O Garoto Sem Alma

1 Capítulo I - O começo.


Notas iniciais
Espero que gostem do primeiro Capitulo, Boa leitura a todos

Nascido sem seus pais... Criado em uma casinha afastada apenas algumas horas da cidade, foi criado pelos seus avos, ele foi ensinado tudo sobre as coisas da vida e das coisas que acreditava existir além dela, mas sempre desconfiado daquilo que não podia ver; Aos dez anos... Presenciou a morte de sua querida e inseparável avó, que pereceu a um ataque inesperável e inexplicável sem chance de socorro ... Desde então só lhe restou seu querido, mais bem velho avô... Uns dias logo após o falecimento de sua avó, ele foi morar com vários parentes, pois seu avô estava muito velho para cuidar dele.

SETE ANOS DEPOIS.

– Que dia longo... –Diz Riki se deitando em sua cama, um garoto de 17 anos, baixo, com cabelos lisos e brancos, curtos, de pele claro, e físico aparentemente adequado para um menino de sua idade, seus olhos eram de cor azul claro, sem brilho. Ele tinha um lindo apelido que sua avó o chamava e sempre dizia que sua mãe tinha lhe dado, Shounen Tenshi. Riki era um menino que não era de muitos amigos, principalmente depois da morte de sua querida avó. Riki estava morando com seus tios na mesma cidade, porem, um pouco mais distante da casa que um dia ele chamou de seu lar... Seu avô tinha se mudado para uma cidadezinha mais tranquila, para que pudesse se livrar da correria e lembranças que o atormentavam pela morte de sua esposa. Riki, sempre visitava seu avô a cada três meses.

Riki, todas as noites tinha o mesmo sonho: Um menino que tinha por volta dos seus 08 anos de idade, sempre via algo estranho e brilhante no seu quarto que depois do nada virava uma nuvem negra cheia de vozes ensurdecedoras.

– AAAAAAAH! – Riki gritava ainda dormindo, relutando para abrir os olhos.

– Riki acorda! Acorda!

Riki acorda assustado e sem noção do que esta fazendo e como um gato, da um grande pulo para trás, caindo por traz de sua cama.

– Qual é! ! não sou tão feio assim – Fala Youkai ironicamente, um grande amigo de Riki, um garoto da mesma fachetaria que Riki, porem, aparentava ter um pouco menos, com o mesmo porte físico, pele moreno claro, mas com os cabelos azuis e um pouco comprido e olhos também azuis e brilhantes.

– Youkai? O que faz aqui...? –Diz Riki agora reconhecendo seu amigo.

– Como o que? Você tem ideia que horas são?! Vim te acordar, e agora fica me assustando!.

– Eu tive outro sonho estranho... –Ao dizer isso Youkai respondeu novamente com ironia, como sempre.

– Vamos logo para a escola seu preguiçoso. –Disse seu amigo Youkai.

– Vamos para onde seu besta?! Hoje não temos aula –Disse Riki no mesmo tom que seu amigo.

– Hahahaha. –Youkai ri e completa. –É mesmo como eu sou besta!

Riki e Youkai saem do quarto e vão direto pra rua, para que Riki possa refrescar a cabeça depois de mais uma noite perturbadora.

– Ate logo! –Diz Riki para sua Tia.

– Ate logo e não demore muito para voltar para o almoço. – responde sua Tia.

– O que vamos fazer hoje? – pergunta Youkai.

– Riki olhando para o nada responde — Nada.

– Como nada?! -Retruca seu amigo curioso.

– Nada, pois hoje é dia de eu levar flores para minha avó e amanha vou ver meu avô. –Responde.

– Tudo bem então, eu tinha me esquecido que essa é uma das datas que você visita sua avó e seu avô. –Fala Youkai

Os dois garotos dão uma volta pela pequena cidade antes de Riki, sempre pontual em suas tarefas, voltar para casa para almoçar. Enquanto andavam, Youkai percebeu algo estranho em seu amigo que ultimamente andava muito pensativo.

– Posso te fazer uma pergunta? –Questiona Youkai muito curioso e ao mesmo tempo preocupado com seu amigo.

– Claro. –Diz Riki.

– Posso saber o que você tem ultimamente? Pois você anda muito distraído. – fala Youkai.

– Não precisa se preocupar meu amigo, não é nada demais. –Diz Riki com um pequeno sorriso no rosto.

– Tudo bem então Riki, sayounara. –Diz Youkai pegando uma rua que o levava a sua residência.

– Sayounara. –Diz Riki indo na direção oposta.

Assim os dois amigos logo após se despedirem um do outro, seguem seu caminho em direção as suas casas. Logo após o almoço, Riki se prepara para ir levar um buque de rosas para sua querida e falecida avó. Então com tudo pronto foi para o cemitério, ao chegar a seu tumulo, Riki não se aguentou e ficou de joelhos olhando para a foto de sua avó que já estava bem desgastada pelo tempo.

– Já faz tanto tempo que você se foi... –Diz Riki baixinho, com os olhos cheios de lagrimas.

– Fico me perguntando ate quando terei meu avô junto de mim, ate quando a senhora vai deixá-lo comigo — Conclui o Garoto.

Logo após dizer isso Riki se levanta e coloca as flores no vaso, e como todas as vezes que visita sua avó, ele ficava por volta de meia hora olhando para seu tumulo sem falar nada, porém, alguns segundos depois de ter se levantado e esta quase sumindo em seus próprios pensamentos, sente uma presença estranha. Como um garoto bem ágil, Riki se vira para ver quem esta ali, pois nesse horário nunca ia ninguém além dele para que pudesse sumir em seus pensamentos.

– Quem esta ai? –Diz Riki.

Mas nada e nem ninguém se pronuncia. Rapidamente Riki despede-se de sua avó e parte em direção a saída. Mesmo sem ninguém por perto, ele se sentia vigiado por algo ou alguém, então ele apertou o passo para a saída, onde a qual já podia ser vista.

– O que foi aquilo, porque estou suando? –Pensa Riki, já saindo do cemitério, percebendo que suas pernas estavam tremulas e seu corpo suava demais.

Riki havia sentido novamente todo aquele tipo de sentimento que ele sentia em seus sonhos todas as noites, e não tirava isso da cabeça enquanto voltava para casa. Chegando em casa mais cedo do que de costume, foi direto para seu quarto onde na qual retirou já deitado os sapatos, usando seus próprios pés. Ficou deitado olhando para o teto de seu quarto sem falar nada e com muita dificuldade de respirar, era como se por algum motivo estivesse faltando ar em sua casa. Naquele estado, ele não conseguia nem se levantar. Então Riki tentou ficar calmo – aqui estarei seguro – Pensava tentando de alguma forma retomar o controle do seu próprio corpo. Naquele instante logo após ter dito a si próprio aquilo para que ficasse mais tranquilo, Riki começou a se sentir mais calmo e completamente seguro. Ele já estava recuperando o ar que achava que tinha perdido, e começou a sentir-se cansado e com muito sono, então em poucos segundos logos após ter se recuperado, ele foi caindo em um sono profundo como se seu espirito tivesse sido consumido por algo.

{continua}

Notas finais
Espero que tenham gostado do primeiro Capitulo ^^