Notas iniciais
Sabe quando você sente raiva? Então...

Capítulo 4

Meu dia começou bem normal, minha primeira aula foi incrível. Teve uma discussão sobre poesia bem interessante e descobri que Chris tem um gosto e uma opinião muito parecida comigo. De qualquer maneira, as coisas estavam caminhando perfeitamente bem.

— Jessica, você vai almoçar aonde? — perguntou Chloe.

— Ainda não sei. Não falei com o Will...

— Nós estamos querendo ir em Food Truck bem maneiro aqui perto.

— Só um minuto enquanto ligo pra ele.

Minha manhã passou tão rápido que eu ainda não tinha falado com o Will, nem com nenhum dos meus amigos. As coisas estavam agitadas no mundo da universidade.

— E aí, Jessie?

— Oi. Tudo bem?

— Tudo sim e com você?

— Tudo ótimo. Você vai almoçar agora?

— Desculpe, amor. Mas estou um pouco enrolado. Tenho um estudo chato pra fazer sobre a Bolsa de Valores de Nova York. Eu não vou te encher com os detalhes.

— Tudo bem. Eu vou almoçar com o Chris e a Chloe, okay?

— Claro. Depois eu devo ir almoçar com a Julie, também. — na hora meu cérebro deu uma pausa.

— Julie?

— Eu te falei dela, a menina da minha turma. Julie Sloane. Meu estudo é com ela. — eu não queria ser uma namorada ciumenta, eu não queria mesmo. Mas eu sei que o Will é lindo e eu não conheço essa garota. Meu coração deu uma acelerada, mas eu disse apenas:

— Ah...

— Ei, que isso. Sabe que eu sou louco por você. Não precisa disso.

— Tudo bem, estou tranquila. — mentira.

— Ótimo. Qualquer coisa, estou com celular.

— Claro. Vai lá, não quero te atrapalhar mais.

— Sem problemas. Beijo.

— Beijo.

Eu estava totalmente com ciúmes e eu sabia disso, a minha vontade era ir atrás dele e conhecer essa tal Julie. Mas não fiz nada, apenas respirei fundo e tentei não surtar.

— Jessica, você está bem? — perguntou Chris.

— Acho que sim.

— O Will vem com a gente? — perguntou Chloe.

— Não, ele vai estudar com uma tal de Julie. — juntei todo a minha raiva no nome dela, meio sem querer.

— Ih, acho que alguém está com ciúmes. — falou Chloe rindo. Só não entendi a piada.

— Qual o sobrenome? Talvez eu conheça. Conheço tantas garotas no campus. — falou Chris.

— Julie Sloane. — ele levantou uma sobrancelha.

— Julie Sloane? De Economia? — prendi a respiração.

— Sim, por quê?

— Cara, ela é uma gata. Não, gata é pouco. Ela é muito gata, mesmo.

— Ah que maravilha. — Chloe lançou um olhar feio para Chris.

— Isso não ajuda.

— Por que uma garota "bonita" assim faz Economia? — sim, eu fiz o sinal de aspas em bonita.

— Não conversei muito com ela. — ele dei um sorriso tão sacana que eu tive que revirar os olhos. — Mas acho que tem a ver com o fato do pai dela estar envolvido com ações e coisas do tipo.

— Não acredito que você já pegou ela. — ele fingiu estar ofendido.

— Pegar? Que palavra pejorativa. Eu a beijei meio sem querer, longa história.

— Por que o Will não falou que ela é uma gata? — perguntei mais pra mim mesma, só que falei em voz alta.

— Talvez ele não tenha reparado. — falou Chloe, mas Chris soltou uma risada irônica.

— Ah, ele reparou. Com certeza. — dei um soco no ombro dele.

— Você pode parar de ser um idiota?

— Ei, foi mal. Eu estava brincando. Vem, vamos comer.

— Ele não te largaria por causa de uma qualquer, Jessie. Não se preocupe. — falou Chloe, mas não ajudou muito.

>>o

A comida estava incrível, mas eu só conseguia pensar no Will e na tal Julie. Eu sei que não tinha motivo pra me preocupar e eu achei que tivesse acostumada com os olhares em cima de Will e coisas do tipo, mas pelo jeito não.

— Você pode fazer uma cara melhorzinha? — falou Chris.

— Desculpe, eu só estou com a cabeça cheia.

— Para de ficar se martirizando. Não está acontecendo nada, Jessica. Relaxa! — falou ele.

— Tem razão, eu que estou enlouquecendo.

— Bom, temos um tempo livre agora. Quer fazer o quê? — fiquei um tempo refletindo e então tive uma ideia.

— Esperem um minuto enquanto faço uma ligação.

Me afastei um pouquinho da mesa para usar o celular. Se tinha alguém que conhecia bem o Will para me tranquilizar, essa pessoa era o Josh. Talvez ele pudesse tirar essas ideias da minha cabeça.

— E aí, querida Jessie?

— Oi, Josh. Onde você está?

— Estou comendo com a Trina e Chelsea.

— Você tem aula depois daí?

— Não, tenho mais ou menos uma hora livre. Por quê?

— Preciso de você.

— O que aconteceu?

— Pode me encontrar em frente ao prédio principal em 15 minutos?

— Claro. Sem problemas.

— Okay, obrigada.

— Sempre um prazer.

Respirei fundo. Josh e Will eram bem amigos, se tivesse alguma possibilidade do meu namorado me largar por uma gostosona de Economia, Josh me diria.

— Está melhor? — perguntou Chloe.

— Vou ficar. Vocês se importam se eu tiver que sair?

— Claro que não. Vai conversar com o Will?

— Não, com o Josh. — Chloe chegou se endireitar na cadeira.

— Ele está vindo aqui? — Chris revirou os olhos.

— Não, eu vou encontrar com ele. — ela murchou na hora.

— Ah...

— Desculpe, mas tenho que ir.

— Tudo bem, a gente se vê depois. — falou Chris.

Peguei as minhas coisas e fui atrás do Josh, meio sem querer eu sabia que podia confiar nele. Talvez porque ele me confiou algo tão íntimo, não sei. Mas eu tinha plena certeza.

— Lowe. — falou Josh quando me viu. Ele estava como sempre: lindo. E as meninas que estavam a minha volta pareciam perceber o mesmo.

— Lodge, como vai? — ele me abraçou e beijou o topo da minha cabeça.

— Estou bem. Agora você pode me dizer o que está acontecendo.

— Eu precisava conversar com alguém. Estou com ciúmes de uma garota da turma do Will. — assim que falei essa frase me senti patética. Ela tinha funcionado tão bem na minha mente.

— Você? Com ciúmes? Do Will?

— Foi o que eu acabei de dizer.

— Por quê?

— Não sei. Ele mencionou ela no café da manhã e agora eles foram estudar juntos, nem almocei com ele.

— Qual o nome dela?

— Julie Sloane. — falei com um tantinho de veneno.

— Julie Sloane? — infelizmente, eu sabia que ele tinha reconhecido aquele nome.

— Você conhece?

— Com certeza. Ela é uma gata.

— Qual o problema de vocês? Chris me falou que ela era bem gata.

— Ele a conhece?

— Sim, ele me disse que a beijou uma vez.

— Sortudo. Nós conversamos algumas vezes, mas não rolou nada. Ela é uma garota interessante.

— Gata? Interessante? Eu realmente não precisava disso. — ele me abraçou.

— Me desculpe. Mas você não tem com o que se preocupar. Will é um garoto decente e não faria isso com você.

— Obrigada. Eu só... não sei. Me sinto um pouco insegura. — ele ficou me encarando por um tempo.

— Vocês transaram ontem? — me afastei dele um pouco. Fiquei totalmente sem graça.

— Sim...

— Ah, sabia. Cara, relaxa. Se o Will não te deu o fora na hora é porque ele gostou a beça. Então, não se preocupa.

— Não é isso, é só que... sei lá, talvez se ele estivesse com uma garota mais bonita... — eu estava cheia de reticências naquele dia. Principalmente porque minha mente estava uma confusão.

— Pelo amor de Deus, Jessica. Você é uma gata. Eu sei disso, o Will sabe disso, até aquele garoto idiota que era seu vizinho sabia disso, os garotos do mundo sabem disso, menos você. — fiquei um tempo processando o que ele tinha acabado de dizer.

— Ah... obrigada?

— De nada. Eu achava que já que você fez sexo ontem, estaria pelo menos, feliz. — revirei os olhos e comecei a andar para nenhum lugar específico.

— Eu estou feliz. Muito feliz.

— Assim é melhor.

— Pensei bastante no que você me disse ontem. — Josh ficou um tempo em silêncio.

— E?

— Acho que você está perdendo tempo evitando não se apaixonar de novo.

— Você acha? — seu sorriso era um tanto irônico.

— Sim, eu acho.

— E por quê? — pensei um pouco antes de responder.

— Josh, você já teve um beijo realmente bom? — ele me encarou confuso.

— Como assim?

— Aquele tipo de beijo nem tão seco, nem molhado demais. Aquele beijo que te dá a sensação de que você poderia continuar fazendo aquilo para sempre, sem parar, sem enjoar. — ele parou pra pensar, ficou um tempo encarando o nada.

— Sim, acho que sim.

— E você não sentiu nada? — ele deu de ombros.

— Queria que eu me apaixonasse por ela?

— Não, mas você sente alguma coisa. Nem que seja gratidão.

— Gratidão? — sua cara era de completa incredulidade.

— Sim, gratidão por ter encontrado uma boca que se encaixava perfeitamente na sua. — ele gargalhou.

— Creio que você esteja falando por experiência própria.

— Bom, eu só beijei três caras na minha vida. — Josh simplesmente parou e me encarou em choque.

— Como assim, três? Você tem 18 anos, Jessica. Três é quase ridículo.

— O que eu posso fazer? Somente o Nathan, um estranho em um Catch Roof e o Will.

— Isso é... estranho.

— De qualquer maneira, eu já passei por isso. Duas vezes. — ele sorriu.

— Então você se considera um ser abençoado? — sorri também.

— Com certeza. E eu senti alguma coisa, das duas vezes.

— Talvez eu tenha sentido alguma coisa também.

— E foi ruim?

— Não, acho que não.

— Viu? Ter sentimentos é uma coisa positiva.

— Obrigado, Lowe.

— De nada. Obrigada por me ajudar nesse lance de ciúme. — ele sorriu.

— Tranquilo. — Ficamos um tempo assim encarando um ao outro em silêncio. E então, foi a primeira vez que eu senti vontade de beijar o Josh.

Desviei o olhar tentando disfarçar o que tinha acabado de acontecer, eu estava em choque. Completamente surpresa com a sensação. Verifiquei meu coração: Sim, eu ainda gostava do Will. Bom! Tentei organizar meus pensamentos...

— Jessica, estou falando com você.

— Ah, oi. Desculpe! O que disse?

— Eu disse que tenho aula agora.

— Ah, sim. Eu também. A gente se vê depois.

— Claro, e qualquer coisa é só ligar. — ele beijou a minha testa e saiu em direção a aula dele.

Eu passei um tempo encarando o nada, em choque. Como eu podia sentir isso em relação ao Josh? O melhor amigo do Will? Ele é lindo e isso deve ter confundido a minha mente. Única explicação plausível. Eu precisava falar com alguém sobre isso, mas quem? E a resposta veio tão rápido quanto a pergunta. Peguei meu celular e disquei o número familiar.

— Jessica?

— Oi, Charlie. Preciso de um conselho de urgência.

— Claro. Só um minuto. — ao fundo ouvir ela falar "Vocês podem me dar licença, um segundo?" — Então, o que aconteceu?

— Eu estou te atrapalhando? Porque se eu estiver...

— Para, Jessie, você é minha melhor amiga e vice-versa. Agora, me conte.

— Eu estava conversando com o Josh sobre a mais nova amiga do Will, da turma dele de Economia e aí a gente imendou em outro assunto, a conversa estava fluindo bem. Depois que o assunto acabou e ficamos em silêncio eu tive uma grande vontade de beijá-lo, o que me assustou profundamente. Então, o que eu faço?

— Uau. — esperei que ela completasse a frase mais não completou.

— E...

— Ah, bem. O Josh é um gato e nós sabemos disso. Não tem nada demais você sentir atração por ele, Jessica. Isso é normal, acontece. Seu corpo reage de acordo com o que lhe atrai, simples assim.

— E o que eu faço?

— Você? Não beija o Josh. Simples! A fidelidade está nessa diferença. Você não consegue evitar sentir atração, mas consegue evitar o beijo. Os seus sentimentos pelo Will não mudaram, certo?

— Não, claro que não.

— Então pronto, querida. Vai acontecer de novo, por isso prepare-se. De resto, supere. — respirei fundo. Charlie tinha razão, eu não tinha com o que me preocupar.

— Obrigada, Charlotte. Você é a melhor!

— Eu sei, mas é sempre bom ouvir.

— Estou com saudades.

— Eu também, amiga. Eu também.

— A gente se fala?

— Com certeza. Beijo.

— Beijo.

Charlotte estava certa. Josh é lindo e meu corpo reagiu a isso, normal. Não tinha nada que eu precisasse me preocupar, isso ia acontecer de novo e eu ia ficar bem.

>>o

— O seu problema, Chris, é que você é bonito demais. Isso me confunde. — Chloe parecia realmente irritada, o que na minha opinião era hilário.

Sentamos no gramado para discutir um livro que nós três tínhamos lido para a aula do dia seguinte. Era quase 16 horas e eu ainda não tinha sinal do Will, desde a hora do almoço ele não tinha me ligado, muito menos aparecido.

— Eu sou bonito demais? Sério?

— Sim, sério. Você tem um sorriso sexy e um olhar sedutor, isso não me ajuda. — eu gargalhei diante da declaração de Chloe. Mas confesso que concordava em gênero, número e grau.

— Sorriso sexy? Jessica, você concorda com ela?

— Concordo. Mas quando eu começo a perceber que a sua beleza vai me atacar, eu penso no Will.

— Você está zoando comigo e eu não gosto disso. — respondeu ele.

— Sabe que estou brincando. Você tem tudo isso que a Chloe falou e ela está certa.

— Eu disse. — falou Chloe com ar de satisfeita.

— E o que vocês querem que eu faça?

— Pare de tentar jogar charme o tempo todo. — o engraçado dessa situação é que pra Chloe, ela era séria.

— Eu não consigo, flui de mim naturalmente. — revirei os olhos.

— Agora você deu uma forçada. — falei.

— Podemos voltar ao Thomas Hardy? — falou Chris. Mas meu celular tocou me dando alívio.

— Alô?

— Oi, amor.

— Will. — meu tom de voz saiu um tanto irritado, embora não fosse a minha intenção.

— Está tudo bem? — fora o fato de você estar com a Julie?

— Está tudo ótimo.

— Que bom. Olha, sinto muito não ter falado com você, mas o dia foi bem puxado.

— Tudo bem, eu entendo.

— Você se importa de ir pra casa de táxi? Tenho que terminar uns relatórios aqui. Se tudo correr bem, vou conseguir um emprego pela faculdade.

— Nossa, isso é ótimo. Estou muito feliz por você. Espero que consiga.

— Eu também. Então, a gente se vê em casa.

— Okay. A gente se fala mais tarde. Manda um beijo pra Julie. — saiu sem que eu percebesse, mas ele riu.

— Tenho certeza que você não quer que eu dê o beijo. — revirei os olhos.

— Não, não quero. Mas se por acaso isso acontecer, saiba que vou arrancar a sua língua fora e a dela. — isso também foi sem pensar.

— Nossa, Jessica. Isso foi tão... intenso. E estranhamente sexy.

— Que bom que achou, porque eu não estava brincando.

— E eu acredito. Até mais tarde.

— Até mais, beijo.

— Beijo.

Sorri de mim e coloquei a cabeça nas mãos. Eu não sei o que eu estava pensando quando falei aquilo, embora Will tenha levado na brincadeira, parte de mim sabia que não era.

— Arrancar a língua, é? — falou Chris sem olhar pra mim.

— O que foi? — perguntei um tanto na defensiva.

— Nada, só não conhecia esse seu lado agressivo.

— Você só me conhece há dois dias.

— O que pra mim foi o suficiente para não acreditar que você faria isso.

— A prova de que não me conhece. — Chris me encarou e sorriu, Chloe apenas arregalou os olhos.

— Certo, gente. Thomas Hardy.

Terminamos de discutir o livro e ficamos um tempo apenas deitados na grama, ouvindo música e absorvendo os últimos acontecimentos. Eu queria poder relaxar um pouco com relação ao Will e a tal de Julie, talvez ela fosse uma garota legal e um dia, seríamos amigas. Mas acho que não.

— Jessica, você acredita em amor a primeira vista? — perguntou Chloe.

— Não. — respondi assim, sem pensar.

— Por que não?

— Acredito em desejo a primeira vista, ou talvez até paixão a primeira a vista, mas amor? Com certeza não.

— Acho que estou ligeiramente apaixonada pelo Josh. — Chloe estava de olhos fechados e parecia que fazia uma enorme confissão.

— Chloe, olha pra mim. — ela sentou e me encarou, olhei para Chris, mas ele colocou os fones de ouvido e virou para o outro lado. Eu estava sozinha nessa.

— Eu sei o que você vai dizer. — falou ela.

— Bom, isso poupa um ótimo discurso.

— Mas Josh é tão... — respirei fundo.

— Chloe, o Josh é um dos últimos garotos que você poderia se apaixonar.

— Por que?

— Porque ele não se importa. Nós somos amigos e ele é um garoto incrível, inteligente, amigo e só. Ele não se deixa apaixonar, então só você sairia magoada dessa história.

— Então eu deveria simplesmente desistir?

— Eu sei que é uma opção horrível, mas não tem muito o que você possa fazer. Se você quisesse curtição, eu te recomendaria o Josh com certeza. Ele é um gato e sabe o que está fazendo, mas paixão não é a dele.

— Por que ele tem que ser tão encantador? — nem me fale.

— Sinto muito.

— Sabe o que eu acho um vacilo? Você ter um namorado lindo, que é apaixonado por você, inteligente e que só quer te fazer feliz. Você é tão sortuda. — fiquei um tempo em silêncio. Surpresa com o seu desabafo.

— Olha, se eu te contar que eu e o Will quase não ficamos juntos por causas das coisas da vida. — ela me encarou curiosa.

— Como assim?

— Quando eu conheci o Will, eu estava completamente apaixonada por outro garoto, o Nathan. Sinceramente, era uma paixão meio sem noção, mas eu gostava dele há cinco anos.

— E como você se livrou dele? — dei de ombros.

— O Will me ajudou. Quando começamos a namorar eu ainda era apaixonada pelo Nathan, mas aos poucos eu fui percebendo que o Will era um garoto incrível, eu fui me importando com ele cada vez mais e pronto. Agora eu sou apaixonada por ele. — Chloe sorriu.

— E o tal Nathan? — eu sorri.

— Ele está na California estudando cinema e está namorando uma gata que por sinal, é a ex do Will. — ela riu.

— Vocês dois são dignos de um livro.

— É, acho que sim.

— E o Nathan é bonito?

— Quer ver? — peguei meu celular e mostrei as fotos da festa que fizemos depois da minha formatura.

— Esse é o Nathan? Ele é bem bonito e essa menina com ele é a namorada?

— Sim, a Megan.

— Uau, ela tem um corpão.

— Eu sei.

— Quem é essa menina com você? — meu sorriso veio acompanhado com uma enorme saudade.

— Essa é a Charlotte, minha melhor amiga e esse ao lado dela é o Austin. Eles foram juntos pra Yale.

— Yale, é? Acho que você está com saudades.

— Com certeza.

— Jessica! — alguém tinha gritado meu nome, procurei por volta do gramado e vi Trina andando na minha direção.

— Oi, Trina. — falei sorrindo, mas ela continuou séria.

— Podemos conversar? — perguntou ela.

— Claro. — olhei pro lado, Chris parecia dormir. — Chloe você avisa ao Chris onde eu fui?

— Pode deixar, a gente se vê na sala? — assenti e saí com uma Trina visivelmente irritada. Vamos ver o que eu fiz dessa vez.