Notas iniciais
Seus lindos, eu sei que a dor é grande, mas esse é o penúltimo capítulo.. Sim, eu sei, eu também estou muito mal, mesmo. O próximo episódio vai sair na quarta feira, dia 23, então, eu espero que continuem comigo até lá. Já estou com saudade...

— Jessica, eu reconheço esse sorriso forçado em qualquer lugar. — respirei fundo.
— Mãe, não era um sorriso forçado.
— Sim, era. O que aconteceu?
— Nada, o de sempre. Will. — para minha surpresa, ela revirou os olhos.
— Querida, antes de vocês terminaram sua vida era muito mais simples. Lembre-se disso quando decidir o que fazer.
— Tudo bem. Só que agora é hora de relaxar.
— Amém. Vamos para a massagem.

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Eu mal vi a hora passar, eu só me perguntava porque as pessoas não faziam isso pelo menos uma vez por semana. Quando o Will ligou parecia qu eu tinha sido sugada para a realidade bruscamente.
— Alô?
— Jessica, desculpa atrapalhar aí...
— Tudo bem, pode falar.
— Eu posso levar os vestidos?
— Pode. Eu já deixei tudo separado, tá? Tem uma bolsa rosa da Nike em cima da minha cama, não esquece dela.
— Mais alguma coisa?
— Não.
— Daqui a pouco estou aí.
— Tudo bem. Entrega na recepção, okay?
— Okay. A gente se vê no casamento.
— Sim, eu serei aquela na frente da de branco. — ouvi sua risada.
— E eu serei aquele do lado do cara suando lá na frente.— não pude deixar de rir.
— Até mais tarde.
— Até.
— Era o Will? — minha mãe parecia apenas curiosa.
— Sim, era. Ele está vindo trazer os vestidos.
— Ótimo. Está na hora de fazer o cabelo.
— Meu Deus, já?
— Sim, já.

>>o
Puxaram meu cabelo, arrancaram todos os pêlos do meu corpo, fizeram a minha unha e a minha maquiagem. No fim, eu e minha mãe estávamos surpreendentes. Eu mal conseguia acreditar que isso estava mesmo acontecendo.
— Meu Deus, mãe. — falei e ela sorriu.
— O que você acha? Dei um tempo no fotógrafo pra você me ver.
— Está simplesmente incrível.
— Obrigada, estou tão nervosa.
— Não deveria, não é a primeira vez que faz isso. — ela riu e fez uma careta.
— Engraçadinha. Você está linda, filha.
— Obrigada. Agora vem que eu vou te ajudar com o vestido.
— Tudo bem.
O vestido da minha mãe estava no cabide em frente ao espelho, ele era simplesmente lindo o busto parecia brilhar e deixava tudo muito emocionante. Quando ela terminou de vesti-lo, seu sorriso parecia contagiar o mundo inteiro.
— Acho que eu vou chorar. — falei e ela sorriu.
— Ainda não, Jessica. Espero um pouquinho.
— Posso até tentar, mas isso é tão incrível.
— Sim, eu sei. Agora, coloque o seu.
O meu vestido estava do lado do dela e eu estava estranhamente animada para vesti-lo. Eu e minha mãe planejamos tantas coisas para esse dia que eu estava ficando cada vez mais ansiosa.
— Filha, você está tão linda. — sorri.
— Você que está. — ela prendeu a respiração.
— Está na hora?
— Sim, está.
— Ah meu Deus, e agora? — eu sorri.
— Agora, você casa.
— Simples assim.
— Simples assim.
Enquanto minha mãe respirava uma, duas, três vezes, alguém bateu na porta. Era o fotógrafo com um sorriso engraçado.
— A limousine chegou. Eu queria tirar algumas fotos antes da gente ir, tudo bem?
— Sem problemas. — respondeu minha mãe.
— Eu vou esperar lá fora.
— Obrigada, querida. Parece que eu vou infartar. — revirei os olhos.
— Para com isso, por favor. Vai dar tudo certo.
— Claro que vai. — fiquei esperando alguns minutinhos no corredor até que ela estivesse pronta.
Enquanto caminhávamos para a igreja, passava várias coisas na minha frente, mas como eu não queria deixar minha mãe mais ansiosa não falei nada. Olhei pra ela pelo canto do olho e percebi que ela contava de um até cinquenta devagar e baixinho, não sei quando ela começou a fazer isso, mas parecia não deixá-la pirar.
A limousine estacionou e vi as pessoas terminarem de entrar, o fotógrafo saiu do carro na nossa frente e se posicionou, e por um momento eu só conseguia prestar atenção nela, na minha mãe.
— Pronta? — perguntou ela e eu sorri.
— Eu estou e você?
— Acho que sim.
— Ainda dá tempo de desistir. — falei e ela revirou os olhos.
— Claro que não, com o dinheiro que eu gastei nessa festa? — soltei uma gargalhada.
— Eu vou primeiro, qualquer coisa eu grito e você foge.
— Anda logo, menina. — com um sorriso abri a porta.
Eu senti flashes em cima de mim, a cerimonialista me deu um pequeno buquê que eu segurei meio insegura. Sorri e comecei a caminhar na direção da entrada da igreja. A primeira coisa que eu vi foi o Richard, ele parecia muito nervoso e estava tão bonito. Mas meu olhar, mesmo sem querer, focou na pessoa ao seu lado. Will estava lindo, seu olhar brilhava me encarando e eu achando que ele não tinha gostado do vestido. E foi aí que eu percebi que todos tinham se levantado, o que significava que minha mãe tinha entrado e eu voltei a olhar pro Richard, ele sorria de um jeito meio bobo parecia que ficha não caía e foi somente nesse momento que eu percebi que o Richard amava mesmo a minha mãe, de verdade.
Só que mais uma vez meu olhar voltou para o Will, e seu olhar não tinha desviado do meu. Seu sorriso era sem jeito e o meu era enorme, e pela primeira vez em muito tempo eu queria que estivéssemos sozinhos. O caminho acabou e eu sorri para o Richard que sorriu pra mim de volta. Me posicionei no meu lugar ao lado da minha mãe e quando ela chegou, me entregou o buquê.
Quando a música abaixou e todos se sentaram, eu olhei para o Will pelo canto do olho e ele me encarava. Seus lábios formaram a frase "Você está linda." e eu sorri, apenas assenti e me virei para prestar atenção na cerimônia.

Depois de um tempo olhei pra frente e comecei a procurar meus amigos, estavam todos lá. Charlie e Austin estavam mais a frente de mãos dadas e para minha surpresa, Allison e Phelipe estavam ao seu lado. Charlotte acenou e apontou fazendo uma careta, e seus lábios formaram "Até que ela é legalzinha", tive que fazer um esforço sobre-humano para não gargalhar lá na frente. Continuei a procurar com o olhar e achei Chelsea e Derek sorrindo um para o outro e não consegui evitar o sorriso, ao lado deles Trina e Chris, estavam bem colados, mas não de mãos dadas, mesmo assim uma vitória. Logo após vinha Chloe com os olhos cheios de lágrimas e Josh ao seu lado me encarando com um sorriso enorme, só o que eu pude fazer foi devolver o sorriso na mesma medida, e para minha infelicidade do seu outro lado estava Julie, sempre linda e deslumbrante. Antes de eu sequer conseguir pensar em algo ofensivo sobre ela, ouvi o padre anunciar os votos, então voltei a minha atenção para a cerimônia.
— Richard, nós dois já passamos por várias coisas na vida, e quem diria que quando eu achei que nada mais fosse acontecer, você apareceu? Você mais do que ninguém sabe quanto medo eu tive de que nada fosse como antes, mas bastou o seu sorriso para me tranquilizar, seu abraço para me dizer que estava tudo bem, e eu me senti com 18 anos de novo. Eu amo você e sei que posso contar com você pro resto da minha vida. Obrigada por me amar e amar a minha filha, obrigada por me fazer feliz de novo. Eu amo você. — meu choro se misturava ao da minha mãe e as lágrimas caiam sem fazer muito alarde no rosto do Rich.
— Ellie, não sou bom com as palavras e você sabe, não entendo indiretas, nem sei muito bem o que dizer nos momentos importantes, mas quero te prometer que vou demonstrar o quanto eu amo você todos os dias da nossa vida. Quero que cada momento que passarmos juntos seja especial e que em meio aos problemas da vida, eu possa ser o seu porto seguro. Eu te amo muito.
Eu só conseguia chorar, eu encarava a tudo meio deslumbrada e até um pouco sonhadora. Depois de trocarem alianças e das palavras finais, o beijo que se seguiu superou o de qualquer filme que eu tenha visto e por isso eu não podia estar mais feliz pelos dois.
Eu e Will saímos logo atrás dos nossos pais, eu segurei o seu braço com força e ele retribuiu o sentimento. Gentilmente, secou as minhas lágrimas e esse gesto me fez querer chorar mais, em vez disso sorri e fechei os olhos.

>>o
Seguimos de limousine para a festa junto com os nossos pais que não paravam de se beijar e sorrir, mas mesmo assim eu não conseguia ficar incomodada, eu também só sorria.
— Você está muito linda. — sussurrou Will.
— Você já disse isso.
— E repito. — abri um sorriso sem jeito.
— Você também está muito bonito. — ele deu de ombros.
— Esse trapo velho? Achei no fundo do armário.
— Claro que sim.
Ao chegar lá, nossos pais foram recebidos com aplausos e algazarra, nos dirigimos a mesa principal para o jantar. Eu sentei ao lado da minha mãe e Will ao lado do Richard como deve ser. Olhei a minha volta e vi meus amigos do meu lado direito, alguns familiares que eu não via desde que eu era pequena e muitas pessoas que eu não conhecia.
— O que você está fazendo? — perguntou minha mãe.
— Observando.
— Claro que sim. Eu só quero saber se você já preparou o seu discurso, ou vai ser de improviso?
— Bom, eu pensei em algumas coisinhas que eu podia dizer.
— Tem que ser sensacional.
— Farei o meu melhor. — ela sorriu e beijou a minha testa.
— Tenho certeza de que sim.
O jantar foi servido e eu tentei não prestar atenção nas conversas que aconteciam ao meu redor, mas minha mente vagou para longe. Pensei em como seria o meu casamento, em quem estaria lá, quem seria a minha madrinha e acima de tudo, quem estaria do meu lado no altar.
— Jessica, você está fazendo uma careta. — falou minha mãe e eu sorri.
— Eu só estava pensando.
— Cuidado com isso, parece que você vai explodir.
— Pode deixar, não pensarei demais.
— Muito bem.
No final do jantar, eu levantei meio a contragosto para fazer o meu discurso. Tentei não ficar muito sem graça por falar para tantas pessoas algo que deveria ser bem pessoal.
— Mãe, é um tanto engraçado falar aqui hoje se você pensar em tudo o que aconteceu até aqui. Desde o dia em que você disse, quer dizer, quando eu descobri que você estava namorando até agora. Vocês não imaginam o quanto eu surtei, mas depois de conhecer o Richard percebi porque você se apaixonou por ele. Vocês dois se completam de um jeito surpreendente, e Richard nada me deixa mais feliz do que você saber cozinhar, porque eu já não aguentava mais. — arranquei algumas risadas da minha mãe, em meio as lágrimas. — Mãe, passamos por tantas coisas e nada me deixa mais feliz do que vê-la feliz, eu estarei do seu lado enquanto vivermos e se eu puder, depois também. Eu amo você.
Obviamente eu estava chorando rios de lágrimas e abracei minha mãe com força enquanto ela mexia no meu cabelo e dizia que me amava. Fiquei tão envolvida nesse momento que só a soltei quando ouvi a voz do Will.
— Pai, eu também não sou muito bom com as palavras e obviamente puxei isso de você, mas quando a mãe morreu, parecia que a alegria da casa tinha ido junto com ela e isso refletia em nós dois, mas quando você começou a sair com a Ellie, nossa, eu nem a conhecia, mas já a amava, simplesmente porque os risos voltaram, o ar ficou mais leve e a comida ficou muito melhor. A Ellie mudou a nossa vida e eu sou infinitamente grato a ela por isso. Eu torço pela felicidade de vocês e pai, eu amo você, não se esqueça disso.
Chorei mais uma vez e sorri para o Will que piscou pra mim e foi abraçar o pai. Depois dos discursos, a música começou e as pessoas foram dançar. Minha mãe levantou seguida por Richard e eu esperei para falar com o Will.
— Adorei o discurso. — falei e ele sorriu.
— Eu não sou muito bom com eles.
— Não é verdade e eu posso falar isso com propriedade. — ele deu de ombros.
— O que eu posso dizer? De qualquer maneira, você falou muito bem.
— Eu simplesmente falei o que veio na minha cabeça. — Will ficou um tempo em silêncio e eu prendi a respiração.
— Jessica, eu...
— Ei, Jessie. — com um timing sempre maravilhoso, nossos amigos chegaram e eu coloquei um sorriso no rosto.
— Oi, Austin.
— Eu atrapalho? — perguntou Charlie.
— Claro que não. — abracei a minha amiga com força. — Eu estava com saudade.
— Eu também. — abracei o Austin do mesmo modo. Quando percebi que Charlie e Will tinham começado a falar em sussurros, me concentrei no Austin.
— E como está a faculdade? — perguntei e ele abriu um sorriso.
— Incrível. Eu estou adorando e jogar basquete é o que eu sei fazer.
— Eu fico tão feliz por você.
— Obrigado e você? Como andam as coisas por Nova York?
— Incríveis. Eu continuo amando esse lugar.
— Claro que sim, isso não me surpreende.
— Meu Deus. — falou Charlie e eu me virei para encará-la.
— O que foi?
— Está tocando Calvin Harris, agora sim a festa começou. Vamos Austin.
— Vamos, claro. Daqui a pouco a gente se vê. — assenti e eles saíram a caminho da pista.
— A Charlie continua igualzinha. — falei e Will assentiu.
— Certas coisas nunca mudam.
— Mas então, o que você queria me falar. — ele balançou a cabeça.
— Depois. — e simplesmente levantou em direção a mesa dos nossos amigos, meio a contra gosto o segui.

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— Eu chorei igual uma criancinha. — falou Chloe e eu sorri.
— Eu percebi. Seu rosto ainda está vermelho.
— Ficou soluçando no meu ouvido a cerimônia toda. — falou Chris.
— Sabe o que eu acho? Acho que deveríamos todos dançar. — falou Chelsea.
— Eu não acho. — falou Josh.
— Ah, vamos. — falei e ele revirou os olhos.
— Tudo bem, tudo bem.
Chelsea saiu arrastando o Derek até a pista, seguida por um Chris arrastando a Trina até a pista, peguei a mão do Josh e a da Chloe e os segui também. Só depois que percebi que o Will não estava atrás da gente. Para minha infelicidade, Julie o pegou pela mão e levou para longe. Tentei fingir que isso não abalava, mas eu senti no fundo do meu coração.
— Amiga. — Charlie me pegou pela mão. — Você vai deixar isso acontecer? — eu fingi que não entendi.
— O que você quer dizer?
— Por favor, Jessica, essa garota está louca para cair matando. — falou Allison entrando na conversa.
— Que isso? Complô?
— Você que sabe, mas depois não fica choramingando dizendo que é tarde demais, tá?
— Vou me lembrar disso.
— Ótimo. — respirei fundo e me virei para o Josh.
— Você quer dançar? — ele sorriu.
— Eu estou aqui, não estou?
— Ótimo. — arrastei ele pelo braço para o mais longe possível das meninas e me permiti esvaziar a mente por um momento. Will e Julie estavam muito perto mesmo um do outro e isso me irritou.
Parte de mim sabia que o que eu estava fazendo não era legal, mas a outra parte de mim estava amando fazer isso. Eu talvez estivesse perto demais do Josh, a música ajudava. De qualquer maneira, quando eu abri os olhos, os meus amigos me olhavam com incredulidade, mas quem eu procurava estava no fundo do salão e me olhava em choque, e uma pitada de decepção. Ah, meu Deus, aonde eu estava com a cabeça?
Josh estava envolvido na música e em mim, eu sabia que eu estava provocando, era essa a intenção. Eu não queria fazer isso logo no casamento da minha mãe, mas ver a Julie arrastando ele pra longe "daquele jeito" me enlouqueceu. Quando a música acabou, eu e Josh ficamos nos encarando por um momento tentando entender o que tinha acabado de acontecer. Me afastei dele devagar e fui me juntar com a Allison e Phelipe.
— O que você fez? — perguntou Allison.
— Eu estava dançando. — ela revirou os olhos.
— Não seja ridícula, vocês estavam...
— Quase fazendo sexo com roupa? — arriscou Phelipe.
— Não exagera.
— Ah, mas foi isso que pareceu. Eu não quero me meter na sua vida, Jessica, mas sou sua amiga e meu Deus, você não pensa?
— Eu sei, mas é que...
— O quê? Estava com ciúme da Julie? Eu entendo, mas e o Josh? Você pensou no Josh?
— No Josh...
— Isso mesmo, aquele que você estava... sei lá... seduzindo. Droga, Jessica, você fica semanas sem falar direito com o cara e de repente, arrasta o cara pra dançar... daquele jeito.
— Eu vacilei, eu entendi.
— Ah, isso é um fato. Mas a única coisa que importa é se você se decidiu...
— Por que todo mundo fica me perguntando isso?
— Porque você não se resolve. Jessica, estamos nessa história desde que eu te conheci. Eu não aguento mais, você não aguenta mais, sua mãe, Richard, Josh, Will, ninguém suporta mais.
— E o que você quer que eu faça?
— Eu já falei o que eu acho. Mas isso não depende de mim, só de você.
— Eu sei disso, também, Allison. Obrigada. — meu tom já estava um tanto ignorante e ela não ficou por baixo.
— Sabe tanto que continua fazendo besteira.
Saí batendo o pé e antes que eu pudesse ir muito longe, Josh segurou o meu braço e eu parei no ato meio perdida. Assim que eu o olhei, ele soltou e respirou fundo.
— O que está acontecendo, Jessica? — suspirei.
— Eu também gostaria de saber.
— Talvez se você... — mas o que ele ia dizer eu nunca soube porque Chris e Trina escolheram essa hora pra resolver seus problemas bem alto.
— Eu achei que a gente estivesse se resolvendo. — falou Chris e Trina se afastou dele.
Nesse momento, meus amigos formaram uma rodinha em volta de Chris e Trina, inclusive Phelipe, Allison, Charlie e Austin que não tinham a menor intimidade com eles, mas uma treta é uma treta.
— Você tem que parar de me pressionar, eu estou tentando...
— Eu sei, Trina, eu sei é só que...
— O que você quer de mim?
— Quero seu amor, é isso que eu quero de você. Eu sei que isso soa muito egoísta, mas eu te amo tanto, Trina. E tudo o que eu mais queria era que você me amasse também.
— Mas eu amo, Chris. Eu amo. — o silêncio que se seguiu parecia perfurar os ouvidos de todos os presentes, mesmo com o barulho da festa.
— Você... — Chris estava em choque. Acho que mais pela doçura do seu tom de voz, do que realmente com o que ela disse.
— Eu tenho medo, entende? Da última vez que eu falei que eu te amava você me deixou. Me deixou sozinha. — suas lágrimas brilhavam no seu rosto normalmente irritado. Chris se aproximou e segurou seu rosto.
— Eu sei disso, e tenho que carregar a culpa comigo por isso todos os dias. Mas eu voltei, Trina. Eu quero te fazer feliz pelos dias que eu perdi e por todos que virão, quero secar suas lágrimas e rir com você, eu quero estar do seu lado a partir de hoje e nunca mais te abandonar. Mas pra isso você tem que me deixar fazer. Eu sei que isso é difícil, mas, por favor, me perdoa. — a Trina chorou bastante por um tempo em silêncio. Nenhum de nós falou alguma coisa pra não estragar o momento, embora eu quisesse gritar.
— Eu já perdoei. — e o beijou. Nós gritamos como loucos depois disso, na verdade, estávamos bem surpresos. Primeiro que ninguém estava acostumado com uma Trina chorona, mas como não com esse discurso todo.
E foi somente aí que eu soube. Na verdade, eu sabia desde o começo. Era ele, sempre foi. Como eu pude sequer pensar em outra pessoa, era tão óbvio que me assustou, me deixou até tonta. E estava na hora de fazer algo a respeito.

Notas finais
Ah gente, e o meu coração como fica?