Notas iniciais
Eu sei que isso é novo para vocês, mas espero que gostem de verdade!

Capítulo 8
>>o Ponto de vista: Phelipe (sim, vocês leram certo)
— Agora, você quer me contar o que está acontecendo? — perguntei um tanto irritado.
Allison saiu do quarto da Isabelle com uma cara chateada, eu estava mais do que curioso pra saber o que tinha acontecido com a Jessica. Eu tinha me afeiçoado a essa menina, talvez porque ela passasse inocência exatamente como a Belle.
— O Will vacilou com ela... — respondeu Alli.
— Está bem, essa parte eu entendi. Eu quero saber o que realmente aconteceu. — Allison sentou ao meu lado e encostou sua cabeça no meu ombro.
— Ela chegou da Victoria Secret's toda se querendo e ligou para o Will avisando que eles estavam sozinhos em casa e que ela estava planejando algo. Ele falou que chegava em 10 minutos. Phelipe, ela preparou tudo e depois cochilou. Quando acordou, já tinham se passado horas. Ela me contou que se desesperou porque o celular dele dava caixa postal. Não tinha nenhuma mensagem perdida, não tinha mensagem, não tinha nada. Depois de um tempo, ela recebeu uma mensagem dele de um número desconhecido avisando que ele não tinha conseguido chegar cedo e que estava resolvendo uma coisa na casa da Julie.
Fiquei um tempinho em silêncio, eu estava realmente irritado com esse tal de William. Se ele soubesse que isso foi definitivo pra Jessica, com certeza ele não teria feito.
— Que merda! — falei apenas.
— Exatamente, uma grande merda.
— Eu já sei o que eu vou fazer. — falei levantando.
— O que foi, Lipe?
— Eu vou ligar pra única pessoa que pode resolver isso. — a Allison levou apenas dez segundos pra saber pra quem eu ia ligar.
— A Jessica gosta do Josh, não é? — assenti.
— Até que você é bem espertinha.
— Tem certeza que ele pode resolver isso?
— Tenho sim. O Will e o Josh são melhores amigos. — Allison levantou também.
— Phelipe, pense bem antes de ligar. Você não quer criar uma briga entre dois amigos.
— Antes eu realmente não queria, mas não posso ver a Jessica assim sem fazer nada. — Alli levantou uma sobrancelha.
— O que você sente por essa menina? — analisei a frase antes de responder e vi que não tinha nenhum tom de ciúme ou receio, apenas curiosidade. Respirei de alívio.
— Acho que ela me lembra a Isabelle. Ela flui inocência e eu sinto como se tivesse que protegê-la.
— Eu entendo, mesmo. Ligue para o Josh. — assenti e me afastei para pegar o celular.
— Cara, o que você quer?
— Por que todo esse mal humor?
— Eu estava deitado...
— Como se você dormisse cedo...
— Acho que tem um motivo pra você me ligar.
— Tem sim. A Jessica está dormindo na minha casa. — silêncio na linha.
— O que disse?
— Eu disse que a Jessica, a nossa Jessica, está dormindo na minha casa.
— O que você fez? — a voz dele estava feroz, o que me deixou aliviado.
— Eu não fiz nada. Eu tenho namorada, lembra? Ela me ligou e falou com a Allison. Depois de conversar, resolveu dormir aqui por um tempo.
— Por um tempo? Você pode, por favor, me contar a história direito. — respirei fundo e contei exatamente como a Allison tinha me contado. Ele ouviu calado e soltou um palavrão quando eu terminei.
— É, eu sei.
— Por que ela não me ligou? Por que ligou pra você? — eu suspeitava que era porque eu falei pra ela não fazer isso, mas não podia contar isso pra ele.
— Ah, não sei. Só achei que você deveria saber pra conversar com o seu amigo.
— O que você quer que eu diga?
— Conta pra ele que a Jessica está aqui e vai ficar por poucos dias e o motivo. Depois explica por que ele vacilou.
— Acho que ele não vai entender.
— Por isso que você tem que explicar.
— Como ela chegou aí?
— Eu e Allison fomos buscá-la. Ela estava com uma camisa dele, com a tal lingerie e uma calça. Ela estaria extremamente sexy se não chorasse de soluçar.
— Que merda, cara. Por que o Will não foi pra casa?
— Exatamente. Nós sabemos que o que acabou com a Jessie foi o fato dele estar com a Julie.
— De todas as garotas do mundo... Por que a Julie?
— Eu sei, eu sei. A Jessica que é muita insegura. E por causa dessa insegurança toda, ela viu isso como uma escolha.
— Ela acha que o Will escolheu a Julie?
— Eu acho que sim. Mas fala sério, ela estava oferecendo sexo e ele escolheu fazer sei lá o que com a outra. O que você acha que ela ia pensar?
— O Will é um idiota. Eu vou ligar pra ele. Mas por que ela é tão insegura? Que merda! Eu já disse que ela é uma gata, mesmo. — e somente aí eu pensei na possibilidade...
— Josh, me responde uma coisa. Você sente atração pela Jessica?
— O que você quer dizer com isso? — a resposta é sim.
— Você sabe o que eu quis dizer.
— Ela é a namorada do meu melhor amigo.
— Não foi isso que eu perguntei. Eu quero saber se você sente alguma coisa por ela.
— Você promente calar essa sua boca?
— Se você contar a verdade pra mim, sim. — ele suspirou.
— Eu adoro conversar com ela. A Jessica passa essa confiança e de repente, eu senti alguma coisa. Eu queria muito mesmo beijá-la, muito mesmo. Eu... não sei... Gosto de fazê-la rir e odeio quando ela chora por causa do Will... Eu só... Eu estou na merda, Phelipe. — diante dessa afirmação, apenas xinguei.
— E agora?
— E agora que eu não posso deixar isso acontecer. Ela namora o Will, e mesmo que eles terminassem... Não poderia fazer isso com ele.
— Eu entendo... entendo mesmo. Mas de qualquer maneira, liga pra ele.
— Vou ligar.
— Ótimo. A gente se fala amanhã.
— Beleza.
A Allison estava sentada na sala vendo alguma coisa na Tv, mas levantou a cabeça quando eu cheguei e sinalizou para que eu sentasse ao seu lado.
— E aí? Falou com ele?
— Falei, falei sim. — a Allison não se deixaria enganar.
— O que aconteceu?
— Ele disse que falaria com o Will. — seu olhar deixava claro que ela sabia que tinha algo mais.
— Lipe, o que ele te disse?
— Ele gosta dela. — Allison não conseguia ficar mais chocada.
— Ele disse isso?
— Não exatamente isso. Mas ele disse sobre querer muito mesmo beijá-la, que amava fazê-la rir e que odiava quando ela chorava pelo Will...
— Ele gosta dela. — eu sorri.
— Foi exatamente o que eu pensei.
— E o que ele vai fazer?
— Em relação a isso? Nada. Eles são melhores amigos. Mesmo que Will e Jessica terminem, ele não pode ficar com ela.
— Que merda! — Allison traduziu tudo o que eu pensava.
— Exato!

>>o Ponto de vista: Josh
Eu não queria mesmo ter contado isso pro Phelipe, mas no fundo falar era um alívio. Sentir alguma coisa pela Jessica é errado, muito errado. Eu sinto como se estivesse traindo o meu melhor amigo.
Mas por que ele teve que ficar com a tal Julie? Que merda! Eu não conseguia ficar quieto sabendo que a Jessica estava chorando por causa do Will. Por que ela não me ligou? Achei que fossemos amigos...
Estava na hora de colocar um pouco de juízo na cabeça do Will, respirei fundo e liguei pra ele.
— Cara, eu estou mesmo ocupado. Se você puder ligar...
— Não, não posso.
— Tá, Josh, o que aconteceu?
— Onde você está?
— Se você quiser conversar, eu...
— Onde você está? — falei pausadamente e ele suspirou.
— Na casa da Julie.
— O que você está fazendo aí?
— Você é do FBI?
— Não, seu melhor amigo. A questão é que você fez uma merda gigante e precisa consertar.
— Que merda gigante? — suspirei.
— Você não tem nem noção, né?
— Do que você está falando?
— William, você ligou pra Jessica?
— Não, eu mandei uma mensagem pelo celular da Julie. Por quê? O que aconteceu?
— Você é um merda!
— O que eu fiz?
— Sai daí agora e vai pra casa que eu te encontro lá.
— O que aconteceu, Josh? E o que a Jessica tem a ver com isso?
— Ela tem tudo a ver com isso... Faz o que eu te falei. Sai daí!
— Liga pra Jessica e fala que você está indo pra lá. — foi a minha vez de suspirar.
— Ela não está lá... — eu percebi que ele prendeu a respiração.
— Como assim?
— Ela está dormindo na casa do Phelipe e pelo jeito, vai ficar lá por um tempo.
— Como é que é? — ele estava gritando. Finalmente consegui chamar sua atenção.
— É exatamente isso que você ouviu. Sai daí agora e vai pra casa que eu te conto tudo.
— Vou ligar pra ela.
— Tarde demais, seu idiota. Só sai daí.
— Chego em casa em 10 minutos.
— Espero que seja de verdade dessa vez.
— Como assim?
— Nada, estou indo também.
Finalmente eu consegui chamar a atenção do Will. Sinceramente não queria que fosse eu a pessoa a contar pra ele o que tinha feito, mas que escolha eu tinha? Não podia deixá-lo lá com aquela gostosa. Então como um bom amigo, peguei o carro e fui pra casa dele.
>>o
— Você quer me contar o que está acontecendo? — perguntou Will assim que cheguei.
— Acho que você precisa sentar.
— Eu estou bem em pé. Agora me diz o que a Jessica está fazendo na casa do Phelipe.
— Antes de eu te contar quero que tenha em mente que você é um merda.
— Obrigado, vou me lembrar. Agora fala! — e eu contei.
A cada palavra que eu falava, seu rosto mudava. Ele parecia realmente surpreso, como se ele não esperasse nada do que eu estava contando.
— Eu sou um merda! — falou e eu dei um pequeno sorriso falso.
— Finalmente.
— Mas eu não sabia que... — ele não terminou a frase e sentou na escada.
— Não sabia o que? De acordo com o Phelipe, ela disse que te ligou. Avisou que estavam sozinhos em casa e que tinha planos. E pior, você disse que chegaria em 10 minutos. — Will colocou as mãos na cabeça.
— Merda! Eu disse mesmo.
— E depois? O que aconteceu, depois? — ele parecia se odiar.
— Eu estava me arrumando pra ir pra casa quando a Julie chegou falando que um dos professores queria conversar comigo sobre a nossa ideia no projeto. E eu conversei com ele, depois ela me convenceu a ir pra casa dela colocar a nossa ideia em ação. Eu acabei esquecendo de avisar a Jessie e meu celular acabou a bateria. Quando eu lembrei já era tarde, então mandei uma mensagem pra ela caso estivesse dormindo... Eu não imaginei que ela estivesse preparado algo pra mim...
— Pois é, seu espertão. Agora ela acha que você escolheu a Julie.
— Eu não faria isso.
— Ela te ligou, falou que queria transar e você foi pra casa da Julie fazer trabalhinho? — ele bufou.
— Não é bem assim. Esse projeto é importante pra mim.
— E a Jessica? É importante pra você? Porque nesse momento ela se sente a pior pessoa do mundo. Ela acha que não é o bastante pra você.
— Como ela pode achar isso?
— Ela acha isso desde sempre, Will. Eu e ela conversamos várias vezes sobre isso. Ela não se acha bonita, não se acha boa pra você.
— E por que ela não conversou comigo sobre isso?
— Porque o projeto era importante demais pra você. — ele parecia ter levado um tapa. Seu rosto ficou parado, surpreso, em pleno choque.
— Eu sou um namorado horrível.
— Sim, você é... A sua sorte é que ela gosta demais de você.
— Eu não vi que ela estava sofrendo. Ela parecia tão segura, não parecia ligar para o fato de eu estar sempre com a Julie, eu achei que ela entedesse, eu achei... Eu estou me odiando.
— Se odeie mesmo...
— Você não está ajudando.
— Desculpe, cara. Mas a Jessica é uma garota incrível e está sempre do seu lado. Se você não começar a valorizá-la, outra pessoa vai fazer por você. — depois que eu falei, achei que tinha falado demais.
— Sim, você tem razão. — suspirei aliviado.
— Ótimo. Agora eu vou subir pra dormir aqui. E você vai dormir também, amanhã vai falar com ela.
— Pode deixar.
— Boa noite. — dei um tapa no seu ombro e fui em direção ao quarto de hóspedes.

Notas finais
Que tal?