio, afastando-se deles. Marinette reparou nisso e tenta se desculpar.
—Desculpa Chat....Nao precisas dizer, se não quiseres.
— Ok. Tenho que ir, adeus. —falou friamente, saindo pela janela rapidamente.
Marinette levanta-se com um suspiro cansado.
Ela atravessa o quarto e vai para a sua varanda.
— Eu pensei que ele estava se abrindo ultimamente mas há coisas que não quer falar....
—Marinette? —chamou Nath seguindo-a preocupado.
— Eu gostaria muito de ajudar o Chat Noir, pois tem sempre me protegido....Só que não sei o que fazer para o ajudar.
— Ele devia era estar feliz por ter a tua atenção... — sussurrou Nathaniel para si mesmo.
— O quê?
—N...Nada! —corou Nathaniel— E..Eu nao tenho nenhuma ideias para te ajudar Marinette...
—Está tudo bem. Talvez devia lhe perguntar algum dia...
(...)
Atrás de uma casa, as figuras se escondiam.
— Senhor, ele tem uma borboleta sua. —falou a voz, observando a casa de Marinette.
—Ele iria descobrir a qualquer momento. Mas quero que vocês tenham mais cuidado na próxima, ouviram?!
—Sim....Hawk Moth...
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